Sample records for estrogens
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Estrógenos em água: otimização da extração em fase sólida utilizando ferramentas quimiométricas/ Estrogens in water: optimization of solid phase extraction by chemometric tools

Girotto, G.; Nogueira, K. L.; Moura, J. A.; Souza, J. B.; Giacometti, L. L.; Marchi, M. R.R.; Tognolli, J. O.
2007-01-01

Resumo em português Muitos métodos analíticos estão sendo desenvolvidos visando à determinação de contaminantes orgânicos, especialmente alteradores endócrinos. Tais métodos baseiam-se geralmente na extração em fase sólida (SPE) seguida por determinação cromatográfica (CG ou HPLC). No presente trabalho utilizou-se ferramentas quimiométricas no processo de SPE para avaliar os principais fatores que influenciam tal processo e as interações entre os mesmos. Foram analisadas ma (mais) trizes de água subterrânea fortificada com hormônios (17 b estradiol, estrona e 17 b etinilestradiol) e a determinação analítica foi feita por HPLC/Fluorescência. Um planejamento fatorial completo foi utilizado. Os fatores escolhidos incluíram: condicionamento da fase sólida, concentração dos analitos, volume da amostra e solvente de eluição. As melhores condições obtidas foram: 500 mL da amostra, condicionamento da fase sólida (C18) com acetona (4mL), metanol (6 mL) e água pH 3(10 mL), e eluição dos analitos com 4 mL de acetona. Resumo em inglês Several analytical methods have been proposed for organic pollutants determination in water, specially endocrine disrupters. These methods are frequently based in solid phase extraction (SPE) followed by chromatographic determination (GC or HPLC). In this work it was used chemometric tools on experimental design and experimental data treatment to evaluate the principal factors in SPE process and their interactions. It was used water matrices fortified with hormones (17 b (mais) estradiol, estrone and 17 b ethinylestradiol) and HPLC/Fluorescence did analytical determination. It was used a factorial complete design. The choosed factors included: solid phase type, analytes concentration, sample volumen, eluent composition, analytes concentration and solvents to solid phase conditioning. The best condition obtained in this initial procedure included: 500 mL sample, conditioning SPE cartridge with acetone (4mL), methanol (6 mL) and water pH 3(10 mL), and analytes elution with acetone.

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Efeito dos Estrógenos Conjugados e da Medroxiprogesterona sobre a Mama: Estudo Experimental/ Effect of Conjugated Estrogens and of Medroxyprogesterone on Breast Tissue: an Experimental Study

Santos, Luciana de Oliveira Marques dos; Biondo-Simões, Maria de Lourdes Pessole; Ioshii, Sérgio Ossamu
2001-09-01

Resumo em português Objetivo: avaliar no tecido mamário a influência de drogas empregadas na terapia de reposição hormonal sobre a proliferação celular, a quantidade de colágeno e de fibras elásticas e as alterações histológicas gerais do parênquima. Método: utilizaram-se 61 ratas Wistar-UFPR, adultas, divididas em 5 grupos. O grupo padrão (n=12) representou o perfil hormonal ovariano normal. As 49 ratas restantes foram ooforectomizadas e a partir do 96º dia P.O. receberam a m (mais) edicação designada para cada grupo durante 30 dias. O grupo EEC (n=13) recebeu 50 mg/dia de estrógenos eqüinos conjugados; o grupo MPA (n=12), 2,0 mg/dia de acetato de medroxiprogesterona; o grupo EEC + MPA (n=12), ambos, e o grupo AD (n=12), água destilada. No 31º dia de medicação todos os animais foram sacrificados e as mamas inguinais foram retiradas para análise histológica. A avaliação da proliferação celular nos ductos e ácinos foi realizada por método imuno-histoquímico utilizando-se anticorpo anti-PCNA. Utilizando-se a coloração de Sirius-Red quantificou-se o colágeno maduro (tipo I) e imaturo (tipo III). A coloração de Weigert avaliou a formação de fibras elásticas. A análise anatomopatológica foi realizada em coloração de hematoxilina-eosina, determinando-se o número de ácinos por ducto terminal, número de ductos por campo, presença de secreção intraductal e a intensidade de vacuolização intracitoplasmática. Resultados: o grupo EEC + MPA apresentou menor porcentagem de células ductais em proliferação (46,1%) (p Resumo em inglês Purpose: to evaluate the effect of hormone replacement therapy on breast cell proliferation and on collagen and elastic fiber formation and to analyze the changes occurring in the breast parenchyma as a whole. Method: a total of 61 adult Wistar rats were divided into 5 groups. The standard group (12 rats) represented the normal hormonal ovarian status. The remaining 49 rats were oophorectomized and, starting on the 96th P.O. day, received the specific drug for 30 days. Th (mais) e CEE group received 50 mg/day conjugated equine estrogens (13 rats); the MPA group, 2.0 mg/day medroxyprogesterone acetate (12 rats); the CEE + MPA group, both drugs (12 rats), and the DW group, distilled water (12 rats). On the 31st day of medication, the animals were sacrificed and the inguinal mammary glands were removed for histological analysis. Cell proliferation was assessed at the ductal and acinar levels using anti-PCNA antibody. Mature collagen (type I) and immature collagen (type III) were quantified by Sirius-Red staining, and elastic fiber formation was quantified by Weigert staining. Anatomopathological analysis was performed by hematoxylin-eosin staining, with the determination of number of acini per terminal duct, number of ducts per field, presence of intraductal secretion, and intensity of intracytoplasmic vacuolization. Results: the CEE + MPA group presented a smaller percentage of proliferating ductal cells (46.1%) (p

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Hormônios sexuais estrógenos: contaminantes bioativos/ Sexual estrogenic hormones: bioactive contaminants

Reis Filho, Ricardo Wagner; Araújo, Juliana Coutinho de; Vieira, Eny Maria
2006-07-01

Resumo em inglês Natural and synthetic estrogens have been detected in rivers, lakes and estuaries in several parts of the world. The primary sources of these compounds are the industrial and household effluents, which are not eliminated by the received treatment. This paper presents a brief description of the problem as well as the physical and chemical characteristics of the main compounds, the environmental behavior, methods of determination, ecotoxicological aspects and a discussion about its relevance in terms of ecology and public health.

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Influências da reposição de estrógenos e progestágenos na ação do hormônio de crescimento em mulheres com hipopituitarismo/ The influence of estrogen and progestogen replacement on growth hormone activity in women with hypopituitarism

Isotton, Ana Lúcia; Wender, Maria Celeste O.; Czepielewski, Mauro A.
2008-07-01

Resumo em português O tratamento do hipogonadismo hipogonadotrófico na mulher adulta com hipopituitarismo inclui diversas alternativas terapêuticas de estrógenos e progestágenos, sendo a via oral a de menor custo e a de maior comodidade à paciente. A rota estrogênica oral, entretanto, exerce marcada influência sobre o eixo hormônio de crescimento/fator de crescimento insulina-símile número 1 (GH/IGF-1) nessas mulheres. O tratamento com estrógenos orais, concomitante ao uso de GH e (mais) m pacientes com hipopituitarismo, antagoniza as ações biológicas do GH e agrava as anormalidades de composição corporal e o metabolismo em geral. Presume-se que o estrógeno oral iniba a secreção/produção de IGF-1 por meio de efeito de primeira passagem hepática, causando aumento da secreção de GH por intermédio de inibição do feedback negativo de IGF-1 em mulheres normais. Isso é demonstrado clinicamente por redução da massa magra, aumento da massa gorda, perfil lipídico aterogênico e prejuízo do bem-estar psicológico. Alguns estudos apontam que os progestágenos com ação androgênica revertem o efeito de diminuição dos níveis séricos de IGF-1 induzida pelos estrógenos orais. Os progestágenos neutros não apresentam esse efeito, porém, quanto maior a potência androgênica, maior será a reversão do efeito de diminuição de IGF-1. Na presente revisão da literatura, serão abordados os aspectos clínicos da reposição com estrógenos e progestágenos nas mulheres com hipopituitarismo, suas interações nas outras deficiências hormonais, bem como o impacto do uso de estrógenos sobre as ações metabólicas do GH. Resumo em inglês Treatment of hypogonadotropic hypogonadism in adult women with hypopituitarism can include a wide range of estrogen and progestogen treatment alternatives and oral administration is the route of least cost and greatest patient comfort. The oral estrogen route has a major impact on the growth hormone-insulin-like growth factor I (GH/IGF-1) axis. Oral estrogen therapy, when given concurrently with GH to patients with hypopituitarism, antagonizes the biological effects of GH (mais) treatment and aggravates the abnormalities of body composition and the metabolism in general. It is presumed that oral estrogen suppresses the secretion/production of IGF-1 by a hepatic first-pass mechanism, resulting in increased GH secretion by means of suppressing the IGF-1 negative feedback that is present in healthy women. This is clinically manifested in reduced lean body mass, increased fat mass, an atherogenic lipid profile and damage to psychological well-being. Some studies have indicated that progestogens with androgenic actions reverse the effect of reduced serum IGF-1 levels that is induced by the oral estrogens. Neutral progestogens do not exert this effect, however the stronger the androgenic potentialis, the more the effect of reduced IGF-1 will be reversed. This bibliographical review will deal with the clinical aspects of estrogen and progestogen replacement in women with hypopituitarism, their interactions with other hormone deficiencies and the impact of estrogen treatment on the metabolic actions of GH.

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Determinação de hormônios estrógenos em água potável usando CLAE-DAD/ Determination of estrogens in drinking water using HPLC-DAD

Verbinnen, Raphael Teixeira; Nunes, Gilvanda Silva; Vieira, Eny Maria
2010-01-01

Resumo em inglês An analytical procedure for determination of estriol, 17β-estradiol, estrone and 17α-ethinylestradiol in drinking water is presented. The method employs solid phase extraction (SPE) and sample dechlorination as cleanup procedures, followed by HPLC-DAD analysis. Validation was carried out using RE No. 899/2003 guidelines established by the Agência Nacional de Vigilância Sanitária (National Agency of Sanitary Surveillance, Brazil), with some adaptations. The st (mais) atistically evaluated results have shown that the method is selective, precise (0,06% to 19,40% CV) and accurate (91,52% to 109,41% average recoveries). The developed method was applied to the analysis of these contaminants in drinking water from São Luís, MA.

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Por que estrógeno e raloxifeno melhoram a densidade mineral óssea?: mecanismo de ação do estrógeno e de um modulador seletivo do receptor de estrógeno (SERM) no osso

Ramalho, Ana Claudia R.; Lazaretti-Castro, Marise; Cohen-Solal, Martine E.; Vernejoul, Marie Christine de
2000-12-01

Resumo em português A deficiência de estrógeno é responsável pelo aumento na remodelação óssea após a menopausa, cuja prevenção é feita pela terapia de reposição hormonal com estrógeno; porém, ainda não está esclarecido o mecanismo da ação anti-reabsortiva do estrógeno no osso e permanecem várias questões: (1) Qual a célula-alvo de ação do estrógeno no osso? O receptor de estrógeno já foi descrito em monócito, osteo-clasto, células do estroma da medula óssea e (mais) osteoblasto, mas é desconhecido o papel dessas células no efeito do estrógeno. (2) Quais os mediadores do efeito do estrógeno no osso? Os resultados da literatura são controversos quanto ao papel da interleucina-6, sendo a maioria dos resultados positivos em animais e não no homem. Outras citoquinas como interleucina-1 e fator de necrose tumoral parecem estar envolvidos. (3) O efeito anti-osteoclástico do estrógeno está relacionado à apoptose de precursores dos osteoclastos? Já foi relatado, em animais, que o estrógeno aumenta apoptose dos precursores dos osteoclastos, porém não é conhecido esse efeito no homem. (4) Qual o papel do estroma da medula óssea na osteoclastogênese e na sua inibição pelo estrógeno? Recentemente foi descrito um fator, produzido pelas células do estroma (RANK ligante) que induz a formação de osteoclasto, sugerindo a importância dessas células na osteoclastogênese e no efeito do estrógeno no osso. (5) Qual a via de transcrição intracelular do efeito do estrógeno? Proteínas NF-kapaB podem ter um papel significante na osteoporose pós-menopausa, podendo corresponder à via pelo qual o estrógeno regula a produção de citoquinas envolvidas na osteoclastogênese, porém ainda não está esclarecido este efeito. Estas questões, sobre o mecanismo de ação do estrógeno, como também dos SERMs serão discutidas nessa revisão. Resumo em inglês Estrogen deficiency is responsible for increased bone turnover in the postmenopausal period, and it can be prevented by estrogen replacement therapy. The way by which estrogen acts on bone cells is not fully understood and there are still many unsolved questions: (1) What is the target-cell of estrogen in bone? Estrogen receptor has been described in monocyte, osteoclast, bone marrow stromal cell and osteoblast, but it is still not clear what cell mediates the effect of e (mais) strogen in bone. (2) What are the mediators of estrogen action on bone? There is some controversy about the role of interleukin-6; most of the positive results were in animals, not in human; other cytokines are also involved, as tumoral necrosis factor and interleukin-1. (3) Is the anti-osteoclast effect of estrogen related to the apoptosis of osteoclast precursors? Some authors had already reported that estrogen increase apoptosis of osteoclasts precursors in animals, but it is not clear whether this effect is also present in humans. (4) What is the role of the bone marrow in osteoclastogenesis and in its inhibition by estrogen? Recently, it has been shown that stromal cells produce a membrane-associated factor (RANK-ligand) that stimulates osteoclast precursors, showing the importance of stromal cells in osteoclastogenesis and probably in the effect of estrogen in bone. (5) What is the transcription mechanism of estrogen action into the cell? NF-kappaB proteins may have an important role in post-menopausal osteoporosis, by regulating the secretion of cytokines involved on osteoclastogenesis. These questions on the mechanism of action of estrogens and also SERMs will be discussed in this review based on studies of literature and on recent studies of our group.

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Perfil lipoprotéico de cadelas submetidas à ovário-histerectomia com e sem reposição estrogênica/ Lipoproteic profile of bitches submitted to ovaryhysterectomy with and without estrogen administration

Schmidt, C.; Lopes, M.D.; Silva, M.C.; Fighera, R.A.; Souza, T.M.
2004-08-01

Resumo em português Doze cadelas mestiças, adultas, foram submetidas à ovário-histerectomia e posteriormente distribuídas em dois grupos de seis animais. Um dos grupos recebeu estrógenos naturais conjugados na dose de 0,01mg/kg, via oral, a cada 48 horas, durante 12 meses, e o outro serviu como controle. A cada 60 dias foram realizadas colheitas de sangue e obtidos os valores de colesterol total, triglicerídeos, HDL, LDL e VLDL. Houve elevação do colesterol total e do LDL nas fêmeas (mais) sem reposição de hormônio. No grupo que recebeu estrógenos houve elevação do HDL. A ovário-histerectomia influenciou significativamente o perfil lipoprotéico; a reposição com estrógenos foi capaz de preservar esse perfil nas cadelas castradas. Resumo em inglês Twelve mixed-bred, bitches were divided in two groups of six animals each after ovariohysterectomy. One group received 0.01mg/kg per os of natural conjugated estrogens every 48h for 12 months; the other group, used as control, was not treated with hormones. Blood samples were collected every 60 days and the levels of total cholesterol, triglycerides, HDL, LDL and VLDL were determined. Ovariohysterectomy affected the lipoproteic profile, increasing the total cholesterol an (mais) d LDL levels; it also showed that the estrogen supplementation maintained the lipoproteic profile of castrated bitches within normal levels.

