Sample records for prolactin
from WorldWideScience.org

Sample records 1 - 20 shown. Select sample records:



1

Prolactina e macroprolactina no lúpus eritematoso sistêmico (LES)/ Prolactin and macroprolactin in systemic lupus erythematosus (SLE)

Tiskievicz, Fabiane; Mallmann, Elaine Sangalli; Xavier, Ricardo Machado; Brenol, João Carlos Tavares
2005-06-01

Resumo em português Existem fortes evidências sobre a influência dos hormônios sexuais na imunidade e na apresentação de doenças auto-imunes, entre elas o lúpus eritematoso sistêmico (LES). As alterações havidas nesses hormônios durante a gestação podem ser responsáveis pelas mudanças observadas na apresentação do LES nesse período. A prolactina, um hormônio hipofisário que tem seus níveis elevados durante a gestação e o puerpério, assim como a sua forma de mais alto (mais) peso molecular, a macroprolactina, têm sido associadas a alterações na apresentação do LES. Ainda se desconhece, entretanto, muitos detalhes desse processo, sendo necessários outros estudos para que se possa compreender qual a influência das alterações hormonais havidas nas gestações com LES e sua relação com a apresentação da doença. Resumo em inglês There is strong evidence on influence of sexual hormones in the immunity and development of autoimmune diseases, including systemic lupus erythematosus (SLE), in which particularly the abnormalities observed during pregnancy could play a critical role on SLE manifestations during this period. Prolactin, a pituitary hormone with increased serum levels during pregnancy and puerperium, as well as its high molecular weight isoform, the macroprolactin, has been shown to be ele (mais) vated in SLE, with correlation to disease activity. However, much about the mechanisms of this association is still unknown and more studies are necessary to further understand of the influence of hormonal alterations in SLE presentation and flare-up.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

2

O papel da prolactina no lúpus eritematoso sistêmico: onde estamos/ The prolactin role in systemic lupus erythematosus: where we are

Glezer, Andrea; Paraiba, Diane Belchior; Carvalho, Jozélio Freire de
2009-04-01

Resumo em português A prolactina (PRL) é um hormônio fundamental para a galactopoiese, porém, desempenha também outras diversas funções no papel de citocina, como a imunomodulação. A PRL é secretada pela maioria das células do sistema imunológico, estimulando a proliferação, diferenciação e maturação de linfócitos T e B, amplificando a ação de IL-2 e promovendo a inibição da apoptose dessas células. Há diversas evidências da participação da PRL na fisiopatologia da (mais) s doenças autoimunes, especialmente do lúpus eritematoso sistêmico (LES), epidemiológicas e provenientes de estudos em modelos animais, in vitro e in vivo. A presença da PRL monomérica, biologicamente ativa, correlaciona-se com a atividade lúpica, enquanto que a macroprolactinemia, caraterizada pela presença de um anticorpo anti-PRL, se correlaciona negativamente. Há ainda pontos que merecem melhor esclarecimento: Qual a origem da PRL nos pacientes com hiperprolactinemia (hipofisária versus extra-hipofisária)? Há aumento da bioatividade da PRL? Há mutações ou polimorfismos no gene da PRL ou de seu receptor? O tratamento da hiperprolactinemia ou o uso de agonistas da PRL podem mudar a história natural do LES? Resumo em inglês Prolactin (PRL) is a fundamental hormone to galactopoiesis. Nevertheless, it has many other actions, including a cytokine that modulates immune system. Most of immune cells secretes PRL, which stimulates proliferation, differentiation and maturation of T and B lymphocytes, amplifies IL-2 action and inhibits lymphocytes apoptosis. There are many evidences of the role of PRL in physiopathology of autoimmune diseases, especially systemic lupus erythematosus (SLE), as shown b (mais) y data from epidemiologic and animal models studies, in vitro and in vivo. Monomeric PRL, the biologic active isoform, correlates positively to lupus activity, while macroprolactinemia, characterized by an autoantibody anti-PRL, correlates negatively. There are still some issues that deserve more studies: which is the PRL origin in hyperprolactinemic patients (pituitary versus extrapituitary)?; is PRL bioactivity increased?; is there any mutations or polymorphisms in PRL gene and PRL receptor gene?, can hyperprolactinemia treatment or PRL antagonist change SLE natural history?

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

3

Influência dos níveis de prolactina e tamanho tumoral na função hipofisária pós-operatória em macroadenomas hipofisários clinicamente não-funcionantes/ Influence of hyperprolactinemia and tumoral size in the postoperative pituitary function in clinically nonfuncioning pituitary macroadenomas

Fonseca, Ana Luiza Vidal; Chimelli, Leila; Santos, Mario José C. Felippe; Santos, Alair Augusto S.M. Damas dos; Violante, Alice Helena Dutra
2002-09-01

Resumo em português OBJETIVO: Estudar a influência da hiperprolactinemia e de tamanho tumoral na função hipofisária em macroadenomas hipofisários clinicamente não funcionantes. MÉTODOS: Foram analisados 23 pacientes com macroadenomas hipofisários clinicamente não funcionantes, com exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e dosagens hormonais basais; 16 tinham provas de função hipotálamo-hipofisária (megateste) pré-operatórios. Todos os tumores t (mais) iveram diagnóstico histológico e em 17 foi realizado também estudo imuno-histoquímico para os hormônios adeno-hipofisários. A análise estatística foi feita por meio dos testes t de Student, qui-quadrado, exato de Fisher e de Mc Neman. O nível de significância adotado foi 5% (p Resumo em inglês OBJECTIVE: To study the influence of hyperprolactinemia and tumoral size in the pituitary function in clinically nonfuncioning pituitary macroadenomas. METHODS: Twenty three patients with clinically nonfuncioning pituitary macroadenomas were evaluated by image studies (computed tomography or magnetic resonance) and basal hormonal level; 16 had preoperative hypothalamus-hypophysial function tests (megatests). All tumors had histological diagnosis and in seventeen immunohis (mais) tochemical study for adenohypophysial hormones was also performed. Student's t test, chi square test, exact test of Fisher and Mc Neman test were used for the statistics analysis . The level of significance adopted was 5% (p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

4

Efeito do gene receptor de prolactina sobre características quantitativas de interesse econômico em suínos/ Effect of prolactin receptor gene on the quantitative characteristics of economic interest on pigs

Alonso, Vivian; Santana, Bárbara Amélia Aparecida; Pirage Junior, Waldesse; Goulart, Luiz Ricardo; Diniz, Heyder da Silva; Machaim, Maurício Franco; Borges, Graciele Segantini Nascimento
2003-01-01

Resumo em português O aumento da produtividade e qualidade dos produtos animais vem se tornando de grande interesse econômico. A prolactina (PRL) é um hormônio essencial para o sucesso reprodutivo e seu receptor (RPRL) tem sido detectado em vários tecidos². O gene RPRL foi recentemente mapeado em suínos no cromossomo 16(6). Este trabalho teve como objetivo analisar a frequência genotípica do RPRL em três diferentes raças de suíno, Landrace, Large White e Pietrain e correlacionar o (mais) s genótipos com características de interesse. Foram analisados um total de 124 animais. O DNA foi extraído de sangue total suíno e submetido a técnica de PCR-RFLP, para determinação do genótipo do gene do receptor da prolactina. As análises estatísticas mostraram que o genótipo RPRL teve efeito sobre peso médio diário na raça Landrace (p Resumo em inglês The productivity and quality increase of the animal products is coming to be of big economic interest. The prolactin (PRL) is an essencial hormone for the reproductive sucess and its receptor (PRLR) has been detected in several tissues (Kelly et al., 1991). The PRLR gene has been recently mapped to pig chromosome 16 (Vincent et al., 1997).This research was aimed at analyzing the PRLR genotypical frequency in three different swine races, Landrace, Large White and Pietrain (mais) and correlate the genotypes with characteristics of economic interest. It was analyzed 124 animals. The DNA was extracted from the pig blood and submited to PCR-RFLP technique, to the genotypes determination of the prolactin receptor gene. The statistics analysis showed that the PRLR genotypes had an effect on the daily average weight of the Landrace race (p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

5

Efeito da hiperprolactinemia induzida pela metoclopramida na córnea de camundongas/ Effects of metoclopramide-induced hyperprolactinemia on the murine corneal

Verna, Carina; Soares Júnior, José Maria; Martins, Fernanda Watanabe; Teixeira, Regina Célia; Mosquette, Rejane; Simões, Ricardo Santos; Simões, Manuel de Jesus; Baracat, Edmund Chada
2006-10-01

Resumo em português OBJETIVO: Avaliar as alterações morfológicas promovidas pela hiperprolactinemia induzida pela metoclopramida na córnea de camundongas durante a fase de proestro e na gestação. MÉTODOS: Quarenta camundongas adultas foram divididas, aleatoriamente, em dois grupos, a saber: controle (CTR1) e metoclopramida (MET1). Após 50 dias metade dos animais de cada grupo foram sacrificados. O restante dos animais foi acasalado, constituindo dois grupos: controle prenhe (CTR2) e (mais) o metoclopramida prenhe (MET2), que foi sacrificado no 6º dia de gestação. Após decapitação dos animais coletou-se sangue para dosagens de estradiol, progesterona e prolactina, em seguida removidos os globos oculares para estudo histomorfométrico da córnea. RESULTADOS: As espessuras do epitélio, estroma, endotélio e a espessura total das córneas dos grupos experimentais: MET1 e MET2 mostraram-se mais espessados quando comparados com os grupos controles: CTR1 e CTR2, respectivamente. Houve redução dos níveis hormonais do estrogênio e da progesterona nos animais que receberam metoclopramida em comparação com os respectivos controles (CTR1: estradiol = 156,6±42,2 pg/ml; progesterona = 39,4±5,1 ng/ml; prolactina = 130,4±26,2 ng/ml; MET1: estradiol = 108,0±33,1 pg/ml; progesterona = 28,0±6,4 ng/ml; prolactina = 551,5± 23,3 ng/ml; CTR2: estradiol = 354,0±56,0 pg/ml; progesterona = 251,0± 56,0 ng/ml; prolactina = 423,2±28,1 ng/ml; MET2: estradiol = 293,0± 43,0 pg/ml; progesterona = 184,0±33,0 ng/ml; prolactina = 823,1±51,1 ng/ml). CONCLUSÃO: A hiperprolactinemia induzida pela metoclopramida produziu espessamento da córnea, sobretudo, em camundongas prenhes. Possivelmente este efeito está relacionado com a redução da produção hormonal de estrogênio e de progesterona. Resumo em inglês PURPOSE: To evaluate the morphological changes in murine cornea upon metoclopramide-induced hyperprolactinemia during the proestrous phase or pregnancy. METHODS: Forty adult mice were divided into two groups: (control) CTR1 and (treated with metoclopramide (MET1). After fifty days, half of the mice were sacrificed. The remaining animals were mated, and then labeled as pregnant controls (CTR2). Part of these animals were treated with metoclopramide and constituted the meto (mais) clopramide-treated pregnant (MET2) group. The groups CTR2 and MET2 were sacrificed on the 6th day of pregnancy. The hormonal levels were assessed by chemioluminescence and radioimmunoassay methods and the cornea was removed for the histomorphometric study. RESULTS: The epithelial, stromal, endothelial and total thickness in the experimental group was: MET1 and MET2 were higher than one in the control group: CTR1 and CTR2. There was a significant reduction of the hormonal level in the animals that received metoclopramide as compared to controls (CTR1: estradiol = 156.6±42.2 pg/ml; progesterone = 39.4±5.1 ng/ml; prolactin = 130.4±26.2 ng/ml; MET1: estradiol = 108.0±33.1 pg/ml; progesterone = 28.0±6.4 ng/ml; prolactin = 551.5±23.3 ng/ml; CTR2: estradiol = 354.0±56.0 pg/ml; progesterone = 251.0±56.0 ng/ml; prolactin = 423.2±28.1 ng/ml; MET2: estradiol = 293.0±43.0 pg/ml; progesterone = 184.0±33.0 ng/ml; prolactin = 823.1±51.1 ng/ml). CONCLUSION: The metoclopramide-induced hyperprolactinemia may increase corneal layers, mainly in pregnant mice. Possibly, this effect is related to reduction in estrogen and progesterone production.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

6

Estados hiperprolactinêmicos: inter-relações com o psiquismo/ Hyperprolactinemic conditions: relationships with psychiatric disorders

Nahas, Eliana Aguiar Petri; Nahás-Neto, Jorge; Pontes, Anaglória; Dias, Rogério; Fernandes, César Eduardo
2006-01-01

