Sample records for histocompatibility complex
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Fatores imunogenéticos associados ao diabetes mellitus do tipo 1/ Immunogenetic factors associated with type 1 diabetes mellitus/ Factores inmunogenéticos asociados a la diabetes mellitus tipo 1

Fernandes, Ana Paula Morais; Pace, Ana Emilia; Zanetti, Maria Lúcia; Foss, Milton Cesar; Donadi, Eduardo Antonio
2005-10-01

Resumo em português O diabetes mellitus do tipo 1 tem sido considerado uma doença auto-imune órgão-específica, decorrente da destruição seletiva das células betapancreáticas. Apresenta patogenia complexa, envolvendo a participação de vários fatores, dentre esses a susceptibilidade imunogenética com forte associação aos genes de histocompatibilidade (HLA), eventos ambientais e resposta auto-imune com presença de auto-anticorpos e/ou linfócitos auto-reativos, culminando em anor (mais) malidades metabólicas. Neste estudo, a revisão da literatura descreve os mecanismos pelos quais determinados fatores conferem susceptibilidade para o seu desencadeamento e, adicionalmente, as inovações na predição dessa desordem que, certamente, contribuirão para a assistência de enfermagem aos pacientes portadores do diabetes tipo 1. Resumo em espanhol La Diabetes Mellitus tipo 1 ha sido considerada una enfermedad autoinmune órgano-específica debido a la destrucción selectiva de las células beta pancreáticas. Presenta una patogenia compleja, involucrando la participación de varios factores, entre esos la susceptibilidad inmunogenética con fuerte asociación a los genes de histocompatibilidad (HLA), eventos ambientales y respuesta autoinmune con presencia de auto-anticuerpos y/o linfocitos auto-reactivos, culminan (mais) do en anormalidades metabólicas. En este estudio, la revisión de la literatura describe los mecanismos por los cuales determinados factores resultan en susceptibilidad para su desarrollo y, adicionalmente, las innovaciones en la predicción de ese desorden que, por cierto, van a contribuir para la atención de enfermería a los pacientes portadores de la diabetes tipo 1. Resumo em inglês Type 1 diabetes mellitus has been considered an organ-specific autoimmune disease derived from the selective destruction of pancreatic beta cells. It presents a complex pathogenesis, involving the participation of several factors, including the immunogenetic susceptibility with strong association to histocompatibility genes (HLA), environmental events and autoimmune response with the presence of autoantibodies and/or autoreactive lymphocytes, culminating in metabolic abno (mais) rmalities. In this study, the literature review describes mechanisms through which some factors cause susceptibility to its appearance and, additionally, prediction innovations regarding this disorder, which will certainly contribute to nursing care for patients with type 1 diabetes.

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Síndrome de reiter: relato de caso/ Reiter's syndrome: a case report

Sousa, Ana Elisabete Simões de; Gurgel, Aldejane; Sousa, Juliana Albuquerque de; Alencar, Eliane; Costa, Márcia Maria Ribeiro; França, Emmanuel Rodrigues de
2003-06-01

Resumo em português Relato de um caso de síndrome de Reiter em paciente jovem, do sexo masculino, com lesões dermatológicas típicas e achado positivo para o antígeno do complexo de histocompatibilidade HLA-B27. O quadro surgiu após infecção intestinal por Salmonella enteritidis, evoluindo com melhora após utilização de tetraciclina, prednisona e indometacina. Episódio recidivante foi tratado com metotrexato. É feita uma revisão da literatura, abordando os aspectos clínicos, laboratoriais, etiológicos e fisiopatogênicos dessa síndrome. Resumo em inglês A case of Reiter's disease is reported in a young male showing typical dermatological lesions and positive finding for the HLA-B27 antigen histocompatibility complex. The condition arose following enteric infection with Salmonella enteritidis. Remission followed treatment with tetracycline, prednisone and indomethacin. The relapse of disease was treated with methotrexate. A review of clinical, physiopathologic and laboratory findings of Reiter's syndrome are presented.

