Sample records for thyrotropin-releasing hormone
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Sample records 1 - 4 shown.



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Teste da função tiroidiana na hepatite crônica viral/ Thyroid function tests in patients with viral chronic liver disease

NOVIS, Mônica; VAISMAN, Mario; COELHO, Henrique Sérgio Moraes
2001-10-01

Resumo em português Racional - Foram estudados 125 pacientes com hepatite crônica ativa e cirrose pós-hepatite por vírus B ou C, e diferentes graus de acometimento funcional hepático. Objetivo - Traçar um perfil hormonal tiroidiano nesses pacientes. Material e Métodos - Os pacientes foram divididos em quatro grupos: a) 31 com hepatite crônica ativa; b) 41 com cirrose pós-hepatite Child A; c) 35 com cirrose pós-hepatite Child B e d) 18 com cirrose pós-hepatite Child C. Além das dos (mais) agens séricas de albumina e bilirrubina, determinação do tempo de atividade da protrombina e avaliação da presença de ascite e encefalopatia hepática, todos foram submetidos a dosagens séricas de triiodotironina (T3), tiroxina (T4), hormônio estimulador da tiróide (TSH), tiroxina livre (FT4), triiodotironina reversa (rT3), cálculo do índice rT3/T3 (IrT3) e realização do teste do TRH. Resultados - Quando se compararam as médias dos resultados dos testes entre os diferentes grupos, observou-se que o T3 foi o exame mais expressivo, gradativamente mais baixo, quanto mais avançada a doença (hepatite crônica ativa: 149,2 ± 42,3 ng/dL; cirrose pós-hepatite Child A: 137,4 ± 37,2 ng/dL; cirrose pós-hepatite Child B: 88,0 ± 28,4 ng/dL e cirrose pós-hepatite Child C: 41,8 ± 21,9 ng/dl). Os níveis do TSH, T4 e FT4 foram normais na maioria dos pacientes, porém níveis séricos baixos do T4 (4,5 ± 2,0 µg/dL) e FT4 (0,7 ± 0,4 ng/dL) e elevados do TSH (7,2 ± 11,5 µIU/mL), rT3 (60,8 ± 52,1 ng/dL) e IrT3 (2,2 ± 2,6) eram mais freqüentes nos pacientes com cirrose pós-hepatite Child C. O teste do TRH foi normal na maioria dos pacientes. Conclusão - O estudo mostra relação direta entre os níveis séricos baixos do T3 e elevados do rT3 e do IrT3 com o grau de disfunção hepática, segundo a classificação de Child-Pugh. Resumo em inglês Background - One hundred and twenty five patients with virus B or C chronic active hepatitis and postnecrotic cirrhosis and different degrees of liver dysfunction were studied. Aim - 1) To determine a thyroid hormonal profile; 2) to evaluate the prognostic value of these tests in relation to the progression of the disease and mortality; 3) compare these findings with Child-Pugh classification. Patients and Methods - The patients were divided in four groups: a) 31 with chr (mais) onic active hepatitis; b) 41 with postnecrotic cirrhosis Child A; c) 35 with postnecrotic cirrhosis Child B and d) 18 with postnecrotic cirrhosis Child C. The protocol comprised serum measurements of albumin and bilirrubin, estimates of prothrombin time and clinical evaluation of ascites and encephalopathy, measurement of total serum triiodothyronine, thyroxine, thyroid-stimulating hormone, free thyroxine, reverse triiosothyronine, calculated rT3/T3 index (IrT3) and thyrotropin-releasing hormone test. Results - Total serum triiodothyromnine showed the most significant difference among the groups, gradually lower as the disease became more advanced (CAH: 149,2 ± 42,3 ng/dL; PNC-A: 137,4 ± 37,2 ng/dL; PNC-B: 88,0 ± 28,4 ng/dL and PNC-C: 41,8 ± 21,9 ng/dL). Low levels of T4 (4,5 ± 2,0 µg/dL) and FT4 (0,7 ± 0,4 ng/dL) and elevated levels of thyroid-stimulating hormone (7,2 ± 11,5 µIU/mL), reverse triiosothyronine (60,8 ± 52,1 ng/dL) and calculated rT3/T3 index (2,2 ± 2,6) were more frequent in patients with postnecrotic cirrhosis Child C. Thyrotropin-releasing hormone test was normal in the majority of the patients. Conclusion - The present study shows a positive relationship between the low serum levels of T3 and elevated serum levels of rT3 and IrT3/T3 with the degree of hepatic dysfunction according to the Child-Pugh classification.

