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Fenomenologia e fenomenismo em Husserl e Mach

Fisette, Denis
2009-12-01

Resumo em português Como conciliar as repetidas críticas ao fenomenismo de Mach, um pouco por toda a obra de Husserl, com o papel proeminente que Husserl parece nele reconhecer em seus últimos trabalhos, quanto à gênese de sua própria fenomenologia? Para responder a essa questão, examinaremos, primeiramente, a relação estreita que Husserl estabelece entre o método fenomenológico e o descritivismo de Mach à luz do debate que opõe nativismo e empirismo sobre a origem da percepção (mais) do espaço. Em seguida, examinaremos dois aspectos da crítica que Husserl faz ao positivismo de Mach: o primeiro se refere ao fenomenismo e sua doutrina dos elementos, enquanto o segundo, ao princípio de economia de pensamento, que Husserl associa a uma forma de psicologismo em Prolegômenos. A hipótese que nos guiará nesse estudo é que as opiniões aparentemente contraditórias de Husserl sobre o positivismo de Mach se explicam em parte pelo estatuto duplo que a fenomenologia recebe em seus últimos trabalhos: enquanto programa filosófico, ela se opõe explicitamente ao positivismo; enquanto método, ela se aparenta ao descritivismo de Mach. Concluiremos com a ideia de que esses dois filósofos de origem checa perseguiam o objetivo comum de apreender o sentido originário de positividade. Resumo em inglês How to conciliate the recurrent criticisms to Mach's phenomenism, a bit in all Husserl's work, with the outstanding role Husserl seems to recognise in phenomenism in his last works, as to the genesis of his own phenomenology? In order to answer this question, we examine, first, the close relationship stablished by Husserl between the phenomenological method and Mach's descriptivism in light of the debate that opposes nativism and empiricism regarding the origin of the per (mais) ception of space. Next, we examine two features of Husserl's criticism to Mach's positivism: the first refers to phenomenism ans its doctrine of elements, and the second, to the principle of economy of thought, which Husserl associates to a kind of psychologism in Prolegomena. Our leading hypotheses in this study is that Husserl's apparently contradictory oppinions about Mach's positivism can be understood in part by the double character ascribed to phenomenology in his last works: as philosophical program, phenomenology explicitly opposes positivism, and as method, phenomenology resembles Mach's descriptivism. We conclude with the idea that these two philosophers of Czech descent pursued the common aim of grasping the originary meaning of positivity.

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Explicação e descrição no Behaviorismo radical: identidade ou dicotomia?/ Explanation and description in the radical Behaviorism: identity or dichotomy?

Laurenti, Carolina; Lopes, Carlos Eduardo
2009-03-01

Resumo em português Este artigo examina uma inconsistência na proposta skinneriana com respeito às relações entre explicação e descrição. Em alguns momentos, Skinner identifica explicação e descrição, comprometendo-se com a máxima machiana " explicar é descrever" . Em outros momentos, Skinner desvincula os termos, considerando a descrição uma etapa preliminar do empreendimento científico, que deve ser complementada pela explicação. Argumenta-se, aqui, a favor da identidade (mais) entre explicação e descrição no Behaviorismo Radical com base nas influências de Mach na filosofia da ciência skinneriana. Defende-se ainda que essas influências se dão via selecionismo-pragmatismo, e não empirismo-descritivismo, contrastando com interpretações tradicionais das relações entre Mach e Skinner. Conclui-se que a identificação entre explicação e descrição parece expressar melhor as afinidades filosóficas do Behaviorismo Radical com o Pragmatismo. Resumo em inglês This article examines an inconsistency in the Skinnerian proposal with respect to the relations between explanation and description. At some moments, Skinner identifies explanation and description, committing itself to the Machian principle " to explain is to describe" . At other moments, Skinner detaches the terms, considering description as a preliminary stage of the scientific enterprise, which must be complemented by explanation. It is argued, here, in favor of the id (mais) entity between explanation and description in the Radical Behaviorism on the basis of Mach influences in the Skinnerian philosophy of science. Moreover, it is stated that these influences take place through selectionism-pragmatism, and not empiricism-descriptivism. This analysis differs from traditional interpretations of the relations between Mach and Skinner. It is concluded that the identification between explanation and description seems to express better the philosophical affinities of Radical Behaviorism with Pragmatism.

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