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Comparação das técnicas transarterial e de estimulação de múltiplos nervos para bloqueio do plexo braquial por via axilar usando lidocaína com epinefrina/ Comparison of transarterial and multiple nerve stimulation techniques for axillary block using lidocaine with epinephrine/ Comparación de las técnicas transarterial y de estimulación de múltiples nervios para bloqueo del plexo braquial por vía axilar usando lidocaína con epinefrina

Imbelloni, Luiz Eduardo; Beato, Lúcia; Cordeiro, José Antônio
2005-02-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A técnica transarterial com grandes doses de anestésico local resulta em alta efetividade para o bloqueio axilar do plexo braquial. A técnica utilizando múltiplos estímulos exige mais tempo e maior experiência. Este estudo prospectivo compara a latência e o índice de sucesso do bloqueio do plexo braquial usando duas técnicas de localização: transarterial ou múltipla estimulação dos nervos. MÉTODO: A lidocaína com epinefrina, 800 (mais) mg, foi usada inicialmente para o bloqueio axilar. No grupo transarterial, 30 mL de lidocaína a 1,6% com epinefrina foram injetados profundamente e 20 mL superficialmente à artéria axilar. No grupo de múltipla estimulação, três nervos foram localizados eletricamente e bloqueados com volumes 20 mL, 20 mL e 10 mL da solução. O bloqueio foi considerado efetivo quando a analgesia estava presente em todos os nervos na área distal ao cotovelo. RESULTADOS: O tempo de latência (8,8 ± 2,3 min versus 10,2 ± 2,4 min; p-valor = 0,010) foi significativamente menor no grupo transarterial. Bloqueios sensitivos completos nos quatro nervos (mediano, ulnar, radial e musculocutâneo) foram obtidos em 92,5% versus 83,3% no grupo de múltipla estimulação e acesso transarterial, respectivamente sem diferença significativa (p-valor = 0,68). O nervo musculocutâneo foi significativamente mais fácil de bloquear com o estimulador de nervo periférico (p = 0,034). CONCLUSÕES: A técnica de múltipla estimulação para o bloqueio axilar usando estimulador de nervos (3 injeções) e a técnica transarterial (2 injeções) produzem resultados semelhantes na qualidade do bloqueio. O nervo musculocutâneo é mais facilmente bloqueado com o uso do estimulador de nervo periférico. A técnica de múltipla estimulação necessitou menor suplementação do bloqueio e aumentou o tempo para o início da cirurgia. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La técnica transarterial con grandes dosis de anestésico local resulta en alta efectividad para el bloqueo axilar del plexo braquial. La técnica de utilizar múltiples estímulos exige más tiempo y mayor experiencia. Este estudio prospectivo compara la latencia y el índice de éxito del bloqueo del plexo braquial usando dos técnicas de localización: transarterial o múltipla estimulación de los nervios. MÉTODO: La lidocaína con epinefr (mais) ina, 800 mg, fue usada inicialmente para el bloqueo axilar. En el grupo transarterial, 30 mL de lidocaína a 1,6% con epinefrina fueron inyectados profundamente y 20 mL superficialmente a la arteria axilar. En el grupo de múltipla estimulación, tres nervios fueron localizados eléctricamente y bloqueados con volúmenes 20 mL, 20 mL y 10 mL de la solución. El bloqueo fue considerado efectivo cuando la analgesia estaba presente en todos los nervios en la área distal al codo. RESULTADOS: El tiempo de latencia (8,8 ± 2,3 min versus 10,2 ± 2,4 min; p-valor = 0,010) fue significativamente menor en el grupo transarterial. Bloqueos sensitivos completos en los cuatro nervios (mediano, ulnar, radial y musculocutáneo) fueron logrados en un 92,5% versus 83,3% en el grupo de múltipla estimulación y acceso transarterial, respectivamente sin diferencia significativa (p-valor = 0,68). El nervio musculocutáneo fue significativamente más fácil de bloquear con el estimulador de nervio periférico (p = 0,034). CONCLUSIONES: La técnica de múltipla estimulación para el bloqueo axilar usando estimulador de nervios (3 inyecciones) y la técnica transarterial (2 inyecciones) producen resultados semejantes en la calidad del bloqueo. El nervio musculocutáneo es más facilmente bloqueado con el uso del estimulador del nervio periférico. La técnica de múltipla estimulación necesitó menor suplementación del bloqueo y aumentó el tiempo para el inicio de la cirugía. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: High-dose transarterial technique results in highly effective axillary block. The multiple nerve stimulation technique (MNS) requires more time and experience. This prospective study aimed at comparing onset and success rate of multiple-injection axillary brachial plexus block using two methods of nerve location: transarterial or multiple nerve stimulation technique. METHODS: Axillary block was initially induced with 800 mg lidocaine with epinep (mais) hrine. The transarterial group received deeply injected 30 mL of 1.6% lidocaine with epinephrine, and 20 mL superficially to the axillary artery. For the multiple nerve stimulation group, three terminal motor nerves were electrolocated and blocked with 20 mL, 20 mL and 10 mL. Blockade was considered effective when analgesia was present in all sensory nerves distal to the elbow. RESULTS: Onset (8.8 ± 2.3 min versus 10.2 ± 2.4 min; p-value = 0.010) was significantly shorter in the transarterial group. Complete sensory block of all four nerves (median, ulnar, radial and musculocutaneus) was achieved in 92.5% versus 83.3% for multiple nerve stimulation group and transarterial group, respectively, without significant difference (p = 0.68). Musculocutaneous nerve was significantly easier to be blocked with the aid of peripheral nerve stimulator (p = 0.034). CONCLUSIONS: Both MNS technique for axillary block with nerve stimulator (3 injections) and transarterial technique (2 injections) promote similar results. Musculocutaneous nerve is more easily blocked with the aid of peripheral nerve stimulator. MNS technique has required less supplementary blocks and has delayed beginning of surgery.

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Bloqueio do plexo lombar pela via posterior para analgesia pós-operatória em artroplastia total do quadril: estudo comparativo entre Bupivacaína a 0,5% com Epinefrina e Ropivacaína a 0,5%/ Posterior lumbar plexus block in postoperative analgesia for total hip arthroplasty: a comparative study between 0.5% Bupivacaine with Epinephrine and 0.5% Ropivacaine/ Bloqueo del plexo lumbar por la vía posterior para analgesia postoperatoria en artroplastia total de la cadera: estudio comparativo entre Bupivacaína a 0,5% con Epinefrina y Ropivacaína a 0,5%

Duarte, Leonardo Teixeira Domingues; Paes, Franklin Cespedes; Fernandes, Maria do Carmo Barreto C.; Saraiva, Renato Ângelo
2009-06-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo lombar pela via posterior promove analgesia pós-operatória efetiva na artroplastia total do quadril. Ropivacaína e bupivacaína não apresentaram qualquer diferença na eficácia analgésica em diferentes bloqueios de nervos periféricos. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da analgesia pós-operatória resultante da administração em dose única da bupivacaína a 0,5% ou da ropivacaína a 0,5% no bloqueio do (mais) plexo lombar pela via posterior na artroplastia total do quadril. MÉTODO: Trinta e sete pacientes foram alocados aleatoriamente em dois grupos, segundo o anestésico local utilizado no bloqueio: Grupo B - bupivacaína a 0,5% com epinefrina 1:200.000 ou Grupo R - ropivacaína a 0,5%. Durante o período pós-operatório, os escores de dor e o consumo de morfina na analgesia controlada pelo paciente foram comparados entre os grupos. O sangramento durante a operação e a incidência de efeitos adversos e de complicações também foram comparados. RESULTADOS: Apesar dos escores de dor terem sido menores no Grupo R 8, 12 e 24 horas após o bloqueio, essas diferenças não foram clinicamente significativas. Regressão linear múltipla não identificou o anestésico local como variável independente. Não houve diferença no consumo de morfina, no sangramento intraoperatório e na incidência de complicações e efeitos adversos entre os dois grupos. CONCLUSÕES: A bupivacaína a 0,5% e a ropivacaína a 0,5% produziram alívio eficaz e prolongado da dor pós-operatória após artroplastia total do quadril, sem diferença clínica, quando doses equivalentes foram administradas no bloqueio do plexo lombar pela via posterior. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo lumbar por la vía posterior, genera una analgesia postoperatoria efectiva en la artroplastia total de la cadera. La ropivacaína y la bupivacaína no arrojaron ninguna diferencia en la eficacia analgésica en diferentes bloqueos de nervios periféricos. El objetivo de este estudio, fue comparar la eficacia de la analgesia postoperatoria, resultante de la administración en dosis única de la bupivacaína a 0,5% o de la ropi (mais) vacaína a 0,5% en el bloqueo del plexo lumbar por la vía posterior en la artroplastia total de la cadera. MÉTODO: Treinta y siete pacientes fueron ubicados aleatoriamente en dos grupos según el anestésico local utilizado en el bloqueo: Grupo B - bupivacaína a 0,5% con epinefrina 1:200.000 o Grupo R - ropivacaína a 0,5%. Durante el período postoperatorio, los puntajes de dolor y el consumo de morfina en la analgesia controlada por el paciente, fueron comparados entre los grupos. El sangramiento durante la operación y la incidencia de efectos adversos y de complicaciones también fueron comparados. RESULTADOS: Pese a que los puntajes de dolor hayan sido menores en el Grupo R 8 horas, 12 horas y 24 horas después del bloqueo, esas diferencias no fueron clínicamente significativas. La regresión lineal múltiple no identificó el anestésico local como una variable independiente. No hubo diferencia en el consumo de morfina, en el sangramiento intraoperatorio y en la incidencia de complicaciones y efectos adversos entre los dos grupos. CONCLUSIONES: La bupivacaína a 0,5% y la ropivacaína a 0,5%, ofrecieron un alivio eficaz y prolongado del dolor postoperatorio después de la artroplastia total de la cadera, sin diferencia clínica, cuando dosis equivalentes fueron administradas en el bloqueo del plexo lumbar por la vía posterior Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Posterior lumbar plexus block promotes effective postoperative analgesia in total knee arthroplasty. Ropivacaine and bupivacaine do not show differences in analgesic efficacy when used in different peripheral nerve blocks. The objective of this study was to compare the efficacy of postoperative analgesia resulting from the administration of a single dose of 0.5% bupivacaine or 0.5% ropivacaine in posterior lumbar plexus block for total hip arthr (mais) oplasty. METHODS: Thirty-seven patients were randomly divided in two groups according to the local anesthetic used: Group B - 0.5% bupivacaine with 1:200,000 epinephrine; or group R - 0.5% ropivacaine. During the postoperative period, pain scores and morphine consumption in patient controlled analgesia were compared between groups. Bleeding during surgery and the incidence of side effects and complications were also compared. RESULTS: Although pain scores were lower in Group R 8 hours, 12 hours, and 24 hours after the blockade, these differences were not clinically significant. Multiple linear regression identified the local anesthetic as an independent variable. Differences in morphine consumption, intraoperative bleeding, and the incidence of complications and side effects were not observed between both groups. CONCLUSIONS: 0.5% Bupivacaine and 0.5% ropivacaine produced effective and prolonged postoperative pain relief after total hip arthroplasty, without clinical differences, when equivalent doses were administered for posterior lumbar plexus block.

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Comparação da concentração máxima plasmática da mistura com excesso enantiomérico de 50% (S75/R25) de bupivacaína a 0,5% com epinefrina 1: 200.000 entre os acessos parassacral e infraglúteo do bloqueio do nervo isquiático/ Comparison of the plasma levels of 50% enantiomeric excess (S75/R25) 0.5% bupivacaine combined with 1: 200,000 epinephrine between the parasacral and infragluteal sciatic nerve blocks/ Comparación de la Concentración máxima plasmática de la mezcla con exceso enantiomérico de 50% (S75/R25) de bupivacaína a 0,5% con epinefrina 1: 200.000 entre los accesos parasacral e infraglúteo del bloqueo del nervio isquiático

Helayel, Pablo Escovedo; Bussman, André Roberto; Conceição, Diogo Brüggemann da; Oliveira Filho, Getúlio Rodrigues de
2008-08-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anestésicos locais (AL) são fármacos seguros se administrados em dose e localização corretas. A velocidade de absorção do anestésico local depende de sua massa e vascularização do local de injeção. O objetivo deste estudo foi analisar a concentração sérica da mistura com excesso enantiomérico de 50% (S75/R25) de bupivacaína 0,5% com epinefrina 1:200.000, utilizada para bloqueio do nervo isquiático (BNI) nas vias parassacral (PS (mais) ) e infraglútea (IG). MÉTODO: Vinte e oito pacientes agendados para operações no tornozelo e pé foram, aleatoriamente, distribuídos em dois grupos de maneira prospectiva. No Grupo 1, foi realizado BNI com neuroestimulação por via IG, enquanto no Grupo 2 foi utilizada a via PS. Nos dois grupos foram injetados 30 mL de bupivacaína (S75/R25) a 0,5% com adrenalina 1:200.000. Foram coletadas amostras de 5 mL de sangue arterial com 0, 15, 30, 60 e 90 minutos após injeção do AL. A análise da concentração sérica foi realizada pela cromatografia líquida de alto desempenho. Dados demográficos foram comparados, entre grupos, pelo teste t de Student para amostras independentes e pelo teste Exato de Fisher. Dados referentes às concentrações plasmáticas foram submetidos à Análise de Variância bifatorial para amostras repetidas. RESULTADOS: Os Grupos 1 e 2 não apresentaram diferenças demográficas significativas. A concentração máxima (Cmáx.) do Grupo 1 (308 ± 91 ng.mL-1) foi obtida nas amostras 5 (90 minutos), enquanto no Grupo 2 (425 ± 280 ng.mL-1) esta ocorreu nas amostras 2 (15 minutos). Nenhum paciente apresentou toxicidade sistêmica. CONCLUSÕES: A Cmáx. da bupivacaína (S75/R25) a 0,5% com adrenalina 1:200.000 no acesso parassacral foi superior, quando comparado com o acesso infraglúteo do BNI. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los anestésicos locales (AL) son fármacos seguros si se administran en las dosis y en las ubicaciones correctas. La velocidad de absorción del anestésico local depende de su masa y de la vascularización del local de inyección. El objetivo de este estudio fue el de analizar la concentración sérica de la mezcla con exceso enantiomérico de 50% (S75/R25) de bupivacaína 0,5% con epinefrina 1:200.000, utilizada para bloqueo del nervio isqui� (mais) �tico (BNI) en las vías parasacral (PS) e infraglútea (IG). MÉTODO: Veinte pacientes que tenían su consulta marcada para operaciones en el tobillo y en el pie fueron distribuidos aleatoriamente en dos grupos de manera prospectiva. En el Grupo 1, se realizó BNI con neuro-estimulación por vía IG, mientras que en el Grupo 2 se usó la vía PS. En los dos grupos se inyectaron 30 mL de bupivacaína (S75/R25) a 0,5% con adrenalina 1:200.000. Fueron recolectadas muestras de 5 mL de sangre arterial con 0, 15, 30, 60 y 90 minutos después de la inyección del AL. El análisis de la concentración sérica fue realizada por la cromatografía líquida de alto desempeño. Datos demográficos fueron comparados entre grupos, por el test t de Student para muestras independientes y por el test Exacto de Fisher. Datos referentes a las concentraciones plasmáticas se sometieron al Análisis de Variancia bifactorial para muestras repetidas. RESULTADOS: Los Grupos 1 y 2 no presentaron diferencias demográficas significativas. La concentración máxima (Cmax) del Grupo 1 (308 ± 91 ng.mL-1) fue obtenida en las muestras 5 (90 minutos), mientras que en el Grupo 2 (425 ± 280 ng.mL-1) esta se dio en las muestras 2 (15 minutos). Ningún paciente presentó toxicidad sistémica. CONCLUSIONES: La Cmax de la bupivacaína (S75/R25) a 0,5% con adrenalina 1:200.000 en el acceso parasacral fue superior, cuando se le comparó al acceso infraglúteo del BNI. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Local anesthetics (LA) are safe drugs when the proper dose and localization are used. The rate of absorption of the local anesthetic depends on its mass and blood flow at the site of the injection. The objective of this study was to analyze the plasma concentration of 50% enantiomeric excess (S75R25) 0.5% bupivacaine combined with 1:200,000 epinephrine in the parasacral (PS) and infragluteal (IG) sciatic nerve block (SNB). METHODS: Twenty-eight (mais) patients scheduled for ankle and foot surgeries were randomly divided into two groups in this prospective study. In Group 1, SNB was performed with IG neurostimulation, while in Group 2 the PS method was used. Both groups received 30 mL of 0.5% bupivacaine (S75/R25) with 1:200,000 epinephrine. Arterial blood samples, 5 mL, were drawn at 0, 15, 30, 60, and 90 minutes after the administration of the LA. High-performance liquid chromatography was used to analyze the serum concentrations. Demographic data of both groups were compared using the Student t test for independent samples and Fisher's Exact test. Bifactorial Analysis of Variance for repeated samples was used for the data concerning the plasma concentrations. RESULTS: Groups 1 and 2 showed no significant demographic differences. The maximal concentration (Cmax) in Group 1 (308 ± 91 ng.mL-1) was obtained in samples number 5 (90 minutes), while in Group 2 (425 ± 280 ng.mL-1) it was obtained in samples number 2 (15 minutes). Cases of systemic toxicity were not observed. CONCLUSIONS: Cmax of 0.5 % bupivacaine (S75/R25) with 1:200,000 in the parasacral approach was higher when compared with the infragluteal SNB.

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Comparação entre duas soluções modificadas de lidocaína para uso em anestesia local na blefaroplastia/ Comparison of two modified lidocaine solutions for local anesthesia in blepharoplasty

Fonseca Júnior, Nilson Lopes da; Lucci, Lucia Miriam Dumont; Badessa, Marianne Peixoto Sobral Giroldo; Rehder, José Ricardo Carvalho Lima
2009-04-01

Resumo em português OBJETIVO: Comparar a dor causada pela injeção de solução de lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000 com a injeção de solução de lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000 tamponada com bicarbonato sódico 8,4% na proporção de 9:1 durante a realização de anestesia local em pacientes a serem submetidos a blefaroplastia superior bilateral. MÉTODOS: Estudo prospectivo duplo-cego, onde 25 pacientes foram submetidos a blefaroplastia superior, sob anestesia local. Cada pálp (mais) ebra recebia uma das duas soluções anestésicas modificadas definidas por sorteio realizado por um dos pesquisadores que não participava do procedimento cirúrgico. Foram observadas as alterações na frequência cardíaca, pressão arterial sistêmica e saturação de oxigênio, comparadas aos índices de base do próprio paciente, obtidas previamente no início do procedimento. Ao término das aplicações, solicitava-se ao paciente uma nota (de 0 a 4) referente a dor. RESULTADOS: Apenas dois parâmetros (frequência cardíaca e saturação de O2) apresentaram diferença estatisticamente significativa durante a aplicação das duas soluções. CONCLUSÃO: Não houve diferença estatisticamente significativa entre a sensação de dor causada pela injeção de solução de lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000 com a aplicação da mesma solução tamponada com bicarbonato sódico 8,4% na proporção de 9:1, em pacientes submetidos a blefaroplastia superior bilateral. Resumo em inglês PURPOSE: To compare pain on injection of two modified anesthetic lidocaine solutions for use in upper blepharoplasty: 2% lidocaine with 1:100,000 epinephrine, and 2% lidocaine with 1:100,000 epinephrine buffered 9:1 with 8.4% sodium bicarbonate. METHODS: In this prospective, double-masked study, 25 consecutive patients undergoing upper blepharoplasty were submitted to the anesthesic procedure. Each eyelid received one of two modified lidocaine solutions. Heart rate, syste (mais) mic arterial pressure and oxygen saturation level were obtained before, during and after injection of two different anesthetic solutions. Patients used a 4-point scale to rate the perceived pain on injection. RESULTS: All parameters were statistically analyzed and there was a significant difference in heart rate and oxygen saturation level. CONCLUSION: Pain on injection of eyelid anesthesia does not differ significantly with either buffered or unmodified lidocaine solutions.

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Anestesia peridural contínua para cesariana em paciente com arterite de Takayasu: relato de caso/ Continuous epidural anesthesia for cesarean section in a patient with Takayasu’s arteritis: case report/ Anestesia peridural continua para cesárea en paciente con arteritis de Takayasu: relato de caso

Buettel, Aloísio Cerqueira; Castro, Roberto Monteiro de; Chaves, Itagyba Martins Miranda; Gonçalves, Luiz Henrique
2002-06-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anestesia peridural contínua com titulação das doses de anestésico local proporciona eficácia e segurança em pacientes que não toleram flutuações da pressão arterial. O objetivo deste relato é apresentar um caso em que foi utilizada com sucesso anestesia peridural contínua para cesariana em paciente com arterite de Takayasu. RELATO DO CASO: Paciente primigesta, 25 anos, 63 kg, portadora de arterite de Takayasu, com 34-35 semanas de g (mais) estação, apresentando sofrimento fetal agudo, PA de 155/85 mmHg, FC de 92 bpm, com ausência de pulsos carotídeos, assim como nos membros superiores e do membro inferior direito. Apresentava apenas pulso poplíteo esquerdo palpável. Foi realizado bloqueio peridural contínuo com doses fracionadas de 25 mg de bupivacaína a 0,5% com epinefrina (1:200.000), a intervalos de 5 em 5 minutos até um total de 100 mg, associando-se 2 mg de morfina e 100 µg de fentanil. CONCLUSÕES: A anestesia peridural contínua com doses tituladas de bupivacaína a 0,5% com epinefrina pode ser utilizada em pacientes com Arterite de Takayasu, tomando-se as medidas de precaução com portadoras dessa doença. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Anestesia peridural continua con titulación de las dosis de anestésico local proporciona eficacia y seguridad en pacientes que no toleran flutuaciones de la presión arterial. El objetivo de este relato es presentar un caso en que fue utilizado con suceso anestesia peridural continua para cesárea en paciente con arteritis de Takayasu. RELATO DEL CASO: Paciente primigesta, 25 años, 63 kg, portadora de Arteritis de Takayasu, con 34-35 semanas (mais) de gestación, presentando sufrimiento fetal agudo, PA de 155/85 mmHg, FC de 92 bpm, con ausencia de pulsos carotídeos, así como en los miembros superiores y del miembro inferior derecho. Presentaba apenas pulso poplíteo izquierdo palpable. Fue realizado bloqueo peridural continuo con dosis fraccionadas de 25 mg de bupivacaína a 0,5% con epinefrina (1:200.000), a intervalos de 5 en 5 minutos hasta un total de 100 mg, asociándose 2 mg de morfina y 100 µg de fentanil. CONCLUSIONES: La anestesia peridural contínua con dosis tituladas de bupivacaína a 0,5% con epinefrina puede ser utilizada en pacientes con Arteritis de Takayasu, tomándose las medidas de precaución con portadoras de esa enfermedad. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Continuous epidural anesthesia with titrated doses of local anesthetics is safe and effective for patients not tolerating blood pressure fluctuations. This report aimed at presenting a case in which continuous epidural anesthesia for Cesarean section in a patient with Takayasu’s arteritis was successfully induced. CASE REPORT: Primiparous patient, 25 years old, 63 kg, Takayasu’s arteritis, 34 to 35 weeks of gestation, acute fetal distress, blo (mais) od pressure = 155/85, HR = 92, no carotid, upper and right lower limb pulse. Patient had only left palpable popliteal pulse. Epidural continuous anesthesia was induced with 25 mg titrated doses of 0.5% bupivacaine with epinephrine (1:200.000), in 5-minute intervals, up to a total dose of 100 mg with 2 mg morphine and 100 µg fentanyl. CONCLUSIONS: Continuous epidural anesthesia with titrated doses of 0.5% bupivacaine may be used in patients with Takayasu’s arteritis, provided all precaution measures are taken with such patients.