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Reações alérgicas a medicamentos/ Allergic drug reactions

Nagao-Dias, Aparecida T.; Barros-Nunes, Patrícia; Coelho, Helena L. L.; Solé, Dirceu
2004-08-01

Resumo em português OBJETIVO: Rever as publicações recentes mais relevantes sobre alergia medicamentosa e oferecer ao clínico subsídios para uma maior compreensão dessa problemática de grande relevância para a saúde pública. FONTES DOS DADOS: Busca de artigos originais e revisões indexados nas bases MEDLINE, Pubmed e Lilacs, publicados na última década, relacionando o tema de alergia a medicamentos com mecanismos imunológicos, epidemiologia, diagnóstico laboratorial, lesões cu (mais) tâneas, manejo clínico e reexposição ao fármaco. SÍNTESE DOS DADOS: As reações alérgicas representam um terço das reações adversas a medicamentos. São consideradas eventos raros, mas com elevada morbimortalidade. Apesar da descrição de Gell & Coombs, útil para classificar reações alérgicas a fármacos, algumas permanecem sem classificação devido ao desconhecimento dos mecanismos imunológicos envolvidos. A existência de subpopulações de células T com características diversas daquelas comumente descritas revela a complexidade do tema e, ao mesmo tempo, elucida inúmeras questões inerentes ao mesmo. Recentemente, um novo conceito de apresentação de fármaco a linfócitos T surgiu, diante de evidências crescentes do seu envolvimento nas lesões cutâneas decorrentes de reações alérgicas a medicamentos. Na prática clínica, é muito difícil a correlação de sinais e sintomas das reações alérgicas a medicamentos com o mecanismo imunológico envolvido sem o auxílio de testes laboratoriais. Testes cutâneos in vivo e testes in vitro têm sido empregados nas suspeitas de reações alérgicas a medicamentos. No entanto, há poucos produtos comerciais adequados para sua execução. CONCLUSÕES: As reações alérgicas a fármacos constituem uma fração importante dos eventos adversos a medicamentos. É importante enfatizar a necessidade de notificação dessas reações pelos profissionais envolvidos no tratamento do paciente de forma sistematizada, por meio de ações de farmacovigilância, bem como a identificação dos possíveis mecanismos imunológicos envolvidos através de testes laboratoriais, história e avaliação clínica detalhadas. Resumo em inglês OBJECTIVE: This review addresses the most recent published literature regarding drug allergy, in order to provide physicians with a background for a better understanding of this problem of great relevance for public health. SOURCES OF DATA: The sources of data for obtaining the original and review articles published in the last 10 years were MEDLINE, Pubmed and Lilacs. The articles chosen for this review relate drug allergy to immunological mechanisms, epidemiology, clini (mais) cal and laboratory evaluation, skin lesions, clinical management, and re-exposure to the drug. SUMMARY OF THE FINDINGS: Allergic reactions represent one third of adverse drug reactions. They are considered rare but with high morbimortality. Gell & Coombs' definition has been useful for classifying some types of drug allergic reactions; however, some still remain without classification because of poor knowledge of the mechanisms involved. The existence of T cell subpopulations with diverse characteristics reveals the complexity of the subject and, at the same time, elucidates several questions raised about it. It was recently postulated a new concept of chemically inert drug presentation to T cells, restricted to the major histocompatibility complex, but in a non-covalent and labile way. In clinical practice, without adequate laboratory tests, it is difficult to correlate clinical symptoms and immunological mechanisms. In vitro and in vivo skin tests have been employed in cases of suspected drug allergy reaction. However, there are very few commercially available reagents. CONCLUSIONS: Drug allergy constitutes an important problem in adverse drug reactions because of its potential of morbidity and mortality. It is necessary to emphasize the relevance of pharmacovigilance during treatment of patients, as well as the identification of possible immunological mechanisms involved in the events, through laboratory tests and detailed history and clinical evaluation.