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Osteoporose pós-menopausa: opções terapêuticas

Russo, Luis Augusto T.
2001-08-01

Resumo em português O autor realizou uma revisão na literatura sobre o tratamento atual da osteoporose pós-menopausa, abordando os principais trabalhos voltados para as drogas que efetivamente elevam a BMD e reduzem a freqüência de novas fraturas. Os estrógenos, os moduladores seletivos dos receptores de estrógenos (SERMs), os bisfosfonatos e a calcitonina foram analisados, assim como a utilização do cálcio e da vitamina D. Conclui com uma proposta de algoritmo prático de tratament (mais) o da osteoporose na pós-menopausa imediata e tardia, baseado na avaliação prévia dos resultados da densitometria óssea e dos marcadores bioquímicos ósseos. Resumo em inglês The author reviews the most common drugs used for the treatment of postmenopausal osteoporosis to determine their efficacy in increasing bone mass and decreasing fracture rates. Estrogens, selective estrogen receptor modulators (SERMs), bisphosfonates, calcitonin plus calcium and vitamin D were analyzed, and in conclusion the author suggests a practical algorithm for the treatment of early and late postmenopausal osteoporosis based on bone density and biochemical markers results.

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Ocorrência e tratamento de quadros depressivos por hormônios sexuais/ Occurrence and treatment of depression by sex hormones

Soares, Cláudio N; Prouty, Jennifer; Poitras, Jennifer
2002-04-01

Resumo em português O processo de envelhecimento promove alterações significativas na produção e no equilíbrio dos níveis circulantes de diversos hormônios sexuais em homens e mulheres. Acredita-se que esses hormônios (estrógenos, progestógenos, testosterona, dehidroepiandrosterona [DHEA]) exercem papel modulador sobre diversas funções psíquicas, particularmente sobre o humor e a cognição. Alterações nesse papel modulador causadas por variações abruptas dos hormônios sexu (mais) ais circulantes -- como as que ocorrem, por exemplo, durante a transição menopausal -- favorecem o surgimento de queixas depressivas. No entanto, a utilização terapêutica de hormônios sexuais pode promover alívio ou mesmo remissão de sintomas depressivos, como já foi caracterizado com o uso de estradiol em mulheres em perimenopausa e com a administração de testosterona após a menopausa. Este artigo aborda, por revisão da literatura, os diversos papéis atribuídos aos hormônios sexuais no desenvolvimento e tratamento das queixas depressivas. Estudos sobre a eficácia terapêutica de estrógenos, testosterona e DHEA nos quadros depressivos são discutidos de forma crítica. Em essência, existem resultados preliminares bastante promissores, particularmente quanto ao uso de estradiol e testosterona em subpopulações específicas para alívio de sintomas depressivos. Futuras investigações devem melhor definir a utilização de hormônios como agente depressivo monoterápico ou adjuntivo, bem como delinear os riscos e as contra-indicações associados a seu uso. Resumo em inglês It has been demonstrated that aging has a significant impact on sex hormones production. It is now accepted that these hormones (including estrogens, progestogens, testosterone, and dehydroepiandrosterone [DHEA]) may play a pivotal role in the modulation of brain functioning, especially on mood and cognition. Changes in these modulatory effects due to abrupt sex hormonal fluctuations-as seen in the menopausal transition-contribute to the occurrence of mood disturbances. H (mais) ormonal interventions seem to improve depressive symptoms, as already demonstrated in studies of perimenopausal women treated with estradiol, and postmenopausal women treated with testosterone. This article reviews the potential role of sex hormones in the occurrence and treatment of depressive symptoms. Clinical studies on the antidepressant benefit of estrogens, testosterone, and DHEA are critically discussed. In essence, there are preliminary but promising data on the use of estradiol and testosterone for the treatment of depression in some specific sub-populations. Further studies would help to better delineate their therapeutic use (as monotherapy or adjunctive treatment), and to identify their limitations due to clinical contra-indications or risk of serious adverse events.

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Controle sobre GnRH durante o anestro pós-parto em bovinos/ GnRH control during bovine postpartum anestrous

Oliveira, João Francisco Coelho de; Gonçalves, Paulo Bayard Dias; Ferreira, Rogério; Gasperin, Bernardo; Siqueira, Lucas Carvalho
2010-12-01

Resumo em português O pós-parto em bovinos é caracterizado como um momento em que as fêmeas bovinas não ovulam, principalmente devido a uma inadequada liberação de gonadotrofinas. Os conceitos e os mecanismos regulatórios do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) têm sido descritos isoladamente. Esta revisão aborda a influência da nutrição e amamentação, com enfoque na regulação do GnRH, e fornece conceitos atuais do controle neuroendocrinológico da secreção de GnRH (mais) durante o pós-parto em bovinos. Conhecimentos atuais das funções do hormônio inibitório de gonadotrofinas (GnIH), da leptina, dos estrógenos, da kisspeptina e da adiponectina, bem como suas complexas inter-relações durante este período estão detalhados para melhor entendimento do assunto. Resumo em inglês The bovine postpartum period is characterized as a moment when the ovulation is suppressed, mainly in consequence of insufficient release of gonadotropins. Concepts and regulatory mechanisms of gonadotropin-releasing hormone (GnRH) had been described independently. This review covers the influence of nutrition and suckling with emphasis on GnRH regulation, and provides up to date concepts of neuroendocrine control of GnRH secretion during postpartum in cattle. Current kno (mais) wledge of gonadotropin-inhibitory hormone (GnIH), leptin, estrogens and kisspeptin during this period are presented in order to provide a better understanding of the subject.

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Hiperplasia adrenal congênita: deficiência de 17alfa-hidroxilase

Silva, Eliana Aparecida da; Siqueira, Ana Carla Lobo; Pacheco, Suzana; Ribeiro, Alexandre Kazantzi
2000-04-01

Resumo em português Os autores apresentam um caso de deficiência de 17alfa-hidroxilase, uma forma rara de defeito enzimático responsável pela H.A.C. A primeira descrição deste defeito enzimático foi feita por Biglieri e colaboradores em 1966, existindo cerca de 180 casos atualmente na literatura (defeito parcial ou completo). A paciente relatada apresentava amenorréia primária, ausência de caracteres sexuais secundários e quadro hipertensivo de difícil controle. Durante investiga� (mais) �ão diagnostica detectou-se cariótipo 46XY, níveis suprimidos de renina, androstenediona, testosterona e nível bastante elevado de pregnenolona. A paciente foi submetida à orquiectomia bilateral seguindo em acompanhamento clínico com estrógenos conjugados, espironolactona, beta-bloqueador e dexametasona. Encontra-se em pré-operatório para construção vaginal. Resumo em inglês The authors present a case of 17alpha-hydroxylase deficiency, a rare enzymatic defect responsible for C.A.H. Biglieri and cols. published in 1966 the first report of this enzymatic defect. Today there are 180 cases reported in the literature. The patient being reported showed primary amenorrhea, absence of secondary sexual characteristics and hypertension of difficult control. During investigation a 46XY kariotype was found together with renin suppression, low androstened (mais) ione and testosterone and elevated pregnenolone levels. The patient was submitted to bilateral orchiectomy and is being clinically accompanied with conjugated estrogens, spironolactone, beta-blockers and dexamethasone while waiting for vaginoplasty.

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Avaliação da utilização de medicamentos em pacientes idosos por meio de conceitos de farmacoepidemiologia e farmacovigilância/ Evaluation of using medicines in elderly subjects through the concepts of pharmacovigilance and pharmacoepidemiology

Pereira, Leonardo Régis Leira; Vecchi, Laura Umbelina Perna; Baptista, Marina Elisa Costa; Carvalho, Dermeval de
2004-06-01

Resumo em português O Conselho Federal de Farmácia tem definido, no Brasil, resoluções que proporcionam um seguimento terapêutico individualizado aos pacientes, avaliando os efeitos adversos, crônicos e agudos, bem como os riscos de um tratamento farmacológico na população em geral, ou em grupos restritos de pacientes. Estudos recentes demonstraram que a prevalência de idosos no Brasil situa-se em torno de 12%. Neste estudo foram avaliados 35 voluntários ­ 33 mulheres e 2 homen (mais) s ­ por meio de entrevistas sobre os medicamentos utilizados e possíveis problemas relacionados aos medicamentos. Entre os principais medicamentos prescritos para uso crônico, destacam-se: anti-hipertensivos, estrógenos e progesteronas, antidepressivos e ansiolíticos. Dos 35 pacientes avaliados, 24 fazem uso de politerapia, nove utilizam monoterapia e um paciente não utiliza medicamento de forma crônica. Este trabalho além de avaliar a utilização de medicamentos nessa população específica, também buscou identificar interações inadequadas e prestar informações sobre o uso adequado de fármacos. Resumo em inglês The Federal Council of Pharmacy has defined, in Brazil, resolutions like the identification and evaluation of the side effects, chronicle as acute; as well as the risks of pharmacological therapies all around populations or restrict groups of patients in strict medical treatment. In this country recent population data indicates 12% prevalence in the elderly. It is presented in this study the results of evaluation of 35 volunteers, 33 woman and 2 men through an open interv (mais) iew about medicines use and possible medicine related problem. Ordinary medication in use ­ antihypertensive, estrogens and progesterone, antidepressants, and hypnotics. About eventual medicine, non-prescript use great frequency was in anti-inflammatories (NSAID e SAID) and fungicide. The 24 of the interviewed pacientes related chronic use of politherapy (2 a 7 pharmacies). Only 9 use just one kind of medicine and 1 has no use of medicine. This work found its objective identifying the medicines used by each patient and more than this, they were counseled about the right use of pharmacotherapy, avoiding wrong interactions and low or high doses.

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Avaliação da utilização de medicamentos em pacientes idosos por meio de conceitos de farmacoepidemiologia e farmacovigilância/ Evaluation of using medicines in elderly subjects through the concepts of pharmacovigilance and pharmacoepidemiology

Pereira, Leonardo Régis Leira; Vecchi, Laura Umbelina Perna; Baptista, Marina Elisa Costa; Carvalho, Dermeval de
2004-06-01

Resumo em português O Conselho Federal de Farmácia tem definido, no Brasil, resoluções que proporcionam um seguimento terapêutico individualizado aos pacientes, avaliando os efeitos adversos, crônicos e agudos, bem como os riscos de um tratamento farmacológico na população em geral, ou em grupos restritos de pacientes. Estudos recentes demonstraram que a prevalência de idosos no Brasil situa-se em torno de 12%. Neste estudo foram avaliados 35 voluntários ­ 33 mulheres e 2 homen (mais) s ­ por meio de entrevistas sobre os medicamentos utilizados e possíveis problemas relacionados aos medicamentos. Entre os principais medicamentos prescritos para uso crônico, destacam-se: anti-hipertensivos, estrógenos e progesteronas, antidepressivos e ansiolíticos. Dos 35 pacientes avaliados, 24 fazem uso de politerapia, nove utilizam monoterapia e um paciente não utiliza medicamento de forma crônica. Este trabalho além de avaliar a utilização de medicamentos nessa população específica, também buscou identificar interações inadequadas e prestar informações sobre o uso adequado de fármacos. Resumo em inglês The Federal Council of Pharmacy has defined, in Brazil, resolutions like the identification and evaluation of the side effects, chronicle as acute; as well as the risks of pharmacological therapies all around populations or restrict groups of patients in strict medical treatment. In this country recent population data indicates 12% prevalence in the elderly. It is presented in this study the results of evaluation of 35 volunteers, 33 woman and 2 men through an open interv (mais) iew about medicines use and possible medicine related problem. Ordinary medication in use ­ antihypertensive, estrogens and progesterone, antidepressants, and hypnotics. About eventual medicine, non-prescript use great frequency was in anti-inflammatories (NSAID e SAID) and fungicide. The 24 of the interviewed pacientes related chronic use of politherapy (2 a 7 pharmacies). Only 9 use just one kind of medicine and 1 has no use of medicine. This work found its objective identifying the medicines used by each patient and more than this, they were counseled about the right use of pharmacotherapy, avoiding wrong interactions and low or high doses.

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Prolactinomas resistentes a agonistas dopaminérgicos: diagnóstico e manejo/ Dopamine-agonists-resistant prolactinomas: diagnosis and management

Musolino, Nina R.C.; Passos, Vanessa Q.
2005-10-01

Resumo em português Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais freqüentes, sendo as drogas agonistas dopaminérgicas (AD) a principal opção para seu tratamento. Resistência à bromocriptina (BRC), primeiro AD a ser utilizado, definida como ausência de normalização da prolactina (PRL) ou de redução tumoral durante o tratamento, é relatada em 5 a 18% dos pacientes tratados. Novos AD, como a cabergolina (CBG), são alternativa eficaz já que podem normalizar a PRL e (mais) reduzir tumores em até 86% e 92% dos casos, respectivamente. Mesmo assim, uma porcentagem dos pacientes pode ser chamada de resistente aos AD. Os mecanismos para a resistência ainda não são completamente elucidados e, embora pouco freqüentes, os prolactinomas resistentes aos AD representam um desafio para o tratamento. As alternativas como cirurgia e radioterapia podem não alcançar a normalização da PRL e, portanto, não resolver os sintomas ligados à hiperprolactinemia. Tratamento do hipogonadismo com reposição de esteróides sexuais, assim como estimulação ovulatória quando o desejo for a gravidez, podem ser alternativas para casos com crescimento tumoral controlado. Novas drogas como anti-estrógenos, novos AD, análogos específicos de subtipos do receptor da somatostatina, drogas quiméricas com ação no receptor da somatostatina e da dopamina e antagonistas da PRL estão sendo estudados e podem representar alternativas futuras ao tratamento deste grupo de pacientes. Resumo em inglês Prolactinomas are the more prevalent functioning pituitary tumors, and dopamine agonist drugs (DA) are the main therapeutic option for patients harboring such tumors. Bromocriptine (BRC) resistance, defined as failure to normalize prolactin (PRL) and/or to shrink the tumor is reported in 5 to 18% of the patients treated with this drug, the first DA widely used. Cabergoline (CBG) can bring PRL to normalization and reduce tumor size in up to 86% and 92% of the patients, res (mais) pectively. Even with this newer DA, a subset of patients does not respond to therapy and are truly resistant. The mechanisms for resistance are not yet fully clarified, so the treatment for the resistant prolactinoma is still a challenge. Transsphenoidal surgery associated or not to radiotherapy is an important tool, but PRL may not normalize, mainly in macroprolactinomas. Treatment with sex steroids or ovulation induction can solve the hypogonadism or infertility, when the tumor growth is under control. New drugs as anti-estrogens, new DA, specific analogs for somatostatin receptor subtypes, chimeric molecules associating dopamine and somatostatin effect, and PRL antagonists are under investigation and can be future alternatives for DA resistance.