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Monitorização materno-fetal durante procedimento odontológico em portadora de cardiopatia valvar/ Maternal-fetal monitoring during dental procedure in patients with heart valve disease/ Monitoreo maternofetal durante procedimiento odontológico en portadora de cardiopatía valvular

Neves, Itamara Lucia Itagiba; Avila, Walkiria Samuel; Neves, Ricardo Simões; Giorgi, Dante Marcelo Artigas; Santos, Jorge Francisco Kuhn dos; Oliveira Filho, Ricardo Martins; Grupi, Cesar José; Grinberg, Max; Ramires, José Antonio Franchini
2009-11-01

Resumo em português FUNDAMENTO: Os efeitos da anestesia local em odontologia com lidocaína e epinefrina, sobre parâmetros cardiovasculares de gestantes portadoras de valvopatias e seus conceptos, não estão esclarecidos. OBJETIVO: Avaliar e analisar parâmetros da cardiotocografia, de pressão arterial e eletrocardiográficos da gestante portadora de doença valvar reumática, quando submetida à anestesia local com 1,8 ml de lidocaína 2% sem vasoconstritor e com epinefrina 1:100.000, du (mais) rante procedimento odontológico restaurador. MÉTODOS: Realizamos monitorização ambulatorial da pressão arterial, eletrocardiografia ambulatorial materna e cardiotocografia de 31 portadoras de cardiopatia reumática, entre a 28ª e 37ª semana de gestação, divididas em dois grupos conforme presença ou não do vasoconstritor RESULTADOS: Demonstrou-se redução significativa dos valores de frequência cardíaca materna nos dois grupos, durante o procedimento, quando comparado aos demais períodos (p 0,05). O mesmo ocorreu (p > 0,05) com número de contrações uterinas, nível e variabilidade da linha de base e número de acelerações da frequência cardíaca fetal. CONCLUSÃO: O uso de 1,8 ml de lidocaína 2% associado à adrenalina mostrou-se seguro e eficaz em procedimento odontológico restaurador durante a gestação de mulheres com cardiopatia valvar reumática. Resumo em espanhol FUNDAMENTO: Los efectos de la anestesia local en odontología con lidocaína y epinefrina, sobre los parámetros cardiovasculares de gestantes portadoras de valvulopatías y sus conceptos, no son claros. OBJETIVO: Evaluar y analizar parámetros de la cardiotocografía, de la presión arterial y electrocardiográficos de la gestante portadora de enfermedad valvular reumática, al someterse a anestesia local con 1,8 ml de lidocaína 2% sin vasoconstrictor y con epinefrina 1 (mais) :100.000, durante procedimiento odontológico restaurador. MÉTODOS: Realizamos monitoreo ambulatorio de la presión arterial, electrocardiografía ambulatoria materna y cardiotocografía de 31 portadoras de cardiopatía reumática, entre la 28ª y la 37ª semana de gestación, divididas en dos grupos según la presencia o no del vasoconstrictor. RESULTADOS: Se observó reducción significativa de los valores de frecuencia cardíaca materna en los dos grupos, durante el procedimiento, al compararlo con los demás períodos (p 0,05). Lo mismo ocurrió (p > 0,05) con el número de contracciones uterinas, nivel de variabilidad de la línea de base y número de aceleraciones de la frecuencia cardíaca fetal. CONCLUSIÓN: El uso de 1,8 ml de lidocaína 2% asociado a la adrenalina se mostró seguro y eficaz en procedimiento odontológico restaurador durante la gestación de mujeres con cardiopatía valvular reumática. Resumo em inglês BACKGROUND: The effects of local dental anesthesia with lidocaine and epinephrine on cardiovascular parameters of pregnant women with heart valve diseases and their fetuses are not fully understood. OBJECTIVES: To assess and analyze cardiotocographic, blood pressure and electrocardiographic parameters of pregnant women with rheumatic heart valve disease undergoing local anesthesia with 1.8mL of lidocaine 2% with or without epinephrine 1:100,000 during restorative dental t (mais) reatment. METHODS: Maternal ambulatory blood pressure and electrocardiographic monitoring as well as cardiotocography of 31 patients with rheumatic heart disease were performed between the 28th and 37th week of gestation. The patients were divided into two groups, those with or without vasoconstrictor. RESULTS: A significant reduction in maternal heart rate was shown in both groups during the procedure in comparison with the other periods (p0.05). The same occurred (p>0.05) with the number of uterine contractions, baseline level and variability, and number of accelerations of fetal heart rate. CONCLUSION: The use of 1.8mL of lidocaine 2% in combination with epinephrine was safe and efficient in restorative dental procedures during pregnancy in women with rheumatic heart valve disease.

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Paraganglioma funcionante do pescoço

Pimenta, Tania A.; Victoria, Ivana M.N.; Bambirra, Eduardo A.; Villela, José R.; Darwich, Rogério Z.; Souza, Atos A.; Purisch, Saulo; Pardini, Victor C.
1998-12-01

Resumo em português Paragangliomas funcionantes são tumores raros, produtores de catecolaminas que se originam da crista neural. Apresentamos o caso de um paciente de 11 anos com quadro de hipertensão arterial grave e massa em região cervical direita. Apresentou aumento das catecolaminas e metabólitos urinários: epinefrina, 97,8 mg/24hs (Valor de Referência (VR)= 0,5 a 20); norepinefrina, 184,8 mg/24hs (VR= 15 a 80); dopamina, 513,5 mg/24hs (VR= 65 a 400); metanefrina, 0,08 mg/g de cre (mais) atinina (VR Resumo em inglês Functioning paragangliomas are rare tumors originated from the neural crest cells that produce catecholamines. We present the case of an 11 year-old boy with severe arterial hypertension and a mass in the right cervical region. He presented increased levels of catecholamine and urinary fractions of epinephrine, 97.8 mg/24hs (Reference Values (RV)= 0.5 to 20); norepinephrine, 184.8 mg/24hs (RV= 15 to 80); dopamine, 513.5 mg/24hs (RV= 65 to 400); metanephrine, 0.08 mg/g cre (mais) atinine (RV

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Estudo comparativo entre bupivacaína racêmica a 0,25% e bupivacaína com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,25%, associadas ao fentanil para analgesia de parto com deambulação da parturiente/ Racemic 0.25% bupivacaine and 50% enantiomeric excess (S75-R25) 0.25% bupivacaine associated to fentanyl for labor analgesia with patient’s ambulation. Comparative study/ Estudio comparativo entre bupivacaína racémica a 0,25% y bupivacaína con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,25% asociadas con fentanil para analgesia de parto con deambulación de la gestante

Côrtes, Carlos Alberto Figueiredo; Castro, Luis Fernando Lima; Serafim, Maurício Marsaioli; Oliveira, Amaury Sanchez; Gelmini, Marcelo; Petri, Rodrigo Betiol
2006-02-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudos clínicos com enantiômeros levógiros dos anestésicos locais demonstraram maior segurança em função de menor cardiotoxicidade. A deambulação da parturiente durante o trabalho de parto pode abreviar o trabalho de parto. Este estudo visou comparar a qualidade da anestesia e as repercussões maternas e fetais bem como a capacidade de deambulação e micção espontânea das parturientes com o emprego da bupivacaína a 0,25% e da bupi (mais) vacaína com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,25%, associadas ao fentanil por via peridural contínua, no trabalho de parto. MÉTODO: Foram avaliadas 40 parturientes, estado físico ASA I e II, feto único, em trabalho de parto, submetidas a analgesia peridural contínua e divididas em dois grupos: no grupo I, receberam 8 mL (20 mg) de bupivacaína (S75-R25) a 0,25% com epinefrina, associados a 100 µg de fentanil. No grupo II, receberam 8 mL (20 mg) de bupivacaína racêmica a 0,25% com epinefrina, associados a 100 µg de fentanil. Foram avaliados os seguintes parâmetros: tempo de latência, nível de bloqueio sensitivo, grau de bloqueio motor, teste de Romberg, capacidade de deambulação e micção espontânea, duração do trabalho de parto e do período expulsivo, alterações hemodinâmicas e respiratórias maternas além da vitalidade dos recém-nascidos. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa entre os grupos nos parâmetros avaliados. Todas as parturientes apresentaram força muscular com capacidade de deambulação, salvo no caso de indicação de cesariana (um caso do grupo II) ou quando o parto aconteceu antes do tempo previsto para avaliação deste parâmetro (quatro casos do grupo I e cinco casos do grupo II). CONCLUSÕES: Tanto a bupivacaína racêmica quanto a bupivacaína (S75-R25) a 0,25% associadas ao fentanil mostraram ser boa opção para analgesia de parto. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Estudios clínicos con enantiómeros levógiros de los anestésicos locales demostraron mayor seguridad debido a la menor cardiotoxicidad. La deambulación de la gestante durante el trabajo de parto por lo que puede abreviar la duración del parto. Este estudio compara la calidad de la analgesia y las repercusiones materno fetales así como la capacidad de deambular y de orinar en forma espontánea de las gestantes, usando bupivacaína a 0,25% y (mais) bupivacaína con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,25% asociadas con fentanil por vía peridural continua durante el trabajo de parto. MÉTODO: Fueron evaluadas 40 gestantes, estado físico ASA I y II, con feto único y en trabajo de parto, que recibieron analgesia peridural continua, divididas en 2 grupos. En el grupo I recibieron 8 mL (20 mg) de bupivacaína (S75-R25) a 0,25% con epinefrina asociados a 100 µg de fentanil. En el grupo II recibieron 8 ml (20 mg) de bupivacaína racémica a 0,25% con epinefrina asociados a 100 µg de fentanil. Los siguientes parámetros fueron evaluados: tiempo de latencia, altura del bloqueo sensitivo, grado de bloqueo motor, examen de Romberg, capacidad de deambular y orinar en forma espontánea, duración del trabajo de parto y del período expulsivo, variables maternas respiratorias y hemodinámicas y la vitalidad de los neonatos. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos en los parámetros evaluados. Todas las gestantes tenían fuerza muscular y capacidad para deambular, pero esto no ocurrió en un caso del grupo II por indicación de cesárea y en 4 casos del grupo I porque el parto ocurrió antes de iniciar la evaluación motora. CONCLUSIONES: Tanto la bupivacaína a 0,25% como la bupivacaína (S75-R25) a 0,25% asociadas con fentanil demostraron ser una buena opción para analgesia de parto. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Clinical studies with levogyrous enantiomers of local anesthetics have shown better safety due to lower cardiotoxicity. Parturients ambulation during labor may be able to shorten it. This study aimed at comparing anesthetic quality and maternal and fetal repercussions, as well as patients’ ambulation and spontaneous micturition ability with continuous epidural racemic or 50% enantiomeric excess (S75-R25) 0.25% bupivacaine, associated to fentany (mais) l during labor. METHODS: Participated in this study 40 parturients, physical status ASA I and II, single fetus and in labor, submitted to continuous epidural analgesia, who were divided in two groups: Group I received 8 mL (20 mg) of 0.25% bupivacaine (S75-R25) and epinephrine, associated to 100 mug fentanyl; and Group II received racemic 0.25% bupivacaine and epinephrine associated to 100 mug fentanyl. The following parameters were evaluated: onset time, sensory block level, motor block level, Romberg’s test, ambulation and spontaneous micturition ability, labor and delivery time, maternal hemodynamic and respiratory changes in addition to neonates vitality. RESULTS: There were no statistically significant differences between groups in all evaluated parameters. All parturients presented with muscle strength and ambulation ability and when this was not observed, the reason was Cesarean delivery indication (1 in Group II) or delivery before the time needed to observe such parameter (4 in Group I and 5 in Group II). CONCLUSIONS: Both racemic and S75-R25 0.25% bupivacaine associated to fentanyl were effective for labor analgesia.

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Estudo comparativo entre bupivacaína a 0,5%, mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e ropivacaína a 0,75% associadas ao fentanil em anestesia peridural para cesarianas/ Comparative study between 0.5% bupivacaine, 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 0.75% ropivacaine, all associated to fentanyl, for epidural cesarean section anesthesia/ Estudio comparativo entre bupivacaína a 0,5%, mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y ropivacaína a 0,75% asociadas al fentanil en anestesia peridural para cesáreas

Côrtes, Carlos Alberto Figueiredo; Oliveira, Amaury Sanchez; Castro, Luis Fernando Lima; Cavalcanti, Franz Schubert; Serafim, Maurício Marsaioli; Taia, César; Taia Filho, Siguero
2003-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudos clínicos com enantiômeros levógiros dos anestésicos locais demonstraram maior segurança em função de menor cardiotoxicidade. Este estudo visou avaliar a qualidade da anestesia e as repercussões maternas e fetais com o emprego da bupivacaína a 0,5%, com a mistura enantiomérica da bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e com a ropivacaína a 0,75% associadas ao fentanil, por via peridural em cesarianas. MÉTODO: Foram avaliadas 90 gestant (mais) es, estado físico ASA I, submetidas à cesariana eletiva sob anestesia peridural e divididas em 3 grupos: no grupo I receberam 23 ml de bupivacaína a 0,5% com epinefrina; no grupo II receberam 23 ml da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% com epinefrina e no grupo III receberam 23 ml de ropivacaína a 0,75%. Associaram-se 2 ml de fentanil aos anestésicos locais. Foram avaliados: tempo de latência, duração da analgesia, grau de bloqueios motor e sensitivo, tempos de histerotomia e delivramento, relaxamento muscular e qualidade da anestesia, alterações hemodinâmicas e respiratórias maternas, presença de efeitos colaterais e vitalidade dos recém-nascidos através do índice de Apgar e da gasometria do cordão umbilical. RESULTADOS: Não houve diferença entre os grupos, exceto na qualidade da anestesia. Nos grupos com predominância da fração levógira foi clinicamente inferior, havendo necessidade de complementação da anestesia em 3 casos. A duração da analgesia foi maior no grupo da ropivacaína. CONCLUSÕES: A mistura enantiomérica (S75-R25) da bupivacaína a 0,5% e a ropivacaína a 0,75% por via peridural proporcionaram boas condições, tanto quanto a bupivacaína a 0,5%, para a realização do ato anestésico-cirúrgico. As repercussões nos neonatos mostraram que os agentes anestésicos foram igualmente seguros. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Estudios clínicos con enantiómeros levógiros de los anestésicos locales demostraron mayor seguridad en función de menor cardiotoxicidad. Este estudio visó evaluar la calidad de la anestesia y las repercusiones maternas y fetales con el empleo de la bupivacaína a 0,5%, con la mezcla enantiomérica de la bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y con la ropivacaína a 0,75% asociadas al fentanil, por vía peridural en cesáreas. MÉTODO: Fueron evalua (mais) das 90 gestantes sometidas a cesáreas electivas bajo anestesia peridural y divididas en 3 grupos: en el grupo I recibieron 23 ml de bupivacaína a 0,5% con epinefrina; en el grupo II recibieron 23 ml de la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% con epinefrina y en el grupo III recibieron 23 ml de ropivacaína a 0,75%. Se asociaron 2 ml de fentanil a los anestésicos locales. Fueron evaluados: tiempo de latencia, duración de la analgesia, grado de bloqueos motor y sensitivo, tiempos de histerotomia y delibramiento, relajamiento muscular y calidad de la anestesia, alteraciones hemodinámicas y respiratorias maternas, presencia de efectos colaterales y vitalidad de los recién-nacidos a través del índice de Apgar y de la gasometria del cordón umbilical. RESULTADOS: No he habido diferencia entre los grupos, excepto en la calidad de la anestesia. En los grupos con predominancia de la fracción levógira fue clínicamente inferior, habiendo necesidad de complementación de la anestesia en 3 casos. La duración de la analgesia fue mayor en el grupo de la ropivacaína. CONCLUSIONES: La mezcla enantiomérica (S75-R25) de la bupivacaína a 0,5% y la ropivacaína a 0,75% por vía peridural proporcionaron buenas condiciones, tanto cuanto a la bupivacaína a 0,5%, para la realización del acto anestésico quirúrgico. Las repercusiones en los neonatos, mostraron que los agentes anestésicos fueron igualmente seguros. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Clinical trials with local anesthetic levo-enantiomers have shown higher safety due to lower cardiotoxicity. This study aimed at evaluating quality of anesthesia and maternal/fetal repercussions of 0.5% bupivacaine, enantiomeric 0.5% bupivacaine (S75-R25) and 0.75% ropivacaine, all associated to fentanyl, in epidural cesarean section anesthesia. METHODS: Participated in this study 90 full-term pregnant women, physical status ASA I, submitted to (mais) elective cesarean section under epidural anesthesia, who were divided into tree groups: group I - 23 ml racemic 0.5% bupivacaine with epinephrine; Group II -23 ml enantiomeric 0.5% bupivacaine (S75-R25) with epinephrine; Group III - 23 ml of 0.75% ropivacaine. Fentanyl (2 ml) was associated to local anesthetics in all groups. The following parameters were evaluated: onset, analgesia duration, sensory and motor block degree, time to hysterotomy and delivery, quality of muscle relaxation and anesthesia, maternal hemodynamic and respiratory changes, newborn vitality (evaluated through Apgar score and cord-blood gases analysis), and side-effects. RESULTS: There were no differences among groups, except for anesthesia quality. In groups with predominant levo-enantiomer fraction were clinically worse with the need for anesthetic complementation in three cases. Analgesia duration was longer in the ropivacaine group. CONCLUSIONS: Enantiomeric mixture 0.5% bupivacaine (S75-R25) and 0.75% ropivacaine for epidural anesthesia have provided as good conditions as racemic 0.5% bupivacaine for the surgical act. Newborn repercussions have shown that all solutions were equally safe.

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Efeitos do bloqueio pudendo, peridural e subaracnóideo sobre a coagulação sangüínea de gestantes/ Effects of pudendal nerve, epidural and subarachnoid block on coagulation of pregnant women/ Efectos del bloqueo pudendo, peridural y subaracnoideo sobre la coagulación sanguínea de embarazadas

Vasconcelos, Alberto; Mathias, Lígia Andrade da Silva Telles
2008-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Tem sido atribuída à anestesia regional diminuição significativa das complicações tromboembólicas no pós-operatório, provavelmente por sua ação atenuadora sobre a resposta neuroendócrino-metabólica. As gestantes, que apresentam aumento importante da coagulabilidade sangüínea, podem, teoricamente, beneficiar-se desse efeito por ocasião do parto. O objetivo deste estudo foi verificar o efeito da anestesia regional sobre a coagulaç (mais) ão sangüínea em gestantes. MÉTODO: Foram estudadas 30 pacientes no terceiro trimestre de gestação, sendo dez submetidas à anestesia peridural para cesariana, com 150 mg de bupivacaína a 0,5% sem epinefrina e 2 mg de morfina (grupo PD); dez à anestesia subaracnóidea para cesariana com 15 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% e 0,2 mg de morfina (grupo SA); e dez a bloqueio de pudendo para parto vaginal, com doses de até 100 mg de bupivacaína a 0,5% sem epinefrina (grupo BP). A coagulação sangüínea foi avaliada por meio de coagulograma (tempo de protrombina, tempo de trombina, tempo de tromboplastina parcial ativada) e de tromboelastograma (tempo r, tempo k, tempo r + k, ângulo alfa e amplitude máxima) nos seguintes momentos: antes e após a anestesia, após o nascimento do feto e 24 horas após a anestesia nos grupos PD e SA. No grupo BP a avaliação foi realizada antes da anestesia, após o nascimento do feto e 24 horas após a anestesia. RESULTADOS: Os resultados mostraram que nenhuma das técnicas anestésicas utilizadas teve influência na coagulação sangüínea das gestantes. Demonstraram, também, que durante o trabalho de parto tem início um processo de ativação da coagulação que é responsável pelas alterações encontradas nos três grupos estudados. CONCLUSÕES: Nas condições do presente estudo o bloqueio simpático e o anestésico local não influíram sobre a coagulação em gestantes de termo submetidas à anestesia peridural, subaracnóidea ou bloqueio pudendo. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La ha sido atribuida a la anestesia regional la disminución significativa de las complicaciones trombo embolicas en el postoperatorio, probablemente por su acción atenuante sobre la respuesta neuroendocrina-metabólica. Las embarazadas, que presentan aumento importante de la coagulabilidad sanguínea, pueden teóricamente, beneficiarse con ese efecto en ocasión del parto. El objetivo de este estudio fue verificar el efecto de la anestesia reg (mais) ional sobre la coagulación sanguínea en embarazadas. MÉTODO: Se estudiaron 30 pacientes en el 3° trimestre de embarazo, siendo diez sometidas a la anestesia peridural para cesárea, con 150 mg de bupivacaína a 0,5% sin epinefrina y 2 mg de morfina (grupo PD); diez a la anestesia subaracnoidea para cesárea con 15 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% y 0,2 mg de morfina (grupo SA); y diez a Bloqueo de pudendo para parto vaginal, con dosis de hasta 100 mg de bupivacaína a 0,5% sin epinefrina (grupo BP). La coagulación sanguínea se evaluó a través del coagulograma (tiempo de protrombina, tiempo de trombina, tiempo de tromboplastina parcial activada) y del tromboelastograma (tiempo r, tiempo k, tiempo r+k, ángulo alfa y amplitud máxima) en los siguientes momentos: antes y después de la anestesia, después del nacimiento del feto y 24 horas después de la anestesia en los grupos PD y SA. En el grupo BP la evaluación fue realizada antes de la anestesia, después del nacimiento del feto y 24 horas después de la anestesia. RESULTADOS: Los resultados mostraron que ninguna de las técnicas anestésicas utilizadas tuvo influencia en la coagulación sanguínea de las embarazadas. También quedó demostrado que durante el trabajo de parto se inicia un proceso de activación de la coagulación, que es responsable por las alteraciones encontradas en los tres grupos estudiados. CONCLUSIONES: En las condiciones del presente estudio el Bloqueo simpático y el anestésico local no influenciaron en la coagulación en embarazadas sometidas a la anestesia peridural, subaracnoidea o Bloqueo pudendo. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The significant reduction in postoperative thromboembolic complications has been attributed to the use of regional block, probably due to attenuation of the neuroendocrine-metabolic response. Pregnant women, who demonstrate important hypercoagulability, can in theory benefit from this effect during labor. The objective of this study was to determine the effects of regional block on coagulation of pregnant women. METHODS: Thirty patients in the 3 (mais) rd trimester were enrolled; ten patients underwent epidural block for cesarean section with 150 mg of 0.5% bupivacaine without epinephrine and 2 mg of morphine (PD group); ten underwent subarachnoid block for cesarean section with 15 mg of 0.5% hyperbaric bupivacaine and 0,2 mg of morphine (SA group); and ten, pudendal block for vaginal delivery with up to 100 mg of 0.5% bupivacaine without epinephrine (BP group). Coagulation tests (prothrombin time, thrombin time, activated partial thromboplastin time) and thromboelastography (r-time, k-time, r+k-time, alpha-angle, maximum amplitude) were performed in the following moments: before and after the blockade, after delivery, and 24 hours after the blockade in PD and SA groups. In the BP group, the evaluation was done before the blockade, after delivery, and 24 hours after the blockade. RESULTS: The results indicate that the anesthetic technique did not influence coagulation of pregnant women. They also demonstrate that coagulation is activated during labor, which is responsible for the changes seen in all the study groups. CONCLUSIONS: In the conditions of the present study, the sympathetic blockade and the local anesthetic did not have any influence on the coagulation of pregnant women at term undergoing epidural, subarachnoid, or pudendal nerve block.

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Bupivacaína racêmica a 0,5% e mistura com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,5% no bloqueio do plexo braquial para cirurgia ortopédica. Estudo comparativo/ Comparative study of 0.5% racemic bupivacaine versus enantiomeric mixture (S75-R25) of 0.5% bupivacaine in brachial plexus block for orthopedic surgery/ Bupivacaína racémica a 0,5% y mezcla con exceso enantiomérico del 50% (S75-R25) a 0,5% en el bloqueo del plexo braquial para cirugía ortopédica. Estudio comparativo

Sato, Roberto Tsuneo Cervato; Porsani, Douglas Flávio; Amaral, Antônio Garibaldino Vieira do; Schulz Júnior, Oscar Vilmar; Carstens, Ângelo Manoel Grande
2005-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a finalidade de encontrar uma droga mais segura que a bupivacaína racêmica, vários estudos foram realizados com seus isômeros. Este estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da mistura com excesso enantiomérico de 50% (MEE50%) de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% comparada a da bupivacaína racêmica a 0,5% no bloqueio do plexo braquial, em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de membros superiores. MÉTODO: Participaram deste es (mais) tudo, aleatório e duplamente encoberto, 40 pacientes, com idade entre 18 e 90 anos, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgia ortopédica de membros superiores, distribuídos em dois grupos: Grupo R, que recebeu a solução de bupivacaína racêmica a 0,5%, e Grupo L, que recebeu a solução da mistura com excesso enantiomérico de 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5%, ambas com epinefrina 1:200.000 e num volume de 0,6 mL.kg-1 (3 mg.kg-1), limitados a 40 mL. Foram investigadas as características motoras e/ou sensoriais de cada nervo envolvido (nervos musculocutâneo, radial, mediano, ulnar e cutâneo medial do antebraço), bem como a incidência de efeitos colaterais. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa em relação aos aspectos demográficos. Os parâmetros hemodinâmicos foram semelhantes entre os grupos, mas a pressão arterial sistólica foi maior no Grupo R. Não houve diferença significativa em relação ao tempo necessário para atingir a maior intensidade dos bloqueios motor e sensitivo. Com uma exceção, a latência do bloqueio motor do grupo muscular inervado pelo n. ulnar foi maior no Grupo L (10,75 versus 14,25 minutos). CONCLUSÕES: Em ambos os grupos foram observados adequados bloqueios motor e sensitivo para a realização da cirurgia, com poucos efeitos colaterais, sugerindo que a mistura com excesso enantiomérico de 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% com epinefrina é segura e efetiva para o bloqueio do plexo braquial para cirurgia ortopédica de membro superior. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la finalidad de encontrar una droga más segura que la bupivacaína racémica, varios estudios fueron realizados con sus isómeros. Este estudio tiene como objetivo evaluar la eficacia de la mezcla con exceso enantiomérico del 50% (MEE50%) de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% comparada la de la bupivacaína racémica a 0,5% en el bloqueo del plexo braquial en pacientes sometidos a cirugía ortopédica de miembros superiores. MÉTODO: Participar (mais) on de este estudio, aleatorio y doblemente encubierto, 40 pacientes, con edade entre 18 y 90 años, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugía ortopédica de miembros superiores, distribuidos en dos grupos: Grupo R, que recibió la solución de bupivacaína racémica a 0,5%, y Grupo L, que recibió la solución de la mezcla con exceso enantiomérico del 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5%, ambas con epinefrina 1:200.000 y en un volumen de 0,6 mL.kg-1 (3 mg.kg-1), limitados a 40 mL. Fueron investigadas las características motoras y sensoriales de cada nervio envolvido (nervios musculocutáneo, radial, mediano, ulnar y cutáneo medial del antebrazo), bien como la incidencia de efectos colaterales. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística significativa con relación a los aspectos demográficos. Los parámetros hemodinámicos fueron semejantes entre los grupos, solo que la presión arterial sistólica fue mayor en el Grupo R. No hubo diferencia significativa con relación al tiempo necesario para alcanzar la mayor intensidad de los bloqueos motor y sensitivo. Con una excepción, la latencia del bloqueo motor del grupo muscular inervado por el n. ulnar fue mayor en el Grupo L (10,75 versus 14,25 minutos). CONCLUSIONES: En ambos grupos fueron observados bloqueos motor y sensitivo adecuados para la realización de la cirugía, con pocos efectos colaterales, sugiriendo que la mezcla con exceso enantiomérico del 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% con epinefrina es segura y efectiva para el bloqueo del plexo braquial para cirugía ortopédica de miembro superior. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Several studies were performed with bupivacaine isomers in the attempt to find a safer drug than racemic bupivacaine. This study aimed at evaluating the efficacy of 0.5% bupivacaine enantiomeric mixture (MEE50%) as compared to 0.5% racemic bupivacaine in brachial plexus block for upper limb orthopedic surgery. METHODS: Participated of this randomized double-blind study 40 patients aged 18 to 90 years, physical status ASA I and II, submitted to u (mais) pper limb orthopedic surgeries, who were divided in two groups: Group R received 0.5% racemic bupivacaine; and Group L received 0.5% enantiomeric mixture (S75-R25) of bupivacaine both with 1:200,000 epinephrine, in a volume of 0.6 mL.kg-1 (3 mg.kg-1), limited to 40 mL. Motor and/or sensory characteristics of each nerve involved (musculocutaneous, radial, median, ulnar and medial cutaneous nerve of forearm), as well as the incidence of side effects were evaluated. RESULTS: There were no statistical differences in demographics. Hemodynamic parameters were similar between groups but systolic pressure was higher for Group R. There were no statistically significant differences in time to reach the greatest intensity of sensory and motor blocks. With one exception, the onset of motor block within the muscles innervated by the ulnar nerve was longer for Group L (10.75 versus 14.25 minutes). CONCLUSIONS: There were adequate sensory and motor blocks in both groups, with few side effects, suggesting that the 0.5% enantiomeric mixture (S75-R25) of bupivacaine with epinephrine is safe and effective for brachial plexus block of upper limb orthopedic surgeries.

