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Vasculite e padrão de panbronquiolite difusa no lúpus eritematoso sistémico: Caso clínico/ Vasculitis and diffuse panbronchiolitis-like in systemic lupus erythematosus: Case report

Carvalho, Lina; Freitas, Sara
2007-03-01

Resumo em português O compromisso visceral pelo lúpus eritematoso sistémico (LES) estende-se para além do rim e da pele. Lesões pleuropulmonares são reconhecidas e as formas de destruição alveolar difusa e hemorragia alveolar são as mais difíceis de controlar. O compromisso pulmonar na evolução clínica do LES difere nas crianças e nos adultos, tanto nos padrões morfológicos como nas apresentações clínicas, dependendo da imunoincompetência do doente e do tratamento institu� (mais) �do. Um rapaz de 16 anos apresentou um quadro clínico de astenia, cansaço e pequenos gânglios linfáticos cervicais bilaterais e não dolorosos, entendido como infecção pelo EBV, com serologia concordante (IgG e IgM de EBV e EBNA positivos). Os sintomas persistiram durante oito meses e progressivamente instalou-se eritema nasal e malar, discreto e descamativo e também febre persistente, dispneia e estertores basais à auscultação. Foram efectuadas biópsia de um gânglio linfático cervical e biópsia cirúrgica pulmonar. Observou-se hiperplasia folicular no gânglio linfático e ausência de células LMP1 (EBV) positivas. Na biópsia pulmonar eram evidentes fenómenos de bronquiolite e vasculite à custa de células macrofágicas identificadas pelo marcador CD68. Os macrófagos dissociavam as paredes vasculares e bronquiolares e também estavam presentes nos septos interalveolares peribroncovasculares e nos espaços alveolares, observando-se assim um padrão de panbronquiolite difusa e vasculite. Não se identificaram células LMP1 (EBV) positivas. O padrão pulmonar micronodular bilateral observado na TAC resolveu com corticoterapia. O diagnóstico de LES foi confirmado pela positividade dos anticorpos ANA, anti-dsDNA, anti-nDNA e anti-histonas. Este é o primeiro caso divulgado na literatura médica de compromisso pulmonar sob a forma de vasculite e padão de panbronquiolite difusa como primeira manifestação clínica do lúpus eritematosos sistémico. Resumo em inglês Visceral involvement in systemic lupus erythematosus (SLE) extends beyond renal and cutaneous management. Pleuro-pulmonary lesions have been recognised and diffuse alveolar damage and hemorrhage are the most difficult patterns to control. Pulmonary compromise in clinical evolution of SLE differs from children to adults, both in morphological patterns and in clinical presentation, depending on immunocompetence and the treatment prescribed. A 16-year-old boy presented asthe (mais) nia, malaise and bilateral cervical painless adenopathies understood as EBV infection as serological EBV IgG, IgM and EBNA were positive. The symptoms persisted for eight months when discrete erythematous and desquamative nasal and malar rash expressed together with persistent fever, dispnoea and bibasilar crackles. Lymph node and pulmonary biopsises were performed. Lymph node presented follicular hyperplasia and LMP1 (EBV) immunostaining was negative. In lung biopsy bronchovascular lesions were consistent with vasculitis and bronchiolitis due to intense macrophage infiltration, validated with CD68 antibody and intra-alveolar macrophages were also present with septal compromise; LMP1 (EBV) positive cells were not visualized. The lung pattern seen in CAT as diffuse micronodules all over the lung parenchyme resolved after corticosteroid therapy. The diagnosis of SLE was confirmed by ANA, anti-dsDNA, anti-nDNA and anti-histones positivity. To the best of our knowledge this is the first reported case of pulmonary SLE involvement with vasculitis and diffuse panbronchiolitis - like pattern as the first clinical sign of the disease.

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Pesquisa de autoanticorpos em pacientes com artrite psoriásica sob terapia anti-TNFα/ Autoantibodies in patients with psoriatic arthritis on anti-TNFα therapy

Viana, Vilma S Trindade; Carvalho, Jozélio Freire de; Moraes, Júlio César Bertacini de; Saad, Carla Gonçalves Schain; Ribeiro, Ana Cristina de Medeiros; Gonçalves, Célio; Bueno, Cleonice; Vendramini, Margarete B; Bonfá, Eloísa
2010-06-01