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Leptina: aspectos sobre o balanço energético, exercício físico e amenorréia do esforço/ Leptin: aspects on energetic balance, physical exercise and athletic amenorhea

Ribeiro, Sandra Maria Lima; Santos, Zirlene Adriana dos; Silva, Renata Juliana da; Louzada, Eliana; Donato Junior, José; Tirapegui, Julio
2007-02-01

Resumo em português O presente manuscrito teve por objetivo realizar uma revisão bibliográfica acerca do papel da leptina no balanço energético, no exercício físico e na incidência da amenorréia do esforço. A leptina é um hormônio secretado pelo tecido adiposo, reconhecido principalmente por sua ação adipostática sobre o sistema nervoso central. Esse hormônio sinaliza o hipotálamo a respeito das reservas energéticas, modulando o funcionamento dos eixos hormonais que envolvam (mais) o hipotálamo e a hipófise. A leptina tem ainda ações periféricas importantes, incluindo seu papel sobre o tecido ovariano. Os mecanismos de sinalização intracelular desse hormônio foram identificados no hipotálamo, porém em tecidos periféricos há necessidade de maiores investigações. Existe certo consenso de que quando o exercício e a ingestão alimentar são capazes de promover um balanço energético negativo, as concentrações plasmáticas de leptina diminuem, alterando conseqüentemente: a liberação hipotalâmica de GnRH (fator hipotalâmico de liberação de gonadotrofinas); a liberação hipofisária de LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo-estimulante). Como resultado, há menor liberação de estrógenos ovarianos. Esse processo pode iniciar a chamada amenorréia hipotalâmica funcional, com repercussões na saúde da mulher. Nessa perspectiva, a avaliação do gasto energético e a elaboração de um plano alimentar adequado em atletas são fundamentais. Resumo em inglês The aim of this manuscript was to review the knowledge about leptin, detailing its relationship with energetic intake and physical activity. Leptin is an adipocyte hormone, recognized mainly for its putative role in control of energy expenditure, food intake, body weight and reproductive function. Leptin has still important peripheral actions, including its role on the ovarian tissue. The intracellular signaling mechanisms are recognized in hypothalamus, but in peripheral (mais) tissue are not fully understood. The exercise, when practiced by women, if not appropriately planned according to food intake, can modify the leptin release. When energy imbalances induced by exercise and/or deficient food ingestion occurs, low leptin levels are observed, leading to a reduction in GnRH (gonadotropin-release hormone), in LH (luteinizing hormone) and FSH (follicle-stimulating hormone) in pituitary, and consequently a minor release of ovarian estrogens. This process is named hypothalamic amenorrhea, and has repercussions in the woman's health. In this perspective, it is important to emphasize the need to evaluate the energy expenditure from exercise and to formulate adequate alimentary plans to these individuals.

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Consumo de medicamentos em adolescentes escolares: uma preocupação/ Consumption of medicines among adolescent students: a concern

Silva, Clécio H. da; Giugliani, Elsa R. J.
2004-08-01

Resumo em português OBJETIVO: Estudar a prevalência de consumo de medicamentos em adolescentes escolares e correlacioná-la com tipo de escola (pública ou particular), série e turno de estudo, idade e sexo dos alunos, escolaridade dos pais e hábito de consumo familiar de medicamentos. MÉTODOS: Estudo transversal com amostra representativa da população de escolares do ensino médio de Porto Alegre - 1.281 alunos de 58 turmas, distribuídos em estratos proporcionais de escolas públicas (mais) e particulares. O questionário foi respondido, de forma individual e anônima, pelos alunos dentro da sala de aula, que informaram o consumo de medicamentos nos últimos 7 dias, especificando o fármaco utilizado. Foram realizados análise descritiva das variáveis, testes de associação linear e regressão logística múltipla. RESULTADOS: O uso de medicamentos ocorreu em 49,5% da amostra. Os grandes grupos farmacológicos mais consumidos foram analgésicos/antiinflamatórios e antigotosos (32,5% do consumo) e hormônios e análogos (12,1%). Os analgésicos/antipiréticos/antiinflamatórios e os estrógenos/progestágenos foram, respectivamente, os mais utilizados nos grupos farmacológicos citados anteriormente. O ácido acetilsalicílico foi a substância analgésica mais consumida. Os alunos do sexo feminino (RC = 2,24), com 17 anos ou mais (RC = 1,41), com menor escolaridade materna (RC = 1,40) e cujos familiares tinham o hábito de consumir medicamentos (RC = 1,39) apresentaram risco aumentado para o consumo de medicamentos. CONCLUSÕES: Houve um elevado consumo de medicamentos entre adolescentes escolares, em especial entre as meninas e os alunos com mais idade. O hábito familiar de consumo e a baixa escolaridade materna também favorecem o uso de medicamentos. Resumo em inglês OBJECTIVE: To study the prevalence of medicine consumption among adolescent students and to correlate it with school type (public or private), grades and school shift, age and gender of the students, education level of the parents and family habit of medicine consumption. METHODS: This is a cross-sectional study with a representative sample of the school population attending high school in Porto Alegre: 1,281 students from 58 groups, distributed in proportional strata of (mais) public and private schools. The questionnaire was answered individually and anonymously by the students inside of the classroom. The students provided information about their consumption of medicines during the seven previous days, specifying the kind of medicine used. Descriptive analysis of the variables, linear association and multiple logistic regression tests were used. RESULTS: The use of medicines occurred in 49.5% of the sample. The most consumed pharmacological groups were analgesics/anti-inflammatories and anti-gout agents (32.5% of the consumption), and hormones and similar (12.1%). Analgesics/antipyretics/anti-inflammatories and estrogens/ progestogens were, respectively, the most consumed medicines of the pharmacological groups above mentioned. Aspirin was the most consumed analgesic substance. Female students (RC = 2.24), 17 years old or over (RC = 1.41), with low maternal education (RC = 1.40), and whose relatives have the habit of consuming medicines (RC = 1.39), presented increased risk for medicine consumption. CONCLUSIONS: It was found that the consumption of medicines is high among school adolescents, especially among girls and older students. Family habit of consumption and low maternal education also favor the use of medicines.

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Utilização de recursos e custos em osteoporose/ Resource utilization and costs in osteoporosis

KOWALSKI, S.C.; SJENZFELD, V.L.; FERRAZ, M.B.
2001-12-01

Resumo em português A osteoporose é uma doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas . Os recursos utilizados no tratamento de fraturas por osteoporose são siginificativos e com custos elevados. OBJETIVO: Dimensionar a utilização de recursos e custo anual por pacientes com osteoporose pós-menopausa. MÉTODOS: Cem pacientes foram consecutivamente selecionados (mais) do ambulatório de doenças osteometabólicas da Universidade Federal de São Paulo-Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), entre abril de 1997 a agosto de 1998. Os critérios de inclusão foram: osteoporose pós-menopausa (OMS, 1994) há pelo menos um ano; mínimo de um ano em acompanhamento ambulatorial; mínimas condições de entendimento e expressão verbal para responder aos questionários. Características socio-econômicas, clínicas, utilização de recursos e custos no último ano foram levantadas através de entrevistas empregando-se dois questionários. Os custos unitários dos recursos utilizados no Serviço Público de Assistência à Saúde basearam-se na Tabela SUS de agosto de 1998. RESULTADOS: A média de idade foi 65,85 anos e a renda familiar média-mensal, R$ 534,14. Foram realizadas em média sete consultas/paciente/ano. Das pacientes, 77% usaram cálcio e 38% estrógenos por algum período durante o último ano. Os custos médios totais anuais para o tratamento das pacientes com osteoporose pós-menopausa, sob a perspectiva da sociedade, no Sistema Público em São Paulo, foram de R$ 908,18/paciente/ano. CONCLUSÃO: Os custos com o tratamento de osteoporose pagos pelas pacientes representaram 11% da renda familiar mensal média (R$ 534). Em função do envelhecimento da população e aumento da incidência de osteoporose, políticas de alocação racional de recursos basedas em análises econômicas devem ser implementadas. Resumo em inglês BACKGROUND: Osteoporosis is characterized by low bone mass, deterioration of the microarchitecture of the bone tissue and increase susceptibility to fractures. Clinical manifestations are fractures and their complications. The most common fractures are hip,spine and wrist, although any bone is susceptible. OBJECTIVES: To assess the resource utilization and the annual costs incurred by patients with postmenopausal osteoporosis METHODS: One hundred consecutive patients were (mais) studied in the Universidade Federal de São Paulo. The inclusion criteria were: postmenopausal osteoporosis (WHO 1994) for at least one year b) at least one year attending the outpatient clinic, minimal comprehensive and speaking conditions.The socioeconomic and clinical characteristics, the resource utilization and costs in the last year were assessed using 2 questionnaires. The unitary costs were based in the Public Healthcare System Index (1998). RESULTS:The mean age was 66 years and the monthly family income was R$ 534.14 (US$ 456 -in 1998). There was a mean of 7 visits/patient/ year. 77% of the patients used calcium and 38% used estrogens. The mean total annual costs for osteoporosis treatment, considering societal perspective, were R$ 908.18 (US$ 776-in 1998) per patient per year. CONCLUSION: The costs related to osteoporosis treatment represented 11% of the mean monthly household income from the patients' perspective (R$ 534=US$ 456). As the population is ageing and the osteoporosis incidence is increasing, health policy should be implemented to rationally allocate the scarce resources available, based on economic analysis.

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Interrupção eletiva da gestação em cães (Canis familiaris, Linnaeus, 1758)/ Elective interruption of pregnancy in dogs (Canis familiaris, Linnaeus, 1758)

BRUNCKHORST, Claudia Stoll; VUONO, Laudinor de; BARNABE, Renato Camparanut
2000-01-01

Resumo em português Analisou-se a problemática da escolha de um método confiável e seguro para a interrupção eletiva da gestação em cadelas, prática comum em clínica de pequenos animais para a prevenção do nascimento de ninhadas indesejadas e fator importante não só na solução de problemas pessoais de proprietários, mas também no controle populacional da espécie. Foram abordados os aspectos favoráveis e contra-indicações da interrupção cirúrgica e medicamentosa da pre (mais) nhez. A interrupção cirúrgica é considerada a melhor escolha para animais que não se pretenda utilizar para reprodução. A utilização de estrógenos, do citrato de tamoxifena e agentes embriotóxicos não-hormonais é restringida pelos seus graves efeitos colaterais. A epostana necessita maiores estudos para confirmar sua eficiência. Apesar de possível, o uso dos análogos de GnRH esbarra em limitações de fornecimento e custo, assim como o controle imunológico da gestação, na especificidade dos agentes utilizados e possíveis efeitos colaterais, enquanto o uso de glicocorticóides, na duração do tratamento e efeitos secundários inerentes aos corticosteróides. Mifepristona e aglepristona, indisponíveis no mercado, têm sido apontadas como drogas de futuro promissor em face de sua eficácia, segurança e utilização em qualquer fase da gestação. Apesar dos seus previsíveis efeitos colaterais e da necessidade de hospitalização dos animais tratados, as prostaglandinas são cada vez mais utilizadas como drogas abortivas. Dentre os agonistas de dopamina, a cabergolina mostra os melhores resultados, principalmente quando associada ao análogo da prostaglandina cloprostenol, podendo ser utilizada assim que o diagnóstico de gestação seja possível, com eficiência de 100% e poucos efeitos colaterais. Resumo em inglês The problem of the choice of a reliable and safe method of elective interruption of pregnancy in bitches was analysed. The methods are common in the small animal practice in preventing the birth of unwanted litters and are considered an important factor not only for the solution of owners personal problems, but also for this species population control. The favorable aspects and the counter indications of surgical and medicamental interruption of pregnancy were discussed. (mais) The surgical interruption is considered as the best choice for animals not intended to be utilized for reproduction. The serious side effects restricted the use of estrogens, tamoxifen citrate and non- hormonal embryotoxic agents. Epostane needs more studies to confirm its efficiency. Although possible, the utilization of analogues of GnRH still has supplying and cost limitations. The specificity of the used agents and their possible side effects limit immunological control of pregnancy. The use of glucocorticoids is limited through the length of the treatment and side effects. Mifepristone and aglepristone, commercially unavailable products, have been indicated as promising drugs in the future due to their efficiency, security and utilization during all stages of pregnancy. Despite the previsible side effects and the necessity of hospitalization for the treated animals, prostaglandins are more and more utilized as abortive drugs. Throughout dopamine agonists, cabergoline presents the best results, especially when associated with the analog of the prostaglandin cloprostenol. It can be used as soon as the diagnosis of pregnancy is possible, with 100% of efficiency and little side effects.

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Composição corpórea, distribuição de gordura e metabolismo de repouso em mulheres histerectomizadas no climatério: há diferenças de acordo com a forma da administração do estrogênio?

Reis, Cristiana Maria R.F. dos; Melo, Nilson R. de; Vezzozo, Denise P.; Meirelles, Eduardo de S.; Halpern, Alfredo
2000-02-01

Resumo em português As mulheres no climatério sofrem inúmeras alterações metabólicas, cardiovasculares e de composição corporal. A terapêutica de reposição hormonal (TRH) vem alcançando importância na atualidade, tornando-se quase um consenso que a mulher após a menopausa deve receber hormônios, pelos benefícios que trazem para a saúde, tais como prevenção de doenças coronarianas e osteoporose. A forma de administração de estrogênios influi em uma série de parâmetros (mais) metabólicos; é sabido, por exemplo, que a administração oral provoca uma elevação no hormônio de crescimento (GH) e uma diminuição do IGFI: quanto à forma (transdérmica), os estudos ainda não são conclusivos quanto aos níveis do GH e IGFI. Por outro lado, o GH e o IGFI podem agir de maneiras diferentes no metabolismo lipídico, ósseo e na distribuição de gordura corpórea. O objetivo deste trabalho foi estudar as variações da distribuição visceral de gordura nas diferentes formas de administração estrogênica e, particularmente, verificar se a forma de administração do hormônio altera a quantidade de gordura visceral. Foram estudadas 33 mulheres no climatério, histerectomizadas, divididas em 3 grupos: 1) 13 pacientes recebendo estrogênio eqüino conjugado 0,625mg via oral diariamente; 2) 10 pacientes recebendo 17b estradiol TTS 50 2x/semana via transdérmica e; 3) 10 pacientes recebendo placebo. Estas pacientes foram submetidas: a) análise da composição corporal pelos métodos de bioimpedância (RJL 101-A) e densitometria óssea e corpórea (DEXA); b) análise da distribuição de gordura, particularmente de adiposidade visceral, pela tomografia computadorizada abdominal e; c) medida do metabolismo de repouso pelo calorímetro DELTA-TRAC. Foram ainda feitas dosagens laboratoriais de colesterol total e frações, triglicérides e glicemia aos 0, 6 e 12 meses. Não observamos diferenças estatística significativas nos parâmetros estudados em nenhum dos 3 grupos (placebo, estrógeno oral e estrogênio transdérmico), embora notamos tendência a maior ganho de peso nos grupos com estrógenos e tendência a maior ganho de massa magra no grupo com estrogênio transdérmico Resumo em inglês Women in climacteric go through several metabolic, cardiovascular and body composition alterations. Hormone replacement therapy (HRT) has gained importance, and it is nearly a consensus that post-menopausal women should be given hormones due to benefits to health, such as prevention from coronary artery disease and osteoporosis. Administration of estrogens influence a series of metabolic parameters: orally administered, it causes increase in growth hormone levels and decr (mais) ease in IGFI; as to transdermal route, the studies are not conclusive in relation to GH and IGFI levels, On the other hand, GH and IGFI may interfere in different ways in lipid and bone metabolism and in body fat distribution. The objective of this paper was to study variations in visceral fat distribution in different estrogen administration routes and, particularly, to check if administration route alters visceral fat amount. We studied 33 hysterectomized women, in climacteric, and divided them into three groups: 1)13 patients taking conjugated equine estrogen 0,625mg/day PO; 2) 10 patients taking 17b estradiol TTS 50, twice a week, transdermal route; 3) 10 patients taking placebo. These patients were submitted to: a) body composition analysis by means of bioimpedance analysis methods (RJL 101-A), bone and body densitometry (DEXA); b) fat distribution analysis, mainly visceral adiposity, by abdominal computerized tomography; c) rest metabolism measurement by DELTA-TRAC calorimeter. The subjects were assessed by the following laboratorial tests: cholesterol - total and fractions, triglyrecides and glucose at 0,6 and 12 months. Our results show a tendency to weight gain in the hormone taking groups in comparison with placebo group, and a tendency to increase in lean body mass measured by densitometry in the transdermal group when compared with the oral route group. This tendency did not attain statistic difference. Visceral fat amount did not change as observed by computerized tomography and also the basal metabolic rate was not different.