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Regulação da síntese e secreção de tireotrofina/ Regulation of thyrotropin synthesis and secretion

Moura, Egberto G. de; Moura, Carmen C. Pazos de
2004-02-01

Resumo em português A secreção de tireotrofina (TSH) é determinada pelo efeito estimulatório do hormônio hipotalâmico estimulador de tireotrofina (TRH) e pela retroalimentação negativa exercida pelos hormônios tireóideos (HT). Superpostos, atuam outros reguladores e aferências do sistema nervoso central. Somatostatina e dopamina inibem a secreção de TSH, já as vias alfa-adrenérgicas centrais são predominantemente estimuladoras e participariam no estímulo da secreção de TSH (mais) pelo frio. O estado nutricional modula o eixo através da leptina, por vias diretas e indiretas. O estresse induz redução da secreção de TSH, e discute-se a participação dos glicocorticóides, citocinas e opiáceos. Recentemente, evidenciou-se que fatores locais produzidos na adenohipófise podem atuar de forma autócrina/parácrina, modulando a secreção de TSH. Dentre estes, destacam-se a neuromedina B e o peptídeo liberador de gastrina, que atuam como inibidores locais da secreção de TSH. Discute-se ainda, as alterações do TSH decorrentes da programação neonatal, por hormônios ou desnutrição. Resumo em inglês The set point of thyrotropin (TSH) secretion is determined by the balance of a positive regulation of thyrotropin releasing hormone (TRH) and the strong negative regulation exerted by thyroid hormones. In addition, there are other regulators superimposed on this main axis such as somatostatin and dopamine, which act as inhibitors of TSH secretion, and central alpha-adrenergic pathways that are predominantly stimulatory and involved in the cold-induced thyroid activation. (mais) Nutritional status and leptin also regulate TSH by stimulating TRH neurons through direct and indirect mechanisms. Stress is also involved in lowering TRH/TSH secretion possibly through glucocorticoids, cytokines and opioids. Recently, a new regulatory pathway has been proposed, via peptides produced in pituitary, acting in an autocrine/paracrine manner. Among those, more consistent data are available on neuromedin B, gastrin-releasing peptide and pituitary leptin, which act as local inhibitors of TSH release. Neonatal programming of TSH secretion set point is also discussed.

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Efeitos tardios na função hipotálamo-hipófise após tratamento de tumores parasselares/ Late effects on hypothalamic-pituitary function following treatment of paraselar tumours

Motta, Luiz A. Casulari Roxo da; Martinelli, Claudio; Motta, Lucília Domingues Casulari da; Abrahão, André L. Andrade; Farage Filho, Miguel; Gagliardi, Antônio R. de Toledo
1991-09-01

Resumo em português O acompanhamento a longo prazo de pacientes submetidos a tratamento de tumores da região parasselar é importante para detectar complicações tardias da terapêutica. Neste estudo avaliamos 6 pacientes com craniofaringioma, 1 com meningioma, 1 com germinoma e 1 com cisto epidermóíde, localizados na região parasselar. Eles haviam sido tratados, em média, 3,8±3,2 anos antes, por cirurgia e radioterapia (6 casos) ou somente cirurgia (3 casos). Cinco pacientes eram do (mais) sexo feminino e a média de idade era de 24,3±18,8 anos. A avaliação consistiu na infusão endovenosa de TRH (200 mg), GnRH (100 mg) e insulina regular (0,1 UI Kg/peso), bem como na dosagem dos hormônios hipofisários antes (0) e após 20, 40, 60 e 80 minutos. Encontramos os seguintes resultados: (a) resposta deficitária do GH e do cortisol era todos pacientes; (b) 7/9 pacientes não tiveram respostas adequadas do FSH e 3/9 do L.H; (c) 4/9 tiveram respostas inadequadas da prolactina e 2/8 do TSH. Concluimos que: (a) o déficit de GH e cortisol são os mais frequentes nestes pacientes; (b) a lesão após radioterapia pode localizar-se tanto no hipotálamo quanto na hipófise ou, ainda, em ambos; (c) a sensibilidade das células hipofisárias e hipotalâmicas à irradiação é diferente de acordo com os hormônios que produzem; (d) é necessário o acompanhamento endocrinológico frequente dos pacientes submetidos a tratamento de tumores parasselares, a fim de detectar déficits hormonais tardios. Resumo em inglês Long term follow-up of patients submitted to treatment of paraselar tumours region is important for the detection of late therapeutic complications. In this study the authors conducted an evaluation of six patients with craniopharyngioma, one with germinoma, one with meningioma, and one epidermoid cyst. All above tumours were localized at paraselar region. Six out of nine patients had been treated both by surgery and by radiotherapy and the other three surgically only, on (mais) an average 3.8±3.2 years before this observation was carried out. Five patients were female with their ages average 24.3±18.8 years old. Evaluation consisted: in the first place, an intravenous infusion of thyrotropin-releasing hormone (TRH, 200 mg), gonadotropin-releasing hormone (GnRH, 100 mg), and insulin tolerance test (0,1 IU/Kg, regular insulin); and secondly, in measurements of pituitary hormones secretion at different time points - 0, 20,40, 60 and 80 minutes. We found both diminished response of growth hormone and Cortisol in all the patients. Seven out of nine patients did not have adequate response to follicle-stimulating hormone. Three out of nine responded unsatisfactory to luteinizing hormone. Four out of nine showed inadequate responses to prolactin as well as, two out of eight to thyrotropin. We concluded that: (a) growth hormone and Cortisol deficiency are the most frequent finding in these patients; (b) post-radiotherapy lesions can be located in the hypothalamus or pituitary, or even in both; (c) hypophsial and hypothalamic cell sensitivity to irradiation is different, according to their respective hormones; and (d) it is necessary a frequent endocrinologic follow-up of patients to detect late hormonal deficiences.