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Fatores hepatotróficos e regeneração hepática. Parte I: o papel dos hormônios/ Hepatotrophic factors and liver regeneration. Part I: the role of hormones

Gorla Junior, José Antonio; Fagundes, Djalma José; Parra, Osório Miguel; Zaia, Cássia Thaís Bussamra Vieira; Bandeira, César Orlando Peralta; Taha, Murched Omar
2001-09-01

Resumo em português No complexo processo de proliferação celular, os hormônios agem de diferentes maneiras ao atingirem seus receptores nos tecidos-alvo. Os principais fatores ligados ao crescimento hepático são HGF, TGF-alpha, IL-6, TNF-alpha, norepinefrina, EGF e insulina. O GH estimula tanto o fígado a produzir fatores de crescimento, como a expressão genética do HGF e a síntese de DNA. Hormônios tireoideanos aumentam a capacidade proliferativa dos hepatócitos. A insulina age s (mais) inergicamente com GH e glucagon. Não tem potencial mitogênico primário mas intensifica o estímulo regenerativo iniciado pela epinefrina e norepinefrina. Esta amplifica os sinais mitogênicos do EGF e HGF, induz a secreção de EGF e antagoniza os efeitos inibitórios do TGF-beta 1. O glucagon isoladamente não produz efeitos mas provavelmente participa na síntese de DNA e da resposta homeostásica pela qual a glicemia é mantida estável durante a regeneração. Também há indícios de ação hepatotrófica da gastrina. Resumo em inglês Regarding the cell proliferative process, hormones can show different actions when reach tissue receptors. HGF, TGF-alpha, IL-6, TNF-alpha, norepinefrin, EGF and insulin are known to be the main factors connected to liver growth. GH enhances DNA synthesis and gene expression of HGF as well as stimulates liver to produce growth factors. Thyroid hormones improve hepatocyte’s proliferative capacity. Insulin isn’t a primary mitogenic but enhances regenerative stimulation st (mais) arted by epinephrine and norepinephrine. Norepinephrine amplifies mitogenic signals of EGF and HGF. Moreover induces EGF secretion and antagonizes inhibitory efects of TGF-beta 1. Glucagon doesn’t produce effects alone but, probably participates of DNA synthesis and homeostasic process by wich glicemia is kept steady during regeneration. Finaly, there are clues that gastrin may promote hepatotrophic effects.

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Identificação tomográfica da bainha epineural dos nervos poplíteos durante anestesia regional intermitente do pé: relato de caso/ Tomographic identification of popliteal nerves epineural sheath during foot intermittent regional anesthesia: case report/ Identificación tomográfica de la vaina epineural de los nervios poplíteos durante anestesia regional intermitente del pie: relato de caso

Geier, Karl Otto
2002-09-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Bloqueios nervosos regionais dos membros inferiores são comumente realizados para procedimentos cirúrgicos e analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo é demonstrar um raro e casual registro tomográfico sobre o posicionamento de cateter na fossa poplítea, originalmente destinado ao nervo ciático, e a dispersão da solução anestésica durante analgesia intermitente num trauma de pé. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 54 (mais) anos, estado físico ASA III, com trauma grave do pé esquerdo foi submetido a bloqueio do nervo ciático através de cateter colocado no ápice do triângulo poplíteo. Como injeções de 10 ml de bupivacaína a 0,375% com epinefrina a 1:400.000 permitiram curativos e desbridamentos diários com preservação da sensibilidade plantar, o fenômeno foi investigado radiologicamente. Estudos radiográficos e tomográficos contrastados da região poplítea permitiram mostrar o posicionamento do cateter e a dispersão da solução anestésica sob a bainha de cada um dos componentes do nervo ciático. CONCLUSÕES: Os relevantes achados tomográficos contrastados da região poplítea comprovaram recente estudo anatômico sobre a individualização da bainha neural, envolvendo os nervos poplíteos com implicações no desfecho do bloqueio nesta região. A analgesia obtida por cateter mantido na fossa poplítea demonstrou ser efetiva apenas no dermátomo do nervo fibular superficial (dorso medial do pé e hálux). Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Bloqueos nerviosos regionales de los miembros inferiores son comúnmente realizados para procedimientos quirúrgicos y analgesia pós-operatoria. El objetivo de este estudio es demostrar un raro y casual registro tomográfico sobre la posición del catéter en la fosa poplítea, originalmente destinado al nervio ciático, y la dispersión de la solución anestésica durante analgesia intermitente en un trauma de pie. RELATO DE CASO: Paciente del (mais) sexo masculino, 54 años, estado físico ASA III, con trauma grave del pie izquierdo fue sometido a bloqueo del nervio ciático a través de catéter colocado en el ápice del triángulo poplíteo. Como inyecciones de 10 ml de bupivacaína a 0,375% con epinefrina a 1:400.000 permitieron curativos y desbridamientos diarios con preservación de la sensibilidad plantar, el fenómeno fue investigado radiológicamente. Estudios radiográficos y tomográficos contrastados de la región poplítea permitieron mostrar la posición del catéter y la dispersión de la solución anestésica bajo la vaina de cada uno de los componentes del nervio ciático. CONCLUSIONES: Los relevantes hallados tomográficos contrastados de la región poplítea comprobaron reciente estudio anatómico sobre la individualización de la vaina neural envolviendo los nervios poplíteos con implicaciones en el resultado del bloqueo En esta región. la analgesia obtenida por catéter mantenido en la fosa poplítea demostró ser efectiva apenas en el dermátomo del nervio fibular superficial (dorso medial del pie y hálux). Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Lower limb regional nervous blocks are common procedures for surgery and postoperative analgesia. This study aimed at describing a rare and casual tomographic image of a catheter in the popliteal fossa, which was originally directed to the sciatic nerve, and of anesthetic solution spread during intermittent analgesia for foot trauma. CASE REPORT: Male patient, 54 years old, physical status ASA III, with severe left foot trauma and submitted to s (mais) ciatic nerve block through a catheter inserted in the apex of the popliteal triangle. Since 10 ml injections of 0.375% bupivacaine with epinephrine 1:400,000 allowed for daily dressings and débridement while preserving plantar sensitivity, the phenomenon was radiologically investigated. Enhanced radiographic and tomographic studies of the popliteal region were able to show catheter positioning and anesthetic spread under the sheath of each component of the sciatic nerve. CONCLUSIONS: Relevant enhanced tomographic findings of the popliteal region have proven a recent anatomic study on the individualization of the neural sheath involving popliteal nerves with implications in blockade outcome. Anesthesia obtained by a catheter in the popliteal fossa was effective only in the superficial fibular nerve dermatome (medial dorsum of foot and hallux).

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Bronquiolite aguda, uma revisão atualizada/ Acute bronchiolitis, an updated review

Carvalho, Werther Brunow de; Johnston, Cíntia; Fonseca, Marcelo Cunio
2007-04-01

Resumo em português A bronquiolite aguda (BA) é um diagnóstico freqüente de internação hospitalar em pediatria, ocasionada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Ocorre epidemicamente nos meses de outono e inverno. Algumas populações de crianças (recém-nascidos pré-termo, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunocomprometidos, desnutridos, entre outros) apresentam maior risco de morbidade e mortalidade. Os vírus multiplicam-se nas células epiteli (mais) ais ciliadas, e a inflamação e os debris celulares ocasionam obstrução da via aérea, hiperinsuflação, atelectasia localizada, chiado e alterações das trocas gasosas. Não existem evidências definitivas em relação aos tratamentos utilizados para esta doença. O tratamento inclui a utilização de oxigênio, hidratação, beta-2 agonistas por via inalatória, epinefrina racêmica, DNase recombinante, fisioterapia respiratória, entre outros. Medidas profiláticas: administração de anticorpos monoclonais (palivizumab). A maioria das crianças com BA, independentemente da gravidade da doença, recuperam-se sem seqüelas. O curso natural desta doença, habitualmente, varia entre sete a dez dias, mas algumas crianças permanecem doentes por semanas. Resumo em inglês Acute bronchiolitis (AB) is a frequent cause of hospitalization among children and its main etiological agent is respiratory syncytial virus (RSV). It occurs epidemically during autumn and winter. Some populations of children such as premature newborns, infants with congenital heart disease and those with chronic lung disease, immunocompromised, undernourished, among others, present increased morbidity and mortality risk. The virus multiplies in epithelial ciliated cells (mais) while inflammation and cellular debris cause obstruction of the airways, hyperinflation, atelectasis, and wheezing and gas exchange imbalance. Definitive evidence still does not exist about treatment of this disease, Treatment includes oxygen therapy, hydration, inhaled beta-2 agonists, racemic epinephrine, recombinant DNase and respirotherapy, among others. Prophylactic measures include administration of monoclonal antibodies. The majority of children with AB, independent of disease severity, recover without sequels. The natural course of this disease usually varies, from seven to ten days ,however some children may not recover for weeks.

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Efeito do carvedilol a curto prazo na atividade simpática cardíaca pela cintilografia com 123I-MIBG/ Effects of short-term carvedilol on the cardiac sympathetic activity assessed by 123I-MIBG scintigraphy

Miranda, Sandra Marina Ribeiro de; Mesquita, Evandro Tinoco; Dohmann, Hans Fernando da Rocha; Azevedo, Jader Cunha; Barbirato, Gustavo Borges; Freire, Fabiano de Lima; Ribeiro, Mário Luiz; Nóbrega, Antonio Cláudio Lucas da; Coimbra, Alexandro; Mesquita, Cláudio Tinoco
2010-03-01

Resumo em português FUNDAMENTO: Alterações autonômicas na insuficiência cardíaca estão associadas a um aumento da morbimortalidade. Vários métodos não invasivos têm sido empregados para avaliar a função simpática, incluindo a imagem cardíaca com 123I-MIBG. OBJETIVO: Avaliar a atividade simpática cardíaca, por meio da cintilografia com 123I-MIBG, antes e após três meses de terapia com carvedilol em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção do VE (mais) EVE). MÉTODOS: Foram recrutados para o estudo 16 pacientes, com idade média de 56,3 ± 12,6 anos (11 do sexo masculino), fração de ejeção média de 28% ± 8% e sem uso prévio de betabloqueadores. Realizaram-se imagens da inervação cardíaca com 123I-MIBG, determinando os níveis séricos de catecolaminas (epinefrina, dopamina e norepinefrina), e empreendeu-se a ventriculografia radionuclídica antes e após o uso de carvedilol por três meses. RESULTADOS: Houve melhora da classe funcional dos pacientes: antes do tratamento, metade se encontrava em CF II (50%) e metade em CF III. Após 3 meses, 7 pacientes encontravam-se em CF I (43,8%) e 9 em CF II (56,2%), (p = 0,0001). A FEVE média avaliada pela ventriculografia radionuclídica aumentou de 29% para 33% (p = 0,017). Não houve variação significativa da atividade adrenérgica cardíaca avaliada pelo 123I-MIBG (imagem precoce, tardia e taxa de washout). Não foi observada variação significativa nas dosagens das catecolaminas. CONCLUSÃO: O tratamento em curto prazo com carvedilol promoveu a melhora clínica e da FEVE. Entretanto, não foi associado à melhora da atividade adrenérgica cardíaca pela cintilografia com 123I-MIBG, bem como da dosagem das catecolaminas circulantes. Resumo em inglês BACKGROUND: Autonomic alterations in heart failure are associated with an increase in morbimortality. Several noninvasive methods have been employed to evaluate the sympathetic function, including the Meta-Iodobenzylguanidine (123I-MIBG) scintigraphy imaging of the heart. OBJECTIVE: to evaluate the cardiac sympathetic activity through 123I-MIBG scintigraphy, before and after three months of carvedilol therapy in patients with heart failure and left ventricular ejection fr (mais) action (LVEF)

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Bloqueio do plexo braquial por via interescalênica: efeitos sobre a função pulmonar/ Interscalene brachial plexus block: effects on pulmonary function/ Bloqueo del plexo braquial por vía interescalénica: efectos sobre la función pulmonar

Hortense, Alexandre; Perez, Marcelo Vaz; Amaral, Jose Luis Gomes do; Oshiro, Ana Cristina Martins de Vasconcelos; Rossetti, Heloisa Baccaro
2010-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A via interescalênica é um dos acessos mais comumente utilizados no bloqueio do plexo braquial. Todavia, tem-se demonstrado associação dessa técnica com o bloqueio do nervo frênico ipsilateral. A disfunção diafragmática daí resultante provoca alterações na mecânica pulmonar, potencialmente deletérias em pacientes com limitação da reserva ventilatória. O objetivo do estudo foi avaliar a repercussão do bloqueio interescalênico s (mais) obre a função pulmonar por meio da medida da capacidade vital forçada (CVF). MÉTODO: Estudo duplamente encoberto com 30 pacientes, estado físico I ou II (ASA), distribuídos aleatoriamente em dois grupos de15. Foi administrada solução a 0,5% de ropivacaína (Grupo Ropi) ou bupivacaína a 0,5% com epinefrina (Grupo Bupi). O bloqueio foi realizado utilizando estimulador de nervo periférico e sendo injetados 30 mL de anestésico local. Quatro espirometrias foram realizadas em cada paciente: antes do bloqueio, 30 minutos, 4 e 6 horas após. Os pacientes não receberam sedação. RESULTADOS: Um paciente do Grupo Ropi e três pacientes do Grupo Bupi foram excluídos do estudo por falha de bloqueio. A redução da CVF no Grupo Ropi foi máxima aos 30 minutos (25,1%) e a partir de então houve tendência progressiva à recuperação. Já com bupivacaína, a redução da CVF pareceu ser menos acentuada nos diversos momentos estudados; observou-se redução adicional entre 30 minutos (15,8%) e 4 horas (17,3%), sendo esta sem diferença estatística. A partir de 4 horas, notou-se tendência à recuperação. Em ambos os grupos, após 6 horas de bloqueio a CVF encontra-se ainda abaixo dos valores prévios. CONCLUSÕES: O bloqueio interescalênico reduz a CVF na maioria dos casos; as alterações foram mais acentuadas no Grupo Ropivacaína. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La vía interescalénica es uno de los accesos más a menudo utilizados en el bloqueo del plexo braquial. Sin embargo, se ha demostrado una asociación de esa técnica con el bloqueo del nervio frénico ipsilateral. La disfunción diafragmática de resultas de esa asociación, provoca alteraciones en la mecánica pulmonar, potencialmente perjudiciales en pacientes con una limitación de la reserva ventilatoria. El objetivo del estudio fue evalua (mais) r la repercusión del bloqueo interescalénico sobre la función pulmonar por medio de la medida de la capacidad vital forzada (CVF). MÉTODO: Estudio doble ciego, con 30 pacientes, estado físico I o II (ASA), distribuidos aleatoriamente en dos grupos de 15. Se administró solución a 0,5% de ropivacaína (Grupo Ropi) o bupivacaína a 0,5% con epinefrina (Grupo Bupi). El bloqueo fue realizado utilizando estimulador de nervio periférico e inyectando 30 mL de anestésico local. Cuatro espirometrías se hicieron en cada paciente: antes del bloqueo, 30 minutos, 4 y 6 horas después. Los pacientes no recibieron sedación. RESULTADOS: Un paciente del Grupo Ropi y tres pacientes del Grupo Bupi, quedaron excluidos del estudio por fallos de bloqueo. La reducción de la CVF en el Grupo Ropi se hizo máxima a los 30 minutos (25,1%) y a partir de entonces, hubo una tendencia progresiva a la recuperación. Ya con la bupivacaína, la reducción de la CVF pareció ser menos acentuada en los diversos momentos estudiados; se observó una reducción adicional entre 30 minutos (15,8%) y 4 horas (17,3%), siendo esa sin diferencia estadística. A partir de 4 horas, se notó una tendencia a la recuperación. En los dos grupos, después de 6 horas de bloqueo, la CVF todavía estaba por debajo de los valores previos. CONCLUSIONES: El bloqueo interescalénico reduce la CVF en la mayoría de los casos; las alteraciones fueron más acentuadas en el Grupo Ropivacaína. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The interscalene is one of the most common approaches used in brachial plexus block. However, the association of this approach with the ipsilateral blockade of the phrenic nerve has been demonstrated. The resulting diaphragmatic dysfunction causes changes in lung mechanics, which can be potentially deleterious in patients with limited respiratory reserve. The objective of the present study was to evaluate the repercussion of interscalene brachia (mais) l plexus block on pulmonary function by measuring forced vital capacity (FVC). METHODS: This is a double-blind study with 30 patients, physical status ASA I or II, randomly separated into two groups of 15 patients each; 0.5% ropivacaine (Ropi Group) or 0.5% bupivacaine with epinephrine (Bupi Group) was administered. A peripheral nerve stimulator was used, and 30 mL of the local anesthetic were administered. Four spirometries were done in each patient: before the blockade, 30 minutes, four hours, and six hours after the blockade. Patients were not sedated. RESULTS: One patient in the Ropi Group and three patients in the Bupi Group were excluded from the study due to failure of the blockade. The Ropi Group showed maximal FVC reduction at 30 minutes (25.1%), with a tendency for recovery from this point on. With bupivacaine, the reduction in FVC was less important at the different study moments; an additional reduction was observed between 30 (15.8%) and four hours (17.3%), but it was not statistically significant. A tendency for recovery was observed from four hours on. In both groups, the FVC six hours after the blockade was still below baseline levels. CONCLUSIONS: Interscalene block reduces FVC in most cases. Changes were more pronounced in the Ropivacaine group.

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Bloqueio do nervo frênico após realização de bloqueio do plexo braquial pela via interescalênica: relato de caso/ Phrenic nerve block after interscalene brachial plexus block: case report/ A bloqueo del nervio frénico después de la realización de bloqueo del plexo braquial por la vía interescalénica: relato de caso

Cangiani, Luis Henrique; Rezende, Luis Augusto Edwards; Giancoli Neto, Armando
2008-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Bloqueio do nervo frênico é um evento adverso do bloqueio do plexo braquial; entretanto, na sua maioria, sem repercussões clínicas importantes. O objetivo deste relato foi apresentar um caso em que ocorreu bloqueio do nervo frênico, com comprometimento ventilatório, em paciente com insuficiência renal crônica submetido a instalação de fístula arteriovenosa extensa, sob bloqueio do plexo braquial pela via perivascular interescalênica. (mais) RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 50 anos, tabagista, portador de insuficiência renal crônica em regime de hemodiálise, hipertensão arterial, hepatite C, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, a ser submetido à instalação de fístula arteriovenosa extensa no membro superior direito sob bloqueio de plexo braquial pela via interescalênica. O plexo braquial foi localizado com utilização do estimulador de nervo periférico. Foram injetados 35 mL de uma solução de anestésico local, constituída de uma mistura de lidocaína a 2% com epinefrina a 1:200.000 e ropivacaína a 0,75% em partes iguais. Ao final da injeção o paciente apresentava-se lúcido, porém com dispnéia e predomínio de incursão respiratória intercostal ipsilateral ao bloqueio. Não havia murmúrio vesicular na base do hemitórax direito. A SpO2 manteve-se em 95%, com cateter nasal de oxigênio. Não foi necessária instalação de métodos de auxílio ventilatório invasivo. Radiografia do tórax revelou que o hemidiafragma direito ocupava o 5° espaço intercostal. O quadro clínico foi revertido em três horas. CONCLUSÕES: O caso mostrou que houve paralisia total do nervo frênico com sintomas respiratórios. Apesar de não ter sido necessária terapêutica invasiva para o tratamento, fica o alerta para a restrição da indicação da técnica nesses casos. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del nervio frénico es un evento adverso del bloqueo del plexo braquial, sin embargo, en su mayoría, sin repercusiones clínicas importantes. El objetivo de este relato fue presentar un caso en que ocurrió bloqueo del nervio frénico, con comprometimiento ventilatorio en paciente con insuficiencia renal crónica, sometido a la instalación de fístula arterio-venosa extensa, bajo bloqueo del plexo braquial por la vía perivascular i (mais) nterescalénica. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 50 años, tabaquista, portador de insuficiencia renal crónica en régimen de hemodiálisis, hipertensión arterial, hepatitis C, diabetes melito, enfermedad pulmonar obstructiva crónica, sometido a la instalación de fístula arterio-venosa extensa en el miembro superior derecho bajo bloqueo de plexo braquial por la vía interescalénica. El plexo braquial fue localizado con la utilización del estimulador de nervio periférico. Se inyectaron 35 mL de una solución de anestésico local constituida de una mezcla de lidocaína a 2% con epinefrina a 1:200.000 y ropivacaína a 0,75% en partes iguales. Al final de la inyección el paciente estaba lúcido, pero sin embargo con disnea y predominio de incursión respiratoria intercostal ipsilateral al bloqueo. No había murmullo vesicular en la base del hemitórax derecho. La SpO2 se mantuvo en un 95%, con catéter nasal de oxígeno. No fue necesaria la instalación de métodos de auxilio ventilatorio invasivo. La radiografía del tórax reveló que el hemidiafragma derecho ocupaba el 5° espacio intercostal. El cuadro clínico se revirtió en tres horas. CONCLUSIONES: El caso mostró que hubo parálisis total del nervio frénico con síntomas respiratorios. A pesar de no haber sido necesaria la terapéutica invasiva para el tratamiento, queda el aviso aquí para la restricción de la indicación de la técnica en esos casos. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Phrenic nerve block is a common adverse event of brachial plexus block. However, in most cases it does not have any important clinical repercussion. The objective of this work was to report a case with phrenic nerve block with respiratory repercussions in a patient with chronic renal failure who had an extensive arteriovenous fistula created under perivascular interscalene brachial plexus block. CASE REPORT: A 50-year old male patient, smoker, w (mais) ith chronic renal failure on hemodialysis, hypertension, hepatitis C, diabetes mellitus, and chronic obstructive pulmonary disease, was scheduled for creation of an arteriovenous fistula in the right upper limb under interscalene brachial plexus block. The brachial plexus was identified by a peripheral nerve stimulator. Thirty-five milliliter of a local anesthetic mixture containing equal parts of 2% lidocaine with epinephrine at 1:200.000 and 0.75% ropivacaine were injected. After the injection, the patient was alert and oriented, but developed dyspnea and predominance of intercostal respiration on the side of the blockade. Breath sounds were not present in the right base. SpO2 was maintained at 95% with oxygen through nasal cannula. Institution of invasive ventilatory support was not necessary. A chest X-ray showed the right hemidiaphragm on the 5th intecostal space. The patient returned to normal after three hours. CONCLUSION: In this case, the patient developed complete paralysis of the phrenic nerve with respiratory symptoms. Although invasive treatment was not necessary, it is necessary to alert anesthesiologists to restrict the indication of this technique.