Resumo em português A hiperprolactinemia é o distúrbio endócrino mais freqüente do eixo hipotálamo-hipofisário, observado em mulheres na idade reprodutiva. Caracteriza-se pela elevação consistente dos valores plasmáticos de prolactina. A regulação da produção da prolactina dá-se por meio da ação inibitória de um neurotransmissor, a dopamina. As manifestações clínicas são distúrbios do ciclo menstrual, amenorréia, galactorréia, infertilidade e diminuição da libido. E (mais) ntretanto, sintomas psicológicos, especialmente ansiedade e depressão, têm sido associados à hiperprolactinemia. Contudo, há poucos estudos clínicos publicados sobre o tema. O papel da prolactina na patogênese dos distúrbios psiquiátricos pode refletir ação direta sobre o sistema nervoso central, efeito indireto por meio dos hormônios gonadais ou constituir fatores independentes, resultantes da depleção de dopamina. Assim, detectada a prevalência de distúrbios psiquiátricos em pacientes com hiperprolactinemia, conclui-se pela necessidade de maior número de pesquisas que investiguem as bases da possível inter-relação entre os estados hiperprolactinêmicos e o psiquismo. Resumo em inglês Hyperprolactinemia is the most frequent endocrine disorder of the hypothalamus-hypophysis axis observed in women of reproductive age. It is characterized by elevated serum prolactin levels. Prolactin production is regulated by the inhibitory action of a neurotransmitter, dopamine. Clinical manifestations include irregular menstrual cycle, amenorrhea, galactorrhea, infertility and libido decrease, but psychological symptoms, especially anxiety and depression, have also bee (mais) n associated with hyperprolactinemia. Nonetheless, few studies about this condition are available. In the pathogenesis of psychiatric disorders, prolactin may have either a direct action on the central nerve system or an indirect effect via gonadal hormones or function as independent factors as a result of dopamine depletion. Thus, since the prevalence of psychiatric disorders in patients with hyperprolactinemia was detected, it was concluded that further studies are necessary to investigate the basis of a potential relationship between both hyperprolactinemic and psychiatric conditions.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

7

Controle hormonal dos adenomas hipofisários pela cirurgia transesfenoidal: evolução dos resultados nos primeiros cinco anos de experiência/ Hormonal control of pituitary adenomas by transsphenoidal surgery: results of the first five years of experience

Barbosa, Erika Ribeiro; Zymberg, Samuel Tau; Santos, Rodrigo de Paula; Machado, Helio Rubens; Abucham, Julio
2011-02-01

Resumo em português OBJETIVO: Avaliar os resultados iniciais de uma equipe cirúrgica no controle hormonal dos adenomas hipofisários secretores. MATERIAIS E MÉTODOS: Em cinco anos, foram operados 51 adenomas secretores (31 GH, 14 ACTH, 5 prolactina, 1 TSH). O controle hormonal foi GH basal (mais) (40%) normalizaram a prolactina. Os hormônios tiroidianos normalizaram no adenoma secretor de TSH. O controle do hipercortisolismo correlacionou-se com o tempo de experiência da equipe (p = 0,01). CONCLUSÃO: Nossos resultados, limitados aos primeiros anos de experiência cirúrgica, situam-se abaixo da variação reportada em grandes casuísticas com maior tempo de experiência. Ao longo do tempo, observou-se melhora progressiva nos níveis de cortisol urinário no pós-operatório inicial da doença de Cushing em função da experiência cirúrgica. Resumo em inglês OBJECTIVE: To evaluate the initial results of a surgical team in the hormonal control of secreting pituitary adenomas. MATERIALS AND METHODS: In five years 51 functioning adenomas were operated (31 GH-secreting, 14 ACTH-secreting, 5 PRL-secreting and 1 TSH-secreting). Hormonal control was defined as GH (mais) omas normalized prolactin levels. Thyroid hormone levels were normalized in the TSH-secreting adenoma. Control of hypercortisolism was positively correlated with years of experience (p = 0.01). CONCLUSION: Our results, although restricted to the beginning of our experience, lie below the reported range of other surgical series with much longer experience. During these years, there was a significant improvement in initial post surgery urinary cortisol levels in Cushing's disease as a function of surgical experience.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

8

Uso da bromocriptina associado a hiperestimulação ovariana controlada em pacientes más respondedoras/ Bromocriptine method associated with ovarian stimulation in poor responder patients

Franco, Rodrigo Coelho; Sala, Maria Matheus de
2004-06-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar a resposta ovariana de pacientes más respondedoras submetidas ao método da bromocriptina. MÉTODOS: foi realizado estudo prospectivo com 10 pacientes más respondedoras em programa de fertilização in vitro. Pacientes endocrinologicamente normais com menos de 38 anos de idade, que apresentaram ciclos anteriores de má resposta a hiperestimulação ovariana controlada, foram submetidas a 12 ciclos com o método da bromocriptina. O referido método util (mais) izou a bromocriptina, um agonista dopaminérgico, no ciclo precedente com a finalidade de bloquear a produção da prolactina. Ao interromper a medicação no início do ciclo de hiperestimulação ovariana conseguiu-se um efeito rebote da prolactina que otimizou a sua concentração sérica, melhorando a qualidade dos oócitos e embriões. Foram analisadas as concentrações séricas de prolactina e estradiol, o número de folículos produzidos, o número e a qualidade dos oócitos captados e embriões clivados e as taxas de fertilização e gravidez. RESULTADOS: foi observada redução na quantidade de ampolas de gonadotrofinas utilizadas, nos dias de indução, melhora no recrutamento folicular, na captação de oócitos, na morfologia dos embriões e nas taxas de fertilização e gravidez. A taxa de fertilização foi de 77,7%, a taxa de gravidez 44,4% e a taxa de bebê em casa de 25%. CONCLUSÕES: este estudo sugere que o método da bromocriptina melhora o recrutamento folicular e o desenvolvimento embrionário, resultando em aumento da taxa de fertilização e gravidez em pacientes más respondedoras quando comparado com o esquema tradicional de hiperestimulação ovariana. Estudos com maior casuística controlada são necessários para se confirmarem os dados aqui encontrados. Resumo em inglês OBJECTIVE: to assess the ovarian response of poor responsive patients, submitted to the bromocriptine method. PACIENTS AND METHODS: a prospective clinical trial for the in vitro fertilization (IVF) program was performed in 10 poor responsive patients. Endocrinologically normal ovulatory women under 38 years old, who had previously failed in IVF due to poor response to ovarian stimulation with the traditional protocol, were submitted to the bromocriptine method in 12 cycle (mais) s. They were given bromocriptine, a dopaminergic agonist, in the preceding cycle in order to stop the prolactin production. When the medication was removed at the beginning of the stimulation cycle, an elevation of seric prolactin by a rebound phenomenon was found. This optimized its seric concentration, improving the quality of oocytes and embryos. Serum prolactin and estradiol concentrations, number of follicles, number and quality of oocytes and cleaved embryos, fertilization and pregnancy rates were analyzed. RESULTS: there was a reduction in the dose of gonadotropin administered and in the duration of ovarian stimulation and an improvement in follicular recruitment, oocyte retrieval, embryo morphology, fertilization, and ongoing pregnancy rates. Fertilization rate was 77.7%, pregnancy rate was 44.4% and live baby rate was 25%. CONCLUSION: this study suggests that the bromocriptine method enhanced follicular recruitment and embryonic development, resulting in increased fertilization and pregnancy rates when compared with the traditional protocol for poor responsive patients. Studies with a large number of patients are necessary to confirm these results.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

9

Avaliação do eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoidiano em crianças com síndrome de Down/ Evaluation of the hypothalamic-pituitary-thyroid axis in children with Down syndrome

Oliveira, Ana Tereza de A.; Longui, Carlos A.; Calliari, Luis Eduardo P.; Ferone, Eduardo de A.; Kawaguti, Fábio S.; Monte, Osmar
2002-01-01

Resumo em português Objetivo: determinar a secreção de TSH em crianças com síndrome de Down, sem quadro clínico-laboratorial clássico de hipotireoidismo. Métodos: analisou-se 14 crianças com síndrome de Down e idade média de 3,4 (±1,8) anos. Excluiu-se pacientes com sintomas clássicos de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, ou que apresentassem anticorpos antitireóide positivos. Os pacientes foram comparados a um grupo controle de 16 pacientes com idade média de 11,8 (±3,8) an (mais) os e diagnóstico de baixa estatura familial ou atraso constitucional do crescimento. Foram determinadas as concentrações de TSH, T3, T4, T4L e prolactina no tempo basal e após estímulo com TRH. Pacientes com síndrome de Down, subdivididos quanto ao TSH basal, foram comparados em relação às concentrações basais de T3, T4, T4L e prolactina. Resultados: os valores basais de TSH e de prolactina foram significativamente maiores no grupo com síndrome de Down. Após estímulo com TRH, o pico de TSH foi maior no grupo com síndrome de Down. Tanto o número de pacientes com TSH basal > 5 µU/ml, quanto o número dos que apresentaram hiper-resposta ao estímulo com TRH (pico de TSH > 30 µU/ml), foi maior no grupo com síndrome de Down. Conclusões: freqüentemente, crianças portadoras de síndrome de Down apresentam elevação do TSH basal, mesmo na presença de valores basais normais de hormônios tireoidianos e anticorpos antitireóide negativos. A maioria dessas crianças (65%) apresenta hiper-resposta ao teste de estímulo com TRH. Nossos achados demonstram que nem todas as crianças com síndrome de Down e TSH elevado apresentam quadro clássico de hipotireoidismo, sugerindo nesses pacientes uma secreção anômala de TSH de origem hipotalâmica. Resumo em inglês Objective: to determine the thyroid stimulating hormone (TSH) secretion in children with Down syndrome (DS), who do not present clinical and laboratory evidence of classical hypothyroidism and concomitant undetectable antibodies. Methods: fourteen children with DS with a mean age of 3.4 (±1.8) years were studied. Patients with classical hypothyroidism or hyperthyroidism or those with positive antithyroid antibodies were excluded. The DS group was compared to a cont (mais) rol group of 16 children with a mean age of 11.8 (±3.8) years, diagnosed as having familial short stature or constitutional growth delay. Both groups underwent hormonal measurements at basal condition to determine serum TSH, T3, T4, free T4 and prolactin concentrations and after stimulation with thyrotropin releasing hormone (TRH). Thyroid hormones concentrations were also compared when children with DS were subdivided into two groups according to their basal TSH levels. Results: basal TSH and prolactin levels were significantly higher in DS group. After stimulation with TRH, TSH peak was higher in the DS group. The number of patients presenting basal TSH levels higher than 5 µU/mL and TSH peaks higher than 30 µU/mL were significantly higher in the DS group. Conclusions: children with Down syndrome present frequent increase in basal TSH concentrations, despite the presence of normal basal thyroid hormones levels and negative antithyroid antibodies. Most of them (65%) show early intense response after TRH stimulation. Our data demonstrate that in spite of the absence of classic hypothyroidism and/or antithyroid antibodies, an abnormal pattern of TSH secretion occurred in patients with Down syndrome, possibly related to hypothalamic dysfunction.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

10

Macroprolactinemia/ Macroprolactinemia

Vieira, José Gilberto H.
2002-02-01

Resumo em português A dosagem de prolactina é teste de rotina em numerosas condições da prática clínica, e o encontro de hiperprolactinemia pode desencadear outros protocolos diagnósticos mais complexos e custosos. A prolactina é um hormônio bastante heterogêneo e, do ponto de vista de peso molecular, existem três formas principais em circulação: monômero de 23kDa, dímero (big prolactin) de 45kDa e macroprolactina (big-big prolactin) de peso molecular acima de 150kDa. Em condi� (mais) �ões normais ou em pacientes com hiperprolactinemia sintomática, predomina em circulação a forma monomérica. A macroprolactina é constituída, na maioria dos casos, por uma associação entre uma molécula de prolactina e uma de IgG, o que leva a uma meia-vida mais longa e atividade biológica menor. O método mais empregado para a pesquisa da existência de quantidades significativas de macroprolactina é o estudo de recuperação pós precipitação do soro com polietilenoglicol (PEG), e a confirmação, quando necessária deve ser feita por cromatografia em coluna de gel filtração. A definição dos valores de corte deve ser feita para cada método, desde que o reconhecimento das formas pode variar entre métodos. A freqüência do encontro de predomínio de macroprolactina em pacientes com hiperprolactinemia referida na literatura varia de acordo com a casuística publicada, mas deve estar na faixa de 25%. A importância do encontro do fenômeno de predomínio de formas moleculares de alto peso molecular se prende ao fato de que estas formas teriam menor atividade biológica, e estão associadas a casos assintomáticos, ou oligossintomáticos, e a encontro de estudos de imagem normais. Desta maneira, em especial em pacientes cujo quadro clínico não seja característico, a pesquisa de macroprolactinemia é fundamental. Em amostras positivas, estudos adicionais de imagem só devem ser indicados em pacientes com quadro clínico suspeito de hiperprolactinemia patológica. Resumo em inglês Serum prolactin measurement is a routine test in several conditions in every day clinical practice, and the finding of hyperprolactinemia can induce complex and expensive imaging studies. Circulating prolactin is a heterogeneous hormone and, from a molecular weight point of view, there are three main forms: the 23kDa monomer, the 45kDa dimer (big prolactin) and the higher than 150kDa macroprolactin, or big-big prolactin. In normal conditions, or in patients with symptomat (mais) ic hyperprolactinemia, the monomeric form is the predominant. Macroprolactin is constituted, in the majority of cases, by an association of prolactin and IgG that leads to a longer half-life and decreased biological activity. The most commonly employed method to screen for the presence of significant quantities of macroprolactin is the study of recovery after polyethylene glycol (PEG) precipitation, and the confirmation, if necessary, includes gel filtration chromatography. The cut-off values must be defined for each method, since the recognition of the different forms can vary between methods. The frequency of the finding of a predominance of macroprolactin in a patient with hyperprolactinemia varies in the literature, but is most commonly accepted to be around 25%. The importance of the finding of the phenomenon of predominance of macroprolactin is related to the fact that this molecular form of prolactin is supposed to have lower biological activity, is associated to asymptomatic or oligosymptomatic cases, and normal imaging studies. Consequently, in special in patients with clinical symptoms not characteristic, the screening for macroprolactin is essential. In positive cases, additional imaging studies should only be indicated in patients with clinical symptoms suspect of being a consequence of a pathological hyperprolactinemia.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

11

Tratamento medicamentoso dos tumores hipofisários. Parte I: prolactinomas e adenomas secretores de GH