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Composição corpórea, distribuição de gordura e metabolismo de repouso em mulheres histerectomizadas no climatério: há diferenças de acordo com a forma da administração do estrogênio?

Reis, Cristiana Maria R.F. dos; Melo, Nilson R. de; Vezzozo, Denise P.; Meirelles, Eduardo de S.; Halpern, Alfredo
2000-04-01

Resumo em português As mulheres no climatério sofrem inúmeras alterações metabólicas, cardiovasculares e de composição corporal. A terapêutica de reposição hormonal (TRH) vem alcançando importância na atualidade, tornando-se quase um consenso que a mulher após a menopausa deve receber hormônios, pelos benefícios que trazem para a saúde, tais como prevenção de doenças coronarianas e osteoporose. A forma de administração de estrogênios influi em uma série de parâmetros (mais) metabólicos; é sabido, por exemplo, que a administração oral provoca uma elevação no hormônio de crescimento (GH) e uma diminuição do IGFI: quanto à forma (transdérmica), os estudos ainda não são conclusivos quanto aos níveis do GH e IGFI. Por outro lado, o GH e o IGFI podem agir de maneiras diferentes no metabolismo lipídico, ósseo e na distribuição de gordura corpórea. O objetivo deste trabalho foi estudar as variações da distribuição visceral de gordura nas diferentes formas de administração estrogênica e, particularmente, verificar se a forma de administração do hormônio altera a quantidade de gordura visceral. Foram estudadas 33 mulheres no climatério, histerectomizadas, divididas em 3 grupos: 1) 13 pacientes recebendo estrogênio eqüino conjugado 0,625mg via oral diariamente; 2) 10 pacientes recebendo 17b estradiol TTS 50 2x/semana via transdérmica e; 3) 10 pacientes recebendo placebo. Estas pacientes foram submetidas: a) análise da composição corporal pelos métodos de bioimpedância (RJL 101-A) e densitometria óssea e corpórea (DEXA); b) análise da distribuição de gordura, particularmente de adiposidade visceral, pela tomografia computadorizada abdominal e; c) medida do metabolismo de repouso pelo calorímetro DELTA-TRAC. Foram ainda feitas dosagens laboratoriais de colesterol total e frações, triglicérides e glicemia aos 0,6 e 12 meses. Não observamos diferenças estatística significativas nos parâmetros estudados em nenhum dos 3 grupos (placebo, estrógeno oral e estrogênio transdérmico), embora notamos tendência a maior ganho de peso nos grupos com estrógenos e tendência a maior ganho de massa magra no grupo com estrogênio transdérmico. Resumo em inglês Women in climacteric go through several metabolic, cardiovascular and body composition alterations. Hormone replacement therapy (HRT) has gained importance, and it is nearly a consensus that post-menopausal women should be given hormones due to benefits to health, such as prevention from coronary artery disease and osteoporosis. Administration of estrogens influence a series of metabolic parameters: orally administered, it causes increase in growth hormone levels and decr (mais) ease in IGFI; as to transdermal route, the studies are not conclusive in relation to GH and IGFI levels. On the other hand, GH and IGFI may interfere in different ways in lipid and bone metabolism and in body fat distribution. The objective of this paper was to study variations in visceral fat distribution in different estrogen administration routes and, particularly, to check if administration route alters visceral fat amount. We studied 33 hysterectomized women, in climacteric, and divided them into three groups: 1) 13 patients taking conjugated equine estrogen 0,625mg/day PO; 2) 10 patients taking 17b estradiol TTS 50, twice a week, transdermal route; 3) 10 patients taking placebo. These patients were submitted to: a) body composition analysis by means of bioimpedance analysis methods (RJL 101-A), bone and body densitometry (DEXA); b) fat distribution analysis, mainly visceral adiposity, by abdominal computerized tomography; c) rest metabolism measurement by DELTA-TRAC calorimeter. The subjects were assessed by the following laboratorial tests: cholesterol - total and fractions, triglyrecides and glucose at 0,6 and 12 months. Our results show a tendency to weight gain in the hormone taking groups in comparison with placebo group, and a tendency to increase in lean body mass measured by densitometry in the transdermal group when compared with the oral route group. This tendency did not attain statistic difference. Visceral fat amount did not change as observed by computerized tomography and also the basal metabolic rate was not different

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Xenoestrogênios: o exemplo do bisfenol-A

Goloubkova, Tatiana; Spritzer, Poli Mara
2000-08-01

Resumo em português Evidências acumuladas indicam que a saúde dos seres humanos, animais e espécies selvagens pode sofrer conseqüências adversas da exposição a produtos químicos presentes no meio ambiente e que interagem com o sistema endócrino, tais como bifenilas policloradas, dioxinas, estrogênios de ocorrência natural e sintéticos. Por outro lado, permanecem incertezas científicas com respeito aos dados relatados e, também, quanto à hipótese de haver níveis suficientemen (mais) te elevados de exposição a estes agentes, a ponto de exercer efeito estrogênico generalizado sobre a população. Este trabalho revisa os principais tópicos relacionados a um dos xenoestrogênios que vem sendo mais recentemente estudado: o Bisfenol A (BFA), um monômero de plástico poli-carbonato, com pouca homologia estrutural com o estradiol (E2) mas semelhante ao dietilestilbestrol (DES), hexestriol e componente bisfenólico do tamoxifeno. O presente trabalho comenta e analisa criticamente os efeitos do BFA sobre o trato reprodutivo e função lactotrófica em animais de experimentação, à luz das informações disponíveis e experiência do grupo nesta área, e recomenda algumas necessidades de pesquisa. Resumo em inglês Some evidences indicate that humans and domestic and wildlife species might suffer adverse consequences from exposure to environmental chemicals that interact with the endocrine system, including polychlorinated biphenyls, dioxins, synthetic and naturally occurring plant estrogens. However, considerable scientific uncertainty remains regarding the causes of these reported effects and whether sufficiently high levels of endocrine-disrupting chemicals exist in the ambient e (mais) nvironment to exert adverse effects on the general population. This review summarizes the principal issues related to bisphenol A, an environmental endocrine disrupting chemical with estrogen activity. Bisphenol A is a monomer of plastics and has little structural homology with estradiol, sharing similarity with synthetic estrogens such as diethylstilbestrol and with the bisphenolic component of tamoxifen. In the light of available information and our laboratory experience in this field of research, this work comments and critically analyses the effects of BPA on the reproductive tract and lactotroph function in several rat strains, and also offers some recommendations for additional research.

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Tromboembolismo venoso e terapia de reposição hormonal da menopausa: uma análise clínico-epidemiológica/ Venous thromboembolism and hormonal replacement therapy in menopause: a clinical-epidemiological analysis

Campiolo, Dimas José; Medeiros, Sebastião F. de
2003-10-01

Resumo em português A terapia de reposição hormonal da menopausa (TRHM) tem sido empregada de forma crescente, visando benefícios a curto, médio e longo prazo. A ocorrência de potenciais riscos, incluindo câncer de mama, câncer endometrial e fenômenos tromboembólicos, está em constante avaliação. A associação entre a TRHM e risco de tromboembolismo venoso (TEV) tem sido alvo de muitas controvérsias. Vários estudos observacionais têm mostrado que mulheres usando TRHM possuem (mais) maior risco de TEV, principalmente no primeiro ano de reposição. Limitações metodológicas, controle inadequado de fatores de confundimento e outros vieses podem superestimar esse risco. A maioria dos estudos epidemiológicos disponíveis são de caso-controle e poucos ensaios clínicos bem desenhados foram realizados para analisar essa possível associação. As publicações existentes na Medline sobre o assunto, nos últimos 10 anos, foram levantadas, utilizando-se como palavras-chave para a busca: terapia de reposição hormonal, menopausa, tromboembolismo venoso, estrogênios e hemostasia. Publicações mais antigas de maior relevância foram também incluídas. Neste texto, faz-se uma análise da plausibilidade biológica e da consistência clínica-epidemiológica dessa associação. Concluiu-se que as mulheres usuárias da TRHM têm risco relativo de tromboembolismo venoso entre 2,1 e 3,5. O risco absoluto tem a dimensão de 14 a 32 eventos por 100.000 mulheres/ano. Resumo em inglês Hormonal replacement therapy (HRT) in menopausal women has been grown as a result of the potential short-, medium-, and long-term benefits. The magnitude of risks, including breast and endometrial cancer, and thromboembolic events are in continuous evaluation. The association between HRT and risk of venous thromboembolism (VTE) has been the target of a number of controversies. Observational studies have shown that women on HRT have increased risk of VTE, mainly in the fir (mais) st year of use. Methodological limitations, unsuitable control of confounding variables, and other possible bias, could have overestimated this risk. The majority of available epidemiological data are case-control studies; a few well-designed clinical trials were also carried out to evaluate this possible association. Publications in Medline in the last ten years were revised using as key words: hormone replacement therapy, menopause, venous thromboembolism, estrogens, and hemostasis. Former relevant papers were also included. This text analyzes the biological plausibility and the clinical and epidemiological consistence of this association. It is concluded that HRT users have a 2.1 to 3.5 relative risk of venous thromboembolism. Otherwise, the absolute risk is estimated in 14-32 cases per 100,000 women/year.

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Terapia de reposição hormonal contínua na pós-menopausa: ênfase no hormônio do crescimento, insulina, fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I) e proteína ligadora 3 do IGF (IGFBP-3)

Ginzbarg, Denise; Teixeira, Rosimere J.; Dimetz, Trude; Henriques, Jodélia L.M.; Oliveira, Hildoberto C.
2001-08-01

Resumo em português A importância da terapia de reposição hormonal da menopausa (TRHM) na qualidade de vida na pós-menopausa é inquestionável. Entretanto, nem todos os efeitos determinados pelo seu emprego estão bem estabelecidos. Este estudo tem como objetivo avaliar a influência da TRHM sobre os níveis séricos do hormônio do crescimento (GH), fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I), proteína ligadora 3 do IGF (IGFBP-3), glicose e insulina. Realizamos um ensaio cl� (mais) �nico controlado, prospectivo, longitudinal e comparativo, no qual 53 mulheres na pós-menopausa, natural ou cirúrgica, foram submetidas ou não a TRHM contínua, durante um período de 6 meses, com estrogênios conjugados (EC-0,625mg/d) associados ou não ao acetato de medroxiprogesterona (AMP-2,5mg/d), pela via oral. As participantes foram subdivididas em 3 grupos: Grupo EC + AMP > 20 mulheres com útero, que utilizaram EC e AMP; Grupo EC > 20 mulheres histerectomizadas, que usaram EC; Grupo C > 13 mulheres, sem TRHM. Ao início e ao final do estudo foram realizadas as dosagens basais do GH; IGF-I e IGFBP-3. Também realizamos o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 2 horas, com determinação dos níveis de glicose e insulina; a área abaixo da curva (AAC) de glicose e de insulina e o índice de resistência à insulina (IRI). O emprego da TRHM reduziu os níveis do IGF-I no EC + AMP (p= 0,01) e EC (p= 0,0007), sem alteração nos níveis do IGFBP-3. Os níveis do GH se elevaram mediante a TRHM, (EC + AMP: p= 0,004 e EC: p= 0,0003), entretanto, as concentrações séricas do IGF-I e do IGFBP-3 não parecem ser bons marcadores da secreção circadiana do GH. Aos 6 meses observou-se uma correlação negativa do IGF-I com a AAC de glicose nos três grupos (EC + AMP: r= -0,42, p= 0,06; EC: r= -0,58, p= 0,007 e C: r= -0,64, p= 0,01). O IGFBP-3 e a AAC de glicose apresentaram correlação negativa no grupo EC (r= -0,45, p= 0,04) e tendência no EC + AMP (r= -0,42, p= 0,06). A associação do AMP determinou o aparecimento de ITG em 30% das pacientes do grupo EC + AMP (n= 6). Nossos dados sugerem uma interação entre o metabolismo dos carboidratos com o IGF-I e o IGFBP-3. Os efeitos gerados pelo emprego prolongado da TRHM contínua na regulação do GH, IGF-I e IGFBP-3 ainda necessitam elucidação. Resumo em inglês The importance of the hormone replacement therapy (HRT) in the quality of life at the postmenopause is unquestionable. However not all the effects determinated by its use are well established yet. This study has the aim to evaluate the influence of the HRT on serum levels of the growth hormone (GH), insulin-like growth factor I (IGF-I), insulin-like growth factor binding protein 3 (IGFBP-3), glucose and insulin. We performed a controlled, prospective, longitudinal and com (mais) parative clinical trial, in which 53 natural or surgical postmenopausal women were submitted or not to a continuous HRT, during a 6 months period, with conjugated estrogens (CE-0.625mg/d) associated or not to the medroxiprogesterone acetate (MPA-2.5mg/d), by the oral route. The participants were subdivided in 3 groups: Group CE + MPA > composed by 20 women with uterus, who utilized CE and MPA; Group CE > composed by 20 hysterectomized women, who used CE; Group C > formed by 13 women, without HRT. Basal levels of GH, IGF-I and IGFBP-3 were measured in the beginning and at the end of the study. We have also performed a 2-hour oral glucose tolerance test (OGTT), with determination of glucose and insulin levels; area under curve (AUC) of glucose and insulin and insulin resistance index (IRI). The HRT use decrease the IGF-I levels in CE + MPA (p= 0.01) and CE (p= 0.0007), without change in the IGFBP-3 levels. The GH levels increased during the use of the HRT (EC + AMP: p= 0.004 e EC: p= 0.0003), however the serum concentrations of IGF-I and IGFBP-3 did not seem to be good markers of the circadian secretion of GH. At 6 months, it was noticed a negative correlation of the IGF-I with the AUC of glucose in the three groups (CE + MPA: r= -0.42, p= 0.06; CE: r= -0.58, p= 0.007 and C: r= -0.64, p= 0.01). The IGFBP-3 and the AUC of glucose showed a significant negative correlation in the group CE (r= -0.45, p= 0.04) and a tendency in CE + MPA (r= -0.42, p= 0.06). The association of MPA determined the appearance of IGT in 30% of the patients from the group EC + AMP (n= 6). Our results suggested an interaction between the carbohydrate metabolism with the IGF-I and IGFBP-3. The effects caused by the prolonged use of continuous HRT in the regulation of GH, IGF-I and IGFBP-3 still require elucidation.