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Estudo comparativo do bloqueio combinado femoral-isquiático, por punção em sítio único, com anestesia subaracnóidea para cirurgia unilateral do membro inferior/ Comparative study between combined sciatic-femoral nerve block, via a single skin injection, and spinal block anesthesia for unilateral surgery of the lower limb/ Estudio comparativo del bloqueo combinado femoral-isquiático por punción en sitio único, con anestesia subaracnoidea para cirugías unilateral del miembro inferior

Imbelloni, Luiz Eduardo; Rezende, Gustavo Volpato Passarini de; Ganem, Eliana Marisa; Cordeiro, José Antonio
2010-12-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A raquianestesia unilateral pode apresentar vantagens em pacientes ambulatoriais. O objetivo deste trabalho foi comparar a raquianestesia unilateral com o bloqueio combinado femoral-isquiático em cirurgias ortopédicas unilaterais e ambulatoriais. MÉTODO: Sessenta pacientes foram aleatoriamente separados em dois grupos para receber 6 mg de bupivacaína hiperbárica ou hipobárica (grupo RQ) em decúbito lateral esquerdo ou 800 mg de lidocaína (mais) 1,6% com epinefrina nos nervos femoral e isquiático (grupo CFI) em decúbito dorsal. O bloqueio dos nervos foi realizado com agulha de 150 mm conectada a um neuroestimulador e inserida no ponto médio entre as duas abordagens clássicas, sendo injetados 15 mL no nervo femoral e 35 mL no nervo isquiático. Avaliados o tempo para realização dos bloqueios e sua duração. Vinte minutos após, os pacientes foram avaliados em relação aos bloqueios sensitivo e motor. RESULTADOS: O tempo para a realização da raquianestesia foi significativamente menor do que o bloqueio combinado femoral-isquiático. O bloqueio unilateral foi obtido em 90% dos pacientes no grupo RQ e 100% no grupo CFI. O tempo para recuperação do bloqueio sensitivo e motor foi significativamente maior no grupo CFI. Não houve bradicardia ou hipotensão. CONCLUSÕES: Este estudo conclui que é tecnicamente fácil realizar bloqueio anterior combinado femoral-isquiático e pode ser uma alternativa para o bloqueio unilateral do membro inferior. A raquianestesia unilateral com baixas doses de bupivacaína resultou em menor tempo para realização, menor número de tentativas e recuperação mais precoce do bloqueio combinado femoral-isquiático, porém com mesma efetividade. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La raquianestesia unilateral puede presentar ventajas en pacientes ambulatoriales. El objetivo de este trabajo fue comparar la raquianestesia unilateral con el bloqueo combinado femoral-isquiático en cirugías ortopédicas unilaterales y ambulatoriales. MÉTODO: Sesenta pacientes fueron separados aleatoriamente en dos grupos de 30 para recibir 6 mg de bupivacaína hiperbárica o hipobárica (grupo RQ), en decúbito lateral izquierdo u 800 mg de (mais) lidocaína 1,6% con epinefrina en los nervios femoral e isquiático (grupo CFI), en decúbito dorsal. El bloqueo de los nervios fue realizado con una aguja de 150 mm conectada a un neuroestimulador e insertada en el punto medio entre las dos incisiones clásicas. Se inyectaron 15 mL en el nervio femoral y 35 mL en el nervio isquiático. Fue mensurado el tiempo para la realización de los bloqueos y su duración. Veinte minutos después, los pacientes fueron evaluados con relación a los bloqueos sensitivo y motor. RESULTADOS: El tiempo para la realización de la raquianestesia fue significativamente menor que el bloqueo combinado femoral-isquiático. El bloqueo unilateral se obtuvo en un 90% de los pacientes en el grupo RQ y en un 100% en el grupo CFI. El tiempo para la recuperación del bloqueo sensitivo y motor fue significativamente mayor en el grupo CFI. No hubo bradicardia o hipotensión. CONCLUSIONES: Por medio de este estudio, se llega a la conclusión de que es técnicamente fácil realizar el bloqueo anterior combinado femoral-isquiático y de que ese puede ser una alternativa para el bloqueo unilateral del miembro inferior. La raquianestesia unilateral con bajas dosis de bupivacaína, mostró un menor tiempo para la realización, un menor número de intentos y una recuperación más rápida del bloqueo combinado femoral-isquiático. Sin embargo, la efectividad fue la misma. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Unilateral spinal anesthesia has advantages when used in outpatient basis. The objective of the present study was to compare unilateral spinal anesthesia with combined sciatic-femoral nerve block in unilateral orthopedic surgeries in outpatients. METHODS: Sixty patients were randomly divided into two groups of 30 patients to receive 6 mg of hyperbaric or hypobaric bupivacaine (RQ group) in left lateral decubitus, or 800 mg of 1.6% lidocaine with (mais) epinephrine on sciatic and femoral nerves (CFI group) in dorsal decubitus. A 150-mm needle connected to a neurostimulator, inserted in the middle point between both classical approaches, was used for the nerve block, with the injection of 15 mL on the femoral nerve and 35 mL on the sciatic nerve. The time for the blockades and their duration were evaluated. After twenty minutes, patients were evaluated regarding the sensorial and motor blockades. RESULTS: Time for performance of spinal anesthesia was substantially lower than for combined sciatic-femoral nerve block. Unilateral blockade was achieved in 90% of the patients in the RQ group, and 100% in the CFI group. Bradycardia or hypotension was not observed. CONCLUSIONS: This study concluded that combined sciatic-femoral nerve block is technically easy to perform and it can be an alternative for unilateral blockade of the lower limbs. Unilateral spinal anesthesia with low doses of bupivacaine resulted in shorter time to perform it, lower number of attempts, and earlier recovery than combined sciatic-femoral nerve block, but with the same efficacy.

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Desenvolvimento e validação de um método cromatográfico em fase gasosa para análise da 3,4-metilenodioximetanfetamina (ecstasy) e outros derivados anfetamínicos em comprimidos/ Development and validation of a gas chromatography method for determination of ecstasy and amphetamines derivatives in tablets

Lasmar, Marcelo Carvalho; Leite, Edna Maria Alvarez
2007-06-01

Resumo em português O uso abusivo das anfetaminas e seus derivados vêm aumentando dramaticamente nos últimos anos em diversas regiões do mundo, notando-se especial utilização do Ecstasy. A análise de amostras da droga apreendidas nas ruas evidenciou, além da presença de MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), componente principal da droga, outras feniletilaminas, como a MDA (3,4-metilenodioxanfetamina) e MDEA (metilenodioximetiletilanfetamina) este último também conhecido como a dro (mais) ga Eve, ainda pouco difundida no Brasil. O objetivo do presente trabalho foi desenvolver e validar um método analítico confiável, prático e acessível aos laboratórios de toxicologia, de médio e pequeno porte, no Brasil e em países em desenvolvimento, para identificação separada do MDMA, MDA e MDEA. A cromatografia em fase gasosa utilizando-se coluna capilar e detector de ionização de chama foi a técnica escolhida. O método analítico apresentou para os três analitos de interesse, faixa ampla de linearidade (1,0 a 500,0 µg/mL); limites de quantificação de 1,0 µg/mL e coeficientes de variação intra e interensaio inferiores a 9,5%. Os limites de detecção estabelecidos foram 0,7 µg/mL, 0,8 µg/mL e 0,6 µg/mL, respectivamente para o MDMA, MDA e MDEA. O método foi seletivo na presença de epinefrina, cocaína, anfetamina, ácido acetilsalisílico, metanfetamina, ácido dietilbarbitúrico, p-aminobenzoil dietilbarbitúrico, paracetamol e cafeína. Resumo em inglês The abusive use of the amphetamine derivative ecsyasy in the world come increasing in the last years. Many tablets samples kept on the streets shown the presence not only of the MDMA- 3,4-methylenedioxymethamphetamine, the main drug component but also of the MDA - 3,4- methylenedioxyamphetamine and MDEA - 3,4-methylenedioxymethylethylamphetamine. The present study sought to develop and validate an analytical method for determination of MDMA, MDA and MDEA in tablets to be (mais) accessible for the most small or medium laboratories of toxicology of the development countries as Brazil. It was chosen for development and validation a gas chromatography method with flame ionization detection. The analytic validation results for MDMA, MDA and MDEA were linearity range of 1.0 to 500.0 µg/mL, intra and interassay coefficient of variation lower than 9.5% and quantification limit of 1.0 µg/mL. The detection limits were 0.7 µg/mL, 0.8 µg/mL and 0.6 µg/mL respectively to MDMA, MDA and MDEA. The method showed a good seletivity as the epinephrine, cocaine, amphetamine, methamphetamine, acethyl salicilic acid, diethyl barbituric acid, p-aminobenzoyl diethyl barbituric, paracetamol and caffeine presences did not interfere with the measurement of the three analytes.

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Bloqueio do plexo braquial por via infraclavicular: abordagem ântero-posterior/ Infraclavicular brachial plexus block: antero posterior approach/ Bloqueo del plexo braquial por vía infraclavicular: abordaje antero-posterior

Imbelloni, Luiz Eduardo; Beato, Lúcia; Gouveia, M. A
2001-06-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo braquial é a técnica preferida pelos anestesiologistas para cirurgias nos membros superiores. Embora o acesso infraclavicular seja menos utilizado, ele pode oferecer algumas vantagens. O objetivo deste estudo prospectivo é mostrar os resultados observados em 50 pacientes submetidos a bloqueio do plexo braquial pela via infraclavicular, usando estimulador de nervo periférico e abordagem ântero-posterior. MÉTODO: Cinqüen (mais) ta pacientes, com idades entre 17 e 87 anos, estado físico ASA I e II, escalados para cirurgias ortopédicas da extremidade superior foram anestesiados com bloqueio do plexo braquial pela via infraclavicular. Todos os bloqueios foram realizados com estimulador de nervo periférico, a partir de 1 mA. Quando se obtinha uma adequada contração muscular na mão, no antebraço ou músculos do braço, a amperagem era diminuída até desaparecimento da resposta. Se a resposta desaparecesse com estímulo superior a 0,6 mA, a agulha poderia ser movimentada a procura de melhor resposta. Se a resposta não desaparecesse com estímulo menor que 0,5 mA, injetavam-se 50 ml de lidocaína a 1,6% com epinefrina 1:200.000. Foram avaliados o tempo de latência, duração da cirurgia, tolerância ao uso do torniquete, duração dos bloqueios sensitivo e motor, complicações e efeitos adversos. RESULTADOS: O bloqueio foi efetivo em 94% dos pacientes, o tempo médio da latência foi de 8,78 min, a duração média da cirurgia foi de 65,52 min e a tolerância ao torniquete foi observada em todos os pacientes. A média de duração do bloqueio sensitivo foi de 195,56 min e do bloqueio motor de 198,86 min. Ocorreu uma punção vascular. Não foram observados sinais e sintomas clínicos de toxicidade do anestésico local ou do vasoconstritor. Nenhum paciente apresentou efeitos adversos do bloqueio. CONCLUSÕES: O bloqueio infraclavicular do plexo braquial proporciona uma anestesia efetiva para cirurgias dos membros superiores. Acreditamos que a técnica utilizando o estimulador de nervos periféricos proporciona um alto índice de sucesso e demonstrou ser segura. Não foi observado nenhum caso de pneumotórax ou qualquer outro tipo de complicação. A solução do anestésico utilizada proporcionou uma anestesia adequada e segura. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo braquial es la técnica preferida por los anestesistas para cirugías en los miembros superiores. Aun cuando el acceso infraclavicular sea menos utilizado, él puede ofrecer algunas ventajas. El objetivo de este estudio prospectivo es mostrar los resultados observados en 50 pacientes sometidos a bloqueo del plexo braquial por la vía infraclavicular, usando estimulador del nervio periférico y abordaje antero-posterior. MÉT (mais) ODO: Cincuenta pacientes, con edades entre 17 y 87 años, estado físico ASA I y II, escalados para cirugías ortopédicas de la extremidad superior fueron anestesiados con bloqueo del plexo braquial por la vía infraclavicular. Todos los bloqueos fueron realizados con estimulador de nervio periférico, a partir de 1 mA. Cuando se obtenía una adecuada contracción muscular en la mano, en el antebrazo o músculos del brazo, el amperaje era disminuido hasta el desaparecimiento de la respuesta. Si la respuesta desapareciese con estímulo superior a 0,6 mA, la aguja podría ser movimentada en la búsqueda de la mejor respuesta. Si la respuesta no desapareciese con estímulo menor que 0,5 mA, se inyectaban 50 ml de lidocaína a 1,6% con epinefrina 1:200.000. Fueron evaluados el tiempo de latencia, duración de la cirugía, tolerancia al uso del torniquete, duración de los bloqueos sensitivo y motor, complicaciones y efectos adversos. RESULTADOS: El bloqueo fue efectivo en 94% de los pacientes, el tiempo medio de la latencia fue de 8,78 min, la duración media de la cirugía fue de 65,52 min y la tolerancia al torniquete fue observada en todos los pacientes. La media de duración del bloqueo sensitivo fue de 195,56 min y del bloqueo motor de 198,86 min. Ocurrió una punción vascular. No fueron observados señales y síntomas clínicos de toxicidad del anestésico local o del vasoconstrictor. Ningún paciente presentó efectos adversos del bloqueo. CONCLUSIONES: El bloqueo infraclavicular del plexo braquial proporciona una efectiva anestesia para cirugías de los miembros superiores. Acreditamos que la técnica que utiliza el estimulador de nervios periférico proporciona un alto índice de suceso y demostró que es segura. No fue observado ningún caso de pneumotórax o cualquier otro tipo de complicación. La solución del anestésico utilizada proporcionó una anestesia segura y adecuada. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Brachial plexus block is the preferred anesthetic technique for upper limb surgery. Although less commonly used, the infraclavicular brachial block may have some advantages. In this study we present the results of 50 patients submitted to infraclavicular plexus block by the antero posterior approach with the aid of a nerve stimulator. METHODS: Fifty patients, aged 17 to 87 years, physical status ASA I and II, scheduled for upper limb orthopedic (mais) surgery, were submitted to brachial plexus block by the infraclavicular approach. All blocks were performed with the help of a peripheral nerve stimulator starting at 1 mA. When an adequate hand, forearm or arm muscle contraction was obtained the current was decreased until the disappearance of the response. If there was no response with a stimulus above 0.6 mA, the needle was relocated in search for a better response. If response persisted with a stimulus below 0.5 mA, 50 ml of 1.6% lidocaine with epinephrine 1:200,000 were injected. The following parameters were evaluated: block onset time, surgery duration, tourniquet tolerance, sensory and motor block duration, complications and side effects. RESULTS: Blockade was effective in 94% of patients; mean onset time was 8.78 min, surgical mean duration was 65.52 min, tourniquet tolerance was 100%, mean sensory block duration was 195.56 min and mean motor block duration was 198.86 min. There has been one vascular puncture. There were no clinical signs or symptoms of toxic effects of local anesthetics and vasoconstrictors. No patient showed blockade side effects. CONCLUSIONS: Infraclavicular plexus block provides an effective anesthesia for upper limb surgery. The use of a nerve stimulator helps the technique to be both highly successful and safe: no pneumothorax or any other major complication were observed. The local anesthetic solution used provided an adequate and safe anesthesia.

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Analgesia controlada pelo paciente com fentanil e sufentanil no pós-operatório de reconstrução de ligamentos do joelho: estudo comparativo/ Patient controlled analgesia with fentanyl or sufentanil in the postoperative period of knee ligament reconstruction: comparative study/ Analgesia controlada por el paciente con fentanil o sufentanil en el pós-operatorio de reconstrucción de ligamentos de la rodilla: estudio comparativo

Lutti, Marcelo Negrão; Vieira, João Lopes; Eickhoff, Dante Roberto; Carli, Daniel de; Carvalho, Marcelo Antônio de
2002-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os opióides têm sido utilizados por via peridural associados ou não a anestésicos locais para analgesia pós-operatória de forma contínua e/ou em bolus controlado pelo paciente. O objetivo deste estudo foi comparar a analgesia pós-operatória entre o fentanil e sufentanil em infusão contínua e em bolus por via peridural, em pacientes submetidos à reconstrução de ligamento do joelho. MÉTODO: Participaram do estudo 70 pacientes com id (mais) ades entre 16 e 47 anos, estado físico ASA I e II, divididos aleatoriamente em dois grupos: Grupo F (fentanil) e Grupo S (sufentanil). Todos os pacientes foram submetidos à anestesia peridural com bupivacaína a 0,5% (100 mg) com epinefrina 1:200.000 associada a fentanil (100 mg). Ao final da cirurgia, os pacientes receberam fentanil (Grupo F) ou sufentanil (Grupo S) por via peridural em regime de infusão contínua mais bolus liberados pelo paciente. No Grupo F foi utilizada solução fisiológica (85 ml) contendo fentanil 500 µg (10 ml) e bupivacaína (5 ml a 0,5%). No Grupo S foi utilizada solução fisiológica (92 ml) contendo sufentanil 150 µg (3 ml) e bupivacaína (5 ml a 0,5%). Para os dois grupos a bomba de infusão foi programada inicialmente em 5 ml.h-1, com dose de 2 ml em bolus liberado pelo paciente num intervalo de 15 minutos. Foram comparados os seguintes parâmetros: dor, número de bolus acionados, consumo de opióides, bloqueio motor, sedação e efeitos colaterais. RESULTADOS: Não houve diferença entre os grupos quanto à qualidade da analgesia, sendo a maioria de boa qualidade (EAV 0 a 2). Houve diferença quanto ao número de bolus liberados. No Grupo F solicitou mais bolus que o Grupo S. Não houve diferença quanto ao volume total e tempo de infusão total. Não houve bloqueio motor após a instituição da analgesia controlada pelo paciente. A incidência de vômitos e retenção urinária foi maior no Grupo S e quanto à sedação e ao prurido, não houve diferença entre os grupos. CONCLUSÕES: O fentanil ou o sufentanil contínuos em bolus acionados pelo paciente, por via peridural, nas doses utilizadas neste estudo, apresentaram excelente analgesia pós-operatória. No entanto, o sufentanil apresentou efeitos colaterais mais intensos que o fentanil. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los opioides han sido utilizados por vía peridural asociados o no a anestésicos locales para analgesia pós-operatoria de forma continua y/o en bolus controlado por el paciente. El objetivo de este estudio fue comparar la analgesia pós-operatoria entre el fentanil y sufentanil en infusión continua y en bolus por vía peridural, en pacientes sometidos a la reconstrucción de ligamento de la rodilla. MÉTODO: Participaron del estudio 70 pacien (mais) tes con edad entre 16 y 47 anos, estado físico ASA I y II, divididos aleatoriamente en dos grupos: Grupo F (fentanil) y Grupo S (sufentanil). Todos los pacientes fueron sometidos a anestesia peridural con bupivacaína a 0,5% (100 mg) con epinefrina 1:200.000 asociada a fentanil (100 mg). Al final de la cirugía, los pacientes recibieron fentanil (Grupo F) o sufentanil (Grupo S) por vía peridural en régimen de infusión continua más bolus liberados por el paciente. En el Grupo F fue utilizada solución fisiológica (85 ml) conteniendo fentanil 500 µg (10 ml) y bupivacaína (5 ml a 0,5%). En el Grupo S fue utilizada solución fisiológica (92 ml) conteniendo sufentanil 150 µg (3 ml) y bupivacaína (5 ml a 0,5%). Para los dos grupos la bomba de infusión fue programada inicialmente en 5 ml.h-1, con dosis de 2 ml en bolus liberado por el paciente en un intervalo de 15 minutos. Fueron comparados los siguientes parámetros: dolor, número de bolus accionados, consumo de opioides, bloqueo motor, sedación y efectos colaterales. RESULTADOS: No hubo diferencia significativa entre los grupos cuanto la calidad de la analgesia, siendo la mayoría de buena calidad (EAV 0 a 2). Hubo diferencia significativa cuanto al número de bolus liberados. En el Grupo F fue mayor que el Grupo S. No hubo diferencia cuanto al volumen total de la solución infundida y tiempo de infusión total. No hubo bloqueo motor después de la institución de la analgesia controlada por el paciente (ACP). La incidencia de vómitos y retención urinaria fue mayor en el Grupo S y cuanto a la sedación y al prurito, no hubo diferencia entre los grupos. CONCLUSIONES: El fentanil y el sufentanil continuos y en bolus accionados por el paciente, por vía peridural, en las dosis utilizadas en este estudio, presentaron excelente analgesia pós-operatoria. No obstante, el sufentanil presentó efectos colaterales mas intensos que el fentanil. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Epidural opioids, associated or not to local anesthetics, have been used for postoperative analgesia in continuous infusion and/or patient controlled boluses. The aim of this study was to compare postoperative analgesia provided by epidural fentanyl or sufentanil, in bolus or continuous infusion, in patients submitted to knee ligament reconstruction. METHODS: Seventy ASA I - II patients, aged 16 to 47 years, were randomly distributed in two grou (mais) ps. All patients were submitted to epidural anesthesia with 0.5% bupivacaine (100 mg) with epinephrine 1:200,000 associated to fentanyl (100 mg). At the end of the procedure, patients received epidural fentanyl (Group F) or sufentanil (Group S) in continuous infusion plus patient controlled boluses. Group F infusion solution was made of saline (85 ml), 500 µg fentanyl (10 ml) and 0.5% bupivacaine (5 ml). Group S solution was made of saline (92 ml), 150 µg sufentanil (3 ml) and 0.5% plain bupivacaine (5 ml). Infusion pump´s flow was initially programmed to 5 ml.h-1, with 2 ml patient controlled bolus doses every 15 minutes at most, for both groups. The following parameters were compared: pain, number of patient controlled boluses, opioid consumption, motor block, sedation and side-effects. RESULTS: There have been no statistically significant difference in analgesia quality between groups, being in most cases rated good (AVS 0 to 2). There has been a significant difference in the number of patient controlled boluses, with Group F needing more boluses than Group S. There has been no difference in total infused solution volume and total infusion time. There has been no motor block after beginning of patient-controlled analgesia. Vomiting and urine retention incidences were higher in Group S and there have been no significant differences in sedation and pruritus between groups. CONCLUSIONS: Epidural fentanyl or sufentanil in continuous epidural infusion and patient-controlled boluses in the doses used in this study have induced excellent postoperative analgesia. However, sufentanil caused more severe side effects than fentanyl.

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Metabolismo energético em atletas de endurance é diferente entre os sexos/ Energetic metabolism in endurance athletes is different between sexes

Paravidino, Alessandra Barreto; Portella, Emilson Souza; Soares, Eliane de Abreu
2007-06-01

Resumo em português Atletas de endurance têm suas necessidades energéticas aumentadas devido ao seu alto gasto energético durante o exercício. Contudo, ainda não estão claros quais são as diferenças do metabolismo energético entre os sexos e se essas diferenças vão implicar em mudanças em suas dietas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi reunir informações da literatura sobre as diferenças entre os sexos em relação ao metabolismo energético em atletas de endurance. Al (mais) guns estudos demonstram que, durante exercício de longa duração, as mulheres utilizam como fonte de energia maior quantidade de lipídeos e menor de carboidratos e proteínas, quando comparadas aos homens. Já outros autores não encontraram diferença entre os sexos na proporção dos substratos metabolizados, mas sim nos tipos de lipídeos utilizados. Essa diferença na utilização de substratos vem sendo relacionada a distintas concentrações de alguns hormônios entre homens e mulheres, como: 17beta-estradiol, progesterona, testosterona, epinefrina, norepinefrina, hormônio de crescimento, insulina e glucagon. Também foi observado que os atletas aumentam seus estoques de glicogênio quando consomem dieta com sobrecarga glicídica, enquanto que as atletas apenas têm seus estoques de glicogênio aumentados quando ingerem dieta com sobrecarga glicídica e hiperenergética. Esse achado é bastante relevante, pois a concentração de glicogênio está diretamente ligada ao rendimento do atleta durante o exercício de endurance. Portanto, a literatura sugere que há diferenças entre os sexos quanto à utilização de substratos em atletas. Porém, novos estudos são necessários para melhor esclarecimento do metabolismo energético dos atletas de endurance possibilitando, assim, a adequação de suas recomendações nutricionais. Resumo em inglês Endurance athletes have higher energy needs because they spend a lot of energy during exercise. However, the metabolic differences between genders and if these differences will imply in dietary changes are still not clear. Thus, the objective of this study was to gather information from the literature on the differences between the genders regarding energy metabolism in endurance athletes. Some studies show that during long-lasting exercise, women use more lipids and less (mais) carbohydrates and proteins as energy source when compared with men. Yet, other authors have not found a difference between genders in the proportions of metabolized substrates but in the kinds of lipids used. This difference in the use of substrates has been related with distinct concentrations of some hormones in men and women, such as 17beta-estradiol, progesterone, testosterone, epinephrine, norepinephrine, growth hormone, insulin and glucagon. It has also been observed that male athletes increase their glycogen stores when they consume diets with a high sugar load while females only increase their glycogen stores when they consume diets with a high sugar load and excess calories. This finding is very relevant since the concentration of glycogen is directly associated with the athlete's performance during endurance exercise. Therefore, literature suggests that there are differences between the genders regarding the use of substrates in athletes. However, new studies are needed to better clarify the energy metabolism of endurance athletes and thus make more adequate nutritional recommendations.

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Fatores prognósticos de sobrevida pós-reanimação cardiorrespiratória cerebral em hospital geral/ In-hospital post-cardiopulmonary-cerebral resuscitation survival prognostic factors

Gomes, André Mansur de Carvalho Guanaes; Timerman, Ari; Souza, Carlos Alfredo Marcílio de; Mendes, Carlos Maurício Cardeal; Póvoas Filho, Heitor Portella; Oliveira, Adriano Martins de; Souza, José Antonio de Almeida
2005-10-01

Resumo em português OBJETIVO: Analisar as características clínicas e demográficas dos pacientes que receberam reanimação cardiorrespiratória e detectar fatores prognósticos de sobrevivência a curto e longo prazo. MÉTODOS: Analisamos, prospectivamente, 452 pacientes que receberam reanimação em hospitais gerais de Salvador. Utilizou-se análise uni, bivariada e estratificada nas associações entre as variáveis e a curva de sobrevida de Kaplan-Meier e a regressão de Cox para anál (mais) ise de nove anos de evolução. RESULTADOS: A idade variou de 14 a 93 anos, media de 54,11 anos; predominou o sexo masculino; metade dos pacientes tinha ao menos uma doença de base, enfermidade cardiovascular foi etiologia responsável em metade dos casos. Parada cardíaca foi testemunhada em 77% dos casos e em apenas 69% dos pacientes foi iniciada imediatamente a reanimação. O ritmo cardíaco inicial não foi diagnosticado em 59% dos pacientes. Assistolia foi o ritmo mais freqüente (42%), seguida de arritmia ventricular (35%). A sobrevida imediata foi de 24% e sobrevida à alta hospitalar de 5%. Foram identificados como fatores prognósticos em curto prazo: etiologia da parada; diagnóstico do ritmo cardíaco inicial; fibrilação ou taquicardia ventricular como mecanismo de parada; tempo estimado préreanimação menor ou igual a 5 minutos e, tempo de reanimação menor ou igual a 15 minutos. Os fatores prognósticos de sobrevivência em nove anos de evolução foram: não ter recebido epinefrina; ser reanimado em hospital privado e tempo de reanimação menor ou igual a 15 minutos. CONCLUSÃO: Os dados observados podem servir de subsídios para os profissionais de saúde decidir quando iniciar ou parar uma reanimação no ambiente hospitalar. Resumo em inglês OBJECTIVE: To assess clinical and demographic characteristics of patients who had cardiopulmonary resuscitation and identify short- and long-term survival prognostic factors. METHODS: Four hundred and fifty-two (452) resuscitated patients in general hospitals from Salvador were prospectively assessed through bivariate and stratified analysis in associations between variables and survival curve for a nine-year evolution assessment. RESULTS: Age ranged from 14 to 93 years o (mais) ld, mean of 54.11 years old. Male gender patients prevailed and half of them had at least a base disease. Cardiovascular disease was the responsible etiology in 50% of cases. Cardiac arrest was observed in 77% of cases and only 69% of patients were immediately resuscitated. Initial cardiac rhythm was not diagnosed in 59% of patients. Asystole was the most frequent rhythm (42%), followed by ventricular arrhythmia (35%). Immediate survival was 24% and hospital discharge survival 5%. Cardiac arrest etiology, initial cardiac rhythm diagnosis, ventricular fibrillation or tachycardia as arrest mechanism, pre-resuscitation estimated time lower than or equal to 15 minutes and resuscitation time lower than or equal to 5 minutes were recognized as short-term prognostic factors. Non-administration of epinephrine, being resuscitated in private hospital and resuscitation time lower than or equal to 15 minutes were nine-year evolution survival prognostic factors. CONCLUSION: Data may help healthcare professionals decide when start or stop in-hospital resuscitation.