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Patogênese das doenças tiroidianas autoimunes/ Pathogenesis of autoimmune thyroid diseases

Sgarbi, José Augusto; Maciel, Rui M. B.
2009-02-01

Resumo em português A doença tiroidiana autoimune (DAIT), que afeta de 2% a 5% da população ocidental, é o transtorno autoimune órgão-específico mais comum. Sua apresentação clínica varia do hipertiroidismo da doença de Graves (DG) ao hipotiroidismo associado à tiroidite de Hashimoto (TH). A exata etiologia da DAIT permanece desconhecida, mas a interação entre suscetibilidade genética e fatores ambientais desencadeadores parece ser de fundamental importância no seu desenvolvi (mais) mento. Postula-se que fatores genéticos responderiam por 79% da suscetibilidade à DAIT e os ambientais por 21%. Genes imunomoduladores, como o complexo maior de histocompatibilidade (MHC), antígeno-4 associado ao linfócito T citotóxico (CTLA-4), a molécula CD40 e a proteína tirosina fosfatase-22 (PTPN22) e os genes específicos da glândula tiróide, como receptor do TSH (TSHR) e tiroglobulina (TG) têm sido identificados. A natureza exata do envolvimento do meio ambiente no desenvolvimento da DAIT não é bem conhecida, mas vários fatores ambientais têm sido envolvidos, como o conteúdo de iodo na dieta, estresse, drogas e infecções. Entretanto, não há evidência clara de causalidade e os mecanismos pelos quais fatores ambientais desencadeariam a autoimunidade tiroidiana, em indivíduos geneticamente predispostos, ainda permanecem não completamente entendidos. O conhecimento dos mecanismos precisos de interação entre fatores ambientais e genes na indução da autoimunidade tiroidiana poderia resultar desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento. Resumo em inglês Autoimmune thyroid disease (AITD) is the most common organ-specific autoimmune disorder affecting 2% to 5% of the population in Western countries. Clinical presentation varies from hyperthyroidism in Graves' Disease to hypothyroidism in Hashimoto's thyroiditis. While the exact etiology of thyroid autoimmunity is not known, interaction between genetic susceptibility and environmental factors appears to be of fundamental importance to initiate the process of thyroid autoimm (mais) unity. It has been postulated that 79% of the susceptibility to develop AITD is attributed to genetic factors, while environmental factors contribute to 21%. The identified AITD susceptibility genes include immune-modulating genes, such as the major histocompatibility complex (MHC), cytotoxic T lymphocyte antigen-4 (CTLA-4), CD40 molecule, and protein tyrosine phosphatase-22 (PTPN22), and thyroid-specific genes, including TSH receptor (TSHR) and thyroglobulin (TG). The exact nature of the role environmental factors play in AITD is still not well known, but the involvement of several factors such as iodine diet content, stress, drugs and infections has been reported. However, there is no clear evidence of causality and the mechanisms by which environmental factors trigger thyroid autoimmunity in genetically predisposed individuals remain not fully understood. Knowledge of the precise mechanisms of interaction between environmental factors and genes in inducing thyroid autoimmunity could result in the development of new strategies for prevention and treatment.

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O papel do complexo principal de histocompatibilidade na fisiologia da gravidez e na patogênese de complicações obstétricas/ Major histocompatibility complex: its role in the physiology of pregnancy and in the pathogenic mechanisms of obstetric complications

Alves, Crésio; Veiga, Sâmia; Toralles, Maria Betânia P.; Lopes, Antônio Carlos Vieira
2007-12-01

Resumo em português Este trabalho tem por objetivo discutir a estrutura e função dos Antígenos Leucocitários Humanos (HLA), seus métodos de detecção, nomenclatura e os mecanismos imunopatológicos que o associam com a fisiologia da gestação e morbidades obstétricas. Sabe-se que o equilíbrio imunológico entre mãe e concepto é imprescindível na manutenção da gravidez. Moléculas do HLA - notadamente o HLA-G expresso na interface materno-fetal - exercem função importante na t (mais) olerância imunológica materna, evitando rejeição fetal e algumas complicações obstétricas. Além disso, o HLA permeia diversas etapas do desenvolvimento conceptual como clivagem, formação do trofoblasto e implantação. Para revisão, foram pesquisados os bancos de dados MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores: "HLA antigens"; "pregnancy"; "embryonic development"; "pregnancy complication"; "abortion, habitual"; "pre-eclampsia". O conhecimento sobre a influência do HLA na gravidez é necessário para melhor manejo da gestação e patologias obstétricas auto-imunes, favorecendo intervenções precoces e terapêutica específica, reduzindo a morbimortalidade materna e perinatal. Resumo em inglês The aim of this paper is to review Human Histocompatibility Antigens (HLA) structure and function, its detection methods, nomenclature and pathogenic mechanisms associated with pregnancy physiology and obstetrics diseases. Immunological equilibrium between mother and conceptus is indispensable for the maintenance of pregnancy. Molecules from the HLA - mainly HLA-G expressed in the mother-fetus interface - fulfill an important function in maternal immune tolerance, contrib (mais) uting to avoid fetal rejection and obstetrical complications. In addition, HLA influences different stages of fetal development, such as embryonic cleavage, trophoblast, formation and implantation. For this review, were surveyed in the MEDLINE and LILACS databases, using the following keywords: "HLA antigens", "pregnancy", "embryonic development", "pregnancy complication", "abortion, habitual", "pre-eclampsia". Knowledge of the HLA role in pregnancy is necessary to improve pregnancy management and autoimmune obstetrical illnesses, by allowing early interventions and specific therapeutics to reduce maternal and perinatal morbidity and mortality.

