Sample records for tobacco mosaic virus
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Sample records 1 - 13 shown.



1

Identificação do vírus do mosaico do tomateiro (ToMV) Tobamovirus, por meio de anticorpos monoclonais/ Identification of tomato mosaic virus (ToMV) Tobamovirus using monoclonal antibodies

Duarte, Keila Maria Roncato; Gomes, Luiz Humberto; Andrino, Felipe Gabriel; Leal Jr., Gildemberg Amorin; Silva, Fabio Henrique Bicudo da; Paschoal, Jonas Augusto Rizzato; Giacomelli, Ana Maria Brancalion; Tavares, Flavio Cesar Almeida
2002-03-01

Resumo em português O tomateiro é uma olerícola de grande importância econômica e uma das mais suscetíveis a viroses, dentre as quais, a causada pelo vírus do mosaico do tomateiro (ToMV), gênero Tobamovirus, que tem como sintomas mosaico verde claro-escuro nas folhas, afilamento dos folíolos e diminuição da produção, entre outros sintomas. Visando a identificação do ToMV, foram produzidos anticorpos monoclonais (MAbs), testados através de PTA- ELISA ("plate trapped antigen- en (mais) zyme linked immunoassay"). O MAb (10.H1) foi utilizado para avaliar a capacidade de identificação do ToMV em testes no campo em plantas de tomate infectadas. O MAb não apresentou reação cruzada com TMV (tobamovirus do mosaico do tabaco) nem com extrato de plantas sadias. O ToMV das amostras foi isolado, purificado e re-inoculado em plantas de tomateiro e de tabaco, para confirmação dos sintomas. Em "immunobloting" o MAb 10.H1 reconheceu somente a proteína referente à capa protéica do ToMV (de 17,5 kDa). A especificidade do MAb 10.H1 pode permitir o diagnóstico precoce desta doença na fase de plântulas, ainda em casa de vegetação, evitando assim a disseminação desta virose no campo. Resumo em inglês Tomato is a highly important crop for the world economy, and very susceptible to virus diseases, among them the tomato mosaic tobamovirus (ToMV), which causes light and dark green mosaic in the leaves, decreases yield, among other symptoms. With the aim of early identifying ToMV in biological material, harvested from crop fields, monoclonal antibodies (MAbs) were produced against ToMV. The MAb 10.H1 tested through PTA-ELISA (Plate Trapped Antigen--Enzyme-Linked immunosorb (mais) ent assay), does not cross-react with TMV (tobacco mosaic tobamovirus) or with proteins extracted from plant sap. The MAb was able to identify ToMV from infected plants. The ToMV was isolated, purified and used to re-inoculate tobacco and tomato plants to confirm the symptoms. In immunoblotting assays the MAb recognizes only the band corresponding to the coat protein of the ToMV (17.5 kDa). The MAb 10.H1 opens the possibility to identify ToMV in tomato seedlings avoiding its dissemination in cropped fields.

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Resistência ao mosaico Y, combinada com resistência ao mosaico comum, em tomateiro/ Tomato types combining resistance to tobacco mosaic and potato Y viruses