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Estresse, ciclo reprodutivo e sensibilidade cardíaca às catecolaminas/ Stress, reproductive cycle and cardiac sensitivity to cathecolamines

Tanno, Ana Paula; Marcondes, Fernanda Klein
2002-09-01

Resumo em português O estresse representa a resposta do organismo a estímulos aversivos ou a situações desconhecidas, cuja finalidade é a adaptação do indivíduo à nova condição. O agente estressante pode ser físico, químico, emocional e social. Diferentes estressores estão presentes no cotidiano dos seres humanos e podem favorecer o desenvolvimento de doenças degenerativas e acelerar o processo de envelhecimento, afetando o funcionamento de todo o organismo. Os principais media (mais) dores da reação de estresse são as catecolaminas (norepinefrina e a epinefrina) liberadas pelo sistema nervoso simpático e pela medula da glândula supra-renal, e os glicocorticóides liberados pelo córtex da supra-renal. As catecolaminas e os glicocorticóides iniciam eventos celulares que promovem mudanças adaptativas em células e tecidos, com a função de proteger o organismo e garantir a sua sobrevivência. Essa resposta a agentes estressores pode ser modificada pelas características do estímulo estressor e do indivíduo. Entre estas merecem destaque a idade, o sexo e, em fêmeas, a fase do ciclo reprodutivo. As variações nos níveis dos esteróides sexuais estradiol e progesterona, características do ciclo reprodutivo, modulam a secreção de CRH, ACTH e glicocorticóides que ocorrem na reação de estresse e estão envolvidos nas diferenças de resposta entre homens e mulheres. Vários estudos demonstraram que a exposição a estímulos estressores pode induzir alterações de sensibilidade às catecolaminas no tecido cardíaco, as quais têm sido relacionadas com processos adaptativos. Estas alterações incluem mudanças na atividade dos sistemas de metabolização das catecolaminas, na afinidade ou no número dos adrenoceptores, no acoplamento entre o receptor e a proteína G e em processos enzimáticos, que medeiam etapas intracelulares após a ativação do receptor. O estudo de tais alterações pode auxiliar na compreensão das alterações cardíacas observadas na espécie humana após exposição à água e à natação. Resumo em inglês Stress is an organic answer to aversive stimulus or unknown situations to provide the adaptation of host to the new condition. The stressor can be a physical, chemical, emotional and social agent. Different stressors are present in human daily life and can be involved in degenerative diseases and lead to a fast aging process disturbing the body physiology. The main mediators of the stress reaction are the catecholamines (norepinephrine and epinephrine) released by the sym (mais) pathetic nervous system and by the adrenal medulla, and the glucocorticoids released by the adrenal cortex. The catecholamines and glucocorticoids act in the cells and tissues inducing adaptive changes in order to protect the organism and allow its survival. This response to stressors can be modified by the host and stressor characteristics. Among the host ones, age, gender, and in females, the reproductive cycle are relevant. The variations in the levels of sexual steroids estradiol and progesterone, related to the reproductive cycle, modulate the secretion of CRH, ACTH and glucocorticoids during the stress reaction and are involved in the different responses between men and women. Many studies have shown that the exposure to stressors may induce alterations in the sensitivity to catecholamines in the heart, which are related to adaptive processes. These alterations include changes in the activity of the metabolizing system of catecholamines, in the affinity or number of adrenoceptors, in the coupling between the receptor and G protein, and in enzymes mediating intracellular processes after the receptor activation. The study of these alterations may be helpful to the understanding of the cardiac effects of the water activities and swimming in humans.

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Condutas no tratamento do broncoespasmo no peri-operatório/ Management of perioperative bronchospasm/ Conductas en el tratamiento de broncoespasmo en el peri-operatorio

Menezes, Cássio Campello de; Vieira, Joaquim Edson
2002-11-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anestesiologistas podem se deparar com mais freqüência com pacientes portadores de asma dada a prevalência crescente dessa doença. O objetivo deste estudo foi investigar a diversidade de tratamentos utilizados durante o broncoespasmo no período peri-operatório. MÉTODO: Questionário enviado por correio para uma amostra estratificada originalmente composta de 108 anestesiologistas do estado de São Paulo, através da mala direta da Socieda (mais) de de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP). Perguntas versaram sobre a estatística individual e tratamento do broncoespasmo, a evolução clínica, a experiência profissional do anestesiologista, bem como sua conduta frente a um paciente portador de infecção de vias aéreas (IVAS). RELATO DO CASO: Setenta e três questionários retornaram após envio de três amostras estratificadas (324 questionários). A incidência de broncoespasmo situou-se em 0,90%. As condutas adotadas foram: corticóides (90,41%), halogenados (68,49%), aminofilina (50,68%), beta2-agonista inalatório (47,95%) e epinefrina (41,10%). A maioria dos anestesiologistas suspenderia a anestesia geral (84,93%) ou a regional (64,38%) quando o paciente apresentasse IVAS. CONCLUSÕES: A diversidade dos tratamentos registrados deve indicar a necessidade da divulgação de protocolos internacionais sobre tratamento e controle da asma, enfatizando os usos distintos dos beta2-agonistas inalatórios e corticóides. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Anestesiologistas pueden depararse con más frecuencia con pacientes portadores de asma dada la prevalencia creciente de esa enfermedad. El objetivo de este estudio fue investigar la diversidad de tratamientos utilizados durante el broncoespasmo en el período perioperatorio. MÉTODO: Cuestionario enviado por correo para una muestra estratificada originalmente compuesta de 108 anestesiologistas del estado de São Paulo, a través de correo direc (mais) to de la Sociedad de Anestesiologia del Estado de São Paulo (SAESP). Preguntas versaron sobre la estadística individual y tratamiento del broncoespasmo, la evolución clínica, la experiencia profesional del anestesiologista, bien como su conducta frente a un paciente portador de infección de vías aéreas (IVAS). RESULTADOS: Setenta y tres cuestionarios retornaron después del envío de tres muestras estratificadas (324 cuestionarios). La incidencia de broncoespasmo se situó en 0,90%. Las conductas adoptadas fueron: corticóides (90,41%), halogenados (68,49%), aminofilina (50,68%) y beta-2 agonista inhalatorio (47,95%). La mayoría de los anestesiologistas suspendería la anestesia general (84,93%) o la regional (64,38%) cuando el paciente presentase IVAS. CONCLUSIONES: La diversidad de los tratamientos registrados debe indicar la necesidad de la divulgación de protocolos internacionales sobre el tratamiento y control del asma, enfatizando los distintos usos de los beta-2 agonistas inhalatorios y corticoides. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The prevalence of asthma is increasing and anesthesiologists may start seeing this clinical manifestation more often in the perioperative period. This study aimed at investigating different bronchospasm management techniques during anesthesia. METHODS: A questionnaire was mailed to a stratified sample of 108 anesthesiologists from the Anesthesiology Society of State of São Paulo (SAESP). Questions involved individual bronchospasm statistics and (mais) management, clinical evolution, professional experience and the management of patients with upper airway infection (UAI). RESULTS: After mailing three stratified samples (324 questionnaires), 73 questionnaires were returned with a reported bronchospasm incidence of 0.90%. Management techniques were: steroids (90.41%), halogenates (68.49%), teophylline (50.68%), inhalational beta2-agonists (47.95%) and epinephrine (41.10%). Most anesthesiologists would discontinue general (84.93%) or regional anesthesia (64,38%) in UAI patients. CONCLUSIONS: The diversity of reported treatments indicate the need for spreading international protocols on asthma treatment and control, emphasizing the specific use of inhalational beta2- agonists and steroids.

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Uso tópico da adrenalina em diferentes concentrações na cirurgia endoscópica nasal/ Topical use of adrenaline in different concentrations for endoscopic sinus surgery

Sarmento Junior, Krishnamurti Matos de Araujo; Tomita, Shiro; Kós, Arthur Octavio de Ávila
2009-04-01

Resumo em português A concentração ideal de adrenalina tópica a promover hemostasia adequada sem toxicidade ainda é motivo de controvérsia. OBJETIVO: Comparar soluções tópicas de adrenalina em diferentes concentrações. DESENHO DO ESTUDO: Prospectivo, duplo-cego, seleção aleatória. MATERIAIS E MÉTODOS: 49 pacientes submetidos à cirurgia endoscópica nasal, divididos em 3 grupos usando exclusivamente adrenalina tópica, nas concentrações de 1:2000, 1:10.000 e 1:50.000. Comparo (mais) u-se o tempo operatório, o sangramento, as concentrações plasmáticas de adrenalina e noradrenalina e a variação dos parâmetros cardiovasculares. RESULTADOS: O tempo operatório por procedimento foi menor no grupo que utilizou adrenalina 1:2000, assim como o sangramento (p Resumo em inglês The ideal adrenaline concentration remains unknown. AIM: Compare topical adrenaline solutions in different concentrations. STUDY DESIGN: Prospective, double blind, randomized trial. PATIENTS AND METHODS: 49 patients divided in 3 groups underwent endoscopic sinus surgery, using only topical solutions of adrenaline in different concentrations (1:2,000, 1:10,000 and 1:50,000). We compared the duration of surgery, intra-operative bleeding, plasmatic levels of catecholamines, (mais) hemodynamic parameters and changes in heart rhythm. RESULTS: Surgery time was shorter in the group using adrenaline 1:2,000, which also showed less bleeding in all evaluations (objective and subjective - p

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Uso do azul de metileno no tratamento de choque anafilático durante anestesia: relato de caso/ Methylene blue to treat anaphylaxis during anesthesia: case report/ Uso del azul de metileno en el tratamiento de choque anafiláctico durante anestesia: relato de caso

Stocche, Renato Mestriner; Garcia, Luís Vicente; Reis, Marlene Paulino dos; Klamt, Jyrson Guilherme; Évora, Paulo Roberto B.
2004-12-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No período peri-operatório, o risco de anafilaxia deve sempre ser considerado. A incidência de reações alérgicas em anestesia é controversa, variando entre 1/3000 a 1/20.000, com mortalidade entre 3% e 9 %. Neste caso, relata-se o uso do azul de metileno como coadjuvante ao tratamento do choque anafilático refratário à terapêutica tradicional. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 53 anos, submetido a herniorrafia inguinal sob r (mais) aquianestesia. No final do procedimento, ao receber dipirona (1,5 g), por via venosa, o paciente imediatamente apresentou broncoespasmo, cianose, diminuição da SpO2 e da PAS, culminando com parada cardiorrespiratória. Foi iniciada reanimação cardiorrespiratória com massagem cardíaca externa, seguida de IOT e injeção de adrenalina (1 mg), atropina (1 mg), restabelecendo-se FC de 150 bpm, porém sem pulso palpável. Administrou-se mais 1 mg de adrenalina além de 1 g de hidrocortisona, com restabelecimento de pulso central (8 minutos). Apesar de receber dopamina (20 µg.kg-1.min-1), o paciente manteve-se hipotenso (60 mmHg) até 80 minutos. Administraram-se 100 mg de azul de metileno por via venosa, quando houve aumento da PAS para 85 e 105 mmHg, após a segunda dose. Seguiu-se da diminuição da dose de dopamina de 20 para 10, 7, 5 e, finalmente, 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSÕES: A anafilaxia tem como principal mediador a liberação de histamina, que induz a produção de óxido nítrico (NO), com conseqüente aumento da guanilato ciclase que promove vasodilatação arteriolar por aumento do GMP cíclico. O azul de metileno pode ser útil nestas situações, pois inibe a guanilato ciclase e conseqüentemente a vasodilatação, o que resulta em melhora hemodinâmica. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En el período peri-operatorio, el riesgo de anafilaxis siempre debe ser considerado. La incidencia de reacciones alérgicas en anestesia es polémica, variando entre 1/3000 a 1/20.000, con mortalidad entre 3% y 9%. En este caso, se relata el uso del azul de metileno como coadyuvante al tratamiento del choque anafiláctico refractario a la terapéutica tradicional. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 53 años, sometido a herniorrafia i (mais) nguinal bajo raquianestesia. Al final del procedimiento, al recibir dipirona (1,5 g), por vía venosa, el paciente inmediatamente presentó broncoespasmo, cianosis, disminución de la SpO2 y de la PS, culminando con parada cardiorrespiratoria. Fue iniciada la reanimación cardiorrespiratoria con masaje cardíaco externo, seguida de IOT e inyección de adrenalina (1 mg), atropina (1 mg), restableciéndose FC de 150 lpm, sin embargo sin pulso palpable. Se administró más 1 mg de adrenalina además de 1 g de hidrocortisona, con restablecimiento de pulso central (8 minutos). A pesar de recibir dopamina (20 µg.kg-1.min-1), el paciente se mantuvo hipotenso (60 mmHg) hasta 80 minutos. Se administraron 100 mg de azul de metileno por vía venosa, cuando hubo aumento de la PS para 85 y 105 mmHg, después de la segunda dosis. Se siguió a la disminución de la dosis de dopamina de 20 para 10, 7, 5 y, finalmente, 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSIONES: La anafilaxis tiene como principal mediador la liberación de histamina, que induce la producción de óxido nítrico (NO), con consecuente aumento de guanilato ciclase que promueve vasodilatación arteriolar por aumento del GMP cíclico. El azul de metileno puede ser útil en estas situaciones, pues inhibe la guanilato ciclase y consecuentemente la vasodilatación, lo que resulta en una mejoría hemodinámica. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The risk of perioperative anaphylaxis should always be considered. The incidence of anesthetic allergic reactions is controversial, varying from 1/3,000 to 1/20,000, with mortality range between 3 and 9%. This report describes the use of methylene blue as coadjuvant drug to treat anaphylaxis refractory to conventional therapy. CASE REPORT: A 53-year-old male patient was submitted to inguinal hernia correction under spinal anesthesia. After recei (mais) ving 1.5 g intravenous dipirone at surgery completion, he immediately developed bronchospasm, cyanosis, decreased SpO2 and SBP, culminating with cardiac arrest. Resuscitation was started with external cardiac massage followed by tracheal intubation, as well as 1 mg epinephrine and 1 mg atropine injections. Heart rate returned (150 bpm) with no palpable pulse though. Additional 1 mg epinephrine and 1 g hydrocortisone were administered with central pulse recovery (8 minutes). Although receiving dopamine (20 µg.kg-1.min-1), patient remained hypotensive (60 mmHg) until 80 minutes. Intravenous 100 mg methylene blue was then administered with increased SBP to 85 and 105 mmHg after the second dose. Dopamine dose was tapered from 10 to 7, 5 and finally 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSIONS: Histamine is the major anaphylaxis mediator. Inducing nitric oxide (NO) production, it consequently increases guanylate cyclase, which promotes arteriolar vasodilation by increasing cyclic GMP. Methylene blue may be helpful in such situations because it inhibits guanylate cyclase and consequently vasodilation, resulting in hemodynamic improvement.

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Suporte farmacológico a lactentes e crianças com choque séptico/ Pharmacologic support of infants and children in septic shock

Irazuzta, José; Sullivan, Kevin J.; Garcia, Pedro Celiny R.; Piva, Jefferson Pedro
2007-05-01

Resumo em português OBJETIVOS: O choque séptico (CS) é uma causa freqüente de internação na unidade de tratamento intensivo pediátrica e requer reconhecimento e intervenção imediatos para que haja um desfecho favorável. Nosso objetivo é revisar a literatura relacionada ao diagnóstico e manejo do CS e apresentar um manejo seqüencial para seu tratamento. FONTES DOS DADOS: Revisão não-sistemática da literatura médica através de pesquisa na base de dados MEDLINE. Os artigos fora (mais) m selecionados de acordo com sua relevância em termos do objetivo proposto e com base na opinião dos autores. SÍNTESE DOS DADOS: O desfecho da sepse e do CS depende do reconhecimento precoce e da implementação de tratamentos sensíveis ao tempo e guiados por objetivos. Esses tratamentos incluem reanimação agressiva com fluidos seguida de tratamento medicamentoso bem elaborado. Os objetivos da reanimação são a restauração da microcirculação e a melhora da perfusão tecidual. Os marcadores clínicos e laboratoriais são importantes para avaliar a adequação dos tratamentos. Respostas farmacocinéticas e farmacodinâmicas alteradas indicam que os agentes vasoativos devem ser ajustados a fim de atingirem o objetivo pré-estabelecido. Na reanimação inicial com soluções isotônicas (> 60 mL/kg), é possível usar infusão tanto de cristalóides (solução salina normal) como de colóides. Apesar da reanimação adequada com fluidos, se: (a) uma pressão de pulso com grande amplitude, pressão arterial baixa, ou pulso oscilante (débito cardíaco alto, baixa resistência vascular sistêmica - RVS) estiverem presentes, o uso de noradrenalina deve ser considerado; (b) reenchimento capilar prolongado, pulso fraco e filiforme, pressão arterial normal (baixo débito cardíaco, alta RVS), deve-se considerar o uso de dopamina, adrenalina ou dobutamina. O tratamento concomitante com dose de estresse de corticosteróides é indicado em populações selecionadas. CONCLUSÕES: A resposta hemodinâmica do CS é um processo variável que requer avaliação e ajustes terapêuticos freqüentes. Resumo em inglês OBJECTIVES: Septic shock (SS) is a frequent cause for admission to the pediatric intensive care unit, requiring prompt recognition and intervention to improve outcome. Our aim is to review the relevant literature related to the diagnosis and management of SS and present a sequential management for its treatment. SOURCES: Non-systematic review of medical literature using the MEDLINE database. Articles were selected according to their relevance to the objective and accordin (mais) g to the authors’ opinions. SUMMARY OF THE FINDINGS: The outcome of sepsis and SS is dependent on the early recognition and implementation of time-sensitive goal-directed therapies. These include rapid aggressive fluid resuscitation followed by a well-designed pharmacotherapy. The goals of the resuscitation are the restoration of microcirculation and improved organ tissue perfusion. Clinical and laboratory markers are needed to assess the adequacy of the treatments. Altered pharmacokinetic and pharmacodynamic responses dictate that vasoactive agents should be adjusted to achieve the predetermined goals. In initial resuscitation with isotonic solutions (> 60 mL/kg), either crystalloid (normal saline) or colloid infusion could be used. Despite adequate fluid resuscitation, if: (a) wide pulse pressure, low blood pressure, or bounding pulses (high cardiac output, low systemic vascular resistance - SVR) are present, norepinephrine should be considered; (b) prolonged capillary refill, weak pulses, narrow pulse pressure, normotensive (low cardiac output, high SVR), dopamine, epinephrine or dobutamine should be considered. Adjunctive therapy with stress dose of corticosteroid is indicated in selected populations. CONCLUSIONS: Septic shock hemodynamics is a changing process that requires frequent assessment and therapeutic adjustments.

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Sevoflurano e desflurano sobre o ritmo cardíaco de cães tratados com infusão contínua de doses crescentes de adrenalina/ Sevoflurane and desflurane in cardiac rhythm of dogs treated with increasing doses of epinephrine

Nunes, Newton; Rezende, Márlis Langenegger de; Santos, Paulo Sérgio Patto dos; Wang, Lilia
2004-02-01

Resumo em português Os anestésicos inalatórios sensibilizam o miocárdio ou seu sistema de condução à ação das catecolaminas endógenas e/ou exógenas, predispondo o animal às arritmias cardíacas. Dentre os anestésicos voláteis, o sevoflurano e o desflurano são fármacos relativamente recentes e, embora sejam dotados de características relacionadas a não sensibilização do miocárdio às catecolaminas, desconhecem-se estudos que comparem suas eventuais propriedades antiarritmo (mais) gênicas. Com o objetivo de estudar, comparativamente, o comportamento do ritmo cardíaco e observar eventuais bloqueios atrioventriculares em cães anestesiados pelo sevoflurano e desflurano e submetidos à infusão contínua de adrenalina, foram utilizados 20 animais adultos, os quais foram separados em dois grupos de igual número (G1 e G2). Aos cães do G1, foi administrado propofol, na dose média de 10mmg.kg-1; em seguida os animais receberam sevoflurano, a 1,5CAM. Decorridos 30 minutos do início da administração do anestésico volátil, iniciou-se a infusão de adrenalina na dose de 1mmg.kg-1.min-1. A cada 10 minutos, a dose da catecolamina foi acrescida em uma unidade, cessando-se a administração em 6mmg.kg-1.min-1. Para o G2, empregou-se a mesma metodologia, substituindo-se o sevoflurano pelo desflurano, administrado a 1,5CAM. A cada dose de adrenalina, foi feita contagem de batimentos ventriculares ectópicos, bem como a observação de bloqueios atrioventriculares. Os achados foram tratados pelos métodos estatísticos de Análise de Perfil e Kruskall-Wallis. Os resultados permitiram concluir que o desflurano minimiza de maneira mais eficiente a arritmia induzida pela adrenalina, além de reduzir a incidência de bloqueios atrioventriculares. Resumo em inglês The volatile anesthetics increase the sensibility of the myocardium or its conduction system to the action of endogenous and/or exogenous epinephrine, predisposing the animal to cardiac arrhythmias. Among the volatile anesthetics, sevoflurane and desflurane are quite recent drugs and even though they have antiarrhythmogenic characteristics, there aren’t studies comparing these properties. The aim of this work was to study comparatively the cardiac rhythm and observe (mais) occasional atrioventricular blockages in dogs anesthetized with desflurane and sevoflurane, receiving increasing doses of epinephrine. 20 healthy adult male and female mongrel dogs were used. The animals were separated in two groups (G1 and G2). In G1, anesthesia was induced with propofol (10mmg-1.kg-1IV) and maintained with sevoflurane (1.5 MAC). Thirty minutes after the begin of volatile anesthetic administration, the epinephrine infusion was initiated at a dose of 1mmg.kg-1.min-1. At each 10 minutes the dose was increased in 1mmg.kg-1.min-1 until 6mmg.kg-1.min-1. For G2, the same methodology was used, except that sevoflurane was replaced by desflurane (1.5 MAC). At each epinephrine dose, the non-sinusal cardiac beats were counted and the occurrence of atrioventricular blockages was evaluated. The numerical data were submitted to Profile analysis and Kruskall-Wallis. The results allow to conclude that desflurane reduces in a more efficient way the arrhythmia produced by epinephrine and also the occurrence of atrioventricular blockages.

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Parada cardíaca inesperada durante colecistectomia: relato de caso/ Unexpected cardiac arrest during cholecystectomy: case report/ Parada cardíaca inesperada durante colecistectomia: relato de caso

Croitor, Lorena Brito da Justa; Módolo, Norma Sueli Pinheiro; Braz, José Reinaldo Cerqueira; Cury Rojas, Alfredo
2002-07-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A parada cardíaca per-operatória é um evento grave, e sua incidência em nosso serviço é de 31:10.000 anestesias. O objetivo deste relato é apresentar um caso de parada cardíaca durante anestesia geral em uma paciente submetida a colecistectomia. RELATO DO CASO: Paciente feminina, 16 anos, 62 kg, estado físico ASA I, submetida à colecistectomia por via aberta. Midazolam (15 mg) por via oral foi a medicação pré-anestésica. Foi realiz (mais) adas indução anestésica com sufentanil (50 µg), propofol (150 mg) e atracúrio (30 mg). A anestesia foi mantida com isoflurano e N2O. Após trinta minutos de cirurgia ocorreu bradicardia sinusal revertida com atropina (0,5 mg). Vinte minutos depois, ocorreu outra bradicardia com bloqueio átrio-ventricular de 3º grau evoluindo rapidamente para parada cardíaca (PCR) em assistolia, apesar da administração de atropina (1 mg). As manobras de reanimação foram iniciadas imediatamente, juntamente com a administração de adrenalina (1 mg), com retorno dos batimentos cardíacos espontâneos após aproximadamente cinco minutos da PCR. A cirurgia foi concluída e a paciente manteve-se estável hemodinami- camente. A paciente foi extubada duas horas após o término da cirurgia apresentando-se sonolenta, não contactante, com bom padrão ventilatório e hemodinâmico. Após doze horas de observação na unidade de terapia intensiva (UTI) a paciente apresentava-se agitada e desconexa. Vinte e quatro horas após a PCR a paciente recebeu alta da UTI consciente, orientada, sem queixas e sem déficit neurológico. Recebeu alta hospitalar no 4º dia do pós-operatório. CONCLUSÕES: Diversos fatores podem contribuir para a ocorrência de disritmias e parada cardíaca no per-operatório, destacando-se a estimulação vagal secundária às manobras cirúrgicas. O diagnóstico precoce e o rápido início das manobras de reanimação são de fundamental importância para a boa evolução neurológica desses pacientes Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La parada cardíaca per-operatoria es un evento grave, y su incidencia en nuestro servicio es de 31:10.000 anestesias. El objetivo de este relato es presentar un caso de parada cardíaca durante anestesia general en una paciente sometida a colecistectomia. RELATO DE CASO: Paciente femenina, 16 años, 62 kg, estado físico ASA I, sometida a colecistectomia por vía abierta. Midazolam (15 mg) por vía oral fue la medicación pré-anestésica. Fue (mais) realizada inducción anestésica con sufentanil (50 µg), propofol (150 mg) y atracúrio (30 mg). La anestesia fue mantenida con isoflurano y N2O. Después de treinta minutos de cirugía ocurrió bradicardia sinusal revertida con atropina (0,5 mg). Veinte minutos después, ocurrió otra bradicardia con bloqueo átrio-ventricular de 3º grado evolucionando rápidamente para parada cardíaca (PCR) en asistolia, a pesar de la administración de atropina (1 mg). Las maniobras de reanimación fueron iniciadas inmediatamente, juntamente con la administración de adrenalina (1 mg), con retorno de los latidos cardíacos espontáneos después de aproximadamente cinco minutos de la PCR. La cirugía fue concluida y la paciente se mantuvo estable hemodinámicamente. La paciente fue extubada dos horas después del término de la cirugía presentándose soñolienta, no contactante, con buen padrón ventilatorio y hemodinámico. Después de doce horas de observación en la unidad de terapia intensiva (UTI) la paciente se presentaba agitada y desconexa. Veinticuatro horas después la PCR la paciente recibió alta de la UTI consciente, orientada, sin quejas y sin déficit neurológico. Recibió alta hospitalar en el 4º día del pós-operatorio. CONCLUSIONES: Diversos factores pueden contribuir para la ocurrencia de disritmias y parada cardíaca en el per- operatorio, destacándose la estimulación vagal secundaria a las maniobras quirúrgicas. El diagnóstico precoz y el rápido inicio de las maniobras de reanimación son de fundamental importancia para la buena evolución neurológica de eses pacientes. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Intraoperative cardiac arrest is a severe event and its incidence in our hospital is 31:10000 anesthesias. This report aimed at presenting a case of cardiac arrest during general anesthesia in a patient submitted to cholecystectomy. CASE REPORT: Female patient, 16 years old, 62 kg, physical status ASA I, submitted to cholecystectomy. Patient was premedicated with 15 mg midazolam. Anesthesia was induced with sufentanil (50 µg), propofol (150 mg) (mais) and atracurium (30 mg), and was maintained with isoflurane and nitrous oxide. After thirty minutes of surgery, there was an episode of sinus bradycardia reverted with atropine (0.5 mg). Twenty minutes later, there was another episode of bradycardia with a third-degree atrio-ventricular block, rapidly progressing to cardiac arrest in asystole despite the administration of atropine (1 mg). Resuscitation maneuvers were immediately started, simultaneously with the administration of epinephrine (1 mg) and spontaneous cardiac activity returned in approximately 5 minutes. Surgery was concluded and patient remained hemodyna- mically stable. Patient was extubated two hours after surgery, somnolent, with satisfactory respiratory pattern and hemodynamic stability. After 12 hours of clinical observation at the Intensive Care Unit, patient was agitated and confused. Patient was discharged from the ICU twenty-four hours after cardiac arrest, conscious, oriented, without complaints or neurological deficits. Patient was discharged in the 4th postoperative day. CONCLUSIONS: Many conditions may contribute to perioperative arrhythmias and cardiac arrest, including vagal stimulation secondary to surgical maneuvers. Early diagnosis and immediate resuscitation maneuvers are critical for a good neurological outcome.