Vilar, Lucio; Naves, Luciana; Freitas, Maria da Conceição; Oliveira Jr, Sebastião; Leite, Verônica; Canadas, Viviane
2000-10-01

Resumo em português O recente desenvolvimento de novas drogas, particularmente os análogos da somatotastina (SRIFa), representou um grande progresso na terapia dos tumores hipofisários. Os SRIFa mostram-se bastante eficazes na normalização dos níveis de GH e IGF-1 em acromegálicos e podem ser uma alternativa para a cirurgia transesfenoidal, mas seu uso como terapia primária da acromegalia fica limitado pelo pequeno efeito dessas drogas na redução das dimensões do tumor. Os resultad (mais) os preliminares com os antagonistas do receptor de GH, como o pegvisomant, são bastante animadores. Tais drogas permitem a normalização do IGF-1 e melhora clínica em mais de 80% dos casos; entretanto, não causam redução tumoral. Agonistas dopaminérgicos (DA) representam a terapia de escolha para microprolactinomas sintomáticos e macroprolactinomas, permitindo normalização dos níveis da prolactina e redução do volume do adenoma na maioria dos pacientes. Podem também ser eventualmente eficazes em acromegálicos, sobretudo naqueles com adenomas co-secretores de prolactina e níveis não muito elevados de GH e IGF-1. Devido a sua maior eficácia e melhor tolerabilidade, a cabergolina representa o DA de escolha para o manuseio dos prolactinomas e da acromegalia. Resumo em inglês The recent development of new drugs, particularly the somatostatin analogues (SRIFa), represents a great advance in the therapy of pituitary tumours. SRIFas are very effective in normalizing GH and IGF-1 levels in acromegaly and may be an effective alternative to transsphenoidal surgery. However, their usefulness as primary therapy for acromegaly is limited due to the small effect on tumour size. According to early data from clinical trials, pegvisomant, a GH receptor ant (mais) agonist, seems to be a promising therapeutic tool in the management of acromegalic patients. This drug induces significant clinical improvement and normalization of IGF-1 levels in nearly all patients. However, it does not induce tumor shrinkage. Dopamine agonists (DA) are the preferred therapy for both symptomatic microprolactinomas and macroprolactinomas; their use result in normalization of prolactin levels and tumor shrinkage in most treated patients. They also may be useful in acromegaly, mainly in patients whose adenoma co-secrete prolactin and those with mild elevation of GH and IGF-1 levels. Due to its greater effectiveness and better tolerability, cabergoline represents the DA of choice for the management of prolactinomas and acromegaly.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

12

Redução da densidade mineral óssea em mulheres na menacme com prolactinoma/ Decreased bone mineral density in pre-menopause women with prolactinoma

Bussade, Isabela; Naliato, Erika C.O.; Mendonça, Laura Maria C.; Violante, Alice H.D.; Farias, Maria Lucia F.
2007-12-01

Resumo em português A hiperprolactinemia tumoral e conseqüente hipogonadismo têm sido associados à osteoporose. Avaliamos a densidade mineral óssea (DMO) por absortometria com dupla fonte de RX em 24 mulheres entre 18 e 49 anos, com prolactinoma (15 macro e 9 micro). Utilizamos teste t de Student não pareado ou Mann-Whitney para comparar subgrupos, e teste de Spearman para correlações. O maior acometimento foi de coluna lombar, onde 20,83% das pacientes tinham Z-escore (mais) etectamos diferenças densitométricas entre macro e microprolactinomas, nem entre pacientes com prolactina normal versus as hiperprolactinêmicas. A DMO e o Z-escore na coluna foram maiores nas pacientes com > 8 ciclos menstruais no ano anterior à densitometria versus as oligoamenorréicas (p = 0,030). O número de ciclos/ano correlacionou-se com a DMO na coluna (r = 0,515, p = 0,017), e o índice de massa corporal, com a DMO em colo femural (r = 0,563, p = 0,006) e fêmur total (r = 0,529, p = 0,011). Conclusões: Em nossa amostra de mulheres jovens com prolactinoma, 20,83% têm densidade óssea abaixo do esperado para a idade. O maior acometimento de regiões ricas em osso trabecular, como as vértebras, sugere a participação do hipogonadismo na gênese da doença óssea. Independentemente dos valores séricos de prolactina, o retorno dos ciclos menstruais parece ser o melhor índice de bom controle dessas pacientes. Resumo em inglês Tumoral hyperprolactinemia and consequent hypogonadism have been associated with osteoporosis. Bone mineral density (BMD) was measured by dual-energy RX absorptiometry in 24 patients with prolactinoma (15 macro and 9 micro adenomas; age range = 18 to 49 years). Student unpaired t or Mann-Whitney tests were used to compare groups, and Spearman test studied correlations. Lumbar spine (LS) was the most affected, as LS Z-score was (mais) nce was found in densitometric parameters for the comparison between macro and microprolactinoma, or those with normal prolactin versus hyperprolactinemia. LS BMD and LS Z-score were higher in the patients with > 8 menstrual cycles in the preceding year then in those with oligoamenorrhea (p = 0.030). The number of cycles was correlated to LS BMD (r = 0.515, p = 0.017) and body mass index to femoral neck BMD (r = 0.563, p = 0.006) and total femur BMD (r = 0.529, p = 0.011). CONCLUSIONS: Decreased bone mineral density was detected in 20.83% of our young patients with prolactinoma. The great involvement of trabecular bone skeletal regions, such as vertebrae, suggests the participation of hypogonadism in the pathogenesis of bone disease. Irrespective of prolactin levels, return to normal menses seems the best index of good control.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

13

Eficácia da cabergolina no tratamento da acromegalia/ Efficacy of cabergoline in the treatment of acromegaly

Vilar, Lucio; Naves, Luciana; Freitas, Maria da Conceição; Oliveira Jr., Sebastião; Lyra, Ruy
2002-06-01

Resumo em português Avaliamos o efeito da cabergolina (1 a 1,5mg duas vezes por semana, por 2 a 4 meses) em 9 pacientes acromegálicos em um estudo prospectivo, não andomizado. Normalização dos níveis de GH e IGF-1 ocorreu em 3 dos 9 pacientes avaliados (33%), em 3 dos 5 pacientes (60%) com tumores co-secretores de GH e prolactina, mas em nenhum daqueles sem hiperprolactinemia associada. As melhores respostas terapêuticas aconteceram nos pacientes cujos níveis pré-tratamento de GH e I (mais) GF-1 eram Resumo em inglês We evaluated in a prospective non-randomized study the effect of cabergoline administration (1-1.5mg twice weekly, for 2-4 months) on GH and IGF-1 levels in 9 acromegalic patients. Normalization of GH and IGF-1 levels occurred in 3 out of the 9 patients (33%) who were evaluated, in 3 out of 5 patients (60%) with GH/prolactin-cosecreting pituitary adenomas but in none without associated hyperprolactinemia. The best responses were observed in patients with pre-treatment GH (mais) and IGF-1 levels below 20ng/mL and 750ng/mL, respectively. Our results suggest that cabergoline may be an effective therapy for acromegalic patients with cosecreting GH/prolactin adenomas, particularly for those with moderately elevated plasma IGF-1 and GH levels.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

14

Macroprolactinoma resistente aos agonistas dopaminérgicos: relato de caso/ Macroprolactinoma resistant to dopamine agonists: a case report

Reis, Rosana Maria dos; Ribeiro, Camila Toffoli; Sá, Marcos Felipe de Silva; Carrara, Hélio Humberto Angotti; Machado, Hélio Rubens; Santos, Antônio Carlos dos
2004-09-01

Resumo em português Os macroprolactinomas são tumores benignos hipofisários, secretores de prolactina, manifestando-se com amenorréia, galactorréia e disfunção gonadal. O tratamento de primeira escolha é clínico, com agonistas dopaminérgicos. O tratamento cirúrgico é reservado para os raros casos que não respondem ao tratamento clínico, intolerância à medicação ou nos casos agudos quando ocorre a hemorragia intra-tumoral. Descrevemos o caso de uma paciente portadora de macro (mais) prolactinoma submetida a duas ressecções cirúrgicas e resistente ao tratamento clínico, com evolução não usual. Resumo em inglês Macroprolactinomas are benign prolactin-secreting pituitary tumors, causing amenorrhea, galactorrhea and gonadal dysfunction. Clinical treatment with dopamine agonists is the first-choice therapy. Surgery is indicated for the rare cases that are resistant to clinical treatment, when there is intolerance to the medication, or intratumoral hemorrhage is detected. We describe the case of a female patient with macroprolactinoma submitted to two surgical procedures and resistant to clinical treatment, with unusual evolution.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

15

Prolactinomas: Aspectos neurocirúrgicos/ Prolactinomas: neurosurgical aspects

Tella Jr, Oswaldo Inácio; Herculano, Marco Antonio; Delcello, Rosana; Aguiar, Paulo Henrique
2002-03-01

Resumo em português Relatamos nossa experiência com 38 casos de prolactinomas. Os adenomas foram divididos em três grupos. Os adenomas mono-hormonais tendem a ser microadenomas e manifestam-se com as alterações típicas deste tipo de tumor. Os bi- hormonais, em que a prolactina se associa principalmente ao GH ou sub unidade alfa tendem a apresentar sintomas visuais, assim como os pluri-hormonais. O tratamento dos prolactinomas é inicialmente clínico e a indicação cirúrgica está rel (mais) acionada com intolerância a medicação ou a alterações visuais. O resultado cirúrgico com ressecção total do tumor foi possível em 50% dos casos. Resumo em inglês We report our experience with 38 cases of prolactin secreting pituitary adenomas. The adenomas were divided in three different groups. The adenomas producing only prolactin tend to be microadenoma and they show the typical alterations of this type of tumor. The GH-PRL, GH-alpha subunit, the other combinations, and the pluri hormonal adenomas tend to present with visual symptoms. The treatment of the prolactinomas is initially clinical and the surgical indication for this (mais) type of adenomas is related to intolerance to the medication or to visual alterations. Surgical result with total resection of the tumor was possible in 50% of the cases.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

16

Insuficiência androgênica de origem hipotálamo-hipofisária em dois homens com disfunção sexual

Bonaccorsi, Antônio Carlos
2000-10-01

Resumo em português Existem homens não idosos com disfunção sexual que apresentam níveis subnormais de testosterona sérica e níveis normais ou baixos de prolactina e gonadotropinas, sem anormalidade anatômica demonstrável em hipófise ou hipotálamo. Esta situação é considerada uma forma de hipogonadismo hipogonadotrópico idiopático, possivelmente de origem hipotalâmica. Estamos apresentando e discutindo o quadro clínico de dois pacientes com uma disfunção similar, nos quais (mais) a disfunção sexual precedeu o aparecimento do hipoandrogenismo. Nossa conclusão é que o hipoandrogenismo foi conseqüência de um distúrbio psiconeuroendócrino devido à disfunção sexual. Resumo em inglês There is a group of middle-aged men with sexual dysfunction that presents reduced serum testosterone levels and normal to low levels of prolactin and gonadotropins, but without any dermonstrable hypothalamicpituitary anatomic abnormality. This condition is considered a form of idiopathic hypogonadotropic hypogonadism, probably of hypothalamic origin. We present and discuss two patients with similar features in whom sexual dysfunction preceded actual hypoandrogenism. We co (mais) nclude that in these two patients hypoandrogenism was the consequence of a psychoneuroendocrine disturbance due to the sexual dysfunction.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

17

Adenomas produtores de GH: Análise de 20 casos/ Growth pituitary adenomas: evaluation of 20 patients with surgical treatment

Tella Jr, Oswaldo Inácio de; Herculano, Marco Antonio; Delcello, Rosana; Aguiar, Paulo Henrique
2002-03-01

Resumo em português Os adenomas produtores de GH podem ser mono, bi ou pluri-hormonais. A associação mais frequente do GH é com a sub unidade alfa ou com a prolactina. Apresentam-se com as alterações clássicas de acromegalia, mas quando produzem mais que um hormônio podem apresentar sintomas visuais. Os mono-hormonais são geralmente microadenomas e os outros dois grupos tendem a ser macroadenomas. Analisamos nossa experiência com 20 casos deste tipo de adenomas e mostramos o resulta (mais) do cirúrgico, que foi bastante satisfatório para o grupo mono-hormonal. A radioterapia deve ser considerada quando a ressecção não foi total. Resumo em inglês The growth hormone secreting pituitary adenomas can be mono, bi or pluri-hormonals. The most frequent association of GH is with the sub unit alpha or with the prolactin. This type of adenoma comes with the classic alterations of acromegaly, but when they produce more than one hormone, visual symptoms can be present. The adenoma producing just GH hormone is generally microadenoma and the other two groups tend to be macroadenoma. We analyze 20 cases of these adenomas and we (mais) have found quite satisfactory surgical result for the mono-hormonal type group. Radiotherapy should be considered in cases of partial resection.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

18

Cabergolina como alternativa no tratamento clínico de prolactinomas. experiência na intolerância/resistência à bromocriptina

Musolino, Nina R.C.; Cunha Neto, Malebranche B.; Bronstein, Marcello D.
2000-04-01