Nagai, Hiroshi; Costa, A. S.
1972-01-01

Resumo em português Derivados de tomateiro, que incorporam resistência ao vírus de mosaico Y (PVY) e mosaico comum (TMV), foram obtidos do cruzamento entre a var. Ângela, resistente às estirpes locais do vírus de mosaico Y, e T 15-1-6-1, que é altamente resistente às estirpes locais do TMV, por meio de inoculação com dois vírus, retrocruzamentos para Ângela e seleção de gerações avançadas do híbrido. Tipos selecionados do tomateiro são homozigotos para os gens Tm-2ªe rt. S (mais) uas características comerciais são semelhantes às da var. Ângela. Espera-se que os novos tipos de tomateiro reduzam perdas causadas pela infecção com PVY e/ou TMV, evitem efeitos sinérgicos entre dois vírus em combinação, eliminem a infecção do tipo "internal browning" e também transmissão do TMV pelas sementes. Resumo em inglês A tomato variety named Angela, previously described, incorporates resistance to local strains of the potato virus Y group that occur in tomato plantings in São Paulo. This variety is well accepted by tomato growers and is being used as a basis for incorporation of other types of virus disease resistance. Derivatives incorporating resistance to potato Y and tobacco mosaic viruses were obtained from crosses between Ângela and T 15-1-6-1, a tomato type that is highly resis (mais) tant to tobacco mosaic virus, by inoculation and selection of advance generations of the hybrid or by backcrossing, combined with selfing. The newly selected tomato types are homozygous for the recessive gene rt that controls resistance to potato Y virus and for Tm-2a that conditions tobacco mosaic virus resistance. Their commercial qualities are similar to those of the Ângela parent plant. The new tomato types, resistant to TMV and potato virus Y, are still being tested in a large scale before being released, but it is expected that they will reduce considerably the losses caused by infection with either of the two viruses, avoid injury from the synergistic effect of virus combinations in the same plant, eliminate internal browning, and seed transmission of TMV.

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Reação de híbridos, linhagens e progênies de pimentão à requeima causada por Phytophthora capsici e ao mosaico amarelo causado por Pepper yellow mosaic vírus (PepYMV)/ Reaction of hybrids, lines and progenies of sweet pepper the blight caused by Phytophthora capsici and to Pepper yellow mosaic virus (PepYMV )

Nascimento, Ildon Rodrigues do; Valle, Luiz Artur Costa do; Maluf, Wilson Roberto; Gonçalves, Luciano Donizete; Gomes, Luís Antônio Augusto; Moreto, Paulo; Lopes, Eloísa Aparecida das Graças Leite
2007-02-01