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Papel da curva de agregação plaquetária no controle da antiagregação na prevenção secundária do acidente vascular cerebral isquêmico/ Platelet aggregation test: application in the control of antiplatelet aggregation in the secondary prevention of stroke

Piedade, Patrícia Regina; Gagliardi, Rubens José; Damiani, Ibsen Thadeo; Nassar Junior, Antonio Paulo; Fuzaro, Melissa Martins; Sanvito, Wilson Luiz
2003-09-01

Resumo em português INTRODUÇÃO: O acidente vascular cerebral (AVC) é atualmente a primeira causa de morte no Brasil. O risco de recorrência de AVC é de aproximadamente 30% em cinco anos. Agentes antiagregantes plaquetários são frequentemente prescritos para a prevenção de recorrência do AVC, porém sem um parâmetro laboratorial de ajuste terapêutico. OBJETIVO: Determinar a aplicabilidade da curva de agregação plaquetária, no controle do antiagregante, na prevenção secundári (mais) a do acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). MÉTODO: Estudo retrospectivo de janeiro de 1990 a janeiro de 2001; foram analisados 189 pacientes com diagnóstico de AVCi acompanhados durante este período com curva de agregação plaquetária. Foram excluídos os portadores de doenças cardioembólicas. Consideraram-se hipoagregados os doentes com agregação plaquetária ativada pelo ADP e/ou pela adrenalina menor ou igual a 50%. Os doentes tiveram acompanhamento por 1 a 6 anos e a taxa de recorrência de AVCi foi comparada entre os normoagregados e os hipoagregados. RESULTADOS: Nove doentes apresentaram novo AVCi no período do seguimento. Entre os hipoagregados ocorreu 2,6% de recidiva e entre os normoagregados, 15,1% (0,03 Resumo em inglês INTRODUCTION: Stroke is the leading cause of death in Brazil. The risk of suffering a recurrent stroke is around 30% in 5 years. Antiplatelet therapy has been frequently used to prevent recurrent strokes without laboratory control. OBJECTIVE: To determine the value of the platelet aggregation test in the control of antiplatelet aggregation in the secondary stroke prevention. METHOD: Retrospective study from January 1990 to January 2001 with 189 patients with stroke that w (mais) ere followed up during this period with platelet aggregation curve. Patients with cardioembolic disease were excluded. Low aggregation rates of platelet aggregation activated by ADP and/or epinephrine lower or equal to 50% were considered. Patients were followed up for a period from one to six years to verify differences in stroke recurrence. RESULTS: Nine patients had had a recurrent stroke; 2,6% of the strokes occurred among the group with low aggregaton and 15,1% among the group with normal aggregation (0,03

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O Conhecimento de diferenças raciais pode evitar reações idiossincrásicas na anestesia?/ Could the understanding of racial differences prevent idiosyncratic anesthetic reactions?/ El conocimiento de diferencias raciales puede evitar reacciones idiosincrásicas en la anestesia?

Vale, Nilton Bezerra do; Delfino, José; Vale, Lúcio Flávio Bezerra do
2003-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No campo da variabilidade inter-étnica da resposta de drogas anestésicas e adjuvantes existem várias questões sem resposta. Estamos na iminência de sermos capazes de identificar diferenças raciais herdadas que podem prever a resposta de cada paciente aos anestésicos pelo atual desenvolvimento farmacogenético. CONTEÚDO: O conhecimento de fatores inter-étnicos que alteram a resposta à droga permitirá ao anestesiologista evitar reaçõe (mais) s idiossincrásicas: (1) Branco caucasiano - aumento do efeito diurético da dopamina; apnéia prolongada após succinilcolina ou mivacúrio; arritmias cardíacas após uso de halotano e catecolaminas na síndrome de Riley-Day; ataques agudos de porfiria após tiopental. (2) Negro americano: diferentes abordagens terapêuticas, hipertensão arterial essencial advêm da pior resposta aos anti-hipertensivos de IECA, inibidores do AT1, bloqueadores beta e à clonidina, contrastando com a melhor resposta anti-hipertensiva dos diuréticos, antagonistas de canais de cálcio e clarvedilol; ação vasodilatadora atenuada do isoproterenol (beta2) e uma maior resposta vasodilatadora à nitroglicerina sublingual; menor ação fibrinolítica do t-PA; recuperação mais lenta da anestesia venosa pela associação de remifentanil e propofol; menor glicuronidação do paracetamol e menos analgesia da codeína nos fracos metabolizadores (CYP2D6); a melanina retarda o início da analgesia epidérmica do creme anestésico EMLA; menor midríase pela adrenalina; maior broncoespasmo à metacolina em crianças asmáticas; deficit da G-6-PD nas hemácias eleva o risco de hemólise a drogas oxidativas (10% da população negra). (3) Asiáticos: alterações cinéticas tóxicas da meperidina e codeína; maior duração da ansiólise do diazepam; espasmo coronariano pela injeção de metilergonovina no pós-parto; inter-relação do receptor GABA, das desidrogenases e do comportamento de beber nipônico, contribui para sua maior sensibilidade etanólica. Isoenzimas do citocromo P450 apresentam polimorfismo genético no metabolismo de neuropsicotrópicos e a lenta acetilação da N-acetiltransferase na população equatorial (95%) aumenta a toxicidade de isoniazida e hidralazina. CONCLUSÕES: A presente revisão pretende dar algumas respostas específicas na área da idiossincrasia anestésica relacionada ao efeito da etnicidade sobre a farmacocinética, a farmacodinâmica das drogas e a segurança do paciente cirúrgico, objetivando otimizar uma neuropsicofarmacologia mais individualizada. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En el campo de la variabilidad inter-étnica de la respuesta de drogas anestésicas y coadyuvantes existen varias cuestiones sin respuesta. Estamos en la inminencia de ser o no capaces de identificar diferencias raciales heredadas que pueden prever la respuesta de cada paciente a los anestésicos por el actual desenvolvimiento farmacogenético. CONTENIDO: El conocimiento de factores inter-étnicos que alteran la respuesta a la droga permitirá a (mais) l anestesiologista evitar reacciones idiosincrásicas: (1) Blanco caucasiano - aumento del efecto diurético de la dopamina; apnea prolongada después de succinilcolina o mivacúrio; arritmias cardíacas después del uso de halotano y catecolaminas en la síndrome de Riley-Day; ataques agudos de porfiria después de tiopental. (2) Negro americano: diferentes abordajes terapéuticas, hipertensión arterial esencial adviene de la peor respuesta a los anti-hipertensivos de IECA, inhibidores del AT1, bloqueadores beta y a la clonidina, contrastando con la mejor respuesta anti-hipertensiva de los diuréticos, antagonistas de canales de calcio y clarvedilol; acción vasodilatadora atenuada del isoproterenol (beta2) y una mayor respuesta vasodilatadora a la nitroglicerina sublingual; menor acción fibrinolítica del t-PA; recuperación mas lenta de la anestesia venosa por la asociación de remifentanil y propofol; menor glucuronidación del paracetamol y menos analgesia de la codeína en los flacos matabolizadores (CYP2D6); la melanina retarda el inicio de la analgesia epidérmica de la crema anestésica EMLA; menor midriasis por la adrenalina; mayor broncoespasmo a la metacolina en niños asmáticos; deficit de la G-6-PD en las hemácias eleva el riesgo de hemólisis a drogas oxidativas (10% de la población negra). (3) Asiáticos: alteraciones cinéticas tóxicas de la meperidina y codeína; mayor duración de la ansiólisis del diazepam; espasmo coronariano por la inyección de metilergonovina en el pós-parto; inter-relación del receptor GABA, de las desidrogenasis y del comportamiento de beber nipónico, contribuye para su mayor sensibilidad etanólica. Isoenzimas del citocromo P450 presentan polimorfismo genético en el metabolismo de neuropsicotrópicos y a lenta acetilación de la N-acetiltransferasis en la población ecuatorial (95%) aumenta a toxicidad de isoniazida e hidralazina. CONCLUSIONES: La presente revisión pretende dar algunas respuestas específicas en la área de la idiosincrasia anestésica relacionada al efecto de la etnicidad sobre la farmacocinética, la farmacodinámica de las drogas y a la seguridad del paciente quirúrgico, objetivando optimizar una neuropsicofarmacologia más individualizada. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are several unanswered questions about the interethnic variability in anesthetic and adjuvant drugs responses. Current pharmacogenetic developments are taking us to the verge of being able to identify inherited racial differences which could predict individual patient’s anesthetic response. CONTENTS: The understanding of interethnic factors affecting drug response will allow anesthesiologists to prevent idiosyncratic reactions: (1) Caucas (mais) ian: increased dopamine diuretic effect; prolonged apnea following succinylcholine or mivacurium; cardiac arrhythmias after halothane and catecholamines in Riley-Day syndrome; acute porphyria episodes after thiopental. (2) Afro-American: different therapeutic approaches, essential arterial hypertension caused by the poorert response to ACEI anti-hypertensives, AT1 blockers, beta-blockers and clonidine, contrasted with the best anti-hypertensive response of diuretics, calcium channel blockers, claverdilol; attenuated isoproterenol-mediated vasodilatation (beta2) and a better vasodilating response to sublingual nitroglycerine; lower t-PA-induced thrombolytic effect; slower recovery from intravenous anesthesia with propofol and remifentanil; less glycuronide conjugation of paracetamol and less pain relief by codeine in weak metabolizers (CYP2D6); melanin slows onset of epidermal analgesia with EMLA anesthetic cream; less epinephrine-induced mydriasis; major metacholine-induced bronchocospasm in asthmatic children; G-6-PD deficit in erythrocytes increases the risk for hemolysis to oxidative drugs in 10% of the Afro-American population. (3) Asians: toxic kinetic changes of meperidine and codeine; longer diazepam-induced anxiolysis; postpartum intravenous ergonovine-induced coronary artery spasm; inter-relationships of GABA receptor, dehydrogenases and Japanese drinking behavior contribute to their higher sensitivity to alcohol. Cytochrome P450 isoenzymes show genetic polymorphisms in neuropsychotropic drugs metabolism and the slow acetylation of N-acetyltransferase in equatorial populations (95%) increases isoniazid and hydrazine toxicity. CONCLUSIONS: This review aimed at answering specific questions in the area of anesthetic idiosyncrasy related to the effect of ethnicity on drugs’ pharmacokinetics and pharmacodynamics, in addition to surgical patients safety by optimizing a more individualized neuropsychopharmacotherapy.

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Levomepromazina e acepromazina no bloqueio da arritmia induzida pela adrenalina em cães anestesiados pelo halotano/ Levomepromazine and acepromazine to blockade the arrhythmia induced by epinephrine in dogs anesthetized with halothane

Rezende, Márlis Langenegger de; Farias, Anderson; Bolzan, Aline Adriana; Ferreira, Wagner Luis; Léga, Elzylene; Nunes, Newton
2002-06-01

Resumo em português Com este experimento, objetivou-se comparar os efeitos antiarritmogênicos da levomepromazina e da acepromazina em cães anestesiados pelo halotano e submetidos a doses crescentes de adrenalina. Foram empregados 19 animais adultos, sadios, separados em dois grupos, sendo um de 10 (G1) e outro de 09 (G2). O G1 recebeu, por via intravenosa, levomepromazina, na dose de 1mg/kg, seguida 15 minutos após, pela aplicação de propofol, pela mesma via, na dose de 5 ± 1,3mg/kg. P (mais) rocedeu-se à intubação orotraqueal e iniciou-se a administração de halotano, diluído em oxigênio, na concentração de 3 CAM (2,5 V%), em circuito anestésico semi-fechado. Decorridos 50 minutos da indução anestésica, iniciou-se a administração contínua, intravenosa, de solução de adrenalina a 4% em doses crescentes de 4, 5, 6, 7 e 8mig/kg/min, com incremento da dose a intervalos de 10 minutos. Para o G2, empregou-se a mesma metodologia, substituindo-se a levomepromazina pela acepromazina, na dose de 0,1mg/kg. A eletrocardiografia e as pressões arteriais (sistólica, diastólica e média) dos animais permaneceram sob monitoramento contínuo, com início imediatamente antes da aplicação dos fármacos e término ao final do período experimental. As colheitas dos valores numéricos tiveram início imediatamente antes da aplicação dos fármacos (M1), seguidas de novas mensurações realizadas nos momentos correspondentes às doses crescentes de adrenalina (4, 5, 6, 7, 8mig/kg/minuto; M2, M3, M4, M5, M6, respectivamente). Os valores obtidos na eletrocardiografia referem o número total de batimentos ventriculares ectópicos correspondentes às doses crescentes de adrenalina. Apenas um animal de cada grupo apresentou arritmia ventricular sustentada, sendo que o animal pré-tratado com acepromazina foi à óbito. Os resultados obtidos permitiram concluir que a levomepromazina e a acepromazina minimizam a arritmia ventricular induzida pela adrenalina, nas doses empregadas, em cães anestesiados pelo halotano. Complementarmente foi possível deduzir que o risco de óbito por uso de adrenalina em cães anestesiados com halotano é ainda menor quando se opta pelo pré-tratamento com levomepromazina. Resumo em inglês The aim of this work was to compare the antiarrhythmogenic effects of levomepromazine and acepromazine, in dogs anesthetized with halothane, receiving increasing doses of epinephrine. For this purpose, 19 male and female healthy adult mixed breed dogs were divided in two groups, one with 10 (G1) and other with 09 (G2) animals. G1 received intravenously, 1mg/kg of levomepromazine, followed, 15 minutes later, by anesthetic induction with propofol (5 ± 1.3mg/kg). The intuba (mais) tion was proceeded, followed by imediate administration of halothane at 3 MAC (2.5 V%) through a semi-closed anesthetic circuit. After 50 minutes of the anesthetic induction, administration of 4% epinephrine solution had begun, with increasing doses of 4, 5, 6, 7 and 8mug/kg/min. The increment of the doses occurred at 10 minutes intervals. For G2 the same methodology was used, except that levomepromazine was replaced with 0.1mg/kg of acepromazine. Electrocardiography and arterial blood pressure (systolic, diastolic and mean) were continuously evaluated, starting immediately before the administration of the drugs and going on until the end of the experimental period. The measurements were made immediately before the administration of the drugs (M1), followed by new measurements related with the increasing doses of epinephrine (4, 5, 6, 7 and 8mug/kg/min; M2, M3, M4, M5 and M6 respectively). The electrocardiographic values obtained were referent to the total number of ventricular premature complexes, coincident with each epinephrine dose. Only one animal of each group presented sustained ventricular arrhythmia, and the animal pretreated with acepromazine died. These results allowed the conclusion that levomepromazine and acepromazine minimizes ventricular epinephrine-induced arrhythmia in dogs anesthetized with halotane. In addiction, the risk of death by epinephrine use in dogs anesthetized with halotane and pretreated with levomepromazine seems to be even lower.

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Levobupivacaína versus bupivacaína em anestesia peridural para cesarianas: estudo comparativo/ Levobupivacaine versus bupivacaine in epidural anesthesia for cesarean section: comparative study/ Levobupivacaína versus bupivacaína en anestesia peridural para cesáreas: estudio comparativo

Bergamaschi, Felipe; Balle, Vanessa Rezende; Gomes, Marcos Emanuel Wortmann; Machado, Sheila Braga; Mendes, Florentino Fernandes
2005-12-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O anestésico local bupivacaína é encontrado na forma de dois enantiômeros: levobupivacaína - S (-) e dextrobupivacaína - R (+). Baseado em estudos que demonstram que a cardiotoxicidade é menor com o enantiômero S(-), foi difundido o uso deste agente na prática clínica. Este estudo teve por objetivo comparar a eficácia e a efetividade do uso de bupivacaína racêmica com levobupivacaína em anestesia peridural de pacientes submetidas � (mais) � cesariana eletiva. MÉTODO: Ensaio clínico aleatório, duplamente encoberto, com gestantes estado físico ASA I e II. As pacientes foram alocadas para receber 20 mL de bupivacaína a 0,5% racêmica ou 20 mL de levobupivacaína a 0,5%, ambas com 10 µg de sufentanil e vasoconstritor. RESULTADOS: Participaram do estudo 47 pacientes, 24 no grupo da levobupivacaína e 23 no grupo da bupivacaína. Os grupos eram comparáveis entre si quanto às características materno-fetais. Decorridos 15 minutos após o término da punção peridural, 62,5% das pacientes do grupo da levobupivacaína tinham Bromage 2 ou 3 versus 72,7% no grupo da bupivacaína (p = 0,83). Aos 20 minutos, 66,7% das pacientes do grupo da levobupivacaína tinham Bromage 2 ou 3 versus 86,3% do grupo da bupivacaína (p = 0,21). A complicação mais freqüente foi a hipotensão arterial, encontrada em 16 (66,7%) pacientes do grupo da levobupivacaína e em 10 (43,5%) pacientes do grupo da bupivacaína (p = 0,11). CONCLUSÕES: A levobupivacaína e a bupivacaína foram igualmente efetivas no bloqueio peridural de pacientes submetidas à cesariana. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El anestésico local bupivacaína es encontrado en la forma de dos enantiómeros: levobupivacaína - S (-) y dextrobupivacaína - R (+). Basado en estudios que demuestran que la cardiotoxicidad es menor con el enantiómero S(-), fue difundido el uso de este agente en la práctica clínica. El objetivo de este estudio es comparar la eficacia y la efectividad del uso de bupivacaína racémica con levobupivacaína en anestesia peridural de paciente (mais) s sometidas a cesárea electiva. MÉTODO: Ensayo clínico eventual, doblemente encubierto, con gestantes estado físico ASA I y II. Las pacientes fueron distribuidas para recibir 20 mL de bupivacaína a 0,5% racémica ó 20 mL de levobupivacaína a 0,5%, ambas con 10 µg de sufentanil y vasoconstrictor. RESULTADOS: Participaron del estudio 47 pacientes, 24 en el grupo de la levobupivacaína y 23 en el grupo de la bupivacaína. Los grupos eran comparables entre sí en lo que se refiere a las características materno-fetales. Transcurridos 15 minutos después del término de la punción peridural, 62,5% de las pacientes del grupo de la levobupivacaína tenían Bromage 2 ó 3 contra 72,7% en el grupo de la bupivacaína (p = 0,83). Transcurridos veinte minutos, 66,7% de las pacientes del grupo de la levobupivacaína tenían Bromage 2 ó 3 contra 86,3% del grupo de la bupivacaína (p = 0,21). La complicación más frecuente fue la hipotensión arterial, encontrada en 16 (66,7%) pacientes del grupo de la levobupivacaína y en 10 (43,5%) pacientes del grupo de la bupivacaína (p = 0,11). CONCLUSIONES: La levobupivacaína y la bupivacaína fueron igualmente efectivas en el bloqueo peridural de pacientes sometidas a cesárea. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Local anesthetic bupivacaine is found in two different enantiomers: levobupivacaine - S (-) and dextrobupivacaine - R (+). Based on studies showing that S(-) enantiomers are less cardiotoxic, their use has been increasing in clinical practice. This study aimed at comparing racemic bupivacaine and levobupivacaine in epidural anesthesia for elective cesarean section. METHODS: Randomized, double blind clinical trial enrolling physical status ASA I (mais) and II parturients. Patients were assigned to receive either 20 mL of 0.5% racemic bupivacaine or 20 mL of 0.5% levobupivacaine, both with 10 µg sufentanil and epinephrine 1:200,000. RESULTS: Participated in this study 47 patients being 24 in the levobupivacaine group and 23 in the bupivacaine group. Both groups were comparable regarding maternal-fetal characteristics. Fifteen minutes after epidural anesthesia, 62.5% of levobupivacaine group patients experienced Bromage 2 or 3 motor block, whereas the same event was documented in 72.7% of bupivacaine group patients (p = 0.83). After 20 minutes, 66.7% of levobupivacaine group patients experienced Bromage 2 or 3 motor block versus 86.3% of bupivacaine group patients (p = 0.21). Most common complication was hypotension, detected in 16 (66.7%) levobupivacaine group patients and in 10 (43.5%) bupivacaine group patients (p = 0.11). CONCLUSIONS: Levobupivacaine and bupivacaine were equally effective for epidural block in patients undergoing cesarean section.

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Incidência de tremor em anestesia peridural com ou sem fentanil: estudo comparativo/ Shivering during epidural anesthesia with and without fentanyl: comparative study/ Incidencia de tremor en anestesia peridural con y sin fentanil: estudio comparativo

Abreu, Múcio Paranhos de; Vieira, João Lopes; Lutti, Marcelo Negrão; Montarroyos, Emily Santos; Rossi, Randal de Tarso; Moraes, Rodrigo
2004-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A maioria dos trabalhos encontrados na literatura, relacionando a influência dos opióides administrados por via peridural com o tremor intra e pós-operatório, foram realizados com grupos de pacientes obstétricas, nas quais a resposta do centro termorregulador pode ser diferente das pacientes não grávidas. O objetivo deste trabalho foi comparar o bloqueio peridural com e sem fentanil, quanto à incidência de tremores e outras complicaçõ (mais) es no intra e pós-operatório em pacientes submetidos à cirurgia de varizes sob anestesia peridural com bupivacaína a 0,5% com adrenalina a 1:200.000. MÉTODO: Trinta e quatro pacientes, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgia para tratamento de varizes de membros inferiores, foram divididos aleatoriamente em 2 grupos (n = 17), e receberam midazolam (0,05 mg.kg-1), por via venosa seguido de anestesia peridural lombar, utilizando-se no grupo S, 20 ml bupivacaína a 0,5% (com vasoconstritor) associado a 2 ml de solução fisiológica a 0,9% e no grupo F, 20 ml de bupivacaína a 0,5% (com vasoconstritor) associada ao fentanil (100 µg). Foram estudados: incidência de tremor, temperatura dos pacientes, necessidade do uso de meperidina, e a incidência de náuseas e vômitos nos seguintes momentos: M1 - admissão do paciente na sala de operação; M2 - imediatamente antes da anestesia; M3 - 30 minutos após o término da injeção do anestésico local; M4 - 60 minutos após o término da injeção do anestésico local; M5 - 90 minutos após o término da injeção do anestésico local; M6 - final da anestesia; M7 - antecedendo a alta da sala de recuperação pós-anestésica. RESULTADOS: Quanto aos dados antropométricos, estado físico, tempo médio de duração da anestesia e cirurgia, temperatura dos pacientes e da sala de operação e incidência de náuseas e vômitos não houve diferença estatística entre os grupos. Houve diferença estatística aos 60 minutos (M4) e 90 minutos (M5) após o bloqueio peridural, com maior incidência de tremor no Grupo S que no Grupo F. Houve maior necessidade de utilização de meperidina nos pacientes submetidos ao bloqueio peridural não associado ao fentanil. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a adição de 100 µg de fentanil ao anestésico local, por via peridural, mostrou que o opióide não tem a propriedade de abolir o tremor, mas de reduzir sua incidência e a intensidade, sem aumentar a incidência de náuseas e vômitos. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La mayoría de los trabajos encontrados en la literatura, relacionando la influencia de los opioides administrados por vía peridural con el tremor per y pos-operatorio, fueron realizados con grupos de pacientes obstétricas, en las cuales la respuesta del centro termorregulador puede ser diferente de las pacientes no embarazadas. El objetivo de este trabajo fue comparar el bloqueo peridural con y sin fentanil, cuanto a la incidencia de tremores (mais) y otras complicaciones en el intra y pos-operatorio en pacientes sometidos a cirugía de várices bajo anestesia peridural con bupivacaína a 0,5% con adrenalina a 1:200.000. MÉTODO: Treinta y cuatro pacientes, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugía para tratamiento de várices de miembros inferiores, fueron divididos aleatoriamente en 2 grupos (n = 17), y recibieron: midazolam (0,05 mg.kg-1), por vía venosa seguido de anestesia peridural lumbar, utilizandose: en el grupo S, 20 ml bupivacaína a 0,5% (con vasoconstrictor) asociado a 2 ml de solución fisiológica a 0,9% y en el grupo F, 20 ml de bupivacaína a 0,5% (con vasoconstrictor) asociada al fentanil (100 µg). Fueron estudiados: incidencia de tremor, temperatura de los pacientes, necesidad del uso de meperidina, y la incidencia de náuseas y vómitos en los siguientes momentos: M1 - admisión del paciente en la sala de operación; M2 - inmediatamente antes de la anestesia; M3 - 30 minutos después del término de la inyección del anestésico local (AL); M4 - 60 minutos después del término de la inyección de AL; M5 - 90 minutos después del término de la inyección de AL; M6 - final de la anestesia; M7 - antecediendo al alta de la sala de recuperación pos-anestésica. RESULTADOS: Cuanto a los datos antropométricos, estado físico, tiempo medio de duración de la anestesia y cirugía, temperatura de los pacientes y de la sala de operación e incidencia de náuseas y vómitos no hubo diferente estadística entre los grupos. Hubo diferencia estadística a los 60 minutos (momento 4) y 90 minutos (momento 5) después del bloqueo peridural, con mayor incidencia de tremor en el Grupo-S que en el Grupo-F. Hubo mayor necesidad de utilización de meperidina en los pacientes sometidos al bloqueo peridural no asociado al fentanil. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio, la adición de 100 µg de fentanil al anestésico local, por vía peridural, mostró que el opioide no tiene la propiedad de suprimir el tremor, más de reducir su incidencia y la intensidad, sin aumentar la incidencia de náuseas y vómitos. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Most studies in the literature correlating epidural opioids to postoperative shivering were carried out with obstetric patients whose thermoregulation center response might be different from non-pregnant patients. Our study aimed at comparing intra and postoperative shivering and other complications of epidural block with and without fentanyl in patients submitted to varicose vein surgery under epidural anesthesia with 0.5% bupivacaine and 1:200 (mais) ,000 epinephrine. METHODS: Participated in this study 34 patients, physical status ASA I and II, submitted to lower limbs varicose vein surgery, who were randomly distributed in 2 groups (n = 17) and received intravenous midazolam (0.05 mg.kg-1) followed by lumbar epidural anesthesia. Group S received 20 mL of 0.5% bupivacaine (with epinephrine) associated to 2 mL of 0.9% saline solution, and Group F received 20 mL of 0.5% bupivacaine (with epinephrine) associated to fentanyl (100 µg). Shivering, temperature, meperidine need, nausea and vomiting were evaluated in the following moments: M1 - admission to the operating room; M2 - immediately before anesthesia; M3 - 30 minutes after local anesthetic injection; M4 - 60 minutes after local anesthetic injection; M5 - 90 minutes after local anesthetic injection; M6 - end of anesthesia; M7 - immediately before PACU discharge. RESULTS: There have been no statistically significant differences between groups in demographics, physical status, mean anesthesia and surgery duration, patients and operating room temperature, and the incidence of nausea and vomiting. There have been statistically significant differences in shivering occurrence at 60 (M4) and 90 minutes (M5) after epidural block, with higher incidence of shivering in Group S as compared to Group F. A greater demand for meperidine was observed in patients submitted to epidural block without fentanyl. CONCLUSIONS: In the conditions of our study, 100 µg fentanyl associated to epidural local anesthetics did not abolish shivering but is able to decrease its incidence without increasing the incidence of nausea and vomiting.