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Marcadores genéticos e auto-imunes do diabetes melito tipo 1: da teoria para a prática/ Genetic and humoral autoimmunity markers of type 1 diabetes: from theory to practice

Silva, Maria Elizabeth Rossi da; Mory, Denise; Davini, Elaine
2008-03-01

Resumo em português O diabetes melito tipo 1 auto-imune (DM1A) resulta da destruição auto-imune seletiva das células-beta pancreáticas produtoras de insulina. O principal determinante genético de suscetibilidade para o DM1A está em genes do complexo principal de histocompatibilidade, no cromossomo 6p211.3 (locus IDDM1), responsável por 40% ou mais da agregação familiar dessa doença. O maior risco é conferido pelo genótipo do antígeno leucocitário humano HLA-DR3-DQA1* 0501-DQB1* (mais) 0201/DR4-DQA1*0301-QB1*0302, e o haplótipo HLA-DR15-DQA1* 0102-DQB1*0602 é associado à proteção. Três outros loci relacionados à predisposição a DM1A são o número variável de freqüências repetidas (VNTR) do gene da insulina (IDDM2), que confere 10% da suscetibilidade genética, o antígeno-4 associado ao linfócito T citotóxico (CTLA-4) e o protein tyrosine phosphatasis nonreceptor-type 22 (PTPN22). Muitos outros genes suspeitos de predispor à auto-imunidade estão sendo investigados. O DM1A é freqüentemente associado com doença auto-imune tiroidiana, doença celíaca, doença de Addison e várias outras doenças auto-imunes, caracterizadas por auto-anticorpos órgãos-específicos, relacionados aos mesmos determinantes genéticos. Esses anticorpos são úteis na detecção de auto-imunidade órgão-específica antes do aparecimento da doença clínica, prevenindo comorbidades. Resumo em inglês Type 1 A diabetes mellitus (T1AD) results from the autoimmune destruction of the insulin producing pancreatic beta-cells. The largest contribution to genetic susceptibility comes from several genes located in the major histocompatibility complex on chromosome 6p21.3 (IDDM1 locus), accounting for at least 40% of the family aggregation of this disease. The highest-risk human leukocyte antigen HLA genotype for T1AD is DR3-DQA1*0501-DQB1*0201/DR4-DQA1*0301-DQB1*0302, whereas (mais) -DR15-DQA1*0102-DQB1*0602 haplotype is associated with dominant protection. Three other T1D loci associated with predisposition are the Variable Number for Tandem Repeats (VNTR) near the insulin gene (IDDM2), which accounts to 10% of genetic susceptibility, the Cytotoxic T-Lymphocyte-associated Antigen (CTLA-4)(IDDM 12) and the Protein Tyrosine Phosphatasis Nonreceptor-type 22 (PTPN22). Many other gene suspected to predispose to autoimmunity have been investigated. T1AD is frequently associated with autoimmune thyroid disease, celiac disase, Addison´s disease and many other autoimmune diseases, characterized by organ-specific autoantibodies and related to the same genetic background. Using these autoantibodies, organ specific autoimmunity may be detected before the development of clinical disease preventing significant morbidity.