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Semente de linhaça e o efeito de seus compostos sobre as células mamárias/ Flaxseed and the effect of his compound on human breast cell

Cordeiro, Rosângela; Fernandes, Pedro L.; Barbosa, Leandro A.
2009-09-01

Resumo em português O câncer de mama é uma doença que afeta principalmente as mulheres e segundo as estatísticas esta vem aumentando com certa frequência nos países ocidentais, e isto tem preocupado a comunidade científica. Esta doença está associada a diversos fatores de risco, sendo a dieta um fator que tem demonstrado relação com a promoção de câncer de mama. Uma alimentação rica em substância funcional tem sido alvo de atenção, pois os fitoestrógenos têm mostrado atr (mais) avés de estudos experimentais, propriedades benéficas à saúde, e parece contribuir para a redução do risco de câncer de mama. Alimentos como a semente de linhaça tem sido objeto de estudo, já que contêm substâncias consideradas como quimioprotetora e sua estrutura química assemelha-se ao estrogênio humano e compete com este pelo seu sítio de ligação. De acordo com os estudos experimentais, realizados com animais e humanos, a semente de linhaça é rica em lignana e outros componentes, que apresentaram ter efeito fracamente estrogênico e antiestrogênico, mostrando exercer influência na diminuição do risco de câncer de mama. Resumo em inglês The breast cancer is a disease that affects especially women, and according to statistics, this is increasing with certain frequency in western country and it has been concerning the scientific society. This disease is associated with various factors of risk, and diets have being considered a factor that has promoted breast cancer. Food rich in functional substances has drawn attention, because phytoestrogens have showed, through experimental studies, beneficial propertie (mais) s for health and appeared to contribute for the decrease of breast cancer risk. Food with flaxseed has been object of study, because it contains substances called chemoprotective and its chemistry structure resembles human estrogens and competes with its link site. According to the experimental studies made in animals and humans, flaxseed is rich in lignans and other components, that seem to have weak estrogenic/antiestrogenic effect showing to exert influence in the decreasing of breast cancer risk.

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Revisitando o Hirsutismo/ Hirsutism Revisited

Spritzer, Poli Mara
2002-04-01

Resumo em português O hirsutismo é definido como o crescimento excessivo de pêlos terminais na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina. Pode manifestar-se como queixa isolada, ou como parte de um quadro clínico mais florido, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo, distúrbios menstruais e/ou infertilidade ou ainda alterações metabólicas relacionadas com hiperinsulinemia/resistência insulínica. O hirsutismo decorre da ação dos androgêni (mais) os sobre a pele e depende de vários fatores correlacionados: níveis de androgênios e da SHBG e conseqüente relação hormônio livre/hormônio ligado, grau de sensibilidade cutânea aos androgênios, capacidade de conversão de androgênios em estrogênios e outras interconversões entre esteróides. Pode ser classificado em duas categorias: a) associado a uma hiperprodução glandular de androgênios pelos ovários e/ou suprarrenais ou b) decorrente de uma hiperutilização isolada dos androgênios circulantes pelo folículo pilo-sebáceo, correspondendo ao hirsutismo dito "idiopático". A causa mais freqüente do hirsutismo de origem glandular é a síndrome dos ovários policísticos. A hiperplasia adrenal congênita forma não clássica (HAC-NC) por deficiência da 21-hidroxilase é a causa mais freqüente de hirsutismo de origem adrenal, embora sua prevalência, entre mulheres hirsutas como um todo, seja relativamente baixa. Outras causas menos freqüentes são a síndrome de Cushing e os tumores virilizantes, ovarianos ou adrenais. Neste artigo são enfocados criticamente aspectos da avaliação diagnóstica do hirsutismo e os principios do tratamento com base em sua etiologia. São abordadas as indicações e limitações do uso de diferentes antiandrogênios e outros fármacos relacionados. Resumo em inglês Hirsutism may be defined as the excessive growth of terminal hair in the women, with a male pattern of distribution. The clinical presentation is variable, with the presence of other signs of hyperandrogenism like menstrual irregularities and/or infertility, metabolic disturbances associated to hyperinsulinemia/ insulin resistance or presenting only an isolated hirsutism with ovulatory cycles. Hirsutism is an androgen-dependent event and is related to other factors like S (mais) HBG and free steroids levels, cutaneous responsivity to androgens and interconversions between androgens and estrogens. It is usually classified in two categories: a) associated to an increase on androgen glandular secretion (ovarian and/or adrenal) or, b) consequent to an exaggerated cutaneous androgen response, namely idiopathic hirsutism. Polycystic ovary syndrome is the more prevalent cause of hirsutism. Non-classical congenital adrenal hyperplasia is more frequent among adrenal diseases inducing hirsutism. Other causes are Cushing syndrome and ovarian and adrenal androgen-producing neoplasias. In the present paper, diagnostic evaluation of hirsutism and the main topics of treatment are critically commented. Indications and limitations of antiandrogens and other related drugs are also described.

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O diagnóstico citológico de células escamosas atípicas: uma avaliação crítica das recomendações diagnósticas/ Cytological diagnosis of atypical squamous cells: a critical evaluation of diagnostic guidelines

Russomano, Fábio; Monteiro, Aparecida Cristina Sampaio; Mousinho, Roberta Osta
2008-11-01

Resumo em português OBJETIVO: identificar recomendações válidas para abordagem de mulheres com diagnóstico citopatológico de atipias de significado indeterminado em células escamosas (ASC), discutindo sua aplicabilidade ao cenário brasileiro. MÉTODOS: foi realizada uma busca eletrônica de publicações no PubMed, National Guidelines Clearinghouse e Google Acadêmico, além de busca manual das referências dos documentos encontrados. As diretrizes identificadas e especificamente rela (mais) cionadas ao tema foram avaliadas segundo sua validade e suas recomendações, criticadas e sumarizadas. RESULTADOS: as diretrizes consideradas válidas foram aquelas elaboradas para o Reino Unido, França, Austrália, EUA e Nova Zelândia. Esses documentos recomendam que a citologia seja repetida seis ou doze meses antes de encaminhar para colposcopia nas ASC de significado indeterminado (ASC-US) e encaminhamento imediato para colposcopia em ASC nas quais não é possível afastar lesão de alto grau (ASC-H). Também foram encontradas recomendações válidas de colposcopia para mulheres com ASC-US em situações especiais (imunocomprometidas e que demandem asseguramento por especialista) e uso de testes para HPV oncogênico que, quando presente em mulheres com mais de 20 anos, deve motivar encaminhamento para colposcopia. CONCLUSÕES: as condutas clínicas preconizadas para o Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero no Brasil podem ser aperfeiçoadas, acrescentando-se o encaminhamento para colposcopia em situações especiais (imunocomprometidas e que demandem asseguramento por especialista), o uso do teste para detecção de HPV oncogênico em mulheres com mais de 20 anos (quando presente, deve-se encaminhar para colposcopia), a investigação de lesões vaginais e o uso de preparo estrogênico prévio à colposcopia em mulheres na pós-menopausa, dispensando a biópsia quando presentes alterações menores. Resumo em inglês PURPOSE: to identify valid guidelines for the approach of women with cytopathological diagnosis of undetermined significance atypias in squamous cells (ASC), discussing its applicability to the Brazilian scenario. METHODS: an electronic search of publications at PubMed, National Guidelines Clearinghouse and Scholar Google was carried out, as well as a manual search of references from the texts found. The guidelines identified, and specifically related to the theme, were e (mais) valuated according to its validity and the recommendations were criticized and summarized. RESULTS: guidelines for the United Kingdom, France, Australia, the USA and New Zealand have been considered as valid. These documents recommend repeating the cytology in six or twelve months, in ASCs of undetermined significance (ASC-US) before referring to colposcopy, and immediate referral to colposcopy in ASCs, when it is not possible to disregard high degree lesions (ASC-H). We have also found valid colposcopy recommendations for women with ASC-US in special situations (immune deficient women requiring specialist assistance) and the use of oncogenic HPV test, which, when present in women over 20, should motivate referral to colposcopy. CONCLUSIONS: the clinical guidelines recommended for the Programa Nacional de Controle do Cancer do Colo do Útero in Brazil can be improved with the referral to colposcopy in special situations (immune deficient women requiring specialist assistance), the use of test for the detection of oncogenic HPV in women over 20 (when present, refer to colposcopy), the investigation of vaginal lesions, the use of estrogens before the colposcopy in post-menopausal women, and disregard biopsia in case of slighter alterations.

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Interferentes endócrinos no ambiente/ Endocrine disruptors in the enviroment

Ghiselli, Gislaine; Jardim, Wilson F.
2007-06-01

Resumo em inglês Although the hypothesis that environmental chemicals may exhibit endocrine disrupting effects is not new, the issue has been a growing level of concern due to reports of increased incidences of endocrine-related disease in humans, including declining male fertility, and more significantly, to adverse physiological effects observed in wildlife where cause and effect relationships are more evident. The list of endocrine disrupting chemicals (EDCs) includes a range of anthro (mais) pogenic compounds, phytoestrogens, naturally occurring sex steroids and synthetic estrogens. Within the aquatic environment, the presence of EDCs has concerned many scientists and water quality regulators. Discharge of effluents from treatment facilities is likely to be a significant source of input of contaminants to many systems, and the potential for concentration of hydrophilic compounds and transformation products within sludges has implications for their disposal. Then, understanding the processes and the fate of EDCs on the environment, as well as the mechanisms of endocrine disruption, may facilitate controlling or limiting exposure of both humans and the environment to these compounds.

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Interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng/ Interactions between drugs and ginkgo or ginseng herbal medicines

Alexandre, Rodrigo F.; Bagatini, Fabíola; Simões, Cláudia M. O.
2008-03-01

Resumo em português Os medicamentos fitoterápicos são amplamente utilizados, principalmente, pelos portadores de doenças crônicas e em associações medicamentosas com diversos fármacos. As possíveis interações entre eles estão sendo muito estudadas, pois podem alterar os perfis de eficácia e segurança de muitos fármacos. Nesta revisão, as informações foram localizadas, avaliadas e sistematizadas e contêm as principais interações entre fármacos e medicamentos fitoterápico (mais) s elaborados com ginkgo ou ginseng. Verificou-se que os medicamentos fitoterápicos elaborados com tais plantas podem interferir na farmacocinética e/ou farmacodinâmica de diversos fármacos, podendo provocar conseqüências graves aos pacientes. O ginkgo pode interferir com anticoagulantes orais, antiplaquetários e com fármacos metabolizados pelo sistema P450-CYP3A4. O ginseng pode interagir com antidepressivos inibidores da monoamino oxidase, anticoagulantes orais, anti-hipertensivos, e contraceptivos à base de estrogênios. Além disso, não é recomendada a administração concomitante de ginkgo ou ginseng com antineoplásicos. Nesse sentido, o uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng com outros fármacos deve ser adequadamente monitorado. Resumo em inglês Herbal medicines are widely used especially by patients with chronic diseases, often administered concomitantly with synthetic drugs, raising the potential of pharmacokinetic and pharmacodynamic drug-herb interactions. From the last years, there is an increasing interest in this subject reflected by the great number of documented case reports, in vivo studies, and also clinical trials evaluating drug-herb interactions. The aim of this paper was to review the literature in (mais) order to identify reported interactions between ginkgo or ginseng herbal medicines and drugs as well as to evaluate and summarize these information. Interactions between ginkgo or ginseng herbal medicines and drugs can occur and may lead to serious consequences. Ginkgo has the potential to cause significant interactions with anticoagulant and antiplatelet drugs, and also with drugs metabolized by the cytochrome P450 enzyme system, especially by CYP3A4. Ginseng has the potential to cause significant interactions with monoamine oxidase inhibitors, warfarin, antihypertensive agents and estrogens. Additionally, both should be avoided with anticancer drugs. Based on these data and regarding patient’s safety, the concomitant use of herbal medicines and drugs has to be properly surveyed by physicians and/or other health care professionals.

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Falência ovariana prematura: aspectos atuais/ Premature ovarian failure: present aspects

Vilodre, Luiz Cesar; Moretto, Marcelo; Kohek, Maria Beatriz da Fonte; Spritzer, Poli Mara
2007-08-01

Resumo em português A falência ovariana prematura (FOP) acomete aproximadamente 1:1000 mulheres antes dos 30 anos, 1:250 em torno dos 35 anos e de 1:100 aos 40 anos. Manifesta-se como amenorréia primária ou amenorréia secundária, não podendo ser considerada definitiva em todas as pacientes, uma vez que a concepção espontânea pode ocorrer em até 5-10% das FOP. Na maioria dos casos apresenta-se na forma esporádica, pois apenas 5% apresentam história familial. Entre as causas conhec (mais) idas estão as alterações cromossômicas, dos genes ligados ao cromossomo X e cromossomos autossômicos, doenças autoimunes, alterações tóxicas e iatrogênicas. Com relativa freqüência, a causa etiológica não é obtida, sendo então denominada de idiopática. O diagnóstico da FOP é feito baseado na história clínica e níveis elevados do hormônio folículo estimulante (FSH), sendo posteriormente investigadas as causas mais específicas. O manejo clínico visa o suporte emocional, o tratamento hormonal com estrogênios e progestogênios, a abordagem da infertilidade e a prevenção de co-morbidades como a osteoporose e potencial maior risco cardiovascular. Resumo em inglês Premature ovarian failure occurs in approximately 1:1000 women before 30 years, 1:250 by 35 years and 1:100 by the age of 40. It is characterized by primary or secondary amenorrhea and cannot be considered as definitive because spontaneous conception may occur in 5 to 10% of cases. In 95% of cases, premature ovarian failure is sporadic. The known causes of premature ovarian failure include chromosomal defects, autoimmune diseases, exposure to radiation or chemotherapy, su (mais) rgical procedures, and certain drugs. Frequently, however, the etiology is not clear and these cases are considered to be idiopathic. Premature ovarian failure is defined by gonadal failure and high serum follicle-stimulating hormone (FSH) levels. Clinical approach includes emotional support, hormonal therapy with estrogens and progesterone or progestogens, infertility treatment, and prevention of osteoporosis and potential cardiovascular risk.