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Hipoglicemia como fator complicador no tratamento do diabetes melito tipo 1/ Hypoglycemia as a Limiting Factor in the Management of Type 1 Diabetes

Nery, Márcia
2008-03-01

Resumo em português Os portadores de diabetes melito tipo 1 têm, com freqüência, episódios de hipoglicemia durante a insulinoterapia, que, além do desconforto e de proporcionar situações constrangedoras no dia-a-dia, impedem a obtenção do controle glicêmico ideal. Mais ainda, hipoglicemias induzem deficiente mecanismo de contra-regulação em episódio posterior, com diminuição de liberação de adrenalina e dos sintomas de alarme, estabelecendo a síndrome de hipoglicemia associ (mais) ada à insuficiência autonômica. A ocorrência de hipoglicemias durante algumas atividades de risco, em especial a direção veicular, pode resultar acidentes com o paciente e terceiros, além de lesão de propriedade, motivo pelo qual pessoas com diabetes devem ser orientadas quanto aos cuidados na direção de veículos. Em geral, a recuperação neurológica é total após a correção de coma hipoglicêmico. No entanto, quando esses episódios são repetitivos, especialmente em crianças, podem ter como conseqüência distúrbios cognitivos definitivos. A reversão de quadros de hipoglicemia sem sinal de alerta é difícil, devendo-se evitar meticulosamente sua ocorrência, adequando o tratamento, os alvos glicêmicos, utilizando a monitoração domiciliar e fazendo treinamento para o reconhecimento precoce de hipoglicemias. Resumo em inglês Type 1 diabetic patients frequently present hypoglycemic episodes during their insulinotherapy, which, besides the discomfort and constrains does not allow the ideal glycemic control. Further, hypoglycemic events lead to the deficiency of the counter-regulation mechanisms in the subsequent episode, with a decrease in the release of epinephrine and the symptoms of warming, with great risk of severe hypoglycemia. The occurrence of hypoglycemia during some risky activities, (mais) specially driving, could result in accidents with the patient and /or third parts including property damage, stressing here the need to advise diabetics against having the necessary caution wheli driving. Generally the connective recovery is total after correcting a hypoglycemic coma. However when these episodes are repetitive, particularly in children, they could result in definitive cognitive disturbances. Hypoglycemic events without a warning signal (hypoglycemic unawareness) are difficult to reverse, thus it is necessary to prevent their occurrence, adjusting the treatment with glycemic targets, using continuous glucose monitoring at home and teaching them how to have an early recognition of hypoglycemia.

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Feocromocitoma: uma causa rara de hipertensão arterial na infância/ Pheochromocytoma: a rare cause of hypertension in childhood

Georgetti, Flávia Carolina D.; Eugênio, Gisela de Rezende
2007-09-01

Resumo em português OBJETIVO: Relatar o caso de um adolescente com feocromocitoma, uma causa rara de hipertensão arterial na infância. DESCRIÇÃO: Adolescente internado em unidade de terapia intensiva infantil em decorrência de emergência hipertensiva, conseqüente à presença de feocromocitoma em adrenal esquerda, diagnosticado por meio de tomografia computadorizada do abdome e pela dosagem de adrenalina e noradrenalina urinárias. O paciente foi submetido à adrenalectomia esquerda, (mais) após o uso de alfa-bloqueador para controle do quadro hipertensivo. O anatomopatológico confirmou o diagnóstico do tumor. No pós-operatório, o paciente permaneceu estável, possibilitando a suspensão dos anti-hipertensivos. COMENTÁRIOS: Os feocromocitomas são tumores capazes de produzir catecolaminas, especialmente adrenalina e/ou noradrenalina. Cerca de 85 a 95% dos tumores são únicos, benignos e encontrados na medula adrenal. O feocromocitoma é um tumor de incidência rara e apenas 10 a 20% ocorrem na infância, representando uma causa rara de hipertensão arterial. Esta última é um sinal freqüente na maioria das crianças (80%), podendo ser acompanhada por cefaléia e sudorese. A encefalopatia hipertensiva consiste em uma forma de apresentação excepcional da doença. O diagnóstico pode ser realizado, na maioria dos casos, pela tomografia de abdome e pela dosagem das catecolaminas e seus metabólitos produzidos pelo tumor. O tratamento de escolha consiste na ressecção completa do tumor após o preparo farmacológico do paciente com o uso de alfa-bloqueador. No pós-operatório, a maioria dos pacientes evolui com controle do quadro de hipertensão arterial. Resumo em inglês OBJECTIVE: Report an adolescent with pheochromocytoma, a rare cause of hypertension in childhood. CASE DESCRIPTION: Adolescent admitted to the pediatric intensive care unit due to hypertension, secondary to the presence of pheochromocytoma on the left adrenal. Diagnosis of the pheochromocytoma was made by abdominal computed tomography scan and by measuring urinary epinephrine and norepinephrine. The patient underwent excision of the left adrenal, after controlling blood p (mais) ressure levels with an alpha-blocker drug. The histological analysis confirmed the diagnosis. After the surgery, the patient remained under control and the use of anti-hypertensive medication was stopped. COMMENTS: Pheochromocytomas are catecholamine-secreting tumors, specially epinephrine and norepinephrine. Almost 85 to 95% of the tumors are single, benign and found on adrenal medulla. Pheochromocytoma is a rare tumor - only 10 to 20% occur in childhood - and can cause hypertension. Hypertension is found in the majority of pediatric patients (80%), and may occur associated to headache and sweating. Hypertensive encephalopathy is very rare. The diagnosis can be done, in most cases, by computed tomography scans of the abdomen and by measuring levels of catecholamines and their metabolites produced by the tumor. The treatment of choice is the complete resection of the tumor after the use of an alpha-blocker medication. After the surgery, the majority of patients recover from hypertension.

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Fatores prognósticos e evolução da função ventricular em 5 anos de seguimento da ventriculectomia parcial esquerda no tratamento da cardiomiopatia dilatada/ Prognostic factors in the follow-up of patients with idiopathic dilated cardiomyopathy submitted to partial left ventriculectomy

MOREIRA, Luiz Felipe P.; BACAL, Fernando; BENÍCIO, Anderson; BOCCHI, Edimar A.; HIGUCHI, Maria L.; STOLF, Noedir A. G.; OLIVEIRA, Sérgio Almeida de
2001-12-01

Resumo em português OBJETIVO: Nesta investigação, os resultados tardios da ventriculectomia parcial esquerda, associada à correção da insuficiência das valvas atrioventriculares, foram estudados em 43 pacientes portadores de cardiomiopatia dilatada. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Os pacientes estavam em classe funcional III (18) ou IV (25) no pré-operatório, sendo que 7 pacientes foram operados na vigência de choque cardiogênico. A redução cirúrgica do volume do ventrículo esquerdo (V (mais) E) foi associada à anuloplastia mitral em 32 pacientes e à substituição daquela valva em 3. Em 10 pacientes, também foi realizada plastia de valva tricúspide. Doze pacientes foram submetidos ao implante de desfibriladores automáticos. RESULTADOS: Ocorreram 9 (20,9%) óbitos hospitalares. O tempo de seguimento pós-operatório variou entre dois e 68 meses, com média de 34,2 meses. Aos seis meses de seguimento, 8 pacientes estavam em classe funcional I, 13 em classe II, 3 em classe III e 1 em classe IV (p Resumo em inglês OBJECTIVE: Partial left ventriculectomy has been performed in patients with severe cardiomyopathies. The purpose of this investigation is to document the clinical effects of this procedure, associated with mitral insufficiency correction, in 43 patients with idiopathic dilated cardiomyopathy. METHODS: Eighteen patients were in New York Heart Association class III and 25 were in persistent class IV. Seven of these patients were operated on in cardiogenic shock. The procedu (mais) re was associated with mitral anuloplasty in 32 patients and with mitral replacement in three. Ten patients were also submitted to De Vega tricuspid valve anuloplasty. Automatic cardioverter-defibrillators were implanted in 12 patients. RESULTS: Nine (20.9%) patients died during the hospital period. The follow-up time ranged from two to 57 months, with a mean of 28.3 months. At six months of follow-up, eight patients were in functional class I, 13 patients in class II, three patients in class III e one patient in class IV (p

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Estudo comparativo entre soluções a 0,5% de levobupivacaína, bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% e bupivacaína racêmica em anestesia peridural para cirurgia de abdômen inferior/ Levobupivacaine 0.5%, 50% enantiomeric excess bupivacaine and racemic bupivacaine in epidural anesthesia for lower abdominal procedures. Comparative study/ Estudio comparativo entre soluciones a 0,5% de levobupivacaína, bupivacaína en exceso enantiomérico del 50% y bupivacaína racémica en anestesia peridural para cirugía de abdomen inferior

Tanaka, Pedro Paulo; Ogleari, Mário; Valmorbida, Paulo; Tanaka, Maria Aparecida A
2005-12-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a finalidade de encontrar um anestésico local mais seguro que a bupivacaína, vários estudos em animais foram realizados com seus isômeros. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da bupivacaína em excesso enantiomérico de 50%, comparada à levobupivacaína e à bupivacaína racêmica, na anestesia peridural em pacientes submetidos à cirurgia de abdômen inferior, pelo período de uma hora após a injeção das soluções. M (mais) ÉTODO: Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, participaram deste estudo, aleatório e duplamente encoberto, 87 pacientes com idade entre 18 e 65 anos, estado físico ASA I e II submetidos à cirurgia de abdômen inferior. Foram distribuídos em três grupos que receberam fracionadamente solução contendo 27 mL (incluindo a dose-teste) de anestésico local com adrenalina (1:200.000) e fentanil (100 µg). O grupo I recebeu solução de levobupivacaína a 0,5%, o grupo II recebeu solução de bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% a 0,5% e o grupo III recebeu solução de bupivacaína a 0,5%. Os pacientes foram monitorizados por meio de oxímetro de pulso, cardioscópio e pressão arterial não-invasiva. Foram investigadas as características motoras e sensitivas do bloqueio anestésico, bem como a incidência de efeitos colaterais. Os frascos de anestésico local foram preparados sem identificação, numerados e somente ao final do estudo a lista de distribuição aleatória foi aberta. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças significativas com relação à altura e estado físico. Diferença demográfica significativa foi encontrada em relação à idade no grupo I. Os parâmetros hemodinâmicos foram semelhantes entre os grupos. Houve diferença significativa em relação à intensidade do bloqueio motor relatado entre os grupos estudados (menor intensidade no grupo I comparada aos grupos II e III). CONCLUSÕES: Foram observados adequados bloqueios motor e sensitivo para a realização da cirurgia nos grupos estudados com poucos efeitos colaterais, sugerindo que as soluções são eficazes na anestesia peridural para cirurgia de abdômen inferior. A levobupivacaína apresentou menor bloqueio motor que os outros dois grupos. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la finalidad de encontrar un anestésico local más seguro que la bupivacaína, varios estudios en animales fueron realizados con sus isómeros. Este estudio tuvo como objetivo evaluar la eficacia de la bupivacaína en exceso enantiomérico del 50%, comparada a la levobupivacaína y a la bupivacaína racémica, en la anestesia peridural en pacientes sometidos a la cirugía de abdomen inferior, por el período de una hora después de la inyec (mais) ción de las soluciones. MÉTODO: Después de la aprobación por el Comité de Ética en Pesquisa, participaron de este estudio, eventual y doblemente encubierto, 87 pacientes con edad entre 18 y 65 años, estado físico ASA I y II sometidos a cirugía del abdomen inferior. Fueron distribuidos en tres grupos que fraccionadamente recibieron solución conteniendo 27 mL (incluyendo la dosis-test) de anestésico local con adrenalina (1:200.000) y fentanil (100 µg). El grupo I recibió solución de levobupivacaína a 0,5%, el grupo II recibió solución de bupivacaína en exceso enantiomérico del 50% a 0,5% y el grupo III recibió solución de bupivacaína a 0,5%. Los pacientes fueron monitorizados por medio de oxímetro de pulso, cardioscopio y presión arterial no invasiva. Fueron investigadas las características motoras y sensitivas del bloqueo anestésico, bien como la incidencia de efectos colaterales. Los frascos de anestésico local fueron preparados sin identificación, numerados y solamente al final del estudio la lista de distribución eventual fue abierta. RESULTADOS: No se observaron diferencias significativas con relación a la altura y estado físico. Diferencia demográfica significativa fue encontrada con relación a la edad en el grupo I. Los parámetros hemodinámicos fueron semejantes entre los grupos. Hubo una diferencia significativa con relación a la intensidad del bloqueo motor relatado entre los grupos estudiados (menor intensidad en el grupo I comparada a los grupos II y III). CONCLUSIONES: Fue observado un adecuado bloqueo motor y sensitivo para la realización de la cirugía en los grupos estudiados con pocos efectos colaterales, sugiriendo que las soluciones son eficaces en la anestesia peridural para cirugía de abdomen inferior. La levobupivacaína presentó menor bloqueo motor que los otros dos grupos. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: With the purpose of finding a local anesthetic agent safer than racemic bupivacaine, several animal studies have been performed with its isomers. This study aimed at evaluating, for one hour after injection, the efficacy of 50% enantiomeric excess bupivacaine as compared to levobupivacaine and racemic bupivacaine for epidural anesthesia in patients submitted to lower abdominal procedures. METHODS: After the Research Ethics Committee approval, 87 (mais) patients aged 18 to 65 years, physical status ASA I and II, undergoing lower abdominal procedures were included in this randomized double-blind study. Patients were distributed in three groups which received 27 mL (including test dose) of local anesthetics with epinephrine (1:200,000) and fentanyl (100 µg) solutions. Group I was given 0.5% levobupivacaine, group II received 50% enantiomeric excess 0.5% bupivacaine, and group III received 0.5% bupivacaine. Monitoring consisted of pulse oximetry, cardioscopy and noninvasive blood pressure. Motor and sensory block profiles were evaluated, in addition to the incidence of side effects. Unidentified local anesthetic vials were numbered, and the randomized distribution list was opened only at the end of the experiment. RESULTS: There were no significant differences regarding height and physical status between groups. There was a significant age difference in group I. Hemodynamic parameters were similar between groups. Motor block intensity was significantly lower in group I as compared to groups II and III. CONCLUSIONS: All groups presented adequate motor and sensory block for surgery, with few side effects, suggesting that these solutions are effective for epidural anesthesia for lower abdominal procedures. Levobupivacaine produced less motor block as compared to the other compounds.

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Estudo comparativo dos bloqueios intercostal e interpleural para analgesia pós-operatória em colecistectomias abertas/ Comparative study of intercostal and interpleural block for post-cholecystectomy analgesia/ Estudio comparativo de los bloqueos intercostal e interpleural para analgesia pós-operatoria en colecistectomias abiertas

Vieira, Antonio Mauro; Schnaider, Taylor Brandão; Brandão, Antonio Carlos Aguiar; Campos Neto, João Pires
2003-06-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A analgesia no pós-operatório é desejada pelos pacientes e tem sido praticada pela maioria dos anestesiologistas. Além dos opióides, os anestésicos locais têm sido utilizados nos bloqueios periféricos e centrais para se obter a analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo foi comparar duas técnicas de bloqueio dos nervos intercostais para analgesia pós-operatória em colecistectomias abertas. MÉTODO: Sessenta pacientes foram su (mais) bmetidos a colecistectomias abertas com incisão subcostal e receberam bloqueio intercostal (Grupo IC, n=30) ou bloqueio interpleural (Grupo IP, n=30), ambos com 100 mg de bupivacaína a 0,5% com adrenalina, para analgesia pós-operatória. Foram avaliados os tempos de analgesia e as queixas relatadas pelos pacientes. RESULTADOS: A qualidade da analgesia foi considerada boa para ambas as técnicas. A duração média de analgesia foi de 505 minutos no grupo IP e 620 minutos no grupo IC, não havendo diferença estatística entre eles. Náuseas, vômitos e dor abdominal leve foram as queixas pós-operatórias mais freqüentes. Não se constatou qualquer complicação pós-operatória associada exclusivamente aos bloqueios, assim como não foi evidenciado nenhum caso de pneumotórax. CONCLUSÕES: Concluiu-se que as técnicas promoveram analgesia satisfatória após colecistectomia, sendo que o bloqueio interpleural apresentou maior facilidade de execução. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La analgesia en el pós-operatorio es deseada por los pacientes y ha sido practicada por la mayoría de los anestesiologistas. Además de los opioides, los anestésicos locales han sido utilizados en los bloqueos periféricos y centrales para obtenerse la analgesia pós-operatoria. El objetivo de este estudio fue comparar dos técnicas de bloqueo de los nervios intercostales para analgesia pós-operatoria en colecistectomias abiertas. MÉTODO: S (mais) esenta pacientes fueron sometidos a colecistectomias abiertas con incisión subcostal, recibieron bloqueo intercostal (Grupo IC, n=30) o bloqueo interpleural (Grupo IP, n=30), ambos con 100 mg de bupivacaína 0,5% con adrenalina, para analgesia pós-operatoria. Fueron evaluados los tiempos de analgesia y las quejas relatadas por los pacientes. RESULTADOS: La calidad de la analgesia fue considerada buena para ambas técnicas. La duración media de analgesia fue de 505 minutos en el grupo IP y 620 minutos en el grupo IC, no habiendo diferencia estadística entre ellos. Náuseas, vómitos y dolor abdominal leve fueron las quejas pós-operatorias más frecuentes. No se constató cualquier complicación pós-operatoria asociada exclusivamente a los bloqueos, así como no fue evidenciado ningún caso de pneumotórax. CONCLUSIONES: Se concluye que las técnicas promovieron analgesia satisfactoria después de colecistectomia, siendo que el bloqueo interpleural presentó mayor facilidad de ejecución. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postoperative analgesia is a wish of all surgical patients and has been used by most anesthesiologists. In addition to opioids, local anesthetic agents have been employed for peripheral and central blocks. The purpose of this study was to evaluate and to compare intercostal and interpleural blocks for post-cholecystectomy analgesia. METHODS: Sixty patients undergoing open cholecystectomy with subcostal incision, received either intercostal block (mais) (Group IC, n = 30) or interpleural block (Group IP, n = 30), for postoperative analgesia, both with 0.5% bupivacaine (100 mg) with epinephrine. Analgesia duration and patients’ complaints were evaluated. RESULTS: Analgesia was considered satisfactory for both groups. Mean analgesia duration was 505 minutes for Group IP and 620 minutes for Group IC, with no statistical significant difference. Nausea, vomiting and mild abdominal pain were the most frequent postoperative complaints. There was no postoperative complication related to blockade and no pneumothorax was detected. CONCLUSIONS: We concluded that both techniques were effective in promoting post-cholecystectomy analgesia, but interpleural block was easier to perform.

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Emprego da levomepromazina no bloqueio da arritmia induzida pela adrenalina em cães anestesiados pelo Sevoflurano/ The use of levomepromazine to blokade the arrhythmia induced by the epinephrine in dogs anesthetized with Sevoflurane

Rezende, Márlis Langenegger de; Santos, Paulo Sérgio Patto dos; Nunes, Newton; Bolzan, Aline Adriana
2000-06-01

Resumo em português Este experimento objetivou estudar o possível efeito antiarritmogênico da levomepromazina em cães anestesiados pelo sevoflurano e submetidos a doses crescentes de adrenalina. Para tal, foram empregados 21 animais adultos, machos e fêmeas, sem raça definida e considerados sadios. Os cães foram separados em dois grupos, sendo um de 11 (G1) e outro de 10 (G2) animais. O G1 recebeu, por via intravenosa, solução salina a 0,9%, na dose de 0,2ml/kg (placebo), seguida 15 (mais) minutos após, pela aplicação de tiopental, pela mesma via, na dose suficiente para abolir o reflexo laringotraqueal. Procedeu-se à intubação orotraqueal e iniciou-se a administração de sevoflurano a 2,5V%, em circuito anestésico semi-fechado. Decorridos 20 minutos da indução anestésica, iniciou-se a administração contínua, por via intravenosa, com emprego de bomba de infusão, de solução de adrenalina a 2%, em doses crescentes de 1, 2, 3, 4 e 5m g/kg/min (M1 a M5, respectivamente), com incremento da dose a intervalos de 10 minutos. Para o G2, empregou-se a mesma metodologia substituindo-se o placebo por levomepromazina, na dose de 1mg/kg. Foi tomado o traçado eletrocardiográfico, na derivação D2, a partir da indução da anestesia. Para efeito estatístico, foi considerado o número total de batimentos cardíacos de origem não sinusal, coincidentes com cada dose de adrenalina. Os dados numéricos foram submetidos à Análise de Perfil, quando foi possível constatar que as médias do G1 foram crescentes de M1 a M3, diminuindo a partir deste último, até M5. No G2, foi encontrada arritmia ventricular sustentada apenas em M5. Os achados permitiram concluir que a levomepromazina minimiza a arritmia ventricular sustentada, induzida pela adrenalina em cães anestesiados pelo sevoflurano. Resumo em inglês The aim of this work was to study the use of levomepromazine, as an antiarrhythmogenic drug, in dogs anesthetized with sevoflurane. Twenty-one male and female healthy adult mixed breed dogs were used. The dogs were alocated in two groups, one with 11 (G1) and other with 10 (G2) animals. To G1 was administered, intravenously, 0.2ml/kg of 0.9% saline solution (placebo), followed by anesthetic induction with tiopental 15 minutes later. The intubation was proceeded, followed (mais) by imediate administration of sevoflurane at 2.5V% through semi-closed anesthetic circuit. After 20 minutes of the anesthetic induction, administration of 2% epinephrine solution had begun, in increasing doses of 1, 2, 3, 4 and 5mg/kg/min (M1 to M5, respectively), with increment of the doses at 10 minutes intervals. For G2 the same methodology was used, replacing the placebo by levomepromazine, at 1mg/kg. Electrocardiographic study was realized, in lead II, from the induction of the anesthesia. For statistical effect it was counted the total number of heart beats of non sinusal origin, coincident with each epinephrine dose. The numeric data were submitted to Analysis of Profile that demonstrated ventricular sustained arrhythmia, with the number of ectopic beatings growing from M1 to M3 and decreasing from M3 to M5, in G1. In G2, the ventricular sustained arrhythmia was observed only in M5. These results allowed the conclusion that levomepromazine minimizes ventricular epinephrine-induced arrhythmia in dogs anesthetized with sevoflurano.

