Sample records for hormone antagonists
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Papel do sistema endotelina na nefropatia diabética/ Endothelin system function in diabetic nephropathy

Zanatta, Claudete Maria; Canani, Luís Henrique; Silveiro, Sandra Pinho; Burttet, Lucas; Nabinger, Gustavo; Gross, Jorge Luiz
2008-06-01

Resumo em português A nefropatia diabética (ND) é uma importante complicação crônica do diabetes melito (DM), sendo uma das principais causas dos novos casos de diálise e está associada ao aumento da mortalidade. Os principais fatores de risco são a hiperglicemia, a hipertensão arterial sistêmica (HAS), a dislipidemia e a susceptibilidade genética. O sistema renina-angiotensina (SRA) tem papel importante na gênese e na progressão da ND e existem evidências de interação entre (mais) este sistema e as endotelinas. As endotelinas são peptídeos com potente ação vasoconstritora que atuam modulando o tono vasomotor, a proliferação celular e a produção hormonal. Estes peptídeos agem por meio de dois receptores (ET-A e ET-B), que são expressos nas células endoteliais e no músculo liso vascular. A ativação destes receptores nas células renais leva à complexa cascata de alterações, resultando proliferação e hipertrofia das células mesangiais, vasoconstrição das arteríolas aferentes e eferentes e acúmulo de matriz extracelular. Essas alterações hemodinâmicas renais estão associadas com o aparecimento e a progressão da doença renal no DM. Níveis plasmáticos elevados de endotelina-1 (ET-1) têm sido relatados em pacientes com DM e há algumas evidências que sugerem que o aumento da produção de ET-1 poderia levar a dano glomerular. O uso de drogas antagonistas do receptor da ET-1 em situações de DM experimental tem mostrado propriedades nefroprotetoras, reforçando a importância deste sistema na ND. Resumo em inglês Diabetic Nephropathy (DN) is a major chronic complication of diabetes mellitus (DM), and one of the main causes of new cases for dialysis, being associated with increasing mortality. The main risk factors for DN are hypertension, hyperglycemia, dyslipidemia, and genetic susceptibility. The renin-angiotensin system (RAS) plays an important role in genesis and progression of DN and there is evidence of an interrelationship between this system and the endothelins. Endothelin (mais) s are powerful vasoconstrictor peptides and act as modulators of vasomotor tone, cell proliferation, and hormone production. These peptides act through two types of receptors (ET-A and ET-B) and are expressed on endothelial cells and vascular smooth-muscle cells. Activation of this receptor in renal cells leads to a complex signaling cascade resultanting in stimulation of mesangial cell hypertrophy, proliferation, contraction, and extracellular matrix accumulation. These hemodinamic renal alterations are associated with the onset and progress of renal disease in DM. Elevated endothelin-1 (ET-1) levels have been reported in patients with DM. There is evidence suggesting that an increase in the production of ET-1 leads to glomerular damage. The use of ET receptor antagonists has been reported as renoprotective, correcting the early hemodynamic abnormalities in experimental DM, reinforcing the importance of this system in DN.

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Antagonistas do hormônio liberador da corticotrofina: atualização e perspectivas/ Corticotropin-releasing hormone antagonists: update and perspectives

Ayala, Alejandro R.
2002-12-01

Resumo em português Modelos genéticos e estudos epidemiológicos têm contribuído para a compreensão da fisiopatologia das doenças relacionadas ao estresse. O hormônio liberador da corticotrofina (CRH) pertence à família dos chamados peptídeos relacionados ao CRH, junto com a urocortina, urocortina II (ou peptídeo relacionado à estressecopina) e urocortina III (ou estressecopina). O CRH é o maior estimulador da secreção hipofisária de ACTH em humanos, e tem um papel importante (mais) na resposta fisiológica ao estresse. O CRH e seus receptores (tipos 1 e 2) estão difusamente distribuídos em todo o sistema nervoso central (SNC) e, em menor proporção, em tecidos periféricos. A distribuição dos receptores no SNC mostra ampla variabilidade entre as espécies. Os neurônios do CRH modulam a função autonômica e do sistema límbico. O CRH tem importantes efeitos, também, nos sistemas cardiovascular, metabólico e comportamental. As ações regionais deste peptídeo no SNC e na periferia são vários e apenas parcialmente conhecidos. Ações aberrantes do CRH estão implicadas em algumas condições psiquiátricas, incluindo depressão e ansiedade. Esta teoria tem sido corroborada por dados em ratos transgênicos que não expressam CRH e estudos pré-clínicos envolvendo a administração de antagonistas do CRH em macacos Rhesus. Embora ainda não disponível para uso clínico de rotina, dados preliminares de estudos conceituais envolvendo a administração oral de antagonistas do CRH em humanos são encorajadores. Entretanto, ainda permanece um desafio o desenvolvimento de antagonistas não peptídicos seletivos do receptor de CRH. Além disso, são extremamente necessários testes com estudos clínicos randomizados, que deverão trazer novas luzes sobre esta área. Resumo em inglês Genetic models and epidemiological studies have contributed to our understanding of the pathophysiology of stress-related disorders. Corticotropin-releasing hormone (CRH) belongs to the family of the so-called CRH related peptides along with Urocortin, Urocortin II (or Stresscopin Related Peptide) and Urocortin III (or Stresscopin). CRH is the major stimulus for pituitary ACTH secretion in humans and plays a major role in the physiologic response to stress. CRH and its re (mais) ceptors (type 1 and 2) are widely distributed throughout the central nervous system and to a lesser extent in peripheral tissues. The receptor distribution in the CNS exhibits a wide inter-species variability. The CRH neurons modulate autonomic and limbic system function. CRH affects a wide array of cardiovascular, metabolic and behavioral effects. The regional actions of this peptide in the CNS and in the periphery are varied and only partially understood. Aberrant CRH action is implicated in psychiatric disorders including depression and anxiety. Data from transgenic mice lacking over expressing CRH and pre-clinical studies involving CRH antagonist administration to Rhesus monkeys have substantiated this theory. Although not yet available for routine clinical use, preliminary proofs of concept studies involving orally administered CRH antagonists to humans are encouraging. The development of selective non-peptide CRH receptor antagonists remains a challenge. Moreover, testing in randomized clinical trials is much needed and will shed new light into the field.

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