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Expressão dos fatores de proliferação celular PCNA e Ki-67 e receptores de estrogênio e progesterona em tecido mamário normal de mulheres na pós-menopausa submetidas a dois esquemas de terapia de reposição hormonal/ Expression of proliferation factors PCNA and Ki-67 and estrogen and progesterone receptors in normal breast of post-menopause women submitted to two types of hormonal replacement therapy

Marinheiro, Lizanka P.F.; Graudenz, Márcia; Recktenvald, Marta; Meirelles, Ricardo M.R.; Caleffi, Maira
2003-02-01

Resumo em português Foram colhidas amostras de tecido mamário de 32 mulheres saudáveis na pós-menopausa: 19 utilizaram esquema cíclico de estrogênio e progestágeno (estrogênios conjugados 0,625mg, 21 dias por mês, associados ao acetato de medroxiprogesterona, 5mg, nos últimos 12 dias) e 13 tomaram apenas estrogênios (estrogênios conjugados, 0,625mg, 21 dias por mês), todas durante 6 meses consecutivos. Foram realizadas biópsias mamárias antes e ao final dos 6 meses de tratament (mais) o. A análise imunohistoquímica foi feita com anticorpos anti-PCNA do tipo PC-10, anti-Ki-67 do tipo MIB-1, anti-receptor de estrogênio do tipo 1-D5 e anti-receptor de progesterona do tipo 1-A6. Não houve diferença significativa para os fatores de mediação (receptores) no grupo que utilizou o esquema cíclico (RE: P = 0,326; RP: P = 0,228). No grupo que utilizou apenas estrogênio, obteve-se um valor de P próximo ao limite de significância estatística para o RP (P = 0,053), mas não para o RE (P = 0,203). Com relação aos fatores de proliferação celular, não foi encontrada diferença estatisticamente significativa para o PCNA em ambos os grupos (esquema cíclico: P = 0,121; estrogênio isolado: P = 0,208). Houve tendência para elevação do Ki-67 no grupo que fez uso de estrogênio apenas (P = 0,084), o que não se observou no grupo que fez uso de esquema cíclico (P = 0,776). Estes resultados sugerem que a associação de progestágeno à terapia estrogênica nesse grupo de mulheres pós-menopausa, pode ter contribuído para uma possível redução na expressão do receptor de progesterona e a proliferação celular, estimada pelo marcador Ki-67, agindo como um fator moderador de proliferação celular. Novos estudos são necessários para comprovar esta hipótese. Resumo em inglês Mammary tissue samples were collected from 32 healthy post menopausal women: 19 were using estrogen and progestagen on a cyclical schedule (conjugated estrogens, 0.625mg, for 21 days/month, associated to medroxyprogesterone acetate, 5mg, for the last 12 days) and 13 were using estrogen-only, on a 21 days/month schedule (conjugated estrogens, 0.625mg), all during 6 consecutive months. Biopsies were performed on the external left-hand upper quadrant before and after 6 month (mais) s of treatment. Immunohystochemical analysis was performed with the antibodies: anti-PCNA of the PC-10 type, anti KI-67 of the MIB-1 type, anti ER (Estrogen Receptor) of the 1-D5 type and anti-PR (Progesterone Receptor) of the 1-A6 type. No significant differences were observed for the mediation factors in the group using the cyclical schedule (ER: P = 0.326; PR: P = 0.228). In the estrogen-only group, a P value near the statistical probability limit was found for the PR (P = 0.053) but not for ER (P = 0.203). No significant statistical difference was found for the cellular proliferation factor PCNA in both treatment groups (cyclical schedule: P = 0.121; estrogen-only schedule: P = 0.208). However, there was a trend in the estrogen-only group for Ki-67 (P = 0.084) but not in the cyclical schedule group (P = 0.776). These results suggest that progestagen association to estrogen therapy in this sample of postmenopausal women may have contributed to a possible reduction in the progesterone receptor expression and cellular proliferation, when estimated by Ki-67 marker, like a moderator factor to cellular proliferation. New studies are necessary to confirm this hypothesis.

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Estudo piloto dos efeitos da terapia hormonal sobre o tecido mamário normal de mulheres após a menopausa/ A pilot study of the effects of hormone therapy on normal breast tissue of postmenopausal women

Elias, Simone; Dardes, Rita de Cássia Maio; Kemp, Cláudio; Logullo, Angela Flavia; Heinke, Thaís; Baracat, Edmund Chada; Lima, Geraldo Rodrigues de
2006-11-01

Resumo em português OBJETIVOS: avaliou-se o tecido mamário de mulheres antes e depois de seis meses de terapia estroprogestativa combinada contínua (0,625 mg de estrogênios conjugados eqüinos associados a 2,5 mg de acetato de medroxiprogesterona). MÉTODOS: todas as pacientes foram avaliadas antes de se instituir o tratamento e consideradas aptas para este. Foram obtidos fragmentos de tecido mamário por meio de biópsia percutânea com agulha grossa (acoplada a um propulsor automático (mais) - "core-biópsia"). O material foi fixado e os cortes corados por hematoxilina-eosina. Avaliou-se a densidade epitelial e o volume nuclear do epitélio mamário antes e após a terapia hormonal. Esses parâmetros morfométricos foram analisados graficamente com auxílio do programa Imagelab 2000 ®, após captura da imagem microscópica pelo sistema Vidcap 32. Esse programa permite que sejam selecionadas as áreas de interesse, possibilitando o cálculo de área, volume ou a relação da área ocupada entre diferentes estruturas. RESULTADOS: depois do uso da terapia, o volume nuclear nas mulheres em que o tratamento foi instituído em período mais tardio após a menopausa mostrou um aumento de cerca de 33% (de 103,6 para 138,1 µm³). A densidade epitelial não se modificou de forma significativa: o valor médio antes da terapia hormonal foi de 0,08 e após de 0,10. CONCLUSÕES: a terapia estroprogestativa combinada contínua empregada por seis meses induziu à alteração no volume nuclear das células epiteliais das mamas, sugerindo aumento de sua atividade metabólica. Provavelmente, esse evento precede outros que confirmariam o estímulo da proliferação celular por esses hormônios. Resumo em inglês PURPOSE: to analyze breast tissue of postmenopausal women before and after six months of continuous combined estrogen-progestin replacement therapy (0.625 mg conjugated equine estrogens associated with 2.5 mg medroxyprogesterone acetate). METHODS: all patients were evaluated before treatment and considered eligible to receive the drug. The material was obtained from the upper outer left quadrant, through a percutaneous large-core breast biopsy. Epithelial density and nucl (mais) ear volume on hematoxylin-eosin-stained plates were evaluated for the morphological study. Morphometry was graphically analyzed by optical microscopy (400X) after acquisition of image by a digital image-capturing system (Vidcap 32) and image analysis system (Imagelab 2000 Software®). RESULTS: after six months of estrogen-progestin replacement therapy, there was a significant increase in nuclear volume in late postmenopausal women (103.6 to 138.1 µm³). There was no difference in epithelial density with the treatment (before 0.08 and later 0.10). CONCLUSIONS: estrogen-progestin combined replacement therapy for six months induced an enhacement in nuclear volume of breast epithelial cells, suggesting an increase in their metabolic activity. However, it is important to emphasize that this finding was observed only in late postmenopausal women. The increased nuclear volume could precede other events that confirm the stimulation of cellular proliferation by these hormones.

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Estudo morfológico e molecular da mama de ratas castradas tratadas com isoflavona ou estrogênios/ Morphological and molecular effects of isoflavone and estrogens on the rat mammary gland

Piovesan, Ana Claudia; Soares Júnior, José Maria; Mosquette, Rejane; Simões, Manuel de Jesus; Simões, Ricardo dos Santos; Baracat, Edmund Chada
2005-04-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar os efeitos das isoflavonas e dos estrogênios sobre a morfologia, a morfometria e a expressão do fator de crescimento vascular (VEGF) na mama de ratas adultas. MÉTODOS: Quarenta e cinco ratas, após 28 dias de ooforectomia, foram divididas em três grupos: CON - controle e os grupos que receberam medicação: ISO - isoflavona (100 mg/Kg) e ECE - estrogênios conjugados eqüinos (50 µg/Kg). Após 60 dias, parte das mamas foram fixadas em formol a 10% p (mais) ara processamento histológico, e outra parte congelada para a análise da expressão do VEGF pela técnica da reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR). Para análise dos resultados obtidos foram utilizados inicialmente a análise de variância (ANOVA). Quando houve significância, foi complementada com o teste de comparações múltiplas de Tukey-Kramer. RESULTADOS: Nos grupos CON e ISO as mamas apresentaram glândulas mamárias atróficas, sendo mais desenvolvidas no grupo ECE, onde se notou a presença de inúmeros ductos e de alvéolos mamários. A morfometria mostrou maior número de alvéolos no grupo ECE (12,3 ± 7,1* por mm²; p Resumo em inglês PURPOSE: to analyze the effects of isoflavones and estrogens on the morphology, morphometry and VEGF expression of the adult female rat mammary gland. METHODS: Forty-five adult female rats were oophorectomized; 28 days after surgery they were divided into 3 groups of 15 animals each: CON - control (treated with propylenoglycol); ISO - isoflavones (100 mg/kg) and CEE - conjugated equine estrogens (50 µg/Kg). Drugs or vehicle were given orally once a day for 60 days. After (mais) this, the animals were killed and the first pair of inguinal mammary glands was immediately removed; part of the material was processed for routine histological study and the remaining tissue was frozen for further analyses of the expression of VEGF mRNA by means of the RT-PCR technique. RESULTS: We observed that mammary ducts were atrophic in the control (CON) and isoflavone-treated (ISO) groups. In these groups the mammary glands were composed of a large concentration of adipose tissue with some ducts and rare alveolar structures. In the CEE group the ducts were well developed with many buds and alveolar structures. The number of mammary gland alveoli was higher in CEE than in the other groups (CON = 1.4 ± 2.1; ISO = 1.6 ± 3.8; CEE = 12.3 ± 7.1 alveoli/mm²; p

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Estrogênios em águas naturais e tratadas da região de Jaboticabal - São Paulo/ Estrogens in natural and treated waters in the region of Jaboticabal - São paulo, Brazil

Lopes, Laudicéia G.; Marchi, Mary R. R.; Souza, João B. G.; Moura, José A.; Lorenzon, Cintia S.; Cruz, Claudinei; Amaral, Luiz A.
2010-01-01

Resumo em inglês The aim of this work was to analyze 17 β estradiol and estrone, natural estrogenic hormones present in domestic effluents and animal excreta, in the public water supply system of Jaboticabal, SP. The results have shown the presence of estrogens in 22% of the samples in concentrations from 6,8 ng L-1 (treated water) to 30,6 ng L-1 (riverhead) for 17 β estradiol and 600 ng L-1 of estrone (stream), respectively. We concluded that animal wastes, discharges from the (mais) wastewater treatment station, and discharges of domestic effluent without treatment from rural proprieties were probably the cause of this contamination.

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Emprêgo do teste químico para o estudo da eliminação das gonadotropinas durante o ciclo menstrual/ Gonadotropin elimination during menstrual cycle studied by a chemical test

Mello, Maria Isabel
1943-12-01

Resumo em inglês A chemical test previously described for the diagnosis of pregnancy was applied to the study of the excretion of gonadotropin in the urine during menstrual cycle. The chemical test is based on the selective adsorption by kaolim of the reducing substances biologically related to urinary gonadotropin. The active substance when acidified to pH 4.0 is adsorbed by the kolin and eluated with O.1N sodium hydroxide. The alkaline solution is treated by Somogyi's copper reagent and (mais) the excess not reduced is titrated by 0.005 N sodium thiosulfate. Gonadotropin is quantitatively addorbed by kaolin at pH 4.0 and eluated by alkaline solution as previously demonstrated by the A. (1). In the present paper the complete menstrual cycle was studied daily. It was observed that normally there are two distinct maxima of excretion. This study is based on 11 normal cycles (24-30 days) and 34 abnormal ones. Normal cycles showed a intramenstrual estrogens elimination from 200 to 260 mice units determinated by the Allen - Doisy full estrus smear test. The abnormal cycles belonging also to normal women showed much less estrogen excretion (14 to 25 mice units) Table II). In those cases with decreased estrogen excretion no fall in the curve after 14 th. day was observed. The A. suggest that the peaks of gonadotropin excretion is not related to the oculation but possibly due, the first one, to the follicle stimulating hormone and the second to the luteinizing hormone of hormone stimulating of the inerstitial tissue.

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Efeitos dos esteróides sexuais sobre o humor e a cognição/ Effect of sexual steroids on mood and cognition

Rosa e Silva, Ana Carolina J. S.; Sá, Marcos Felipe Silva de
2006-01-01

Resumo em português Estudos experimentais e observacionais sugerem que os esteróides sexuais apresentam uma série de efeitos sobre o cérebro e que, potencialmente, afetam a cognição e o humor. O uso dos estrogênios na peri e pós-menopausa está associado à melhora da concentração, humor, memória e sono. Está também associado a retardo no declínio da função cognitiva, característico do envelhecimento, e os dados sugerem também um papel dos estrogênios no retardo do início (mais) da doença de Alzheimer. Vários estudos observacionais indicam, ainda, que os estrogênios atuam melhorando o humor e têm ação antidepressiva. Já a progesterona e seus derivados têm mostrado efeitos opostos aos dos estrogênios. Por outro lado, dados de estudos randomizados e controlados mostraram que a associação de estrogênios mais progestagênios utilizados em mulheres na pós-menopausa não só falhou em melhorar a memória, cognição e qualidade de vida, mas também aumentou o risco de demência, portanto contradisse os estudos observacionais e experimentais. Novas pesquisas serão necessárias para esclarecer essas controvérsias. Os dados disponíveis até o momento indicam que não se deve prescrever primariamente a estrogenioterapia para prevenir depressão, doença de Alzheimer ou piora da função cognitiva. Resumo em inglês The results of several experimental and observational studies suggest that sexual steroids present effects on central nervous system and potentially may affect mood and cognition. The use of estrogens in pre and postmenopausal period is associated to improvement of concentration, mood, memory and sleep pattern. Estrogens are also is associated to a delay in cognitive function decline characteristic of aging process or to the onset of Alzheimer disease. The observational s (mais) tudies indicate that estrogens may improve the mood and act as antidpressive but progesterone and its derivatives have opposite effect. However, randomized controlled trials suggest that the estrogen or estrogen plus progestins not only failed to improove mood, cognition na quality of life but also increase the risk of dementia. Therefore, there is a contradiction between observational and controlled randomized studies. Further investigations must to be done in order to clarify this controversy. However, up to now the data indicate that estrogen therapy is not to be primarily indicated to prevent depression, Alzheimer disease or cognition impairment.