Resumo em português A requeima do pimentão (Capsicum annuum L.) causada por Phytophthora capsici e o mosaico amarelo causado por PepYMV são prioridades nos programas de melhoramento de pimentão em andamento no Brasil. Foram avaliados três híbridos comerciais (Magali R, Atenas F1 e Fortuna Super F1), cinco linhagens, 20 híbridos experimentais e duas progênies F2:4 do programa de melhoramento da Universidade Federal de Lavras/HortiAgro Sementes quanto à reação a P. capsici e a PepYMV (mais) . Os experimentos foram montados independentemente em blocos casualizados, com quatro e duas repetições, respectivamente. Cada parcela foi constituída de oito plantas instaladas em bandejas de 128 células, que foram mantidas em estufa com cobertura plástica e laterais teladas. As avaliações foram feitas do 4º ao 14º e do 15º ao 40º dias após a inoculação (DAI) para P. capsici e PepYMV, respectivamente. A inoculação com P. capsici foi feita pormeio da distribuição de 5 mL de suspensão com 10(4) zoósporos/mL no solo ao redor do colo de cada planta. A inoculação mecânica de PepYMV foi feita a partir de macerados de folhas de Nicotiana tabacum cv. TNN, previamente infectadas. Os híbridos Magali R e Fortuna Super, foram suscetíveis a P. capsici, enquanto que o acesso Criollo de Morellos 334, a linhagem PIM-013 e as progênies PIX-03 pl#03-2 e PIX-030 pl#06-3 (ambas originadas do cruzamento com Criollo de Morellos), foram resistentes. Reação de resistência a P. capsici foi também observada para os híbridos experimentais que tiveram PIM-013 como uma das linhagens parentais. Criollo de Morellos 334, as progênies PIX-03 pl#03-2 e PIX-030 pl#06-3, o híbrido comercial Magali R e outros 6 híbridos experimentais que tinham como um dos genitores a linhagem MYR-29 forma ressitentes ao PepYMV. As progênies PIX-03 pl#03-2 e PIX-030 pl#06-3 são fontes promissoras de resistência a ambos os patógenos para serem desenvolvidas e exploradas em programas de melhoramento. PIM-013 e MYR-29 são fontes de resistência promissoras a P. capsici PepYMV, respectivamente, para serem utilizadas no desenvolvimento de híbridos com resistência a esses patógenos. Resumo em inglês Resistance to pepper blight induced by Phytophthora capsici and to yellow mosaic caused by a potyvirus species (PepYMV) are two priorities of most pepper (Capsicum annuum L.) breeding programmes in Brazil. The reactions of three commercial hybrids (Magali-R, Atenas F1, and Fortuna Super F1) to both P. capsici and PepYMV was studied, along with those of 20 experimental hybrids, 6 inbred lines and two F2:4 progenies from the Universidade Federal of Lavras pepper breeding pr (mais) ogramme. Trials in randomized complete block designs were carried out independently for each of the pathogens, with four and two replications, respectively. Each replications comprised 8 plants in 128-cell speeding styrofoam trays, kept in plastic-covered greenhouses protected with screen at the sides. Evaluation of symptoms was made from the 4th to the 14th and from the 15 th to the 40th day after inoculation (DAI) for P. capsici and PepYMV, respectively. Inoculation with P. capsici was made by dispensing 5mL of a 10(4) zoospore.mL-1 solution at the soil around the base of each plant. PepYMV was mechanically inoculated from extracts of previously infected leaves of TNN tobacco. Hybrids Magali-R and Fortuna Super were susceptible to P. capsici, while the hybrid Atenas, the access Criollo de Morellos 334, the progeny PIX-030 pl#03-2 and PIX-030 pl#06-3 (both originated from crosses with Criollo de Morellos), and the line PIM-013 were resistant. Among the experimental hybrids, three were also resistant to P. capsici, all three having PIM-013 as one of the parental lines. Resistance to PepYMV was found in Criollo de Morellos 334, progeny PIX-030 pl#03-2 and PIX-030 pl#06-3, and in the commercial hybrid Magali, besides 6 other experimental hybrids having line MYR-29 as one of the parental ines. The only treatment with resistance to both P. capsici and PepYMV were families PIX-030 pl#03-2 and PIX-030 pl#06-3, and the experimental hybrid F1(PIM-013 x MYR-29). Progeny PIX-030 pl#03-2 and PIX-030 pl#06-3 proved to be promissing sources of resistance to both pathogens to be deployed in breeding programmes. PIM-013 and MYR-29 are promissing sources of resistance to P. capsici and PepYMV, respectively, to be deployed in development of hybrids with resistance to these pathogens.

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6

Obtenção de variedades de pimentão resistentes ao mosaico/ Breeding sweet pepper varieties for resistance to mosaic