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Haplótipos HLA mais freqüentes em doadores voluntários de medula óssea de Curitiba, Paraná/ Most common HLA haplotypes in bone marrow donors in Curitiba, Paraná, Brazil

Bicalho, Maria G.; Ruiz, Téo M.; Costa, Sônia M. C. da; Zacarias, Fernanda R.
2002-12-01

Resumo em inglês Bone Marrow Transplant (BMT) is a therapy used to treat patients with hematological diseases. The success of the transplant relies on a HLA match between host and donor. The HLA is located in the Major Histocompatibility Complex in the 6p12.3 region of the chromosome 6. The HLA gene products are involved in the immunomodulation of the immune response due to their function of presenting peptides to the T cells. The HLA genes are the most polymorphic in humans and the most (mais) relevant genetic marker for clinical transplants and are largely used in population studies. The knowledge of the HLA-A, HLA-B and HLA-DR haplotype frequencies of bone marrow donors is an important tool when a patient needs an identical HLA donor, and there are few population studies similar to this in Brazil. The HLA typing was performed in the LIGH of the UFPR by the PCR-SSP technique. The most common haplotypes among the population studied were HLA-A*01B*08DR*03, HLA-A*29B*44DR*07 and HLA-A*03B*07DR*15. The search of a Brazilian patient for an identical HLA donor is usually hopeless and the understanding of the HLA frequencies permits a real foreknowledge of the success of this search. Success depends on the eventual registration of the perfect donor in the national centers of bone marrow donation. Aiming to increase the perspectives of patients who need a BMT, the evaluation of the HLA frequencies and the enhancement of the national registrations of bone marrow donors are crucial for the accomplishment of this objective.

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Expressão do complexo de histocompatilidade principal de classe I (MHC I) no sistema nervoso central: plasticidade sináptica e regeneração/ Expression of class I major histocompatibility complex (MHC I) in the central nervous system: role in synaptic plasticity and regeneration/ Expresión del complejo principal de histocompatibilidad de clase I (MHC I) en el sistema nervioso central: plasticidad sináptica y regeneración

Zanon, Renata Graciele; Emirandetti, Amanda; Simões, Gustavo Ferreira; Freria, Camila Marques; Victório, Sheila Cristina; Cartarozzi, Luciana Politti; Barbizan, Roberta; Oliveira, Alexandre Leite Rodrigues de
2010-06-01

Resumo em português Foi demonstrado recentemente que o complexo de histocompatibilidade principal de classe I (MHC I), expresso no sistema nervoso central (SNC), não funciona somente como molécula com papel imunológico, mas também como parte de um mecanismo envolvido na plasticidade sináptica. A expressão de MHC I interfere na intensidade e seletividade da retração de sinapses em contato com neurônios que sofreram lesão e também influencia a reatividade das células gliais próxim (mais) as a esses neurônios. A intensidade do rearranjo sináptico e resposta glial após lesão, ligadas à expressão de MHC I no SNC, repercute em diferenças na capacidade regenerativa e recuperação funcional em linhagens de camundongos isogênicos. Dessa forma, os novos aspectos sobre a função do MHC I no SNC direcionam futuras pesquisas no sentido de buscar o envolvimento do MHC I em doenças neurológicas e também o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. Resumo em espanhol El complejo mayor de histocompatibilidad de clase I (MHC I), expresado en el sistema nervioso central (SNC), no sólo funciona como una molécula con función inmunológica, sino que es crucial para las respuestas del tejido nervioso en casos de lesiones. El MHC I está involucrado con los procesos de plasticidad sináptica y las células gliales en el microambiente de la médula espinal después de realizada axotomía periférica. La expresión de MHC I interfiere con la (mais) intensidad y la forma en que se producen la contracción y la eliminación de sinapsis con relación a las neuronas, cuyos axones se han comprometido, y también influye en la reactividad de las células gliales, cerca de estas neuronas. La intensidad de estos cambios, que responden a la expresión de MHC I en el SNC, implica diferencias en la capacidad de regeneración axonal de las células dañadas por axotomía, por lo que el nivel de expresión de las moléculas MHC I se relaciona con el proceso de regeneración de los axones y, en consecuencia, con la recuperación funcional. Por consiguiente, estos nuevos aspectos sobre la función del MHC I en el SNC orientan nuevas investigaciones con miras a entender el papel del MHC I en las enfermedades neurológicas y a desarrollar nuevas estrategias terapéuticas. Resumo em inglês It has been recently demonstrated that the major histocompatibility complex of class I (MHC I) expressed in the central nervous system (CNS) does not only function as a molecule of the immune system, but also plays a role in the synaptic plasticity. The expression of MHC I influences the intensity and selectivity of elimination of synapses apposed to neurons that were subjected to lesion, besides influencing the reactivity of neighboring glial cells. MHC I expression and (mais) the degree of synaptic rearrangement and glial response after injury correlate with differences in the regenerative potential and functional recovery of isogenic mice strains. In this way, the new aspects regarding MHC I functions in the CNS may guide further studies aiming at searching the involvement of MCH I in neurologic disorders, as well as the development of new therapeutic strategies.