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Efeitos do tamoxifeno e dos estrogênios conjugados no epitélio mamário de ratas em estro permanente/ Effects of tamoxifen and conjugated estrogens on the mammary epithelium of rats in persistent estrus

Silva, Benedito Borges da; Gebrim, Luiz Henrique; Simões, Manuel de Jesus; Baracat, Edmund Chada; Lima, Geraldo Rodrigues de
2000-02-01

Resumo em português Objetivo: avaliar as alterações morfológicas e morfométricas produzidas pelo tamoxifeno e pelos estrogênios conjugados no epitélio mamário de ratas em estro permanente. Métodos: foram utilizadas 33 ratas adultas, induzidas a estro permanente com 1,25 mg de propionato de testosterona e divididas ao acaso em três grupos: GI -- que receberam apenas água, servindo como controle (n = 12); GII -- tratadas com 500 mig de tamoxifeno diariamente (n = 10); GIII -- tratada (mais) s com 30 mig de estrogênios conjugados ao dia (n = 11). O primeiro par mamário abdômino-inguinal dos animais foi extirpado e processado para estudo morfológico e morfométrico. Os dados foram analisados estatisticamente pela análise de variância por postos de Kruskal-Wallis (p Resumo em inglês Purpose: to evaluate the morphologic and morphometric alterations produced by tamoxifen and conjugated estrogens in the mammary epithelium of rats in persistent estrus. Methods: thirty-three adult female rats in persistent estrus induced with 1.25 mg testosterone propionate were divided at random into three groups: GI -- which received only water, control group (n = 12); GII -- treated with 500 mug tamoxifen daily (n = 10); GIII -- treated with 30 mug conjugated estrogens (mais) per day (n = 11). The first inguinal-abdominal pair of mammary glands of the animals was extirpated and processed for morphologic and morphometric study. Data were analyzed statistically by the Kruskal-Wallis rank analysis of variance (p

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Efeitos das isoflavonas sobre o miométrio de ratas adultas/ Effects of isoflavones on the adult rat myometrium

Mosquette, Rejane; Gomes, Milena Pires de Campos Luciano; Simões, Ricardo Santos; Haidar, Mauro Abi; Simões, Manuel de Jesus; Soares Júnior, José Maria; Baracat, Edmund Chada
2006-04-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar as alterações no miométrio de ratas após o tratamento com isoflavonas, comparando-as às dos estrogênios, por técnicas histológicas e morfométricas. MÉTODOS: 28 ratas adultas castradas foram divididas, ao acaso, em quatro grupos que receberam: GPropi propilenoglicol; GExtr10 - extrato de soja (10 mg/kg por dia); GExtr300 - extrato de soja (300 mg/kg por dia) e GEce - estrogênios conjugados eqüinos (Ece - 200 µg/kg por dia). Após 21 dias de t (mais) ratamento, todos os animais foram sacrificados, os úteros retirados e pesados, e fragmentos dos cornos uterinos foram coletados e fixados em formol a 10% e processados para inclusão em parafina. Os cortes histológicos foram corados pela hematoxilina e eosina e examinados em microscópio acoplado a analisador de imagens para avaliação da espessura, número de vasos sanguíneos e de eosinófilos no miométrio. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA), seguida pelo teste de comparações múltiplas de Tukey-Kramer. RESULTADOS: as isoflavonas, na concentração de 300 mg/kg, induziram aumento significante na espessura do miométrio (GExtr300=25,6±5,0 mm) em relação ao controle (GPropi=5,5±0,5 mm). O efeito desta alta é comparável ao efeito dos estrogênios (GEce=27,5±7,9 mm). Em doses baixas (10 mg/kg), os valores foram similares ao controle. Além disso, as isoflavonas (GExtr300) induziram aumento no número de vasos sangüíneos (GExtr300=10,2±3,6/mm²; GPropi=3,5±1,6 vasos/mm²) e de eosinófilos (GExtr300=4,3±0,9; GPropi=0,15±0,01 eosinófilos/mm²), igualmente comparáveis aos efeitos obtidos pelo tratamento com Ece (GEce=9,2±1,1 eosinophils/mm²). CONCLUSÃO: as isoflavonas em doses altas (300 mg/kg por dia, durante 21 dias) têm efeito proliferativo no miométrio de ratas, semelhante ao dos estrogênios. Resumo em inglês PURPOSE: to evaluate histomorphometric changes in the rat myometrium upon treatment with isoflavones, as compared with estrogens, using histological and morphometric techniques. METHODS: twenty-eight oophorectomized adult rats were randomly divided into four treatment groups: GPropi = propylene glycol (control); GExtr10 - 10 mg/kg soybean extract; GExtr300 - 300 mg/kg soy bean extract; GCee - 200 µg/kg conjugated equine estrogens (Cee). Drugs or drug vehicle were adminis (mais) tered by gavage once a day for 21 days. Upon sacrifice, the uteri were removed and weighed. Fragments of uterine horns were collected and fixed in 10% formaldehyde and processed for paraffin inclusion. The histological sections were stained by hematoxylin and eosin and evaluated microscopically by means of an image analyzer to quantify the myometrial thickness and the number of blood vessels and eosinophils. The data were studied by analysis of variance (ANOVA) followed by the Tukey-Kramer multiple comparison test. RESULTS: isoflavones in the concentration of 300 mg/kg induced a significant increase in the myometrium thickness (GExtr300=25.6±5.0 mm) compared to control (GPropi=5.5±0.5 mm). The effect of this high dose is similar to the estrogen effect (GCee=27.5±7.9 mm). In low doses (10 mg/kg), the effect was similar to control. Isoflavones (GExtr300) induced also an increase in the number of blood vessels (GPropi=3.5±1.6; GExtr300=10.2±3.6 vessels/mm²) and of eosinophils (CPropi=0.15±0.01; GExtr300=4.3±0.9 eosinophils/mm²). These effects were comparable to those produced by Cee treatment in GCee (9.2±1.1 eosinophils/mm²). CONCLUSION: a high-dose treatment with isoflavones (300 mg/kg per day, 21 days) elicited an estrogen-like, highly significant proliferative action on the rat myometrium.

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Efeitos da terapia hormonal na menopausa sobre o sistema imune/ Effects of the menopause hormone therapy on the immune system

Medeiros, Sebastião Freitas de; Maitelli, Alexandre; Nince, Ana Paula Barros
2007-11-01

Resumo em português Existem evidências de que estrogênios, progesterona e androgênios têm efeito modulador sobre as respostas imunes humoral e celular. Estes efeitos ocorrem via interações imuno-neuroendócrinas, envolvendo a hipófise, esteróides sexuais, hormônios do timo e a presença de receptores específicos. As respostas imunes, tanto a celular como a humoral, podem ser alteradas durante a gravidez, ooforectomia, menopausa e terapia hormonal (TH). O estrogênio deprime a imuni (mais) dade celular, suprime a atividade das células matadoras naturais e aumenta a produção de anticorpos. Progesterona/progestogênios têm efeito imunossupressor sobre a imunidade celular. Androgênios, após a conversão em estrogênios, podem estimular o sistema imuno humoral. A TH é, ainda, amplamente usada em mulheres após a menopausa, com o propósito de eliminar os sintomas do hipoestrogenismo e prevenir atrofia genital e perda da massa óssea. Seu uso, com o objetivo de atenuar o risco de doenças cardiovasculares ou doenças neurodegenerativas, permanece em debate. Poucos estudos foram efetuados com o propósito de examinar o efeito da TH na pós-menopausa sobre o sistema imunológico e as reações inflamatórias. Há evidências de que o hipoestrogenismo, seguindo a menopausa, possa resultar em menor resistência às infecções. Esta revisão fundamenta o entendimento da interação entre esteróides sexuais e sistema imune e, baseado em estudos epidemiológicos e clínicos, examina a aplicabilidade da TH, durante a menopausa, na modulação das respostas imunes celular e humoral. Concluiu-se que a TH normaliza a resposta imunocelular. Resumo em inglês There is evidence that estrogen, progesterone and testosterone have modulatory effects over both cellular and humoral immune responses. These effects occur via immune-neuroendocrine interactions, involving the pituitary, gonadal steroids, thymic hormones, and the presence of specific receptors and messengers. These immune responses may be altered during pregnancy, gonadectomy, menopause and hormone therapy. Estrogen depresses the cellular immunity, suppresses the natural (mais) killer cell activity and increases the production of antibodies. Progesterone/progestogen suppresses the cellular immune system. Androgens, after metabolization in estrogens, might stimulate the humoral immune response. Hormone therapy is still broadly used in post-menopause women with the purpose of decreasing climacteric symptoms, as well as preventing genital atrophy and bone loss. Its use to attenuate the risk of cardiovascular and neurodegenerative diseases remains in debate. A few studies have been carried out to examine the effect of post-menopause hormone therapy on the immune system. There is evidence that the hypoestrogenic state, following menopause, could result in less resistance to infections. The present review examines the interaction between sexual steroids and the immune system and, based on epidemiological and clinical studies, evaluates the effects of hormone therapy on the immune responses. It was concluded that the hormone therapy normalizes the cellular immune response in post-menopausal women.

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Efeitos da terapia estro-raloxifeno sobre o endométrio de ratas/ Effects of combined estrogen and raloxifene therapy on rat endometrium

Moraes, Alexandre Vieira Santos; Simões, Ricardo Santos; Fonzar, Ligia Furtado; Simões, Manuel de Jesus; Soares Junior, José Maria; Haidar, Mauro Abi; Baracat, Edmund Chada
2006-02-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar os efeitos dos estrogênios conjugados eqüinos (Ece) e do raloxifeno (Ral), isoladamente ou associados, sobre o endométrio de ratas adultas. MÉTODOS: foram utilizadas 56 ratas adultas, ooforectomizadas, divididas aleatoriamente em sete grupos: GCont (controle); GEce (Ece 50 µg/kg); GEce/25 (Ece 25 µg/kg); GRal/0,75 (Ral 0,75 µg/kg); GRal/0,4 (Ral 0,4 mg/kg); GEce-Ral (50/0,75) - (Ece 50 µg/kg + Ral 0,75 mg/kg) e GEce-Ral (25/0,4) - (Ece 25 µg/kg (mais) + Ral 0,4 mg/kg). As drogas foram administradas por gavagem durante 21 dias consecutivos. Ao final da administração todos os animais foram anestesiados e fragmentos dos úteros removidos, fixados em formol a 10% e processados para inclusão em parafina. Os cortes obtidos foram corados por HE e submetidos à avaliação histomorfométrica. Foram avaliados os seguintes parâmetros: espessura do epitélio superficial, número de glândulas endometriais/mm² e número de vasos sangüíneos presentes no miométrio/mm². Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística de ANOVA seguida pelo teste de Tukey-Kramer. RESULTADOS: nos grupos controle (Gcont) e tratados isoladamente com raloxifeno (GRal/0,75 e GRal/0,4) o endométrio mostrou-se atrófico. Já nos grupos tratados com Ece isoladamente foi observado endométrio muito desenvolvido, sendo este efeito mais acentuado no grupo que recebeu 50 µg/kg, no qual encontramos aumento da espessura do epitélio superficial e da lâmina própria e no número de glândulas endometriais e de vasos sanguíneos. Notamos também proliferação endometrial nos grupos que receberam a associação de Ece e Ral (GEce-Ral - 50/0,75) e (GEce-Ral - 25/0,4). CONCLUSÃO: o raloxifeno parece bloquear parcialmente a ação do estrogênio no endométrio de ratas adultas castradas. Resumo em inglês PURPOSE: to evaluate the effects of conjugated equine estrogens (CEE) and raloxifene (Ral), alone or combined, on the rat endometrium. METHODS: fifty-six adult rats were ovariectomized and randomly divided into seven groups: GCont (control); GCEE (CEE 50 µg/kg); GCEE/25 (CEE 25 µg/kg); GRal/0.75 (Ral 0.75 mg/kg); GRal/0.4 (Ral 0.4 mg/kg); GCEERal (50/0.75) - (CEE 50 µg/kg + Ral 0.75 mg/kg), and GCEE-Ral (25/0.4) - (CEE 25 µg/kg + Ral 0.4 mg/kg). The drugs were orally (mais) administered (gavage) for 21 consecutive days. At the end of the experiment, all animals were anesthetized and sacrificed. Fragments of uterus were removed, fixed in 10% formaldehyde and processed for paraffin inclusion. The histological sections were stained by HE and submitted to histomorphometric evaluation. The following parameters were analyzed: thickness of superficial epithelium and number of endometrial glands/mm² and of blood vessels/mm². The data were evaluated using ANOVA followed by the Turkey-Kramer test. RESULTS: in the GCont and only Ral treatment (GRal/0.75 and GRal/0.4) the endometrium showed signals of atrophy. In the groups treated with only CEE signs of endometrial proliferation were observed, mainly in group GCEE/50. Also, there was endometrial proliferation in the groups that received combined CEE and Ral (Ral GCEE (50/0.75) and GCEE-Ral (25/0.4)), but it was more intensive in the animals treated with isolated estrogen than in those that received combined estrogen and raloxifene. CONCLUSION: raloxifene may partially block the action of estrogen on the castrated adult rat endometrium.

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Efeitos da associação estro-androgênica em mulheres na pós-menopausa/ Effects of the association of estrogen and androgen in postmenopausal women

Mameri Filho, Justino; Haidar, Mauro Abi; Soares Júnior, José Maria; Baracat, Edmund Chada
2005-03-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar os efeitos da associação de estrogênios e androgênios sobre a qualidade de vida e a sexualidade de mulheres durante o climatério. MÉTODOS: foram incluídas 96 pacientes com sintomas vasomotores e disfunção sexual na pós-menopausa. As mulheres foram aleatoriamente divididas em três grupos de tratamento com 32 pacientes cada: placebo, estrogênios conjugados eqüinos (0,625 mg por dia) e associação de estrogênios conjugados eqüinos (0,625 mg (mais) por dia) e de metiltestosterona (2,5 mg por dia). O tratamento foi realizado por três meses. A avaliação da qualidade de vida e da sexualidade foi realizada por entrevista usando o Questionário de Saúde da Mulher (QSM) e o Questionário Simplificado sobre Sexualidade, antes e após o tratamento. Alguns parâmetros do risco cardiovascular, o eco endometrial e a toxidade hepática foram avaliados. Para análise dos dados aplicou-se o teste ANOVA, seguido pelo teste post hoc de Fisher e teste de Shapiro-Wilk. RESULTADOS: houve melhora nos parâmetros do QSM nos grupos que receberam estrogenioterapia isolada e associada ao androgênio em comparação ao grupo placebo. Entretanto, não houve diferença entre os três grupos em relação às questões referentes aos sintomas somáticos. A associação estro-androgênica foi superior ao estrogênio isolado nas questões relacionadas com função sexual (média da pontuação: 64 vs 67; p Resumo em inglês PURPOSE: to evaluate the effects of the association of estrogen and androgen on the quality of life and sexuality of women during climacterium. METHODS: ninety-six postmenopausal women with vasomotor symptoms and sexual dysfunction were included. The participants were randomly divided into three treatment groups with 32 pacients each: placebo, conjugated equine estrogens (CEE) (0.625 mg per day) and CEE (0.625 mg per day) associated with methyltestosterone (2.5 mg per day (mais) ). The length of the treatment period was three months. The Women Health Questionnaire (WHQ) and the Modified Sexuality Questionnaire were applied to evaluate the quality of life and sexuality before and after the treatment. Some parameters of cardiovascular risk, endometrial echo and hepatic toxicity were evaluated. ANOVA was used for data analysis followed by the Fisher test and the Shapiro-Wilk post hoc test. RESULTS: the improvement in WHQ parameters was significant in the hormonal treatment groups (CEE and CEE + methyltestosterone) compared to the placebo group. However, there were no differences in somatic symptoms among the three groups. The association of estrogen with androgen significantly improved sexual function (score (mean): 64 vs 67, p