Nagai, Hiroshi
1968-01-01

Resumo em português Tendo em vista as perdas consideráveis causadas pela moléstia conhecida como "mosaico do pimentão", induzida por estirpes do vírus Y da batatinha, nas culturas de pimentão (Capsicum annuum L.), formulou-se um projeto visando criar variedades resistentes. Como fontes de resistência, cêrca de 45 introduções de pimentão e 46 de pimenteiras, compreendendo oito espécies do gênero Capsicum, foram submetidas aos testes de inoculação. Três novos fatores genéticos (mais) responsáveis pela resistência aos grupos n e w do vírus Y foram encontrados em certas variedades de C. annuum: Gene "H": dominante, encontrado nas variedades Casca Dura e Mogi cias Cruzes, que condiciona reação de hipersensibilidade ao vírus Yn. Gene "w": recessivo, que controla a tolerância da var. Pôrto Rico Wonder ao vírus Yw. Gene "f": recessivo, que condiciona a tolerância ao vírus Yf na var. Moura. Há indicação de alelismo entre os genes "w" e "f", sendo que o nível de tolerância dêste é mais elevado que o daquele. A imunidade ao vírus Y constatada em P 11 (P. I. 264281), cujo comportamento foi atribuído à ação de um par de genes recessivos "yª", foi confirmada também com relação às estirpes do virus Y que aqui ocorrem. As combinações de tôdas as fontes de resistência acima citadas possibilitaram a criação de novas variedades de pimentão pràticamente imunes ao vírus Y, bastante produtivas e com características comerciais satisfatórias. Agronômico 7 produz frutos quadrados (tipo California Wonder) e Agronômico 8 apresenta frutos cônico-alongados (tipo Casca Dura). Resumo em inglês A highly prevalent type of mosaic that induces heavey losses to sweet pepper (Capsicum annuum L.) plantings in São Paulo and other neighboring states is caused by two groups of the potato virus Y complex, designated as n and w. Group n is represented by strain Yn; group w by strains Yw and Yf. Screening tests with 45 sweet pepper varieties and 46 others of the pungent type, belonging to several species of Capsicum, were carried out in the greenhouse and in the field to d (mais) etect resistance to mosaic. A hypersensitive type of resistance to Yn was found in the sweet pepper varieties Mogi-das-Cruzes and Casca-Dura. Porto Rico Wonder was tolerant to Yw, but not so to a related strain, Yf. A sweet pepper variety called Moura was highly tolerant to Yf. A variety known as P 11 (P.I. 264281) (Capsicum annuum) was found to be immune to all Y virus strains tested. The pungent types SA 112 (C. pubescens), 1-30771 and 1-30772 (C. pendulum) also behaved immune to Y virus strains, but were not used as sources of resistance because they are not compatible with C. annuum. Inheritance studies disclosed the existence of 3 new pairs of genes responsible for the various types of resistant reactions to strains of the potato Y virus in Capsicum annuum. They can be described as follows: Gene "H" is a dominant allele found in Mogi-das-Cruzes and Casca-Dura, that conditions hypersensitivity to Yn. Gene "w" is a recessive factor that controls tolerance of Porto Rico Wonder to strains of Yw. Gene "f" is a recessive factor that conditions tolerance to Yf in the sweet pepper variety Moura. Gene "f" behaves as an allele of "w", affording a higher level of tolerance to strains of the Y virus complex. The immunity to various strains of the Y virus complex found in Florida in P 11 (P.I. 264281) by COOK & ANDERSON (7), and attributed by these investigators to a pair of recessive genes "yªyª", was also verified for strains of the Y virus complex present in São Paulo. The sweet pepper varieties Yolo Wonder and All Big were introduced in the breeding program because they carry the partially dominant genes "LiLi" (17) that controls resistance to tobacco mosaic virus in pepper. Early in the development of the present breeding program, the genes "HH", "ww" and "LiLi" were combined in several improved lines, but appearence of a new strain Yf showed the need of a higher resistance level than that present in these tri-hybrid lines. The incorporation of the Moura type of tolerance due to genes "ff" permitted the development of commercial lines highly tolerant to strains of the Y virus complex. The immunity to strains of the Y virus complex from P 11, due to genes "yªyª", was incorporated to sweet pepper genotypes already possessing the other types of resistance to Y mosaic and to TMV. This resulted in two new groups of sweet pepper varieties that are immune to all strains of the Y complex so far tested, resistant to TMV, high yielding, and with good commercial characteristics: Agronomico 7 has fruits of the blocky type (California Wonder type) and Agronomico 8 has tapering, elongated fruits (Casca-Dura type).

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Moléstias de vírus do algodoeiro/ Virus diseases of the cotton plant in the state of São Paulo

Costa, A. S.; Carvalho, Ana Maria B.
1962-01-01

Resumo em português Das quatro moléstias de vírus encontradas até agora nos plantações de algodoeiros no Estado de São Paulo - o mosaico comum (mosaico do Abutilon), o mosaico das nervuras, o mosaico causado pelo virus da necrose branca do fumo e o vermelhão ou antocianose, só a última é de importância econômica. Medidas de controle para esta, baseadas na destruição do inseto vector - o pulgão do algodoeiro (Aphis gossypii) - são preconizadas. Resumo em inglês Four virus diseases can be encountered in. cotton plantings (Gossypimn hirsutum) in the state of São Paulo: (a) common yellow mosaic due to the Abutilon mosaic virus; (b) vein mosaic due to an unidentified virus; (c) green mosaic induced by the Brazilian tobacco streak virus and (d) cotton anthocyanosis due to o persistent virus transmitted by the cotton or melon aphid, Aphis gossypii. Cotton yellow mosaic occurs in all plantings, but the percentage of infected plants is (mais) usually low; vein mosaic is of rare occurrence; percentage of infection with green mosaic can be high late in the season. The theree types of mosaic are of minor importance under most conditions, no control measure being necessary. Cotton anthocyanosis is at present the most important virus disease of this plant in São Paulo. Late in the season practically all plants become infected. Seed treatment with systemic insecticides and field spraying after the effect of the seed treatment wears off are recommended to reduce aphid infestation and therefore minimize secondary spread of the disease.