Resumo em português Cabergolina (CAB, Pharmacia) é um agonista dopaminérgico derivado do ergot com longa ação após administração oral, que já tem demonstrado ser de utilidade para o tratamento da hiperprolactinemia. Quarenta e cinco pacientes (36 mulheres, 9 homens) com prolactinomas (27 micro, 18 macro), intolerantes e/ou resistentes à bromocriptina (BRC) foram tratados com dose semanal de CAB de 0,25 a 7mg (mediana: 1 mg) dividida de 1 a 7 administrações. O tratamento, em compas (mais) sionate basis, variou de 1 a 38 meses (mediana: 12 meses). Entre os 38 pacientes com intolerância persistente à BRC (sintomas digestivos, n=27; hipotensão postural, n=13; congestão nasal, n=5; manifestações psiquiátricas, n=4; retenção urinaria, n=1), somente 5 permaneceram intolerantes à CAB (sintomas digestivos, n=2; hipotensão postural, n=2; congestão nasal, n=1). Todos aqueles que toleraram bem a BRC também o fizeram com CAB. Onze casos alcançaram normalização da prolactina durante o uso de BRC. Estes pacientes e outros 19 também resolveram a hiperprolactinemia com CAB. Entretanto, somente 3 dos 7 pacientes resistentes (dose diária de BRC de 10 a 25mg) tiveram a prolactina sérica normalizada durante o uso de CAB. Redução tumoral foi documentada por ressonância magnética ou tomografia computadorizada em 7 macroprolactinomas durante o tratamento com CAB. Assim, devido à sua excelente eficácia, tolerabilidade e comodidade posológica, a CAB apresenta-se como importante alternativa no tratamento clínico dos prolactinomas. Resumo em inglês Cabergoline (CAB, Pharmacia) is a long-acting ergoline dopaminergic agonist for oral administration, already described as a useful drug for hyperprolactinemia therapy. Forty-five patients (36 women, 9 men) with prolactinomas (27 micro, 18 macro) with persistent intolerance and/or resistance to bromocriptine (BRC) were treated with a weekly CAB dose of 0.25-7.0mg (median: 1mg) divided in one to seven administrations along the week. The treatment, in compassionate basis, la (mais) sted from 1 to 38 months (median: 12 mo). Among the 38 BRC intolerant patients (digestive symptoms, n=27; orthostatic hypotension, n=13; nasal stuffiness, n=5; psychiatric manifestations, n=4; urinary retention, n=1) only 5 remained persistently intolerant to CAB (digestive symptoms, n=2; arterial hypotension, n=2; nasal stuffiness, n=1). All BRC tolerant patients accepted CAB well. Eleven cases had serum prolactin levels normalized with BRC. These patients and other 19 also reached normal prolactin levels with CAB. However, only 3 out of the 7 BRC resistant patients (daily dose: 10-25mg) had their serum prolactin levels normalized with CAB. Tumor shrinkage was documented by magnetic resonance imaging or computed tomography scanning in 7 macroprolactinoma patients during CAB treatment. Thus, due to its excellent efficacy, tolerability and low frequency administration, CAB can be very useful for medicai management of prolactinomas.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

19

Armadilhas no diagnóstico da hiperprolactinemia/ Pitfalls in the diagnosis of hyperprolactinemia

Vilar, Lucio; Naves, Luciana A.; Gadelha, Mônica
2003-08-01

Resumo em português Na abordagem diagnóstica da hiperprolactinemia, três armadilhas ou problemas potenciais merecem uma atenção especial: os incidentalomas hipofisários (presentes em 10% da população adulta à ressonância magnética), o efeito gancho e a macroprolactinemia. O efeito gancho se caracteriza pela presença de níveis falsamente baixos de prolactina (PRL), quando se empregam imunoensaios de dois sítios em pacientes com grandes prolactinomas e hiperprolactinemia muito ace (mais) ntuada. O efeito gancho pode ser identificado através de uma nova dosagem da PRL após diluição do soro a 1:100, quando se observará um aumento dramático do valor da PRL. Ele deve ser excluído em qualquer paciente com um macroadenoma e níveis séricos de PRL Resumo em inglês In the diagnostic approach of hyperprolactinemia three pitfalls or potential confounding problems deserve special attention: pituitary incidentalomas, the hook effect and macroprolactinemia. In as much as 10% of the population aged 20 to 40 years, incidental tumors of the pituitary gland are demonstrated by magnetic resonance imaging. The hook effect is characterized by the finding of falsely low levels of serum prolactin (PRL) when two-site immuno-assays are used in diag (mais) nosis in patients with very high prolactin levels. This confusion can be avoided by re-measuring the PRL level in such patients at a 1:100 dilution; PRL levels in samples with the hook effect will then increase dramatically. The hook effect should be excluded in patients with a macroadenoma and PRL levels

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

20

Hiperprolactinemia e distúrbios psiquiátricos/ Hyperprolactinemia and psychological disturbance

OLIVEIRA, MIRIAM C.; PIZARRO, CRISTINA BARDOU; GOLBERT, LENARA; MICHELETTO, CRISTINA
2000-09-01

Resumo em português Sintomas psicológicos, especialmente ansiedade e depressão, têm sido associados à hiperprolactinemia. Para avaliar a presença desses sintomas, foram submetidos à entrevista através do Composed International Diagnostic Interview, seguido pela escala de Hamilton para depressão, 32 pacientes (5 homens e 27 mulheres) com hiperprolactinemia de várias etiologias e 16 normoprolactinêmicos. A prolactina sérica na época da avaliação variou de 28 a 180 ng/mL, sendo qu (mais) e 11 dos pacientes usavam bromocriptina. Detectou-se presença atual de distúrbios de ansiedade em 18 pacientes (56,2%) e 5 controles (31,2%), depressão em 10 pacientes (31,2%) e 2 controles (12,5%), distmia em duas pacientes e outros diagnósticos psiquiátricos em 6 pacientes (18,7%). Os escores da depressão variaram entre 16 e 31 nos pacientes e foram 12 e 16 nos controles. A frequência de sintomas psiquiátricos como um todo, foi significativamente maior nos hiperprolactinêmicos (teste do qui-quadrado), mas a diferença não foi significativa na análise isolada de ansiedade ou depressão. A hiperprolactinemia representa um fator de risco de 3,57 para depressão, 3,32 para ansiedade e 3,84 para outros sintomas psiquiátricos. Não houve diferença significativa na frequência de sintomas psiquiátricos entre portadores ou não de adenomas hipofisários e usuários ou não de bromocriptina. Não houve correlação (r= 0,07) entre a prolactina e a frequência de sintomas psiquiátricos. Conclui-se pela necessidade de atentar para a concomitância de hiperprolactinemia e distúrbios psiquiátricos, cujo reconhecimento permitirá abordagem terapêutica específica. Resumo em inglês Psychological symptoms, specially anxiety and depression, have been associated to hyperprolactinemia. To evaluate the presence of these symptoms, 32 patients (5 men and 27 women) with hyperprolactinemia of several etiologies and 15 individuals with normal prolactin levels were submitted to the Composed International Diagnostic Interview, followed by the Hamilton rating scale for depression. The serum prolactin, at the time of evaluation, ranged between 28 and 180 ng/mL. E (mais) leven patients were receiving bromocriptine. The presence of anxiety was detected in 18 patients (56.2%) and 5 controls (32.2%), depression was detected in 10 patients (31.2%) and 2 controls (12.5%), dysthymia in 2 patients and other psychiatric diagnosis in 6 patients (18.7%). The scores of depression ranged between 16 and 31 for the patients, and were 12 and 16 for the controls. The frequency of psychiatric symptoms, as a whole, was significantly higher in the hyperprolactinemic patients (chi-square test), but the difference was not significant in isolated analysis of anxiety and depression. The hyperprolactinemia represents a risk of 3.52 for depression, 3.32 for anxiety and 3.84 for other psychiatric symptoms. There was no significant difference in the frequency of psychiatric symptoms among patients with or without pituitary adenomas nor users or not users of bromocriptine. There was no correlation (r=0,07) between prolactin and the frequency of psychiatric symptoms. These results emphasize the importance of a special attention to the concomitance of hyperprolactinemia and psychiatric disturbance, which will allow a specific therapeutic approach.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

21

Macroprolactinoma aos 6 anos de idade dificuldades diagnósticas: difficulties in diagnosis/ Macroprolactinoma at 6 years of age

Oliveira, Miriam Da Costa; Abech, Denise Dotta; Barbosa-Coutinho, Lígia M.; Ferreira, Nelson Pires
1992-09-01

Resumo em português Prolactinoma é raro na infância e adolescência. O diagnóstico mais precoce conhecido na literatura ocorreu aos 8 anos de idade. Aqui é relatado o achado de tumor selar em menina com 6 anos, embora só fosse procurado auxílio médico tardiamente, quando a paciente já apresentava atrofia parcial de papila. Nessa ocasião, foi constatada reserva diminuída de hormônio do crescimento e de cortisol, bem como hiperprolactinemia. Devido à rápida deterioração visual, (mais) a paciente foi submetida a craniotomia fronto-temporal com a hipótese diagnóstica de craniofaringioma. O exame imuno-histoquímico do tecido tumoral foi positivo para prolactina. Conclui-se que o prolactinoma deve ser considerado no diagnóstico diferencial de tumores selares na infância, por possibilitar terapêutica menos agressiva. Resumo em inglês Prolactinoma is rare in cihldhood and adolescence. The earliest known diagnosis was reported in a patient at 8 years of age. We report the case of a sellar tumor found in a 6 years old girl. After a long symptomatic period she was brought for treatment. At this time she had partial papillar atrophy, hyperprolactinemia, and diminished reserve of growth hormone and Cortisol. Due to rapid visual deterioration, she was submitted to a frontotem-poral craniotomy for suspected c (mais) raniopharyngioma. The tumor tissue immunohistochemistry was positive for prolactin. It is concluded that prolactinoma must be considered in differential diagnosis of sellar tumors in childhood since it benefits from a less aggressive therapy.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

22

Hormônio folículo estimulante como preditor do achado de espermatozóides móveis na biópsia testicular de casos de azoospermia/ Follicle stimulating hormone as predictor of mobile spermatozoa in testicular biopsy of azoospermic patients

Souza, Carlos Augusto Bastos de; Cunha Filho, João Sabino; Santos, Débora; Gratão, Ana Angélica; Filippon, Lauren; Tedesco, Cristiana; Freitas, Fernando; Passos, Eduardo Pandolfi
2003-06-01

Resumo em português OBJETIVO: Determinar fatores preditivos do achado de espermatozóides móveis em casos de azoospermia. MÉTODOS: Sessenta pacientes com diagnóstico de azoospermia tiveram avaliado seu volume testicular e dosagens séricas de hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), prolactina e testosterona. Os pacientes foram submetidos à biópsia testicular bilateral com anestesia local. As amostras obtidas foram submetidas à avaliação no laboratório de (mais) biologia de reprodução, sendo classificadas em: ausência de espermatozóides, presença de espermatozóides móveis e imóveis, e à avaliação histológica. Foram comparados: idade, valores hormonais, volume testicular e histologia com o achado de espermatozóides móveis. Foi considerado significativo um P Resumo em inglês OBJECTIVE: To define predictive factors of mobile spermatozoa recovery in azoospermic patients. METHODS: Testicular volume, serum follicle stimulating hormone (FSH), luteinizing hormone (LH), prolactin (PRL) and testosterone levels were assessed in 60 azoospermic patients. Patients underwent bilateral testicular biopsy with local anesthesia. Samples were classified according to absence of spermatozoa, presence of motile and nonmotile spermatozoa, and histological findings (mais) . Age, hormone levels, testicular volume and histology with motile spermatozoa recovery were compared. P

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

23

Prevalência da macroprolactinemia entre 115 pacientes com hiperprolactinemia/ Prevalence of macroprolactinemia among 115 patients with hyperprolactinemia

Vilar, Lucio; Moura, Eliane; Canadas, Viviane; Gusmão, Amaro; Campos, Renata; Leal, Edmundo; Teixeira, Luciano; Santos, Vera; Gomes, Barbara; Lima, Marise; Paiva, Renata; Albuquerque, José Luciano; Egito, Célia S.; Botelho, Carlos A.; Azevedo, Monalisa; Casulari, Luiz Augusto; Naves, Luciana A.
2007-02-01

Resumo em português Macroprolactinemia caracteriza-se pelo predomínio no soro de uma prolactina (PRL) de alto peso molecular e baixa atividade biológica que não requer tratamento. A prevalência de macroprolactinemia foi avaliada em 115 pacientes consecutivos com hiperprolactinemia. Entre eles, 19 (16,5%) tinham exclusivamente macroprolactinemia, 4 (3,5%) síndrome dos ovários policísticos, 7 (6,1%) acromegalia, 8 (6,9%) hiperprolactinemia idiopática, 10 (8,7%) hipotiroidismo primário (mais) , 14 (12,2%) adenomas clinicamente não-funcionantes, 20 (17,4%) hiperprolactinemia farmacológica e 33 (28,7%) prolactinomas. O diagnóstico de macroprolactinemia foi estabelecido pela obtenção de uma recuperação da PRL Resumo em inglês Macroprolactinemia is characterized by the predominance in the serum of macroprolactin, a prolactin (PRL) with high molecular mass and low biological activity that does not need treatment. The prevalence of macroprolactinemia was evaluated in 115 consecutive patients with hyperprolactinemia. Among them, 19 (16.5%) had solely macroprolactinemia, 4 (3.5%) polycystic ovary syndrome, 7 (6.1%) acromegaly, 8 (6.9%) idiopathic hyperprolactinemia, 10 (8.6%) primary hypothyroidism (mais) , 14 (12.2%) clinically non-functioning pituitary adenomas, 20 (17.4%) drug-induced hyperprolactinemia and 33 (28.7%) prolactinomas. The diagnosis of macroprolactinemia was established by the demonstration of a PRL recovery