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Doença celíaca revisitada

Nobre, S. Rito; Silva, T.; Cabral, J.E. Pina
2007-09-01

Resumo em português A doença celíaca é uma enteropatia auto-imune, induzida pela ingestão de glúten, estando subjacente uma predisposição genética. Existe uma forte associação com as moléculas do complexo major de histocompatibilidade DQ2 e DQ8-DR4 mas outros factores estão seguramente envolvidos. O contexto epidemiológico da doença expandiu-se e, actualmente, é considerada a intolerância alimentar mais comum no mundo. O diagnóstico pode ser estabelecido em idades avançadas (mais) . Reconhece-se um amplo espectro de manifestações clínicas, de carácter sistémico e muitas vezes pauci-sintomático. As complicações mais graves são o desenvolvimento de neoplasias, designadamente linfomas. Os marcadores serológicos desempenham um papel importante, mercê da sua elevada sensibilidade e especificidade, na investigação diagnóstica, assim como na monitorização da adesão e resposta à terapêutica. Estão identificados vários padrões histológicos que englobam linfocitose intra-epitelial, hiperplasia das criptas e diversos graus de atrofia vilositária. O tratamento assenta numa dieta sem glúten, indefinidamente, o que conduz na maioria dos casos a remissão clínica, laboratorial e histológica. Nas formas graves poderá estar indicada alimentação parentérica e corticoterapia. A imunossupressão é benéfica nalgumas situações de doença celíaca refractária. Têm sido sugeridas alternativas à restrição de glúten mas ainda se encontram no domínio experimental. Resumo em inglês Celiac disease is an autoimmune enteropathy, triggered by the ingestion of gluten, with a genetic predisposition. There is a strong association with major histocompatibility complex class II alleles DQ2 and DQ8-DR4, but there are other factors involved. The epidemiology of the disease has increased and it is now considered the most common food intolerance in the world. Diagnosis may be established in older patients. There is a wide spectrum of clinical presentation, with (mais) a systemic and commonly mild character. The most serious complications are malignant tumours, namely lymphomas. Serological tests are important, given their high sensitivity and specificity, in diagnostic evaluation and to monitor adherence and response to treatment. There are several histological patterns, including intraepithelial lymphocytosis, crypt hyperplasia, and different stages of villous atrophy. The conventional treatment is a lifelong gluten-free diet, which improves symptoms, laboratorial tests and pathological lesions in most patients. In severe cases it might be necessary parenteral nutrition and corticosteroid therapy. Immunosuppression is beneficial in some situations of refractory celiac disease. Some alternatives to gluten restriction have been suggested, but they are still experimental.

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Desenvolvimento de inibidores do fator VIII na hemofilia A/ Development of factor VIII inhibitors in hemophilia A