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8

Inativação do vírus do mosaico comum do fumo pelo filtrado de culturas de Trichoderma sp

Forster, R.
1950-05-01

Resumo em inglês Trichoderma sp. grown in liquid medium produced a substance which has caused up to 90% reduction in the infection capacity of the tobacco mosaic virus, measured in number of local lesions on Nicotiana glutinosa half leaf inoculations. Under the present experiments the fungus has been grown in liquid medium and the filtrates used in inactivation tests on the virus. From the fact that the liquid filtrate showed inactivation power after only two days of culture it is conclud (mais) ed that the inactivation is of the nature of a secretion of the fungus into the liquid medium. The inactivation proceeded within 2 minutes after mixture of the culture extract with the virus, no better results were obtained if the mixtures allowed to stand for a longer period of time. If cultures were grown in the light in the laboratory the inactivation power decreased after the second day as was found by Weindling (8), for the effect on Rhizoctonia sp. If grown in the dark the inactivator continues to increase in concentrations for at least 22 days. In the dark no spores formation could be observed. Physiological activity associated with spores formation may be the reason for the loss of inactivator in day light grown cultures where spores start to be formed after the second day of growth. Extraction of the inactivator with chloroform was attempted according to Weindling's method. The inactivator could never be completely extracted since the treated filtrate kept showing inactivation on tobacco mosaic virus. This suggests that the inactivator for the virus may be a different from the one found by Weindling against Rhizoctonia sp. By ultracentrifugation at 35,000 r.p.m. no inactivator could be obtained from the filtrate. Using Takahashi's acetone method a whitish precipitate could be obtained which showed an inactivation of tobacco mosaic virus.

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Identificação e caracterização de um potyvírus isolado de Zinnia elegans/ Identification and characterization of a potyvirus isolated from Zinnia elegans