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

24

Aspectos clínicos e terapêuticos de prolactinomas em homens/ Clinical and therapeutic aspects of prolactinoma in men

Braucks, Gisele Rieffel; Naliato, Erika Cesar de Oliveira; Tabet, Ana Lúcia Osorio; Gadelha, Monica Roberto; Violante, Alice Helena Dutra
2003-12-01

Resumo em português Em homens, macroprolactinomas predominam em relação aos microprolactinomas e têm maior invasividade que nas mulheres. O tratamento clínico é a primeira opção tanto em macro como em microadenomas, independente do sexo. Comparamos apresentação clínica, níveis de prolactina, invasividade neurorradiológica e resposta da prolactinemia em 42 homens com prolactinomas, 23 com terapia clínica (grupo 1) e 19 que também utilizaram tratamento cirúrgico e/ou radioteráp (mais) ico (grupo 2). Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística utilizando-se os testes de qui-quadrado ou exato de Fisher para comparações de proporções. Para comparar médias foi aplicado o teste t de Student ou, na ausência de distribuição normal ou com número pequeno de eventos, o não paramétrico de Mann-Whitney. O nível de significância adotado foi de 5% (p Resumo em inglês Macroprolactinomas predominate in males in comparison to microprolactinomas, with greater trend to invasiveness than in females. The clinical treatment has been the first option to prolactinomas, in both macro and microadenomas, irrespective the sex. We compared clinical presentation, prolactin levels, neuroradiologic invasiveness and prolactinemia response of 23 men with prolactinomas subjected to clinical therapy (group 1) with 19 who went also through surgical and/or r (mais) adiotherapic treatment (group 2). The statistical analysis was done by the tests of chi-square or exact of Fisher, in order to compare proportions, and by t of Student or Mann-Whitney, in order to compare means. The level of significance adopted was 5% (p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

25

Avaliação da inibição do eixo neuroendócrino com contraceptivo oral de baixa dosagem/ Evaluation of neuroendocrine axis inhibition with a low-dose oral contraceptive

Ferreira, Dalton; Medeiros, Sebastião Freitas de
2004-07-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar as variações dos hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH) na semana de pausa em usuárias de anticoncepcional hormonal oral contendo 20 mg de etinilestradiol combinado com 75 mg de gestodene. MÉTODOS: foram incluídas 31 mulheres, com idade entre 17 e 36 anos, média de 24,5 anos; 19% eram adolescentes. FSH, LH, prolactina (PRL) e estradiol (E2) foram medidos por imunoquimioluminescência em um dos últimos quatro dias de ingestão d (mais) o comprimido de uma cartela de 21 e no 7º dia de pausa entre duas cartelas. Os parâmetros hormonais foram comparados pelo teste t de Student para amostras pareadas. Fez-se correlação entre os níveis de hormônios e dados antropométricos por regressão linear. Valores de p £ 0,05 foram considerados significantes. RESULTADOS: setenta e um porcento das mulheres usavam o anticoncepcional pela primeira vez. As concentrações de FSH aumentaram de 1,3 mUI/ml nos últimos dias da cartela para 5,7 mUI/ml no 7º dia de pausa. O LH aumentou de 0,8 mUI/ml para 4,3 mUI/ml neste mesmo período. O aumento de E2 foi de 20,2 para 28,0 pg/ml. Os níveis de PRL diminuíram de 12,4 para 10,2 ng/ml. Não houve associação entre as variações das gonadotrofinas com parâmetros antropométricos em mulheres com índice de massa corpórea Resumo em inglês OBJECTIVE: to evaluate serum levels of follicle-stimulating hormone (FSH) and luteinizing hormone (LH) in the pill-free interval of a combined oral contraceptive containing 20 mg of ethynylestradiol and 75 mg of gestodene. METHODS: thirty-one women from 17 to 36 years old, mean age of 24.5 years old, 19% adolescents, were included. FSH, LH, prolactin (PRL) and estradiol (E2) levels were measured by immunochemoluminescence. Both FSH and LH levels were measured within the l (mais) ast four days of pill intake and on the 7th day of the pill-free interval between two cycles. Hormonal levels were compared by the Student t-test. Comparisons between hormonal and anthropometric data were made by linear regression; values of p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

26

Avaliação plasmática de igf-1 no prolactinoma/ IGF-1 plasma levels evaluation in prolactinoma

Zylberberg, Daniela; Naliato, Erika C.O.; Sarmet, Alair; Sato, Eduardo; Costa, Fernando S.R.; Violante, Alice H.D.
2006-09-01

Resumo em português Prolactinomas são os tumores hipofisários mais comuns, podendo co-secretar GH (hormônio do crescimento). IGF-1 (fator de crescimento insulina-símile-1) é o principal responsável pelas ações do GH e parâmetro diagnóstico de acromegalia. Objetivando determinar por uma dosagem de IGF-1, na avaliação inicial de pacientes com prolactinoma, ocorrência de tumores mistos [GH e prolactina (PRL)], estudamos 7 homens e 27 mulheres, entre 19 e 72 anos, confrontando-os ao (mais) s resultados de GH basal e durante teste oral de tolerância à glicose, quando GH basal >0,4 ng/mL ou níveis de IGF-1 alterados. A proporção de pacientes com GH >0,4 ng/mL e IGF-1 elevada foi alta; mas, após administração de 75g de glicose por via oral, nenhum paciente foi diagnosticado como acromegálico. Sugerimos, porém que a dosagem de IGF-1 seja realizada pelo risco de co-secreção de GH nos prolactinomas. Atenção especial para pacientes que apresentem significativa diminuição dos níveis de PRL, sem correspondente regressão do tamanho do adenoma. Resumo em inglês Prolactinomas are the most frequent pituitary tumors and may co-secrete GH (growth hormone). IGF-1 (insulin-like growth factor-1) is the main responsible for GH actions and a parameter for the diagnosis of acromegaly. With the objective of identifying through a IGF-1 levels analysis, in the initial evaluation of prolactinoma patients, the existence of mixed tumors [GH and prolactin (PRL)], we studied 7 men and 27 women, aged between 19 and 72 years, confronting them with (mais) the results of basal and glucose stimulated (glucose tolerance test - GTT) GH levels, indicated when GH >0.4 ng/mL or IGF-1 levels were elevated. The prevalence of patients with GH >0.4 ng/mL and elevated IGF-1 was higher than expected; however, after GTT, no patient fulfilled the diagnostic criteria for acromegaly. However, we suggest that, they should be submitted to IGF-1 evaluation, due to the risk of GH co-secretion in prolactinomas. Special attention should be paid to those who present a significant decrease of PRL levels without concomitant tumor size reduction.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

27

Avaliação da função das células beta pancreáticas através do modelo matemático de HOMA em portadoras de síndrome dos ovários policísticos: comparação entre obesas e não-obesas/ beta-cell function evaluation in patients with polycystic ovary syndrome using HOMA model: a comparison between obeses e nonobeses

Vieira, Carolina Sales; Gomes, Mariana Kefalás de Oliveira; Rodrigues, Paola Cândido; Pinto, André Pera Marques; Reis, Rosana Maria dos; Ferriani, Rui Alberto; Sá, Marcos Felipe Silva de
2007-03-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar o efeito da obesidade sobre a função das célulasbeta pancreáticas de pacientes portadoras de síndrome dos ovários policísticos (SOP). MÉTODOS: estudo transversal no qual foram avaliadas 82 pacientes portadoras de SOP, selecionadas de forma consecutiva, no momento do diagnóstico de SOP. Pacientes com índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m² foram consideradas SOP obesas (n=31). Valores de índice de massa corporal menores que es (mais) te limite foram consideradas SOP não-obesas, o que correspondeu a 51 mulheres. Foram utilizadas a glicemia e a insulina de jejum para cálculo da função das células beta pancreáticas (HOMA-%beta-Cell) e da resistência à insulina (HOMA-IR e QUICKI) entre os grupos. Analisaram-se, também, variáveis secundárias como idade, idade da menarca, níveis séricos hormonais (testosterona, prolactina, LH e FSH) e de colesterol total, triglicerídeos, HDL colesterol e LDL-colesterol. RESULTADOS: a idade da menarca das pacientes obesas com SOP (11,7±1,8 anos) foi menor que as não-obesas (12,7±1,9) (p Resumo em inglês PURPOSE: to evaluate the effect of obesity on beta-cell function in patients with polycystic ovary syndrome (PCOS). METHODS: this cross-section study evaluated 82 patients with PCOS selected consecutively, at the moment of the diagnosis. We compared 31 PCOS obese women (BMI >30 kg/m²) to 51 age-matched PCOS nonobese patients (BMI (mais) ent beta-cell function (HOMA-%beta-cell) were calculated. As secondary variables, the age at PCOS diagnosis, age of menarche, hormonal levels (testosterone, prolactin, FSH and LH), total cholesterol, triglycerides, HDL cholesterol and LDL cholesterol were also analyzed. RESULTS: menarche was significantly earlier in obese PCOS patients (11.7±1.8 years) than in nonobese patients (12.67±1.86 years) (p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

28

Discordância entre IGF-1 e GH pós-sobrecarga de glicose no rastreamento de acromegalia em paciente com macroprolactinoma: relato de caso e revisão sobre o tema/ Discrepancy between IGF-1 and GH during 75 g oral glucose tolerance test measures to acromegaly screening in a patient with macroprolactinoma: case report and literature review

Gonçalves, Fabrícia Torres; Feibelmann, Taciana C. Maia; Fernandes, Maria Luiza M. P.; Fonseca, Alessandra R.C.; Arantes, Henrique Pierotti; Jorge, Paulo Tannús
2007-04-01

Resumo em português Neste artigo, descrevemos o caso de um paciente com diagnóstico de macroprolactinoma, que apresentava valores discordantes entre IGF-1 (elevado) e GH (hormônio de crescimento) pós-teste de tolerância oral à glicose (normal) realizados para pesquisa de co-secreção de GH pelo tumor. Houve normalização dos níveis de prolactina após uso de bromocriptina, porém, durante o acompanhamento, o paciente persistiu com níveis elevados de IGF-1 sem clínica aparente, suge (mais) rindo tratar-se de possível forma subclínica de acromegalia. Após o desenvolvimento de novos métodos laboratoriais, mais sensíveis, para a dosagem de GH, casos de discordância entre esses testes vêm sendo observados, levando alguns autores a sugerir que o nadir de GH pós-teste de tolerância à glicose oral (TTGO) para diagnóstico e tratamento da acromegalia pode ser bem menor do que o limite considerado atualmente (1,2). Assim, se isto for confirmado, casos subclínicos ou oligossintomáticos de acromegalia serão diagnosticados mais precocemente. Resumo em inglês We describe a patient with macroprolactinoma and discrepant insulin-like growth factor (IGF-1) concentration (elevated) and growth hormone (GH) values during a 75 g oral glucose tolerance test (normal), that were measured to evaluate the co-secretion of GH by tumor. With the bromocriptin use, the patient achieved normalization of prolactin, but persisted with high levels of IGF1, suggesting to be subclinical acromegaly. After the development of new more sensitive GH assay (mais) s, cases of discrepant GH and IGF-1 results have been observed and taken to some authors to suggest that GH nadir concentration during 75 g OGTT used to acromegaly diagnosis and treatment could be lower than values considered currently normal. Thus, if this is confirmed, subclinical and oligosymptomatic acromegaly cases could have earlier diagnoses.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

29

Estudo da atividade hormonal de mulheres tratadas com tamoxifeno no menacme/ A study of hormone activity in premenopausal tamoxifen-treated women

Bernardes Jr, Júlio Roberto de M.; Gebrim, Luiz Henrique; Nazário, Afonso Celso Pinto; Kemp, Claúdio; Lima, Geraldo Rodrigues de; Baracat, Edmund Chada
1998-10-01

Resumo em português Objetivos: Avaliar o efeito do tamoxifeno nos níveis séricos de progesterona, estradiol, prolactina, hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo-estimulante (FSH) e da globulina transportadora dos hormônios sexuais (SHBG), quando administrado a mulheres no menacme, nas doses de 10 e 20 mg/dia por 22 dias. Métodos: Estudo aleatório e duplo-cego. Foram incluídas 43 mulheres pré-menopausadas e eumenorréicas. Foram distribuídas em 3 grupos: A (N = 15; placebo), (mais) B (N = 15; 10 mg/dia) e C (N = 13; 20 mg/dia). Foram realizadas duas dosagens hormonais, sendo a primeira no 22º dia do ciclo menstrual que precedeu o uso da droga e a segunda após 22 dias de uso do medicamento. Utilizaram-se os testes de Levene e t-pareado para avaliar a homogeneidade da amostra e a variação das dosagens hormonais, respectivamente. Resultados: As concentrações séricas de estradiol, progesterona e SHBG aumentaram significantemente nos grupos B e C. No grupo C, observou-se ainda elevação no nível sérico de FSH (p Resumo em inglês Purpose: to evaluate the effects of tamoxifen (TAM) on plasma levels of estradiol, progesterone, prolactin, luteinizing hormone (LH), follicle-stimulating hormone (FSH) and steroid hormone-binding globulin (SHBG) when given to premenopausal women in the doses of 10 and 20 mg/day for 22 days. Patients and Methods: a randomized double-blind study was performed with 43 premenopausal eumenorrheic women. The patients were divided into three groups: A (N = 15, placebo); B (N = (mais) 15, TAM 10 mg/day) and C (N = 13, 20 mg/day). They started taking an oral dose of TAM or placebo on the very first day of the menstrual cycle. Two hormone determinations were performed, both on the 22nd day of the menstrual cycle: the first in the cycle that preceded the use of the drug and the second, in the following cycle, after 22 days of using the medication. We used the Levine and Student tests in order to evaluate the homogeneity of the sample and the variation of the hormone determinations respectively. Results:serum levels of estradiol, progesterone and SHBG increased significantly in groups B and C. In group C, we also observed increase in serum level of FSH (p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