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Avaliação do eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoidiano em crianças com síndrome de Down/ Evaluation of the hypothalamic-pituitary-thyroid axis in children with Down syndrome

Oliveira, Ana Tereza de A.; Longui, Carlos A.; Calliari, Luis Eduardo P.; Ferone, Eduardo de A.; Kawaguti, Fábio S.; Monte, Osmar
2002-01-01

Resumo em português Objetivo: determinar a secreção de TSH em crianças com síndrome de Down, sem quadro clínico-laboratorial clássico de hipotireoidismo. Métodos: analisou-se 14 crianças com síndrome de Down e idade média de 3,4 (±1,8) anos. Excluiu-se pacientes com sintomas clássicos de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, ou que apresentassem anticorpos antitireóide positivos. Os pacientes foram comparados a um grupo controle de 16 pacientes com idade média de 11,8 (±3,8) an (mais) os e diagnóstico de baixa estatura familial ou atraso constitucional do crescimento. Foram determinadas as concentrações de TSH, T3, T4, T4L e prolactina no tempo basal e após estímulo com TRH. Pacientes com síndrome de Down, subdivididos quanto ao TSH basal, foram comparados em relação às concentrações basais de T3, T4, T4L e prolactina. Resultados: os valores basais de TSH e de prolactina foram significativamente maiores no grupo com síndrome de Down. Após estímulo com TRH, o pico de TSH foi maior no grupo com síndrome de Down. Tanto o número de pacientes com TSH basal > 5 µU/ml, quanto o número dos que apresentaram hiper-resposta ao estímulo com TRH (pico de TSH > 30 µU/ml), foi maior no grupo com síndrome de Down. Conclusões: freqüentemente, crianças portadoras de síndrome de Down apresentam elevação do TSH basal, mesmo na presença de valores basais normais de hormônios tireoidianos e anticorpos antitireóide negativos. A maioria dessas crianças (65%) apresenta hiper-resposta ao teste de estímulo com TRH. Nossos achados demonstram que nem todas as crianças com síndrome de Down e TSH elevado apresentam quadro clássico de hipotireoidismo, sugerindo nesses pacientes uma secreção anômala de TSH de origem hipotalâmica. Resumo em inglês Objective: to determine the thyroid stimulating hormone (TSH) secretion in children with Down syndrome (DS), who do not present clinical and laboratory evidence of classical hypothyroidism and concomitant undetectable antibodies. Methods: fourteen children with DS with a mean age of 3.4 (±1.8) years were studied. Patients with classical hypothyroidism or hyperthyroidism or those with positive antithyroid antibodies were excluded. The DS group was compared to a cont (mais) rol group of 16 children with a mean age of 11.8 (±3.8) years, diagnosed as having familial short stature or constitutional growth delay. Both groups underwent hormonal measurements at basal condition to determine serum TSH, T3, T4, free T4 and prolactin concentrations and after stimulation with thyrotropin releasing hormone (TRH). Thyroid hormones concentrations were also compared when children with DS were subdivided into two groups according to their basal TSH levels. Results: basal TSH and prolactin levels were significantly higher in DS group. After stimulation with TRH, TSH peak was higher in the DS group. The number of patients presenting basal TSH levels higher than 5 µU/mL and TSH peaks higher than 30 µU/mL were significantly higher in the DS group. Conclusions: children with Down syndrome present frequent increase in basal TSH concentrations, despite the presence of normal basal thyroid hormones levels and negative antithyroid antibodies. Most of them (65%) show early intense response after TRH stimulation. Our data demonstrate that in spite of the absence of classic hypothyroidism and/or antithyroid antibodies, an abnormal pattern of TSH secretion occurred in patients with Down syndrome, possibly related to hypothalamic dysfunction.

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