Maritan, Ana C; Gaspar, José O; Camargo, Luis E. A
2004-02-01

Resumo em português O presente trabalho teve como objetivo a identificação e caracterização de um potyvírus isolado de Zinnia elegans, na Região Noroeste do Estado de São Paulo. O potyvírus foi transmitido por inoculação mecânica e apresentou uma gama restrita de hospedeiras sendo que as espécies mais afetadas pertencem à família Asteraceae. Em SDS-PAGE, a massa molecular da proteína capsidial (CP) foi estimada em 33 kDa e, em "Western-blot", reagiu com anti-soro para o Bidens (mais) mosaic virus (BiMV). Um fragmento de aproximadamente 820 pb foi amplificado por RT/PCR, clonado e seqüenciado. O fragmento, que inclui o gene da proteína capsidial, mostrou similaridade de aminoácidos do "core" da CP variando de 55% (Tobacco vein mottling virus, TVMV) a 95% (Sunflower chlorotic mottle virus, SuCMoV) e da CP completa de 55% (TVMV) a 91% (SuCMoV). Na região N-terminal, o potyvírus de Zinnia tem uma deleção de quatro aminoácidos (posições 9 a 12 após o sítio de clivagem entre a proteína NIb e a CP) quando comparada com a seqüência do SuCMoV. A análise filogenética agrupou o potyvírus de Zinnia e o SuCMoV em um mesmo ramo em 100% das réplicas, mostrando uma relação de parentesco muito próxima entre esses dois vírus. Os resultados obtidos no presente trabalho demonstraram que o potyvírus de Zinnia e o SuCMoV são estirpes do mesmo vírus. Sugere-se o nome Sunflower chlorotic mottle virus, isolado Zinnia (SuCMoV-Zi), ao potyvírus encontrado em Z. elegans no Brasil. Resumo em inglês The present work describes the identification and characterization of a potyvirus isolated from Zinnia elegans in the northwest region of the State of São Paulo, Brazil. The Zinnia potyvirus was transmitted by mechanical inoculation. Its host range was restricted mainly to members of the Asteraceae family. By SDS-PAGE, the molecular mass of the coat protein (CP) was estimated to be 33 kDa and, in Western-blot, it reacted with antiserum to Bidens mosaic virus (BiMV). A fr (mais) agment of about 820 bp was amplified by RT/PCR, cloned and sequenced. The fragment, which included the CP gene, displayed amino acids similarity in the CP core ranging from 55% (Tobacco vein mottling virus, TVMV) to 95% (Sunflower chlorotic mottle virus, SuCMoV). For the whole CP, it ranged from 55% (TVMV) to 91% (SuCMoV). In the N-terminal region the Zinnia potyvirus has a deletion of four amino acids (positions 9 to 12 downstream of the cleavage site between the protein NIb and the CP) when compared with the SuCMoV sequence. Filogenetic analysis grouped the Zinnia potyvirus and SuCMoV in the same branch in 100% of the replicates, showing a very close relationship between these two viruses. The results obtained in the present work demonstrate that the Zinnia potyvirus and SuCMoV are strains of the same virus. The name Sunflower chlorotic mottle virus, Zinnia isolate (SuCMoV-Zi), is suggested for the potyvirus found in Z. elegans in Brazil.

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Caracterização de uma nova estirpe do Tomato mosaic virus isolada de tomateiro no Estado de São Paulo/ Characterization of a new Tomato mosaic virus strain isolated from tomato in the State of São Paulo, Brazil

Moreira, Silvia R.; Eiras, Marcelo; Chaves, Alexandre L.R.; Galleti, Silvia R.; Colariccio, Addolorata
2003-12-01

Resumo em português Um vírus isolado em Guaratinguetá, SP, de tomateiro (Lycoporsicon esculentum) 'Santa Clara' com sintomas característicos de virose, foi estudado por meio de plantas indicadoras e de hospedeiras diferenciais pertencentes a linhagens homozigotas de tomateiro, ensaios de estabilidade in vitro, purificação, contrastação negativa, testes sorológicos de ELISA-PTA e imunomicroscopia eletrônica, utilizando-se anti-soros contra diferentes vírus do gênero Tobamovirus. O (mais) isolado infetou plantas de espécies de amarantáceas, quenopodiáceas e solanáceas. Plantas de Chenopodium amaranticolor reagiram com sintomas locais e sistêmicos; Nicotiana sylvestris e N. rustica reagiram com lesões locais e a linhagem homozigota de tomateiro Tm-2 mostrou-se imune ao vírus. Nas preparações purificadas de contrastação negativa, foram observadas partículas rígidas e alongadas com cerca de 300 nm. O isolado foi identificado como um tobamovírus, com anti-soros contra o Tomato mosaic virus (ToMV) e Tobacco mosaic virus (TMV). As hospedeiras diferenciais indicaram se tratar de ToMV. Por meio de RT-PCR, com oligonucleotídeos para o gene da capa protéica de espécies do gênero Tobamovirus do subgrupo 1, amplificaram-se fragmentos com 850 pb que foram clonados e seqüenciados. A similaridade de nucleotídeos e aminoácidos deduzidos variou entre 85 e 91% quando a seqüência do ToMV-SP foi comparada com outras sequências de ToMV, 75 e 83% quando comparada com as do TMV e 67 e 72% quando comparada com a do Odontoglossum ringspot virus (ORSV). As comparações com outras espécies de tobamovírus apresentaram valores de similaridade inferiores a 65%. Confirmou-se a identidade dos vírus como sendo uma nova estirpe do ToMV. Resumo em inglês Tomato (Lycoporsicon esculentum) plants 'Santa Clara' from the city of Guaratinguetá in the State of São Paulo, Brazil, show typical virus symptoms in this study. The evaluation was carried out by using indicator plants and differential tomato genotypes with resistance factors of Tm-1, Tm-2 and Tm-2² ; virus stability in sap; purification; and negative staining, PTA-ELISA and ISEM. The isolates infected plants from several species of Amaranthaceae, Chenopodiaceae and S (mais) olanaceae. Chenopodium amaranticolor plants reacted with local and systemic symptoms; Nicotiana sylvestris and N. rustica reacted with local lesions and the tomato Tm-2 showed immunity. Rod-shaped particles about 300 nm were observed in negatively stained preparations. The isolate reacted against Tomato mosaic virus (ToMV) and Tobacco mosaic virus (TMV) antisera. Based on host plants, the isolate was identified as tToMV and by the tomato genotype response, but it could be not identified as the 0 or I ToMV strain. In order to confirm the identity of the virus, RT-PCR was performed with specific primers for the tobamovirus coat protein gene and the amplified DNA was cloned and sequenced. The nucleotides and deduced aminoacids showed 85 and 91% similarity when compared to ToMV sequences, 75 and 83% similarity with those of TMV, and 67 and 72%, with Odontoglossun ringspot virus (ORSV). For other tobamovirus species, the similarity values were lower than 65%. The virus was confirmed as a new ToMV strain.