30

Aspectos moleculares da tumorigênese hipofisária/ Molecular aspects of pituitary tumorigenesis

Pinto, Emilia M.; Bronstein, Marcello D.
2008-06-01

Resumo em português Os tumores hipofisários, adenomas em sua quase totalidade, são de ocorrência freqüente, representando 10% a 15% de todas as neoplasias intracranianas. Estas lesões são classificadas em microadenomas ( 10 mm) e como secretoras ou quiescentes (não-funcionantes). Estes tumores são capazes de secretar, de maneira autônoma, os hormônios adenohipofisários, como o hormônio de crescimento (GH), a prolactina (PRL), o hormônio adrenocorticot (mais) rófico (ACTH), o hormônio tireotrófico (TSH), o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). A ocorrência de metástase, caracterizando um carcinoma hipofisário, é bastante rara, mas são relativamente comuns tumores de comportamento agressivo que exibem sinais de invasão local. Embora a sua patogênese ainda não seja plenamente caracterizada, muitos mecanismos moleculares envolvidos na tumorigênese hipofisária já foram desvendados. Nesta revisão, serão descritos avanços consideráveis realizados na última década relativos à compreensão dos fatores envolvidos na progressão tumoral, incluindo a participação de oncogenes, supressores tumorais e fatores de crescimento. Resumo em inglês Pituitary tumors, almost invariably adenomas, are of frequent occurrence, accounting for 10% to 15% of all the intracranial neoplasm. They are classified as microadenomas ( 10 mm) and as secreting or clinically non-secreting (or not functioning) adenomas. These tumors are autonomously capable to release pituitary hormones such as the growth hormone (GH), prolactin (PRL), adrenocorticotropic hormone (ACTH), thyroid stimulating hormone (TSH), fol (mais) licle-stimulating hormone (FSH) and luteinizing hormone (LH). The occurrence of metastases, characterizing a pituitary carcinoma, is exceedingly rare. However tumors with aggressive behavior, leading to local invasion, are relatively common. Although the pathogenesis of pituitary tumors is fully characterized, many molecular mechanisms of pituitary tumorigenesis had already been revealed. This review intents to describe advances in the understanding of the involved advances that have been made in the last decade concerning pituitary tumors progression, including the participation of oncogenes, tumor suppressor genes and growth factors.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

31

Hipotireoidismo primário simulando volumoso macroadenoma hipofisário/ Primary hypothyroidism mimicking pituitary macroadenoma

Betônico, Carolina C. R.; Rodrigues, Ricardo; Mendonça, Suzan C. L.; Jorge, Paulo Tannus
2004-06-01

Resumo em português Mulher de 21 anos apresenta história de 2 anos de irregularidade menstrual, com períodos de amenorréia de até 8 meses e ganho ponderal e há 1 ano galactorréia e cefaléia holocraniana. Exames da ocasião: TSH: 1192 mUI/ml (0,27-4,2); T4T:1,0 mg/dl (4,4-11,4) ; T3T: 0,41 ng/ml (0,7-2,1); prolactina: 69,2 ng/ml (3-20). Em serviço de endocrinologia foi confirmado quadro de mixedema acompanhado de galactorréia. Ressonância magnética (RM) de hipotálamo-hipófise mos (mais) trou lesão expansiva intra e supra selar com 1,9 x 1,4 x 1,9 cm nos seus maiores diâmetros, determinando compressão e desvio do quiasma óptico. Diante da possibilidade de hiperplasia das células produtoras de TSH, optamos por iniciar o tratamento do hipotireoidismo com levotiroxina. Após 2 meses de tratamento e normalização dos níveis séricos dos hormônios tireoidianos e do TSH, nova RM mostrou hipófise de tamanho normal. A regressão do volume hipofisário após terapia com levotiroxina confirmou a hipótese diagnóstica de hiperplasia hipofisária decorrente do hipotireoidismo primário. Nossos achados reforçam a importância da avaliação dos hormônios tireoideanos e TSH na investigação de aumento de volume hipofisário prevenindo uma cirurgia desnecessária. Resumo em inglês A 21-year-old woman complaining of 8-month amenorrhea associated to weight gain, galactorrhea and frequent headaches, presented for clinical evaluation; her laboratory tests were: TSH: 1192 mUI/ml (0.27-4.2); TT4: 1.0 mg/dl (4.4-11.4l); TT3: 0.41 ng/ml (0.7-2.1); prolactin: 69.2 ng/ml (3-20) and a diagnosis of myxedema associated to galactorrhea was made. A hypothalamic-pituitary magnetic resonance imaging (MRI) showed a suprasellar and intrasellar mass lesion of 1.9 x 1. (mais) 4 x 1.9 cm, determining compression and deviation of the optic chiasm. Due to the possibility of hyperplasia of the TSH-producing cells, treatment of hypothyroidism was initiated with levothyroxine. Two months later, upon normalization of thyroid hormones and TSH levels, a second MRI showed an anatomically normal pituitary gland. Regression of the pituitary mass after treatment with levothyroxine confirmed the hypothesis of pituitary hyperplasia secondary to primary hypothyroidism. Our findings support the importance of determining thyroid function tests during the investigation of pituitary masses and thus avoiding an unnecessary surgery.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

32

Efeitos da hiperprolactinemia sobre o útero de camundongos no proestro/ Hyperprolactinemia effects on the female mice uterus during proestrous

Gomes, Regina Célia Teixeira; Oliveira, Patrícia Bedesco de; Rossi, Alexandre Guilherme Zabeu; Baracat, Maria Cândida Pinheiro; Simões, Ricardo Santos; Baracat, Edmund Chada; Junior, José Maria Soares
2009-08-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar o efeito da hiperprolactinemia induzida pela metoclopramida sobre o endométrio e miométrio de camundongos fêmeas na fase de proestro. MÉTODOS: 24 camundongos fêmeas foram divididas aleatoriamente em dois grupos: GCtr/controle e GExp/tratadas com metoclopramida (6,7 µg/g por dia). Após 50 dias, os animais foram sacrificados na fase de proestro, e o sangue foi coletado para determinação dos níveis de estradiol, progesterona e prolactina. Os corno (mais) s uterinos foram removidos e fixados em formol a 10%; foram, então, processados para inclusão em parafina. Cortes de 4 µm foram corados pela hematoxilina-eosina (H/E). Na análise morfológica, foi utilizado microscópio de luz, da marca Carl Zeiss, com objetivas variando de 4 a 400 X, para caracterização de cada corte histológico. Na análise morfométrica, foi avaliada a espessura do epitélio superficial, da lâmina própria e do miométrio, com auxílio de um analisador de imagem (AxionVision, Carl Zeiss) acoplado ao microscópio de luz (Carl Zeiss). A análise estatística foi realizada pela ANOVA seguida pelo teste Wilcoxon. O valor de p foi considerado significante quando Resumo em inglês PURPOSE: to evaluate the effect of hyperprolactinemia induced by metoclopramide on the endometrium and myometrium of female mice in the proestrus phase. METHODS: 24 female mice were randomly divided in two groups: CtrG/control and ExpG/treated with metoclopramide (6.7 mg/g daily). After 50 days, the animals were sacrificed in the proestrus phase, and the blood was collected to determine the levels of estradiol, progesterone and prolactin. The uterine horns were removed, f (mais) ixed in 10% formaldehyde and processed before being included in paraffin. Slices of 4 µm were stained by hematoxylin and eosin (H/E). In the morphological analysis, a Carl Zeiss light microscope, with objectives varying from 4 to 400 X was used for each histological slice characterization. In the morphometrical analysis, the superficial epithelium, the lamina propria and the myometrium thickness were evaluated, with the help of an image analyzer (AxionVision - Carl Zeiss) attached to the light microscope (Carl Zeiss). The statistical analysis was done by ANOVA, followed by the Wilcoxon test. P-value was considered as significant, when

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

33

Proptose causada por adenoma pituitário gigante: relato de caso/ Proptosis caused by giant pituitary adenoma: case report

Pereira, Andréa; Monteiro, Mário Luiz Ribeiro
2003-08-01

Resumo em português OBJETIVO: Relatar um caso raro de proptose unilateral associada à paralisia oculomotora e cegueira causados por adenoma pituitário gigante. MÉTODOS: A paciente foi submetida a exame clínico e oftalmológico completo, campimetria, exame de imagem por ressonância magnética e estudo histopatológico do tumor após intervenção cirúrgica. RESULTADOS: Paciente de 21 anos apresentou perda visual progressiva bilateral associada à proptose e limitação da motilidade ocu (mais) lar do olho esquerdo. A campimetria revelou hemianopsia temporal completa no olho direito e havia ausência de percepção luminosa no olho esquerdo. O exame de imagem por ressonância magnética mostrou extenso tumor infiltrando o terceiro ventrículo, seio cavernoso e ápice da órbita à esquerda. O estudo histopatológico revelou se tratar de adenoma hipofisário produtor de hormônio de crescimento e prolactina sem sinais de malignidade. CONCLUSÃO: Este caso é de interesse não apenas pelo fato do envolvimento orbitário pelos adenomas ser extremamente raro, mas também para salientar a importância de diagnóstico precoce uma vez que apesar da histologia benigna, os adenomas invasivos nem sempre seguem curso clínico favorável. Resumo em inglês PURPOSE: To describe the unusual occurrence of unilateral proptosis associated with oculomotor palsy and blindness, caused by a giant pituitary adenoma. METHODS: The patient was submitted to clinical and ophthalmologic examination, visual field, magnetic resonance imaging and histopathological study after surgical intervention for the removal of the tumor. RESULTS: A 21-years-old woman had progressive bilateral visual loss, associated with proptosis and limitation of ocul (mais) ar motility of the left eye. Visual field examination revealed a complete temporal hemianopsia in the right eye and no light perception in the left eye. Magnetic resonance imaging showed a large tumor infiltrating the III ventricule, cavernous sinus and orbital apex. The histopathological study revealed a pituitary adenoma producing prolactin and growth hormone without signs of malignancy. CONCLUSIONS: This case is of interest not only because it documents the extremely rare occurrence of orbital involvement by a pituitary tumor but also because it emphasizes the need of an early diagnosis of invasive adenomas since such tumors not necessarily follow a benign clinical course despite their histologically benign nature.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

34

Influência do tabagismo na fertilidade, gestação e lactação/ The influence of smoking on fertility, pregnancy and lactation

Mello, Paulo Roberto Bezerra de; Pinto, Gilberto Rodrigues; Botelho, Clovis
2001-08-01

Resumo em português OBJETIVOS: descrever a influência do tabagismo nas diferentes fases do processo reprodutivo, fecundação, gestação e lactação, destacando os mecanismos de ação dos principais componentes tóxicos do cigarro nestas fases. Sugerir medidas profiláticas de controle ambiental e de como reduzir a exposição da criança à fumaça do tabaco. MÉTODOS: revisão bibliográfica não sistemática sobre os temas abordados, utilizando-se da base de dados do MEDLINE. RESULTAD (mais) OS: o tabagismo atua negativamente nas diferentes fases da reprodução, por ação direta de seus principais componentes tóxicos, a nicotina e o monóxido de carbono. Reduz a taxa de fertilidade, compromete a duração da gestação e o peso do concepto. Também diminui a produção de leite da nutriz fumante e o tempo de lactação, comprometendo o ganho de peso da prole, por mecanismos ainda não bem compreendidos, nos quais a prolactina pode estar envolvida. CONCLUSÕES: os efeitos do tabagismo comprometem a qualidade da função reprodutiva em diferentes fases, por atuar principalmente sobre o desenvolvimento do concepto, tanto na fase intra quanto na fase extra-uterino. Por ser um período de contato mais freqüente da mulher fumante com o profissional de saúde, a gestação e a lactação deveriam ser alvo especial de campanhas antitabágicas. Resumo em inglês OBJECTIVE: to decribe the influence of smoking on different phases of the reproductive process, fecundation, pregnancy and lactation, drawing special attention to the mechanisms of action of the main toxic components found in cigarettes. To suggest prophylactic measures for environmental control and how to reduce children's exposure to tobacco smoke. METHODS: nonsystematic literature review using MEDLINE database. RESULTS: smoking has a negative effect on different phases (mais) of the reproduction process, by direct action of main toxic components, nicotine and carbon monoxide. Smoking reduces fertility, compromises the length of gestation and infant birthweight. Smoking mothers also have reduced breast milk production and shorter lactation, which affects infant weight gain through unclear mechanisms in which prolactin may probably be involved. CONCLUSIONS: smoking compromises reproductive function quality in different phases, acting mainly on intrauterine and extrauterine development of infants. Since during pregnancy and lactation women are in closer contact with health professionals, antismoking campaigns should be especially addressed to this period.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

35

Prolactinomas resistentes a agonistas dopaminérgicos: diagnóstico e manejo/ Dopamine-agonists-resistant prolactinomas: diagnosis and management