Resumo em português INTRODUÇÃO: A terapia imunobiológica anti-TNFα tem-se mostrado efetiva no tratamento de pacientes com artrite psoriásica (APs) refratária. No entanto, não está bem definido o risco de desenvolvimento de autoanticorpos comumente encontrados nas doenças reumatológicas em pacientes com APs na vigência desse tratamento. OBJETIVO: avaliar a indução de autoanticorpos específicos durante a terapia anti-TNFα em pacientes com APs. PACIENTES E MÉTODOS: Foram (mais) analisadas amostras de soro de 23 pacientes com APs (mulheres: 61%, idade: 45,04 ± 12,68 anos, quadro poliarticular: 69,6%, duração da doença: 13,3 ± 7,7 anos, infliximabe: 82,60%) obtidas imediatamente antes (basal) e cerca de um ano após a introdução da terapia anti-TNF (última amostra) (385 ± 131,45 dias). A pesquisa incluiu a detecção de anticorpos antinucleares (ANA) e anticorpos para dsDNA (imunofluorescência indireta em células Hep-2 e em Crithidia luciliae, respectivamente); RNP e Sm (hemaglutinação passiva); Ro/SS-A e/ou La/SS-B, cromatina, histona, peptídeo citrulinado (CCP) e cardiolipina (ELISA). RESULTADOS: A pesquisa basal de ANA revelou positividade em 47,8% dos pacientes, com predomínio do padrão nuclear homogêneo (81,8%). Todas as amostras de soro testadas foram negativas para fator reumatoide e anticorpos anticardiolipina, RNP, Sm, Ro/SS-A, La/SS-B, histona e dsDNA, enquanto dois pacientes apresentaram positividade para anticromatina e um para anti-CCP. Todas as amostras de ANA positivas no tempo basal, exceto uma, mantiveram essa reatividade após a introdução da terapia anti-TNF. Reatividade "de novo" ANA foi observada em quatro dos pacientes originalmente negativos (33,3%). Anticorpos anti-Ro/SS-A, La/SS-B, cardiolipina, histona, dsDNA e fator reumatoide foram sistematicamente negativos em todas as amostras finais de soro testadas e positividade anticromatina foi detectada em outros três pacientes. CONCLUSÃO: Nossos achados mostram que a terapia anti-TNF induziu positividade ANA em um terço dos pacientes com APs e o uso concomitante de metotrexato não alterou esse achado. Além disso, todos os soros foram sistematicamente negativos para a maioria dos autoanticorpos específicos de doenças reumatológicas testados após a introdução da terapia biológica. Resumo em inglês INTRODUCTION: Anti-TNFα therapy has been effective in the treatment of patients with refractory psoriatic arthritis (PSA). However, the risk of developing autoantibodies commonly found in rheumatic diseases in PSA patients undergoing this therapy is not clear. OBJECTIVE: To evaluate the induction of specific autoantibodies after anti-TNFα therapy in PSA patients. PATIENTS AND METHODS: Serum samples from 23 PSA patients (women: 61%, age: 45.04 ± 12.68 years, pol (mais) yarticular: 69.6%, disease duration: 13.3 ± 7.7 years, infliximab: 82.60%) obtained immediately before (baseline) and approximately one year after the introduction of anti-TNF therapy (last sample) (385 ± 131.45 days), were analyzed. The analysis included detection of antinuclear antibodies (ANA) and anti-dsDNA antibodies (indirect immunofluorescence on Hep-2 cells and Crithidia luciliae, respectively); anti-RNP and anti-Sm (passive hemagglutination); and anti-Ro/ SS-A and/or anti-La/SS-B, anti-chromatin, anti-histones, anti-citrullinated peptide (CCP), and anti-cardiolipin (ELISA) antibodies. RESULTS: At baseline, ANA was positive in 47.8% of patients, with predominance of homogeneous nuclear pattern (81.8%). All baseline serum samples were negative for rheumatoid factor and antibodies to cardiolipin, RNP, Sm, Ro/SS-A, anti-La/SS-B, anti-histone, and anti-dsDNA antibodies, while two patients were positive for anti-chromatin and one for anti-CCP. All ANA-positive samples at baseline, except for one, remained positive after the introduction of anti-TNF therapy; however, de novo ANA reactivity was observed in four originally negative patients (33.3%). Anti-Ro/SS-A, La/SS-B, cardiolipin, histones, dsDNA, and rheumatoid factor antibodies remained negative in all final serum samples tested, and anti-chromatin positivity was detected in three other patients. CONCLUSION: Our findings have shown that anti-TNF therapy induced ANA positivity in one third of PSA patients. The concomitant use of methotrexate did not interfere with this finding. In addition, all serum samples were systematically negative for specific rheumatic autoantibodies tested after the introduction of the biological treatment.

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