Sample records for in utero irradiation
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Doença do enxerto contra hospedeiro pós-transfusional-guia para irradiação gama de hemocomponentes/ Transfusion-associated graft-versus-host disease-guideline on gamma irradiation of blood components

Landi, E.P.; Oliveira, J.S.R. de
1999-07-01

Resumo em português A doença enxerto contra hospedeiro transfusional (DECHT) é síndrome rara e geralmente fatal. É caracterizada por febre, eritema cutâneo, náuseas, vômitos, diarréia, hepatite e pancitopenia. Pode ocorrer em pacientes com imunossupressão severa e em pacientes imunocompetentes após a transfusão de hemocomponente celular de doador homozigoto para proteínas HLA às quais o receptor é heterozigoto. O diagnóstico é feito pelo quadro clínico e exame histopatológi (mais) co da pele. A gamaglobulina antitimocítica associada a altas doses de corticosteróides é a terapêutica mais empregada. O desconhecimento da síndrome, o retardo no diagnóstico, o curso rápido e a ausência de resposta ao tratamento estão relacionados à má evolução dos pacientes. A melhor forma de abordagem da DECHT é a prevenção através da irradiação gama dos hemocomponentes. A dose necessária para completa inativação dos linfócitos T é de 2500 cGy. A principal alteração decorrente da irradiação é o aumento da concentração de potassio nos concentrados de hemácias. Os filtros de leucócitos não previnem o desenvolvimento da DECHT e a irradiação não previne a aloimunizaçao e as reaçoes transfusionais. Apenas hemocomponentes celulares como sangue total, concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e concentrado de granulócitos, necessitam ser irradiados. Devem ser irradiados os hemocomponentes para transfusão entre familiares, transfusões HLA compatíveis, pacientes submetidos a transplante de medula óssea, portadores de doença de Hodgkin, pacientes tratados com análogos da purina, transfusões intra-útero, recém nascidos pré-termo e pacientes com síndrome de imunodeficiência congênita. É recomendável a irradiação de hemocomponentes destinados a pacientes com doenças neoplásicas quando submetidos a protocolos de quimioterapia agressivos. Resumo em inglês Transfusion-associated graft-versus-host disease (TA-GVHD) is a rare and usuailly fatal syndrome. Clinical manifestations are fever, maculopapular skin rash, nausea, vomiting, diarrhea, hepatitis and pancytopenia owing to bone marrow hypoplasia. lt can occur in recipients with severe immunossuppression and in immunocompetent recipients after transfusion of ceillular components from HLA homozygous donor to recipients heterozygous for that HLA haplotype. The diagnosis is ma (mais) de by clinical manifestation and skin biopsy. Antithymocyte globulin and high dose systemic corticosteroids are both the most used therapy. The back of knowledge about this syndrome, the rapid evolution and the absence of treatement response are related to patients bad evolution. Gamma irradiation of blood products has been the mainstay of TA-GVHD prevention. Dose of 2500 cGy is required to completly inactivate T cells. lrradiation damage red cells membrane and the red celis units can not be storage for long time after irradiation. High potassium levels is the mainly change in red cells units.White cell-reduction filters do not prevent TA-GVHD and gamma irradiation does not prevent alloimmunization or blood reactions. Oniy cellular components like whole blood, red cells, platelets and granulocytes need be irradiated. Ali blood components should be irradiated to: first or second-degree relatives, patients need HLA-matched platelets, recipients of allogeneic or autologous bone marrow transplantation, patients with Hodgkin's disease, patients treated with purine analogue drugs, intrauterine transfusions, pre-term infants and when congenítal immunodeficiency states is suspected. lt is recomended irrradiated blood to patients with neoplastic disease when they receive intensive chemoterapy.

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Braquiterapia intersticial para recidivas de câncer de colo uterino pós-radioterapia/ Interstitial high-dose rate brachytherapy for recurrent cervical cancer after radiation therapy

Oliveira, Antonio Carlos Zuliani de; Esteves, Sérgio Carlos Barros; Feijó, Luiz Fernando Andrade; Tagawa, Eduardo Komai; Cunha, Maércio de Oliveira
2005-04-01

Resumo em português OBJETIVO: Analisar a resposta e toxicidade da braquiterapia de alta taxa de dose (BATD) intersticial para carcinoma do colo do útero com recidiva pélvica pós-radioterapia. MATERIAIS E MÉTODOS: Entre 1998 e 2001, 11 pacientes com carcinoma de colo de útero e que tiveram recidiva pélvica pós-radioterapia receberam BATD intersticial. Idade: 41 a 71 anos (média: 56,5 anos); estádios (FIGO): IIA, IIB, IIIB e IVA. Nove (82%) pacientes tinham carcinoma de células escam (mais) osas e duas (18%), adenocarcinoma. Dose total de BATD: 20-30 Gy, em frações de 4-5 Gy. O seguimento variou de dois a 54 meses (média: 22,5 meses), através de exame físico periódico (três meses). Uma paciente faleceu sem avaliação de resposta. RESULTADOS: Dez pacientes (91%) tiveram resposta clínica completa, com duração de três a 46 meses (média: 18,9 meses). Três pacientes estão livres de doença (27%), duas estão vivas com doença (18%), três morreram (27%) e de três se perdeu o seguimento após nova recidiva (27%). A toxicidade para o trato urinário foi de 9% (uma paciente - grau III). CONCLUSÃO: A BATD intersticial é uma abordagem alternativa e viável para pacientes selecionadas que tiveram recidiva pós-radioterapia. Foi possível obter altas taxas de resposta com baixa toxicidade, considerando-se o grupo estudado, o tempo de seguimento e a re-irradiação. Resumo em inglês OBJECTIVE: To evaluate the response and potential toxicity of fractionated interstitial high-dose rate (HDR) brachytherapy for post-radiation pelvic recurrence in cervical cancer. MATERIALS AND METHODS: From 1998 to 2001, 11 patients aged 41 to 71 years with cervical carcinoma stages II to IV who presented pelvic recurrence after radiation therapy were treated wit interstitial HDR. Nine of these patients (82%) had squamous cell carcinoma and two had adenocarcinoma. Radiat (mais) ion consisted of 20 Gy to 30 Gy delivered in fractions of 4 Gy to 5 Gy over three days. The median follow-up was 22.5 months (2 to 54 months), with periodic physical examinations (three months interval). One patient died without evaluation of the response. RESULTS: Ten patients (91%) presented complete clinical response, three patients (27%) were disease free, two were alive with disease, three (27%) died of cancer and three (27%) were lost in the follow-up after the second recurrence. Urinary tract toxicity grade III was 9% (one patient). CONCLUSION: Interstitial HDR brachytherapy is an alternative approach to selected patients with recurrent cervical carcinoma after radiation therapy. High response rates were achieved with low toxicity taking into account the studied group, time of follow-up and re-irradiation.

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