Musolino, Nina R.C.; Passos, Vanessa Q.
2005-10-01

Resumo em português Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais freqüentes, sendo as drogas agonistas dopaminérgicas (AD) a principal opção para seu tratamento. Resistência à bromocriptina (BRC), primeiro AD a ser utilizado, definida como ausência de normalização da prolactina (PRL) ou de redução tumoral durante o tratamento, é relatada em 5 a 18% dos pacientes tratados. Novos AD, como a cabergolina (CBG), são alternativa eficaz já que podem normalizar a PRL e (mais) reduzir tumores em até 86% e 92% dos casos, respectivamente. Mesmo assim, uma porcentagem dos pacientes pode ser chamada de resistente aos AD. Os mecanismos para a resistência ainda não são completamente elucidados e, embora pouco freqüentes, os prolactinomas resistentes aos AD representam um desafio para o tratamento. As alternativas como cirurgia e radioterapia podem não alcançar a normalização da PRL e, portanto, não resolver os sintomas ligados à hiperprolactinemia. Tratamento do hipogonadismo com reposição de esteróides sexuais, assim como estimulação ovulatória quando o desejo for a gravidez, podem ser alternativas para casos com crescimento tumoral controlado. Novas drogas como anti-estrógenos, novos AD, análogos específicos de subtipos do receptor da somatostatina, drogas quiméricas com ação no receptor da somatostatina e da dopamina e antagonistas da PRL estão sendo estudados e podem representar alternativas futuras ao tratamento deste grupo de pacientes. Resumo em inglês Prolactinomas are the more prevalent functioning pituitary tumors, and dopamine agonist drugs (DA) are the main therapeutic option for patients harboring such tumors. Bromocriptine (BRC) resistance, defined as failure to normalize prolactin (PRL) and/or to shrink the tumor is reported in 5 to 18% of the patients treated with this drug, the first DA widely used. Cabergoline (CBG) can bring PRL to normalization and reduce tumor size in up to 86% and 92% of the patients, res (mais) pectively. Even with this newer DA, a subset of patients does not respond to therapy and are truly resistant. The mechanisms for resistance are not yet fully clarified, so the treatment for the resistant prolactinoma is still a challenge. Transsphenoidal surgery associated or not to radiotherapy is an important tool, but PRL may not normalize, mainly in macroprolactinomas. Treatment with sex steroids or ovulation induction can solve the hypogonadism or infertility, when the tumor growth is under control. New drugs as anti-estrogens, new DA, specific analogs for somatostatin receptor subtypes, chimeric molecules associating dopamine and somatostatin effect, and PRL antagonists are under investigation and can be future alternatives for DA resistance.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

36

Apoplexia subclínica em tumores pituitários/ Asymptomatic apoplexy in pituitary tumors

PINHEIRO, MARCELO M.; CUKIERT, ARTHUR; SALGADO, LUIS R.; NERY, MARCIA; GOLDMAN, JAYME; PIMENTEL, FERNANDO; LIBERMAN, BERNARDO
1999-03-01

Resumo em português Apoplexia pituitária aguda é fenômeno relativamente raro, mesmo em macroadenomas. No entanto, a presença de áreas necro-hemorrágicas intratumorais nestes tumores que não se relacionam a qualquer sintomatologia aguda parece ser bem mais frequente do que se imaginava na era da tomografia. Com o advento da ressonância magnética estas áreas podem ser facilmente diagnosticadas pré-operatoriamente. Dentre os 40 últimos macroadenomas operados e examinados com RMN, 10 (mais) possuíam áreas apopléticas subclínicas em seu interior. Sete destes tumores eram não secretores, 2 secretores de GH e um de prolactina. O quadro clínico incluiu, além daqueles correspondentes à eventual secreção endócrina, perda visual progressiva (sem história de piora abrupta ou rápida) (n=8) e cefaléia (n=3). Após a remoção cirúrgica destes tumores e descompressão do aparato óptico, obtivemos melhora visual em 6 pacientes e em 2 a visão permaneceu inalterada. A cefaléia desapareceu em 2 casos. A presença de áreas apopléticas nestes macrotumores bem como sua ausência em séries de microtumores relatadas na literatura sugere que se relacionam mais ao tamanho do tumor do que ao seu caráter secretor ou não, o que é compatível com a provável natureza (insuficiência vascular) da apoplexia subclínica nesses casos. Resumo em inglês Acute pituitary apoplexy is a rare event, even in patients with pituitary macroadenomas. On the other hand, the presence of necrotic/hemorrhagic areas, especially in macroadenomas, seems to be more common than earlier reported in the CT period. After the introduction of MR in the presurgical workup of these patients, these apopleptic areas have been more easily diagnosed preoperatively. Forty consecutive patients with pituitary macroadenomas were studied with high-resolut (mais) ion 1.5 T T1 coronal, sagittal and axial slices over the sellar region. Special attention was paid in the detection of necrotic, cystic and hemorrhagic areas within these tumors. Ten patients had hemorrhagic/necrotic areas within their tumors, without any sign or symptom of acute apoplexy. These areas varied from small (2 mm) to very large (30 mm) ones. Seven patients had non-secreting tumors, 2 GH and 1 prolactin secreting tumors, which is the same profile of secretory pattern for the whole series (40 patients). The clinical picture included (other than that caused by endocrine secretion) slowly progressive (but not acute) visual loss (n=8) and headache (n=3). After surgical decompression of the surrounding structures and visual apparatus, which was facilitated by the presence of the necrotic areas, there was visual improvement in 6 patients and headache resolution in 2. The presence of asymptomatic apopleptic areas in these macroadenomas and their absence in microadenomas as can be seen in the literature suggest that they are related more to the size of the tumor than to its endocrine secretion pattern. This is in agreement with a vascular insufficiency hypothesis in the pathogenesis of these lesions.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

37

Ansiedade, pânico e o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal/ Anxiety, panic and the hypothalamic-pituitary-adrenal axis

Graeff, Frederico G
2007-05-01

Resumo em português OBJETIVO: Este artigo discute a ativação diferencial do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal no transtorno de ansiedade generalizada e no transtorno de pânico. MÉTODO: Resultados de recentes revisões da literatura são resumidos e discutidos. RESULTADOS: Os resultados de estudos experimentais que dosaram o hormônio adrenocorticotrópico, o cortisol e a prolactina mostram que ataques de pânico naturais, bem como os provocados por agentes panicogênicos seletivos - c (mais) omo lactato de sódio e dióxido de carbono -, não ativam o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. Agonistas do receptor de colecistocinina do tipo B, como o peptídeo colecistocinina-4 e a pentagastrina, elevam os hormônios de estresse, independentemente da ocorrência de um ataque de pânico, parecendo ativar diretamente o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. O antagonista benzodiazepínico flumazenil não eleva o nível dos hormônios de estresse; porém, este agente farmacológico não induz ataques de pânico de modo consistente. Agentes farmacológicos que aumentam a ansiedade em pacientes de pânico (cafeína, ioimbina, agonistas serotonérgicos), assim como em pessoas saudáveis, elevam o nível dos hormônios de estresse. CONCLUSÕES: Além das diferenças na sintomatologia e na resposta farmacológica, o transtorno de ansiedade generalizada e o transtorno de pânico afetam os hormônios de estresse de modo distinto. Enquanto a ansiedade antecipatória e o transtorno de ansiedade generalizada ativam tanto o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal como o simpático-adrenal, o ataque de pânico causa acentuada ativação simpática; porém, afeta pouco o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. Resumo em inglês OBJECTIVE: This article focuses on the differential activation of the hypothalamic-pituitary-adrenal axis in generalized anxiety disorder and panic disorder. METHOD: The results of recently reported reviews of the literature are summarized and discussed. RESULTS: The results of experimental studies that assayed adrenocorticotropic hormone, cortisol and prolactin show that real-life panic attacks, as well as those induced by selective panicogenic agents such as lactate and (mais) carbon dioxide, do not activate the hypothalamic-pituitary-adrenal axis. Agonists of the cholecystokinin receptor B such as the cholecystokinin-4 peptide and pentagastrin increase stress hormones regardless of the occurrence of a panic attack and, thus, seem to activate the hypothalamic-pituitary-adrenal axis directly. The benzodiazepine antagonist flumazenil does not increase stress hormones, but this agent does not reliably induce panic attacks. Pharmacological agents that increase anxiety in both normal people and panic patients (caffeine, yohimbine, serotonergic agonists) raise stress hormone levels. CONCLUSIONS: In addition to the differences in symptomatology and pharmacological response, generalized anxiety disorder and panic disorder affect stress hormones in distinct ways. While anticipatory anxiety and generalized anxiety disorder activate both the hypothalamic-pituitary-adrenal and the sympathoadrenal axes, panic attack causes major sympathetic activation, but has little effect on the hypothalamic-pituitary-adrenal axis.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

38

Efeitos tardios na função hipotálamo-hipófise após tratamento de tumores parasselares/ Late effects on hypothalamic-pituitary function following treatment of paraselar tumours

Motta, Luiz A. Casulari Roxo da; Martinelli, Claudio; Motta, Lucília Domingues Casulari da; Abrahão, André L. Andrade; Farage Filho, Miguel; Gagliardi, Antônio R. de Toledo
1991-09-01

Resumo em português O acompanhamento a longo prazo de pacientes submetidos a tratamento de tumores da região parasselar é importante para detectar complicações tardias da terapêutica. Neste estudo avaliamos 6 pacientes com craniofaringioma, 1 com meningioma, 1 com germinoma e 1 com cisto epidermóíde, localizados na região parasselar. Eles haviam sido tratados, em média, 3,8±3,2 anos antes, por cirurgia e radioterapia (6 casos) ou somente cirurgia (3 casos). Cinco pacientes eram do (mais) sexo feminino e a média de idade era de 24,3±18,8 anos. A avaliação consistiu na infusão endovenosa de TRH (200 mg), GnRH (100 mg) e insulina regular (0,1 UI Kg/peso), bem como na dosagem dos hormônios hipofisários antes (0) e após 20, 40, 60 e 80 minutos. Encontramos os seguintes resultados: (a) resposta deficitária do GH e do cortisol era todos pacientes; (b) 7/9 pacientes não tiveram respostas adequadas do FSH e 3/9 do L.H; (c) 4/9 tiveram respostas inadequadas da prolactina e 2/8 do TSH. Concluimos que: (a) o déficit de GH e cortisol são os mais frequentes nestes pacientes; (b) a lesão após radioterapia pode localizar-se tanto no hipotálamo quanto na hipófise ou, ainda, em ambos; (c) a sensibilidade das células hipofisárias e hipotalâmicas à irradiação é diferente de acordo com os hormônios que produzem; (d) é necessário o acompanhamento endocrinológico frequente dos pacientes submetidos a tratamento de tumores parasselares, a fim de detectar déficits hormonais tardios. Resumo em inglês Long term follow-up of patients submitted to treatment of paraselar tumours region is important for the detection of late therapeutic complications. In this study the authors conducted an evaluation of six patients with craniopharyngioma, one with germinoma, one with meningioma, and one epidermoid cyst. All above tumours were localized at paraselar region. Six out of nine patients had been treated both by surgery and by radiotherapy and the other three surgically only, on (mais) an average 3.8±3.2 years before this observation was carried out. Five patients were female with their ages average 24.3±18.8 years old. Evaluation consisted: in the first place, an intravenous infusion of thyrotropin-releasing hormone (TRH, 200 mg), gonadotropin-releasing hormone (GnRH, 100 mg), and insulin tolerance test (0,1 IU/Kg, regular insulin); and secondly, in measurements of pituitary hormones secretion at different time points - 0, 20,40, 60 and 80 minutes. We found both diminished response of growth hormone and Cortisol in all the patients. Seven out of nine patients did not have adequate response to follicle-stimulating hormone. Three out of nine responded unsatisfactory to luteinizing hormone. Four out of nine showed inadequate responses to prolactin as well as, two out of eight to thyrotropin. We concluded that: (a) growth hormone and Cortisol deficiency are the most frequent finding in these patients; (b) post-radiotherapy lesions can be located in the hypothalamus or pituitary, or even in both; (c) hypophsial and hypothalamic cell sensitivity to irradiation is different, according to their respective hormones; and (d) it is necessary a frequent endocrinologic follow-up of patients to detect late hormonal deficiences.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

39

Perfil hormonal sexual de mulheres em programa crônico de diálise em tratamento com eritropoetina humana recombinante/ Sex hormones in women on dialysis

Dal Maso, Rosina Conceição Graçaplena; Cavagna Neto, Mário; Yu, Luis; Juliano, Yara; Novo, Neil Ferreira; Cury, Maria Cristina; Bogossian, Miguel
2003-01-01