Chaves, Daniel G.; Rodrigues, Cibele V.
2009-01-01

Resumo em português A hemofilia A é uma coagulopatia genética com herança recessiva ligada ao cromossomo X que afeta 1-2 a cada 10 mil indivíduos do sexo masculino nascidos vivos. Estes indivíduos têm baixas concentrações ou ausência do fator VIII (FVIII) da coagulação no plasma e apresentam quadros hemorrágicos leves, moderados e graves, dependendo da atividade de FVIII circulante. Estes pacientes necessitam de constante reposição proteica e aproximadamente 30% deles desenvolv (mais) em aloanticorpos contra a proteína exógena. A síntese dos anticorpos anti-FVIII é iniciada quando o FVIII exógeno é endocitado por células apresentadoras de antígeno, degradado e apresentado às células T CD4+ na forma de peptídeos ligados a moléculas do complexo maior de histocompatibilidade (MHC) de classe II. Alguns fatores de risco (paciente/tratamento) podem ser relacionados ao desenvolvimento desta resposta imune. Neste contexto, as mutações no gene do FVIII e polimorfismos em genes envolvidos na resposta imune são candidatos moleculares como determinantes imunogenéticos na predisposição para o desenvolvimento de inibidores. Por não ser completamente entendido e controlado, o desenvolvimento desta resposta imune contra o FVIII constitui o maior problema decorrente do tratamento de indivíduos portadores de hemofilia A e faz-se necessária busca de opções que visem minimizar suas ações deletérias. Algumas alternativas de tratamento têm se mostrado eficazes no tratamento (anti-CD20, plasmaférese, concentrado de complexo protrombínico (PCCs), concentrado de complexo protrombínico ativado (APCCs), fator VII humano ativado), mas a retirada ou neutralização específica dos inibidores de FVIII ainda não foram alcançadas. Resumo em inglês Hemophilia A, which affects 1-2:10,000 live-born male neonates, is a genetic coagulopathy with recessive inheritance linked to the X chromosome. These individuals have low concentrations or no coagulation factor VIII (FVIII) in the plasma and suffer from mild, moderate and severe bleeding depending on the circulating FVIII activity. These patients need frequent protein infusions and approximately 30% of them develop alloantibodies against the exogenous protein. Anti-FVIII (mais) antibody synthesis initiates when the exogenous FVIII is internalized by antigen presenter cells, degraded and presented to CD4+ T-cells as peptides associated to the class II major histocompatibility complex (MHC). Some risk factors (patient/treatment) may be related to the development of this immune response. Thus, FVIII gene mutations and polymorphisms of genes involved in immune response are molecular candidates of immunogenic determinants in the predisposition for inhibitor development. As it is not fully understood and controlled, the development of immune response against FVIII constitutes a major problem in the treatment of hemophilia A which aims at minimizing the deleterious consequences. Some therapeutic alternatives have been effective (anti-CD20, plasmapheresis, prothrombin complex concentrates, activated prothrombin complex concentrates, human activated factor VII), but removal or neutralization of specific anti-FVIII inhibitors has not been achieved yet.

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Como entender a associação entre o sistema HLA e as doenças auto-imunes endócrinas/ How to understand the association of the HLA system and autoimmune endocrine disorders

Fernandes, Ana Paula M.; Maciel, Léa Maria Z.; Foss, Milton César; Donadi, Eduardo Antônio
2003-10-01

Resumo em português A introdução de nova nomenclatura para os componentes do complexo principal de histocompatibilidade (Major Histocompatibility Complex - MHC) e a descrição de novos métodos moleculares para a tipificação dos alelos do MHC contribuíram, grandemente, para o entendimento e identificação do extenso polimorfismo do sistema. No entanto, para o não especialista, essas novas aquisições têm dificultado o entendimento do papel do MHC em associação com as doenças. As (mais) sim, neste artigo, foram revisados os conceitos atuais acerca dos genes e moléculas do MHC, os métodos de tipificação desses marcadores de histocompatibilidade e a nomenclatura vigente para os componentes do sistema. Esses aspectos são extremamente importantes para o entendimento do polimorfismo do MHC, dando embasamento para a compreensão dos mecanismos propostos de associação desses marcadores com as doenças auto-imunes endócrinas como diabetes mellitus do tipo 1, doença de Graves e tireoidite de Hashimoto, doença de Addison, síndrome poliglandular auto-imune e insuficiência ovariana prematura. Resumo em inglês The acquisition of a new nomenclature and the development of molecular methods for the assignment of major histocompatibilty complex (MHC) alleles have widely contributed to the understanding of the extensive polymorphism of the system; however, many doubts have arisen to the non-specialist in terms of MHC and disease association. In order to understand the MHC polymorphism and the association with endocrine diseases as type 1 diabetes mellitus, Grave’s disease, Hashimot (mais) o’s thyroiditis, Addison’s disease, autoimmune polyglandular syndromes and premature ovarian failure, in this report we revised relevant aspects of MHC molecules, genes, typing methods as well as the new nomenclature.

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