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Caracterização de um isolado do Pepper mild mottle virus que não quebra a resistência do gene L3 em Capsicum sp./ Characterization of a non-L3 gene-resistance breaking Pepper mild mottle virus isolate in Capsicum

Eiras, Marcelo; Chaves, Alexandre L. R.; Moreira, Silvia R.; Araujo, Jansen de; Colariccio, Addolorata
2004-12-01

Resumo em português Sementes de pimenta (Capsicum baccatum) 'Dedo de Moça' destinadas ao plantio comercial e adquiridas no município de São Paulo, SP, analisadas quanto à presença de vírus, por meio de testes biológicos e sorológicos revelaram-se infetadas por uma estirpe do Pepper mild mottle virus (PMMoV). Para confirmar a identidade do isolado, promoveu-se a RT-PCR com oligonucleotídeos que flanqueiam a ORF da capa protéica de espécies do gênero Tobamovirus do subgrupo 1. Os f (mais) ragmentos de DNA amplificados, quando seqüenciados e comparados com outros isolados de tobamovírus depositados no GenBank, apresentaram valores de identidade de nucleotídeos entre 94 e 100% com outras seqüências de PMMoV, inferiores a 75% para as demais espécies de tobamovírus do subgrupo I (Tobacco mosaic virus, Tomato mosaic virus e Odontoglossum ringspot virus) e 65% para os tobamovírus dos subgrupos II e III. O PMMoV-BR revelou 100% de identidade com isolados japoneses, sugerindo que este patógeno pode ter sido introduzido daquele país. A seqüência de aminoácidos deduzidos da capa protéica indicou também, que este isolado não é capaz de quebrar a resistência do gene L3 de Capsicum spp. Fato confirmado pelos sintomas causados nas hospedeiras diferenciais de Capsicum spp., verificando-se que este isolado não foi capaz de infetar plantas de C. chinense (L3) e C. chacoense (L4). Estes resultados confirmaram a importância da caracterização dos isolados de tobamovírus, fundamental para adequação de medidas de controle, principalmente, prevenindo a entrada e posterior disseminação do patógeno em novas áreas de cultivo. Resumo em inglês A strain of Pepper mild mottle virus (PMMoV) was identified by biological and serological analysis of pepper (Capsicum baccatum) 'Dedo de Moça' seeds from São Paulo, SP, Brazil. To confirm these results, RT-PCR was performed with specific primers flanking the coat protein (CP) ORF of tobamoviruses in subgroup 1. The DNA-amplified fragments, when sequenced and compared with other tobamovirus CP sequences stored in the GenBank, showed nucleotide similarity between 94 to 1 (mais) 00% with other PMMoV CP sequences, and below 75% with the subgroup I tobamovirus species (Tobacco mosaic virus, Tomato mosaic virus and Odontoglossum ringspot virus) and 65% with species in the subgroups II and III. The Brazilian isolate showed 100% identity with a Japanese isolate, strongly suggesting that this pathogen could have been introduced from that country. This fact confirms the importance of the isolate's characterization, in order to establish adequate control measures to guarantee healthy seed interchange and to avoid the introduction and spread of tobamoviruses into new growing areas. The deduced CP aminoacids sequence showed that the PMMoV-BR was not capable to overcome L3 gene resistance. This fact was confirmed by the inoculation and reaction of differential Capsicum species. The Brazilian isolate was not able to infect C. chinense (L3) and C. chacoense (L4).