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Efeitos agudos dos estrogênios associados a progestogênios sobre a trigliceridemia e reatividade vascular pós-prandial/ Acute effects of the use of estrogens in association with progestogens on postprandial triglyceridemia and vascular reactivity

Santos, Silvio C.M.; Canashiro, Jaime Augusto; Gebara, Otavio C.E.; Aldrighi, José Mendes; Vieira, Nubia; Nussbacher, Amit; Pierri, Humberto; Serro-Azul, João; Wajngarten, Maurício; Rosano, Giuseppe; Ramires, Jose A. F.
2004-11-01

Resumo em português OBJETIVO: Avaliar se a terapia de reposição hormonal com estrogênios e progestogênios, em mulheres hipertensas na pós-menopausa, modifica a trigliceridemia e a reatividade vascular pós-prandial. MÉTODOS: Estudo controlado, duplo cego, cruzado contra placebo em 15 mulheres na pós-menopausa (idade de 50 a 70, média = 61,6 ± 6 anos), sorteadas para 2 semanas de placebo ou ingestão oral de 0,625 mg de estrogênios conjugados eqüinos e 2,5 mg de medroxiproges (mais) terona e alimentadas com refeição rica em gorduras (897 calorias; 50,1% de gorduras). Foi medida a reatividade vascular (RV - % de variação dos diâmetros do vaso entre o jejum e 2h após a alimentação), usando-se método ultra-sonográfico automatizado. Foram também determinados o perfil lipídico e a glicose, em jejum e 2h após a alimentação rica em gorduras. RESULTADOS: Com o placebo, a reatividade vascular (RV) diminuiu de 3,20 ± 17% em jejum para -2,1 ± 30%, 2h após a alimentação (p = 0,041), e com terapia de reposição hormonal, a reatividade vascular diminuiu de 6,14 ± 27% em jejum para -0,05±18%, 2h após a alimentação (p=NS). A trigliceridemia pós-prandial aumentou, 35 ± 25% com o placebo, e 12 ± 10% com a terapia de reposição hormonal (P Resumo em inglês OBJECTIVE: To assess whether hormone replacement therapy with estrogens in association with progestogens in postmenopausal hypertensive women alters postprandial triglyceridemia and vascular reactivity. METHODS: A double-blind, placebo-controlled, crossover study was carried out with 15 postmenopausal women (age range: 50 to 70 years, mean = 61.6 ± 6 years) randomly assigned to 2 weeks of placebo or oral ingestion of 0.625 mg of equine conjugated estrogens and 2.5 (mais) mg of medroxyprogesterone, fed a high-fat diet (897 calories; 50.1% fat). Vascular reactivity (VR - % of vessel diameter variation in the fasting period and 2 hours after meals) was measured by using the automated ultrasound method. Lipid profile and glycemia during the fasting period and 2 hours after a high-fat meal were measured. RESULTS: With placebo, vascular reactivity (VR) decreased from 3.20 ± 17% during the fasting period to -2.1 ± 30% 2 hours after the meal (P=0.041). With the hormone replacement therapy, vascular reactivity decreased from 6.14 ± 27% during the fasting period to - 0.05 ± 18% 2 hours after the meal (P=NS). Postprandial triglyceridemia increased as follows: 35 ± 25% with placebo; and 12 ± 10% with hormone replacement therapy (P

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Desreguladores endócrinos no meio ambiente: efeitos e conseqüências/ Endocrine disrupters in the enviroment: part 1 - effects and consequences

Bila, Daniele Maia; Dezotti, Márcia
2007-06-01

Resumo em inglês There is an increasing interest in micropollutants in the environment that can interfere with the endocrine system, affecting health, growth and reproduction of animals and humans. These substances are known as Endocrine Disrupting Chemicals (EDCs) and can be found in domestic sewage, domestic wastewater treatment plant effluents, and in natural and potable waters. There are numerous chemicals classified as EDCs, such as pesticides, chemicals used and produced by chemical (mais) industries and natural and synthetic estrogens. EDCs can be related to the increase of the incidence of anomalies in the reproductive system of animals, cancer in humans and reduction of the masculine fertility.

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Citologia Hormonal do Trato Urinário Baixo e da Vagina de Mulheres na Pós-menopausa, antes e durante Estrogenioterapia Oral e Transdérmica/ Urinary and Vaginal Cytology of Postmenopausal Women with Oral and Transdermal Estrogen Replacement

Lustosa, Áurea Belas; Girão, Manoel João Batista Castello; Sartori, Marair Gracio Ferreira; Baracat, Edmund Chada; Lima, Geraldo Rodrigues de
2002-10-01

Resumo em português Objetivo: avaliar a ação dos estrogênios por via oral ou transdérmica nas células do trato urinário baixo e da vagina, em mulheres menopausadas. Métodos: foram incluídas 25 mulheres na pós-menopausa, nas quais se estudaram os efeitos citológicos da terapia de reposição hormonal estrogênica, por via oral e por via transdérmica, sobre as células da vagina e do sedimento urinário. As pacientes foram distribuídas aleatoriamente em 2 grupos: Grupo I, constitu� (mais) �do por 14 mulheres que receberam 0,625 mg de estrogênio conjugado eqüino associado a 5 mg de acetato de medroxiprogesterona, por via oral, diariamente sem intervalo por três meses, e Grupo II, formado por 11 mulheres que fizeram uso de 17-beta-estradiol matricial na dose de 50 mig, por via transdérmica, semanalmente, associado a 5 mg de acetato de medroxiprogesterona diariamente por três meses. As amostras urinárias foram obtidas do jato inicial da primeira urina da manhã, após asseio dos genitais, em frascos estéreis fornecidos pelo laboratório. A urina foi centrifugada e o esfregaço realizado a partir do sedimento urinário. Os esfregaços da vagina e do sedimento urinário foram imediatamente fixados em álcool absoluto e corados pelo método de Shorr. Resultados: observou-se que nas pacientes que utilizaram a via oral, houve maturação das células da vagina (o índice se elevou de 45,4 a 65,5 com dois meses de tratamento, permanecendo praticamente constante (62,0) a seguir. Quanto às células urinárias, não houve variação do valor de maturação (56,4 antes da medicação e 60,4 no final do período). Ao examinarmos tanto as células da urina quanto da vagina de pacientes que utilizaram a via transdérmica, notou-se que houve resposta satisfatória. Conclusão: com estes resultados podemos sugerir que os estrogênios, quando administrados por via transdérmica, estão associados à resposta satisfatória quanto ao trofismo tanto na vagina quanto na uretra. No entanto, quando se utiliza a via oral, nem sempre este resultado pode ser observado. Resumo em inglês Objective: to study the effects of oral or transdermal estrogen replacement on the lower urinary tract and vagina in postmenopausal women. Methods: we studied 25 postmenopausal women evaluating the oral or transdermic estrogen replacement effects on the vaginal cells and urinary sediment during 3 months. The patients were randomly distributed into 2 groups: Group I, n = 14, treated orally with 0.625 mg equine conjugated estrogen plus 5 mg medroxyprogesterone acetate, dail (mais) y for 3 months; Group II, n = 11, treated transdermally with 50 mug 17-ß-estradiol, once a week, plus 5 mg medroxyprogesterone. Daily, for 3 months, urinary samples were collected from the first miction in the morning after urogenital antisepsis into sterile tubes. The sample was centrifuged and the sediment was smeared. Vaginal and urinary smears were then fixed in absoluted alcohol and stained by the method of Shorr. Results: the patients who used the oral route presented maturation of the vaginal cells (from 45.4 to 65.5% after 2 months of treatment, maintaing 62% afterwards) but this did not occur with urinary cells (56.4 before treatment versus 60.4% at the end of the period). The transdermal route promoted maturation of vaginal and urinary cells. Conclusion: we have concluded that transdermal estrogens have satisfactory effects both on vaginal and urethral sites. However, with the oral route we did not find the expected results in the urinary tract in all cases.

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Aspectos neuroendócrinos na síndrome dos ovários policísticos/ Neuroendocrine aspects of the polycystic ovaries syndrome

Nacul, Andrea; Comim, Fabio; Spritzer, Poli Mara
2003-08-01

Resumo em português A síndrome dos ovários policísticos (PCOS) é a endocrinopatia mais freqüente na mulher em idade reprodutiva. O quadro clínico é variável, mas em geral apresenta-se com hirsutismo, acne e/ou alopecia androgênica, anovulação crônica associada a distúrbio menstrual e infertilidade. A resistência insulínica pode estar presente em mais da metade dos casos, em especial nas pacientes obesas. A etiopatogenia ainda não foi totalmente esclarecida, mas mecanismos neu (mais) roendócrinos vêm sendo estudados nos últimos anos. Embora esteja bem estabelecida a presença de secreção inapropriada do eixo GnRH-LH em pacientes com PCOS, algumas delas, especialmente as obesas/hiperinsulinêmicas, exibem níveis normais de LH e uma atenuação de sua resposta aos testes de estímulo. Recentemente, descrevemos uma correlação negativa entre leptina e LH em pacientes com PCOS, sugerindo que a atenuação nos níveis de LH nestas pacientes possa estar relacionada a um estado de resistência à leptina. Por outro lado, evidências sugerem que o eixo somatotrófico participe também dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na PCOS. Dados recentes do nosso grupo demonstram que pacientes de peso normal e normoinsulinêmicas apresentam uma maior resposta do GH à clonidina do que pacientes com hirsutismo idiopático. Um mecanismo possível seria uma ação co-gonadotrófica do GH, contribuindo para o hiperandrogenismo clínico e a anovulação. Outra possibilidade é que a elevação da secreção de GH seja somente um epifenômeno vinculado ao aumento de androgênios ovarianos e sua conversão periférica em estrogênios. Estudos futuros são necessários para esclarecer os mecanismos subjacentes associados às alterações descritas neste trabalho e sua relevância na etiopatogenia, diagnóstico e tratamento desta síndrome. Resumo em inglês Polycystic ovary syndrome (PCOS) is the most common endocrine disorder in women of reproductive age. PCOS is a heterogeneous clinical condition, characterized by hirsutism, acne and/or androgenetic alopecia, irregular menstrual cycles and infertility. Moreover, a considerable percentage of PCOS women present insulin resistance, in particular those with obesity. The pathogenesis of the syndrome is still unclear, but neuroendocrine mechanisms have been studied in the last y (mais) ears. Although an inappropriate GnRH/LH secretion is well established, some obese and hyperinsulinemic women with PCOS present an attenuation of these neuroendocrine abnormalities. Recently, we described a negative correlation between leptin and LH levels in PCOS patients, suggesting that the attenuation in basal or stimulated response of LH in obese PCOS patients might be related to a leptin-resistant state. On the other hand, there is some evidence that the somatotrophic axis plays a role in the pathogenesis of PCOS. Recent data from our group showed a higher clonidine-induced GH secretion in normal weight and normoinsulinemic PCOS patients than in patients with idiopathic hirsutism. Thus, GH could act as a co-gonadotropic factor stimulating androgen production by the ovary or, alternatively, these results may just represent an epiphenomenon related to the high androgen levels and subsequent conversion to estrogens. Further studies are needed to elucidate the mechanisms related to data described in the present work and their relevance on the etiopathogenesis, diagnosis and treatment of PCOS.

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Altura do epitélio da tuba uterina normal e patológica de porcas nas fases folicular e luteínica/ Epithelium of the uterine tube of sows in the folicular and lutheal phases

Sant'Ana, F.J.F.; Nascimento, E.F.; Nogueira, J.C.; Serakides, R.
2003-04-01

Resumo em inglês The aim of this work was to perform a morphometric analysis of the uterine tube epithelium of sexually mature sows, with or without pathological changes. The sows were either in follicular or luteal phases. One hundred and twenty-four uterine tubes of sixty-two sows were obtained from slaughterhouses. Sections of the uterine tube, uterus and ovary were processed for morphometrical evaluation. The uterine tubes were divided into four groups. The first (LSP) group was compo (mais) sed by animals in luteal phase without pathological changes (n=45), the second (LCP) by animals in luteal phase with pathological changes (n=19), the third (FSP) by animals in follicular phase without pathological changes (n=45) and the fourth (FCP) by animals in follicular phase with pathological changes (n=15). In the follicular phase (FSP), the ampulla had a higher epithelium, followed by the infundibulum and the isthmus (P

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Aliesterase no sôro de alguns animais de laboratório/ Blood aliesterase in some laboratory animals

Mello, Maria Isabel
1949-12-01

Resumo em português A esterase, aliesterase, foi determinada no sôro de 38 ratos de ambos os sexos, 6 hamsters, 34 cobaias e S coelhos, pela técnica de Huggins e Lapides. Os resultados obtidos para os machos e fêmeas foram tabelados em separado. As fêmeas apresentaram uma esterasemia maior que os machos, com uma média global de 11.6 U/ml ± 4.01 e um erro padrão de 0.83 enquanto que para os machos a média foi de 6.9 U ml ± 0.99 com um erro padrão de 0.26. A significância calculada (mais) pclo t foi de 4.4 Isto demonstra a interferência da aliesterase na produção ou no metabolismo dos estrogênios. Os valores médios encontrados para as cobaias foram 4.50 U/ ml ± 0.15, com um êrro padrão de 0.036 para as fêmeas e 4.28 U / ml ± 0.30 com um êrro padrão de 0.073 para os machos, sendo a significância (t) de 2.6. Para os coelhos (machos) a média foi de 4.41 U / ml ± 0.16, com um erro padrão de 0.058 enquanto para os hamsters os valores foram de 4.01 U/l ± 0.085, êrro padrão de 0.049 para os machos e 3.81 U/ml ± 0.227, êrro padrão de 0.133 para as fêmeas. Os animais castrados mostram uma diminuição progressiva da esterase no sôro, enquanto que nos castrados e tratados com estrogênios, êstes valores atingem o teôr normal. Os resultados obtidos nestes casos serão objeto de publicação ulterior. Resumo em inglês Esterase, "aliesterase" was determined, in blood sera from 38 rats, 6 hamsters, 34 guinea-pig and 8 rabbits by the Huggins & Lapides' method. Normal values for male and female animals were related separately. In female rat, blood aliesterase is higher within a mean value of 11.6 U/ml ± 4.01 and standard error of 0.83. Aliesterase sera values in male are lower than in female. The mean value being 6.9 U/ml ± 0.99, standard error, 0.26. The significance of means (t) for f (mais) emale and male rats was 4.4. This fact reveals that aliesterase concentration in sera is related with estrogen production or metabolism. For guinea-pig the mean values were 4.50 U/ml ± 0.15, standard error 0.036 (female) and 4.28 U/ml ± 0.30, standard error. 0.073 (male), the significance value (t) being 2.6. The rabbits showed a mean value of 4.41 U/ml ± 0.16, standard error, 0.058, while the hamsters presented 4.10 U/ml ± 0.085, standard error. 0.049 for the males and 3.81 U/ml + 0.227, standard error. 0.133 for females. Castrated animals showed a progressive decrease in the serum aliesterase. Results obtained with castrated and estrogens treated animals will be related in a further paper.

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