Resumo em português A IRC (insuficiência renal crônica) terminal é acompanhada por alterações sistêmicas, inclusive do eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal. Após o aparecimento da EPO (eritropoetina humana recombinante), surgiram relatos de melhora da disfunção sexual em homens, havendo relativa escassez de dados sobre dosagens hormonais e função sexual das mulheres. No Brasil, há poucos dados sobre o perfil hormonal de mulheres em programa crônico de diálise. OBJETIVOS: Avali (mais) ação e comparação do perfil hormonal sexual, através das dosagens de FSH (hormônio folículo estimulante), LH (hormônio luteinizante), PRL (prolactina) e E2 (estradiol) de mulheres em programa crônico de diálise, sob terapêutica com EPO. MÉTODOS: Foram avaliadas 47 mulheres (uma em diálise peritoneal intermitente, quatro em diálise peritoneal ambulatorial contínua e 42 em hemodiálise), subdivididas em três grupos: (1) Grupo I, de mulheres com menos de 48 anos de idade e menstruando regularmente; (2) Grupo II, de mulheres com menos de 48 anos de idade e amenorreicas; (3) Grupo III, de mulheres com mais de 48 anos de idade e amenorreicas. Os grupos foram comparados entre si através do teste de Mann-Whitney para duas amostras independentes. RESULTADOS: Todos os grupos mostraram valores normais das dosagens séricas de FSH, LH e E2, e não houve diferença estatisticamente significante nos níveis desses hormônios entre as mulheres que menstruam e as amenorreicas com idade inferior a 48 anos. Os níveis de PRL encontravam-se acima da normalidade em todos os grupos, independentemente da idade e do padrão menstrual, não havendo diferenças estatísticas significantes entre os grupos. As pacientes do grupo III apresentaram perfis hormonais compatíveis com a menopausa, ou seja, níveis séricos de FSH e LH elevados e de E2 diminuídos. Resumo em inglês OBJECTIVE: The end stage renal disease has accompaniments in body systems, including hormonal changes. The present study was designed to evaluate the pattern of follicle stimulating hormone (FSH), luteinizing hormone (LH), prolactin (PRL) and estradiol (E2) in 47 women with end stage renal disease (ESRD), on regular dialysis and receiving recombinant human erythropoietin (r-HuEPO). METHODS: One patient was on intermitent peritoneal dialysis, 4 on continuous ambulatory per (mais) itoneal dialysis and 42 on maintenance haemodialysis. They were divided into: Group I consisted of 10 women with regular menses, aged lesser than 48 years; Group II consisted of 15 women with amenorrhea, aged lesser than 48 years and; Group III, consisted of 22 women with amenorrhea, aged 48 years or more. Levels of FSH, LH, PRL e E2 were obtained by ELISA. RESULTS: All groups showed FSH, LH and E2 levels in the normal range for normal women without renal failure, and there was no statistical significance in the levels of these hormones between women with regular menses or women with amenorrhea aged lesser than 48 years. The serum concentrations of PRL were above the normal range in all groups. The patients aged 48 or more showed hormonal profile consistent with post-menopausal (i.e. high FSH, high LH and low estradiol). CONCLUSIONS: We conclude that ovarian function is intact on ESRD and we have to search for other causes for amenorrhea in women that do not have na abnormal hormonal sex profile.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

40

Homocisteinemia em mulheres com síndrome dos ovários policísticos/ Homocysteinemia in polycystic ovary syndrome women

Cerqueira, Joeline Maria Cleto; Costa, Laura Olinda Bregieiro Fernandes; Nogueira, Andrea de Almeida Vasconcelos; Silva, Daniela Celestino Catão da; Torres, Dilênia de Oliveira Cipriano; Santos, Ana Célia Oliveira dos
2010-03-01

Resumo em português OBJETIVOS: comparar os níveis sanguíneos de homocisteína em mulheres com e sem a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e correlacioná-los com os parâmetros clínicos, hormonais e metabólicos. MÉTODOS: estudo tipo corte transversal com 110 mulheres: 56 com SOP e 54 controles normais. As pacientes foram submetidas à anamnese, exame físico e ultrassonografia pélvica, dosagens de homocisteína, da proteína C reativa (PCR), glicose, insulina, hormônio folícul (mais) o-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), hormônio tireoide-estimulante (TSH), tiroxina livre (T4L), prolactina e testosterona.. Para análise estatística, foram usados os testes t de Student, χ2 e a correlação de Pearson. A realização da análise multivariada, pelo método "enter", foi utilizada para verificar a associação independente entre as variáveis. RESULTADOS: encontrou-se um aumento significativo na média dos níveis plasmáticos de homocisteína nas pacientes com SOP quando comparadas ao Grupo Controle (5,9±2,9 versus 5,1±1,3 µmol/L; p=0,01). Como era esperado, por fazerem parte do quadro clínico da SOP, o índice de massa corpórea, circunferência abdominal, colesterol total, colesterol HDL, triglicerídeos, insulina e HOMA também se mostraram com diferenças significativas entre os dois grupos. Houve correlação da SOP e do IMC com os níveis de homocisteína. A análise multivariada mostrou que a SOP por si só não se correlaciona com altos níveis de homocisteína. CONCLUSÕES: pacientes com SOP estão expostas a níveis significativamente altos de homocisteína, porém outros fatores intrínsecos à síndrome, e não identificados neste estudo, seriam os responsáveis por esta alteração. Resumo em inglês PURPOSE: to compare serum homocysteine levels in polycystic ovary syndrome (PCOS) and non-PCOS women and correlate them with clinical, hormonal and metabolic parameters. METHODS: transverse study with carried out on 110 women, including 56 with PCOS and 54 normal controls. Patients were submitted to anamnesis, physical examination and pelvic sonograms and to the determination of homocysteine, C-reactive protein (CRP), glucose insulin, follicle-stimulating hormone (FSH), l (mais) uteinizing hormone (LH), thyroid-stimulating hormone (TSH), free thyroxin (Free T4), prolactin, and testosterone. For the statistical analysis, we used the Student's t test, Pearson's product-moment correlation coefficient and the χ2 test. The "enter" method was used to determine independent association between variables. RESULTS: there was a significant increase in the average serum homocysteine levels in the group of patients with PCOS compared to controls (5.97±2.95 versus 5,17±1.33 µmol/L; p=0,015). As expected, since they are affected by PCOS, values of body mass index (BMI), waist circumference, total cholesterol, HDL cholesterol, triglycerides, insulin and HOMA were significantly different between groups. Serum homocysteine levels, BMI and PCOS were correlated. Multivariate analysis showed that PCOS, by itself, does not correlate with high serum homocysteine levels. CONCLUSIONS: PCOS women have significantly higher serum levels of homocysteine that may increase their risk for cardiovascular disease. However, other intrinsic PCOS-related factors, not identified in this study, may be responsible for this alteration.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

41

Lactação e álcool: Efeitos clínicos e nutricionais/ Lactation and alcohol: Clinical and nutritional effects

Goretti Pessoa de Araújo Burgos, Maria; Martins Bion, Francisca; Campos, Florisbela
2004-03-01

Resumo em português RESUMO. O consumo de bebidas alcoólicas por lactantes vem despertando a atenção dos pesquisadores, nas últimas décadas, com significantes achados relacionados à lactantes e lactentes.Bebidas alcoólicas estão incluídas, pelo Ministério da Saúde americano, como droga anestésica e sedativa, que se transfere para o leite materno, a partir do consumo de 1g/kg/dia. Este estudo realizou uma metanálise das principais publicações nacionais/ internacionais, nas últi (mais) mas décadas, relacionadas ao tema lactação X álcool. Resultados de estudos experimentais e com humanos relacionados ao consumo de álcool por lactantes sugerem: modificação do comportamento, com valores reduzidos de hormônio luteinizante e produção de leite, com aumento na quantidade de gordura e redução de lactose; aumento da lipogênese, na atividade da lipase lipoprotéica e hormônio sensível, alterações nas estruturas celulares epiteliais da mama, anormalidade na produção da caseína; redução na liberação da oxitocina e prolactina, provocando diminuição na ejeção do leite, diminuição de peso e conteúdo proteico da mama. Nos recém-nascidos observa-se redução no consumo alimentar, no peso corporal, no crescimento, desenvolvimento, glicogênio hepático, glicemia, aminoácidos plasmáticos, insulina, glicerol, ácida graxos e uremia, aumento de acetoacetato no sangue, quando amamentados por animais alcoolizados na gestação/ lactação; a ingestão na lactação provoca nas crias alterações no fígado como redução de peso, triglicerídeos, proteínas, DNA e lipídios; no sangue: baixa de proteínas, triglicerídeos, colesterol, ácidos graxos, glicerol, com elevação de ß -hidroxibutirato; alteração do sistema motor e do comportamento. A análise dos parâmetros envolvidos sugere a necessidade de mais estudos, que possibilitem estabelecer com segurança, o limite mínimo de consumo de álcool que poderá provocar efeitos patológicos no binômio mãe/filho. Resumo em inglês SUMMARY. Researchers have turned their attention to the effects of alcohol consumption on breastfeeding, with significant negative findings concerning both the mother and the newborn. This study is a meta-analysis of the principle research performed in the last decade that was concerned with lactation and alcohol. Results from experimental and human subject research has shown that effects of alcohol include: behavioural changes, reduced milk and luteinising hormone produc (mais) tion, with increased fat content, reduced lactose content.Increased lipogenesis and increased activity of lipoprotein and hormone-sensitive lipase, structural alterations in the epithelial cells of the breast and abnormal casein production, reduced oxytocin and prolactin production with subsequent reduced milk ejection, and reduced weight and protein content of the breast. Reduction in food consumption, body weight, growth and development and hepatic glycogen, serum glucose, amino-acids, insulin, glycerol, fatty acids and urea, and an increase in serum acetoacetic acid is seen in newborn children that were breastfed by animals with a high intake of alcohol during pregnancy or the puerperal period. Alcohol consumption during lactation caused a reduction in liver weight and triglyceride, protein, DNA and lipid content, in the newborns. Serum changes included a reduction in protein, triglyceride, cholesterol, fatty acid and glycerol level with an increase in beta-hydroxybutirate levels. Changes also included alterations in the motor system and behaviour.Further studies are needed to determine, with confidence, the minimum level of alcohol consumption that can provoke pathological effects in both the mother and the child.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

42

Restrição protéica na prenhez: efeitos relacionados ao metabolismo materno/ Protein restriction in pregnancy: effects related to dam metabolism

Ballen, Marcia L. O.; Moretto, Vera L.; Santos, Maisa P. dos; Gonçalves, Talita S. S.; Kawashita, Nair H.; Stoppiglia, Luis F.; Martins, Maria Salete F.; Gomes-da-Silva, Maria Helena G.
2009-02-01

Resumo em português Foram avaliadas as alterações no metabolismo materno durante a prenhez em ratas Wistar, prenhes e não-prenhes, submetidas à restrição protéica, que receberam dietas isocalóricas (15,74 kJ/g), controle ou hipoprotéica (17% versus 6%), distribuídas em quatro grupos (n = 7), quais sejam: controle não-prenhe (CNP) e prenhe (CP) e hipoprotéico não-prenhe (HNP) e prenhe (HP), do 1º ao 18º dia de prenhez. Parâmetros bioquímicos, hormonais e relacionados à sínt (mais) ese de lipídios foram considerados. Utilizou-se ANOVA a duas vias seguido de teste Tukey-HSD e teste t de Student, significância de p Resumo em inglês Metabolism alterations were evaluated in female Wistar rats (dams) during pregnancy. Pregnant and non-pregnant dams submitted to protein restriction, were fed isocaloric (15.74 kJ/g), control or hypoproteic (17% vs. 6%) diets, and distributed in four Groups (n=7) as follows: non-pregnant control (NPC), pregnant control (PC), non-pregnant hypoproteic (NPH), and pregnant hypoproteic (PH); from Day 1 to Day 18 of pregnancy. Biochemical, hormonal and metabolic parameters rela (mais) ted to lipid synthesis were assessed. The two-way ANOVA, followed by Tukey-HSD and Student-t tests were used, with a significance of p

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)

43

Avaliação tardia do eixo hipofisário-gonadal em pacientes adultos que sofreram traumatismo cranioencefálico grave/ Late evaluation of the pituitary-gonadal axis in survivors of severe traumatic brain injury

Hohl, Alexandre; Daltrozo, Jordana Bernardi; Pereira, Camila Girardi; Weber, Thaís Rossoni; Pinto, Heyde Francine; Gullo, Jackson da Silva; Bernardini, Juçara Deitos; Coral, Marisa Helena César; Walz, Roger
2009-11-01

Resumo em português OBJETIVO: Avaliar a função hipofisária-gonadal nos pacientes vítimas de TCE graves ocorridos na Grande Florianópolis, entre 2000 e 2004. MÉTODOS: Foram estudados 30 pacientes, sendo 22 homens e 8 mulheres, submetidos à avaliação clínica e laboratorial em seguimento médio de 4 anos após a data do traumatismo. RESULTADOS: Os homens possuíam em média 38 anos no ano da avaliação, enquanto as mulheres, 42 anos. A maioria dos traumatismos está relacionada aos a (mais) cidentes de trânsito (63,3%). Três pacientes (10%) estavam com valores de FSH abaixo do normal e apenas 1 paciente (3,3%) apresentou LH alterado. Nas mulheres avaliadas, os níveis de estradiol foram normais. Na população masculina, foi evidenciado nível de testosterona baixo em 2 pacientes (9,1%). Todos os pacientes apresentavam normoprolactinemia. CONCLUSÃO: Dois casos de hipogonadismo masculino (9,1%) foram diagnosticados neste estudo. Isso indica a necessidade de atenção aos pacientes sobreviventes de TCE grave para realizar diagnóstico precoce de hipogonadismo. Resumo em inglês OBJECTIVE: The purpose of this study is to evaluate pituitary function impairment in order to verify the prevalence of sex hormone deficiency and to analyze the profile of TBI population. METHODS: Thirty patients were studied, 22 were male and 8 were female. All patients had their gonadal function assessed and they were evaluated at a median of 4 years post-trauma. RESULTS: The average age of the men was 38 years at the time of the evaluation, while the mean age of women (mais) was 42 years. The majority of TBI was related to traffic accidents (63.3%). Three patients (10%) had low FSH and only 1 patient (3.3%) had low LH. There was no biochemical evidence of hypogonadism in women. Two male patients presented low testosterone (9.1%) and were diagnosed with hypogonadism. Prolactin levels were normal in all patients. CONCLUSION: Two cases of hypogonadism (9.1%) were diagnosed among men in this study. It is therefore necessary that medical professionals involved in the management of TBI patients are aware of hypogonadism as a complication of TBI, in order to diagnose it early.

Scientific Electronic Library Online (Portuguese)