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Avaliação da resistência a tobamovirus em acessos de Capsicum spp./ Evaluation of resistance of Capsicum spp. genotypes to tobamovirus

Cezar, Márcia Aparecida; Krause-Sakate, Renate; Pavan, Marcelo Agenor; Costa, Cyro Paulino da
2009-02-01

Resumo em português A resistência em Capsicum spp a tobamovírus é governada pelos genes L¹ a L4. Baseado na capacidade de alguns isolados suplantarem a resistência destes genes, os tobamovírus podem ser classificados nos patótipos P0, P1, P1-2 e P1-2-3. No Brasil, até o momento as três espécies de tobamovírus conhecidas são: Tobacco mosaic virus (TMV), Tomato mosaic virus (ToMV), pertencentes aos patótipos P0 e Pepper mild mottle virus (PMMoV) pertencente ao patótipo P1-2, resp (mais) ectivamente e podem infectar pimentas e pimentões. Oitenta e seis genótipos de pimentão e pimenta foram avaliados quanto à resistência a tobamovírus, sendo 62 de Capsicum annuum, 18 de C. baccatum e seis de C. chinense. Oito acessos de C. annuum, seis de C. baccatum e os acessos ICA #39, Pimenta de cheiro e PI 152225 de C. chinense apresentaram reação de hipersensibilidade ao ToMV, enquanto que o acesso Ancho de C. annuum foi considerado tolerante, permanecendo assintomático, porém permitindo a recuperação do vírus quando inoculado em Nicotiana glutinosa. Para o PMMoV patótipo P1,2 foram avaliados os acessos de pimentão e pimenta considerados resistentes ao ToMV. Somente o PI 152225 de C. chinense desencadeou reação de hipersensibilidade ao PMMoV, sendo fonte potencial de resistência para programas de melhoramento a este vírus no Brasil. Resumo em inglês The resistance of Capsicum spp to tobamoviruses is conferred by the genes series L¹ to L4. Based on the ability of some isolates to overcome the resistance genes, the tobamovirus can be classificated in the pathotypes P0, P1, P1-2 and P1-2-3. In Brazil, at this moment there are three species of tobamovirus: Tobacco mosaic virus (TMV), Tomato mosaic virus (ToMV), belonging to pathotype P0 and Pepper mild mottle virus (PMMoV) belonging to pathotype P1-2 respectively, that (mais) can infect sweet and hot peppers. Eighty-six genotypes of sweet and hot pepper were evaluated for the resistance to tobamovirus. Eigth genotypes of C. annuum, five of C. baccatum and the three genotypes ICA #39, Pimenta de cheiro and PI 152225 of C. chinense reacted with hipersensibility to ToMV, while the genotype Ancho of C. annuum was considered tolerant to ToMV, remaining symptomless but allowing the multiplication of the virus. The genotypes considered resistant to ToMV, were evaluated for the reaction to P1,2 PMMoV. Only the PI 152225 of C. chinense reacted with hipersensibility to PMMoV, indicating that it could be used as a potential source of resistance in the breeding programs from Brazil.

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