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Eficácia e segurança do uso inalatório da adrenalina-L na laringite pós-intubação utilizada em associação com a dexametasona/ Efficacy and safety of nebulized L-epinephrine associated with dexametasone in post-intubation laryngitis

Fernandes, Iracema C. O.; Fernandes, José Carlos; Cordeiro, Andréa; Hsin, Shieh H.; Bousso, Albert; Ejzenberg, Bernardo; Okay, Yassuhiko
2001-06-01

Resumo em português OBJETIVO: avaliar a eficácia e a segurança do uso de adrenalina-L inalada na laringite pós-intubação como droga suplementar à dexametasona. MÉTODO: Estudo prospectivo, duplo-cego, controlado por placebo, randomizado, com duas coortes de pacientes com laringite pós-intubação de grau 3 a 6, aferido pelo escore de Downes e Raphaelly, durante dois anos. Os grupos, A e B, receberam dexametasona por via endovenosa e realizaram duas inalações com soro fisiológico, m (mais) as nestas apenas o grupo B recebeu adrenalina-L. A eficácia da adrenalina-L foi avaliada através da comparação do escore de Downes e Raphaelly. Os efeitos colaterais da adrenalina-L foram avaliados pela ocorrência de arritmia cardíaca, elevação da pressão arterial e da freqüência cardíaca médias no grupo B, em relação ao grupo A. RESULTADOS: Foram selecionados 22 pacientes para o grupo A (escore médio=4,8) e 19 para o grupo B (escore médio= 5,2). Após o início do tratamento, três pacientes do grupo A alcançaram o escore 8 e foram reintubados; este grupo também apresentou escore clínico médio maior do que o grupo B, durante as primeiras duas horas do protocolo, resultados não estatisticamente significantes. Não foram constatados efeitos colaterais atribuíveis à adrenalina. Os índices gasométricos foram adequados nos dois grupos, porém melhores no grupo controle. CONCLUSÕES: Não foi demonstrada maior eficácia no tratamento da laringite pós-intubação com o uso da adrenalina-L inalatória em crianças que receberam simultaneamente dexametasona endovenosa. Alguns indicadores apresentaram uma tendência favorável à terapêutica combinada e sugerem a realização de outras avaliações. Resumo em inglês OBJECTIVE: to assess the efficacy and safety of the use of nebulized L-epinephrine associated with dexamethasone in postintubation laryngitis. METHOD: We carried out a prospective, randomized, double-blind, placebo controlled study with two cohorts of patients with postintubation laryngitis graded 3 to 6 by Downes-Raphaelly score during two years. Our population was divided into two groups: A and B; both groups received intravenous dexamethasone and two doses of nebulized (mais) saline; however, only group B received L-epinephrine. The efficacy was assessed by Downes-Raphaelly score. The side effects of L-epinephrine were evaluated according to the occurrence of cardiac arrhythmia, increased blood pressure, and average heart rate of group B in comparison to group A. RESULTS: Twenty-two patients were included in group A (average score = 4.8) and 19 in group B (average score = 5.2). During treatment, 3 patients in group A presented a score of 8 and were reintubated. This group also showed higher mean clinical scores than group B during the first two hours of the protocol; these results were not statistically significant. No side effects were observed due to epinephrine. The gas blood measurements were adequate in both groups, but better in the control group. CONCLUSIONS: We did not observe increased efficacy for the treatment of postintubation laryngitis when nebulized L-epinephrine was used simultaneously with intravenous dexamethasone. Some indicators, however, did present a favorable trend when combined therapy was used and should be submitted to further evaluation.

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Efeitos do uso da adrenalina na anestesia local odontológica em portador de coronariopatia/ Effects of epinephrine in local dental anesthesia in patients with coronary artery disease

Neves, Ricardo Simões; Neves, Itamara Lucia Itagiba; Giorgi, Dante Marcelo Artigas; Grupi, Cesar José; César, Luís Antonio Machado; Hueb, Whady; Grinberg, Max
2007-05-01

Resumo em português FUNDAMENTO: A literatura é controversa no que se refere ao uso de vasoconstritores para anestesia local em cardiopatas, havendo preocupação com a indução de descompensação cardíaca. OBJETIVO: Avaliar parâmetros eletrocardiográficos e de pressão arterial durante procedimento odontológico restaurador sob anestesia local com e sem vasoconstritor em portadores de doença arterial coronária. MÉTODOS: Neste estudo foram avaliados 62 pacientes. As idades variaram d (mais) e 39 a 80 anos (média de 58,7 + 8,8) anos, sendo 51 pacientes (82,3%) do sexo masculino. Do total de pacientes, 30 foram randomizados para receber anestesia com lidocaína 2% com adrenalina (grupo LCA) e os demais para lidocaína 2% sem vasoconstritor (grupo LSA). Todos foram submetidos a monitorização ambulatorial da pressão arterial e eletrocardiografia dinâmica por 24 horas. Foram considerados três períodos: 1) basal (registros obtidos durante os 60 minutos que antecederam o procedimento); 2) procedimento (registros obtidos desde o início da anestesia até o final do procedimento) e 3) das 24 horas. RESULTADOS: Houve elevação da pressão arterial do período basal para o procedimento nos dois grupos quando analisados separadamente; quando confrontados, não apresentaram diferença entre si. A freqüência cardíaca não se alterou nos dois grupos. Depressão do segmento ST > 1 mm não ocorreu durante os períodos basal e procedimento. Arritmias em número superior a 10 por hora estiveram presentes durante o procedimento em sete pacientes (12,5%), sendo quatro (13,8%) do grupo que recebeu anestesia sem adrenalina e três (11,1%) do grupo com adrenalina. CONCLUSÃO: Não houve diferença em relação a comportamento da pressão arterial, freqüência cardíaca, evidência de isquemia e arritmias entre os grupos. O uso de vasoconstritor mostrou-se seguro dentro dos limites do estudo. Resumo em inglês BACKGROUND: The use of vasoconstrictors for local anesthesia in patients with coronary heart disease is controversial in the literature, and there is concern regarding risk of cardiac decompensation. OBJECTIVE: To evaluate electrocardiographic and blood pressure parameters during restorative dental procedure under local anesthesia with and without a vasoconstrictor in patients with coronary artery disease. METHODS: Sixty-two patients were included in the study, ages rangi (mais) ng from 39 to 80 (mean 58.7 ± 8.8), 51 (83.2%) of whom were male. Thirty patients were randomly assigned to receive 2% lidocaine with epinephrine (epinephrine group), and the remaining patients, 2% lidocaine without epinephrine (non-epinephrine group) for local anesthesia. All patients underwent 24-hour ambulatory blood pressure monitoring and dynamic electrocardiography. Three periods were considered in the study: 1) baseline - recordings obtained during the 60 minutes prior to the procedure; 2) procedure - recordings obtained from the beginning of anesthesia to the end of the procedure and 3) 24 hours. RESULTS: There was an increase in blood pressure in both groups during the procedure, compared with baseline values; but when the two groups were compared no significant difference was detected between them. Heart rate remained unchanged in both groups. No ST-segment depression > 1 mm occurred either at baseline or during the procedure. Seven patients (12.5%) experienced more than ten arrhythmia episodes per hour during the procedure, four (13.8%) in the non-epinephrine group and three (11.1%) in the epinephrine group. CONCLUSION: No difference was observed in blood pressure, heart rate, or evidence of ischemia and arrhythmias in either group. The use of vasoconstrictor has proved to be safe within the range of the present study.

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Efeitos cardiovasculares da anestesia local com vasoconstritor durante exodontia em coronariopatas/ Cardiovascular effects of local anesthesia with vasoconstrictor during dental extraction in coronary patients

Conrado, Valeria C. L. S.; Andrade, Januário de; Angelis, Gabriella A. M. C. de; Andrade, Ana Carolina P. de; Timerman, Lilia; Andrade, Mercedes M.; Moreira, Dalmo R.; Sousa, Amanda G. M. R.; Sousa, J. Eduardo M. R.; Piegas, Leopoldo S.
2007-05-01

Resumo em português OBJETIVO: Avaliar a ocorrência de variáveis detectoras de isquemia miocárdica, durante ou após o tratamento odontológico, sob anestesia com vasoconstritor (adrenalina). MÉTODOS: Foram incluídos 54 pacientes coronariopatas submetidos a exodontia sob anestesia local com ou sem vasoconstritor, divididos em dois grupos (sorteio por envelope): grupo I, composto por 27 que receberam anestésico com vasoconstritor; e grupo II, composto por 27 que receberam anestésico sem (mais) vasoconstritor. Todos os pacientes foram submetidos a monitoração eletrocardiográfica com Holter por 24 horas, a Doppler-ecocardiografia realizada antes e após intervenção odontológica, e a dosagem dos marcadores bioquímicos antes e 24 horas após a exodontia (creatina cinase fração MB [CK-MB] massa, CK-MB atividade e troponina T). A freqüência cardíaca e a pressão arterial nas fases pré-anestesia, pós-anestesia e pós-exodontia também foram aferidas. A Doppler-ecocardiografia teve como objetivo avaliar a contratilidade segmentar do ventrículo esquerdo e a eventual ocorrência de insuficiência mitral. Em todos os casos foi mantido o protocolo farmacológico habitual prescrito pelo cardiologista. RESULTADOS: Três pacientes do grupo I apresentaram depressão do segmento ST (1,0 mm) durante a aplicação da anestesia, dois outros pacientes do mesmo grupo tiveram elevação da CK-MB massa, e em nenhum caso foi verificada presença de isquemia avaliada pelos demais métodos. Não houve registro, neste estudo, de precordialgia, arritmias e ocorrência ou agravamento de hipocontratilidade segmentar do ventrículo esquerdo ou insuficiência mitral. CONCLUSÃO: A exodontia praticada sob uso de anestesia com adrenalina 1:100.000 não implica riscos isquêmicos adicionais quando realizada com boa técnica anestésica e manutenção do tratamento farmacológico prescrito pelo cardiologista. Resumo em inglês OBJECTIVE: To evaluate the occurrence of variables detecting myocardial ischemia during or after dental treatment under anesthesia with vasoconstrictor (epinephrine). METHODS: A total of 54 coronary patients undergoing dental extraction under local anesthesia with or without vasoconstrictor were included. They were divided into two groups (by drawing envelopes): group I (27 patients) using anesthetics with vasoconstrictor, and group II (27 cases) without vasoconstrictor. (mais) 24-hour Holter monitoring, Doppler-echocardiogram before and after dental intervention, and determination of biochemical markers (CK-MB mass, CK-MB activity, and troponin T) before and 24 hours after dental extraction were performed in all patients. Heart rate and blood pressure were also measured in the pre, post-anesthesia and post-dental extraction phases. Doppler echocardiography assessed left ventricular segmental contractility and the occasional occurrence of mitral regurgitation. The usual pharmaceutical treatment prescribed by the cardiologist was maintained in all cases. RESULTS: Three patients in group I presented ST-segment depression (1.0 mm) during administration of anesthesia; two other patients in group I had CK-MB mass elevation, and ischemia was not observed in any other case, as assessed by the other methods. No chest pain, arrhythmias, occurrence or worsening of left ventricular segmental hypocontractility or mitral regurgitation were observed in the study. CONCLUSION: Dental extraction performed under anesthesia with 1:100,000 epinephrine does not imply additional ischemic risks, as long as performed with good anesthetic technique and maintenance of the pharmacological treatment prescribed by the cardiologist.

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Efeito colateral da anestesia local subcutânea com vasoconstritores em bovinos/ Colateral effects of local anesthesia with vasoconstritors in bovine

Soares, P.C.; Costa, N.A.
2000-10-01

Resumo em inglês In order to study the effects of different local anaesthetics with and without vasoconstritor (epinefrine), 20 adult crossbred cows were used. The following treatments were carried out:T1 - control (bidistilled water); T2 - chloridrate of lidocaine (20 mg/ml) with epinephrine (0.005 mg/ml); T3 - chloridrate of lidocaine (20 mg/ml) with epinephrine (0.02 mg/ml); T4 - chloridrate of lidocaine (20 mg/ml) with epinephrine (0.05 mg/ml); T5 - chloridrate of lidocaine(20 mg/ml); (mais) T6 - chloridrate of procaine (22 mg/ml) with epinefrine (0.02 mg/ml); T7 - chloridrate of procaine (22 mg/ml). The different solutions were injected, at the same time, into the subcutaneous space of the medial chest line, 10cm apart, of all cows. Observation at the infiltration sites was made 72 hours later, for the presence or not of tissue reaction, as well as lesion degrees. No differences were found among T1, T5, T6, and T7 , which did not cause tissue reaction. On the other hand, lower lesion tissue degrees were found in cows treated with T2 as compared to T3 and T4. It can be concluded that the use of both local anaesthetics alone or chloridrate of procaine with epinefrine are harmless to the skin while chloridrate of lidocaine associated with any concentration of vasoconstritor may give rise to tissue lesions in cattle.

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Choque refratário e óbito após intoxicação por sulfato ferroso/ Refractory shock and death by iron poisoning

Berber, Marith Graciano; Araújo, Lívia Meirelles de; Oliveira, Cláudio Flauzino; Troster, Eduardo Juan; Vaz, Flávio Adolfo C.
2007-12-01

Resumo em português OBJETIVO: Descrever um caso de intoxicação por ferro em uma criança após ingestão acidental de sulfato ferroso. DESCRIÇÃO DO CASO: Lactente de 11 meses de idade admitida após ingestão acidental de sulfato ferroso (dose desconhecida); apresentava diarréia, desidratação grave e torpor. Inicialmente, foram adotadas medidas para estabilização hemodinâmica, suporte ventilatório e terapia vasopressora. A dosagem de ferro sérico era de 259μmol/L, sendo inic (mais) iado desferoxamina. Apesar do tratamento, manteve quadro de instabilidade hemodinâmica, sem melhora após associação de adrenalina. Evoluiu para óbito 50 horas após admissão no hospital por choque refratário. COMENTÁRIOS: O sulfato ferroso é uma medicação amplamente utilizada em nosso meio e de fácil acesso às crianças nos domicílios. No caso descrito, apesar do diagnóstico precoce e dos cuidados prestados prontamente, não foi possível evitar grave evolução para choque refratário e óbito. Portanto, é importante prevenir a intoxicação e conhecer a evolução de uma intoxicação por ferro, uma vez que o tratamento nem sempre evita a má evolução. Resumo em inglês OBJECTIVE: To present a case of a child with iron intoxication due to an accidental ingestion of ferrous sulfate. CASE DESCRIPTION: An eleven-month-old child was admitted to the hospital after an accidental ingestion of ferrous sulfate, presenting diarrhea, severe dehydration and drowsiness. Initially, therapies for hemodynamic stabilization, ventilatory support and vasopressor drugs were adopted. Laboratory test revealed high serum iron level (259μmol/L) and deferox (mais) amine administration was started. Despite treatment, the child persisted with hemodynamic instability, without improvement after epinephrine infusion and died 50 hours after admission, due to refractory shock. COMMENTS: The ferrous sulfate is widely used and easily accessible for children in their homes. In this case report, despite prompt diagnosis and early institution of adequate treatment, it was not possible to avoid the development of refractory shock and death. Therefore, it is important to avoid intoxication as well as to improve medical knowledge about the pathophysiology of iron intoxication, acknowledging that treatment not always avoids a poor outcome.

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Bupivacaína racêmica, levobupivacaína e ropivacaína em anestesia loco-regional para oftalmologia: um estudo comparativo/ Racemic bupivacaine, levobupi vacaine and ropivacaine in regional anesthesia for ophtalmology: a comparative study

Magalhães, Edno; Govêia, Cátia S.; Oliveira, Keyla B.
2004-04-01

Resumo em português OBJETIVO: A bupivacaína racêmica, utilizada largamente em anestesia peribulbar devido à boa qualidade de bloqueio motor, apresenta menor margem de segurança para cardiotoxicidade em relação a ropivacaína e bupivacaína levógira. O objetivo deste estudo foi comparar o grau de bloqueio motor e alteração da pressão intra-ocular (PIO) em anestesia peribulbar produzida pela bupivacaína racêmica, levobupivacaína e ropivacaína. MÉTODOS: Noventa e sete pacientes, (mais) estado físico I e II da classificação da Sociedade Americana de Anestesiologistas, submetidos a anestesia peribulbar, foram divididos em três grupos: grupo A-(n=16) bupivacaína racêmica 0,75% com adrenalina 1:200.000; grupo B -(n=16) bupivacaína levógira 0,75% com adrenalina 1:200.000; grupo C -(n=15) ropivacaína 0,75%. Utilizou-se 7ml da solução anestésica com 280 UI de hialuronidase, em punção única no rebordo orbital inferior. Foram registrados a PIO e grau de bloqueio motor 5 minutos antes da punção e 1, 2, 3, 4, 5 e 10 minutos após a punção. O bloqueio motor foi avaliado pela escala de Nicoll. Para a análise estatística, foram utilizados os testes de Wilcoxon, análise de freqüência simples e t de Student. Foi considerado significativo p Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVE: Racemic bupivacaine, used in peribulbar anesthesia owing to its high potential to promote motor blockade, presents a smaller safety margin for cardiotoxicity in relation to ropivacaine and levobupivacaine. The objective of this study was to compare the degree of motor blockade and alteration of intraocular pressure (IOP) produced by racemic bupivacaine, levobupivacaine and ropivacaine in peribulbar block. METHOD: Ninety seven patients, ASA physic (mais) al status I and II, submitted to peribulbar anesthesia, were randomly allocated into three groups: group A-(n=16) receiving racemic bupivacaine 0.75% with epinephrine 1:200.000; group B -(n=16) levobupivacaine 0.75% with epinephrine 1:200.000; group C -(n=15) ropivacaine 0.75%. A single inferior injection peribulbar anesthesia was performed with 7ml of the anesthetic solution plus 280 UI of hyaluronidase. The IOP and the degree of motor blockade were registered five minutes before injection and 1,2,3,4,5 and 10 minutes after it. The motor blockade was evaluated according to Nicoll's scale. For statistical analysis, Wilcoxon's test, simple frequency analysis, and Student-t test were used. p

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Bloqueio pleural bilateral: analgesia e funções pulmonares em pós-operatório de laparotomias medianas/ Bilateral pleural block: analgesia and pulmonary functions in postoperative of median laparotomies/ Bloqueo pleural bilateral: analgesia y funciones pulmonares en pós-operatorio de laparotomias medianas

Geier, Karl Otto
2004-08-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não obstante o bloqueio pleural ter sido convertido quase numa panacéia analgésica, resultados contraditórios foram publicados. O objetivo deste estudo foi observar o desempenho analgésico e espirométrico das funções pulmonares no pós-operatório imediato de 21 pacientes com o bloqueio pleural bilateral em laparotomias medianas de urgência. MÉTODO: Bloqueio pleural bilateral foi realizado em decúbito dorsal horizontal em 21 pacientes (mais) com 20 ml de bupivacaína a 0,375% com adrenalina a 1:400.000 administrados por cateter em cada hemitórax durante o pós-operatório imediato. Soluções aleatórias de bupivacaína e de solução fisiológica foram administradas por residentes ou enfermeiras que desconheciam o conteúdo das seringas, e seus desfechos analgésicos avaliados de acordo com a escala de dor Prince Henry ao comparar os valores pré e pós-bloqueio pleural bilateral. Em função da dor pós-operatória, testes espirométricos das funções pulmonares também foram determinados mediante espirômetro portátil. RESULTADOS: Analgesia pós-operatória, com duração média de 247,75 ± 75 minutos foi constatada em todos os pacientes com a bupivacaína, embora tenha persistido dor residual de menor intensidade na região suprapúbica em cinco pacientes (8%) e em dois pacientes na apófise xifóide (3,2%). Nenhum efeito analgésico foi obtido com solução fisiológica. Face à dor pós-operatória, as funções pulmonares, avaliadas antes e após os bloqueios, registraram melhora com a bupivacaína na CVF (p Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: No obstante el bloqueo pleural haber sido convertido casi en una panacea analgésica, fueron publicados resultados contradictorios. El objetivo de este estudio fue observar el desempeño analgésico y espirométrico de las funciones pulmonares en el pós-operatorio inmediato de 21 pacientes con el bloqueo pleural bilateral en laparotomias medianas de urgencia. MÉTODO: Bloqueo pleural bilateral fue realizado en decúbito dorsal horizontal en 21 (mais) pacientes con 20 ml de bupivacaína a 0,375% con adrenalina a 1:400.000 administrados por catéter en cada hemitórax durante el pós-operatorio inmediato. Soluciones aleatorias de bupivacaína y de solución fisiológica fueron administradas por estudiantes en la práctica o enfermeras que desconocían el contenido de las jeringas, y sus resultados analgésicos evaluados de acuerdo con la escala de dolor Prince Henry al comparar los valores pre y pós-bloqueo pleural bilateral. En función del dolor pós-operatorio, ensayos espirométricos de las funciones pulmonares también fueron determinados mediante un espirómetro portátil. RESULTADOS: Analgesia pós-operatoria, con duración media de 247,75 ± 75 minutos fue constatada en todos los pacientes con la bupivacaína, aunque haya persistido dolor residual de menor intensidad en la región suprapúbica en cinco pacientes (8%) y en dos pacientes en la apófisis xifóide (3,2%). Ningún efecto analgésico fue obtenido con solución fisiológica. De frente al dolor pós-operatorio, las funciones pulmonares, evaluadas antes y después de los bloqueos, registraron mejoría con la bupivacaína en CVF (p Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Notwithstanding pleural block having become almost an analgesic panacea, contradictory results have been published. This study aimed at observing analgesic and spirometric behavior of pulmonary function in the immediate postoperative period of 21 patients submitted to urgency median laparotomies under bilateral pleural block. METHODS: Bilateral pleural block was induced in the supine position with 20 mL of 0.375% bupivacaine with 1:400,000 epine (mais) phrine administered via catheter in each hemithorax during the immediate postoperative period. Randomized bupivacaine and saline were administered by residents or nurses blind to syringes content, and their analgesic outcomes were evaluated according to Prince Henry's pain score by comparing pre and post bilateral pleural block values. As a function of postoperative pain, spirometric tests of pulmonary function were also applied via a portable spirometer. RESULTS: All bupivacaine patients referred postoperative analgesia with mean duration of 247.75 ± 75 minutes although there has been mild residual pain in the suprapubic region of five patients (8%) and in the xiphoid apophysis in two patients (3.2%). No analgesic effect was obtained with saline. Pulmonary function evaluated pre and post-blockade were improved with bupivacaine in FVC (p

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Bloqueio peribulbar com a associação da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2%: efeitos da adição de hialuronidase/ Peribulbar block with the association of 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine: effects of hyaluronidase addition/ Bloqueo peribulbar con la asociación de la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2%: efectos de la adición de hialuronidasa

Soares, Luiz Fernando; Escovedo Helayel, Pablo; Conceição, Diogo Brüggemann da; Oliveira Filho, Getúlio Rodrigues de
2002-07-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os benefícios da adição de hialuronidase ao anestésico local em bloqueio peribulbar permanecem controversos. Este estudo comparou os efeitos da hialuronidase sobre a acinesia dos músculos retos, elevador da pálpebra e orbicular do olho após a realização de bloqueio peribulbar com a associação da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2%. MÉTODO: Foram estudados 35 pacientes divididos em grupo 1, que re (mais) cebeu uma combinação de iguais volumes de mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2% com adrenalina 5 µg.ml-1 e grupo 2, que recebeu a mesma solução anestésica adicionada de hialuronidase 50 UI.ml-1. A motilidade dos músculos retos, orbicular do olho e elevador da pálpebra foi avaliada 1, 5, 10 e 15 minutos após o bloqueio. RESULTADOS: Os escores de motilidade dos músculos extra-oculares diminuíram significativamente durante o período de observação, sem diferenças entre os grupos. Os percentuais de pacientes que apresentaram acinesia do globo ocular em cada momento do estudo não diferiram significativamente entre os grupos. Os escores de dor à injeção do anestésico local não diferiram entre os grupos. A anestesia cirúrgica foi satisfatória em todos os pacientes. CONCLUSÕES: Este estudo não demonstrou nenhum efeito da adição de hialuronidase na concentração de 50 UI.ml-1 sobre a acinesia dos músculos retos, elevador da pálpebra e orbicular do olho durante a instalação de bloqueio peribulbar realizado com a associação da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2% com adrenalina 5 µg.ml-1. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los beneficios de la adición de hialuronidasa al anestésico local en bloqueo peribulbar permanecen en controversia. Este estudio comparó los efectos de la hialuronidasa sobre la acinesia de los músculos rectos, elevador de la pálpebra y orbicular del ojo después de la realización de bloqueo peribulbar con la asociación de la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2%. MÉTODO: Fueron estudiados 35 pacientes (mais) divididos en grupo 1, que recibió una combinación de iguales volúmenes de mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2% con adrenalina 5 µg.ml-1 y grupo 2, que recibió la misma solución anestésica adicionada de hialuronidasa 50 UI.ml-1. La motilidad de los músculos rectos, orbicular del ojo y elevador de la pálpebra fue evaluada 1, 5, 10 y 15 minutos después del bloqueo. RESULTADOS: Los escores de motilidad de los músculos extra-oculares diminuyeron significativamente durante el período de observación, sin diferencias entre los grupos. Los porcentuales de pacientes que presentaron acinesia del globo ocular en cada momento del estudio no diferiran significativamente entre los grupos. Los escores de dolor a la inyección del anestésico local no diferiran entre los grupos. La anestesia quirúrgica fue satisfactoria en todos los pacientes. CONCLUSIONES: Este estudio no demostró ningún efecto de la adición de hialuronidasa en la concentración de 50 UI.ml-1 sobre la acinesia de los músculos rectos, elevador de la pálpebra y orbicular del ojo durante la instalación de bloqueo peribulbar realizado con la asociación de la mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2% con adrenalina 5 µg.ml-1. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The benefits of adding hyaluronidase to local anesthetics for peribulbar blockade remain controversial. This study aimed at comparing the effects of hyaluronidase on the akinesia of rectis muscles, elevator muscle of upper eyelid and orbicular muscle of the eye after peribulbar blockade with 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine. METHODS: Participated in this study 35 adult patients, who were distributed in group 1, (mais) receiving a 1:1 association of 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine plus epinephrine (5 µg.ml-1), and group 2, receiving the same anesthetic solution with hyaluronidase (50 UI.ml-1). Motility of rectis muscles, elevator muscle of upper eyelid and orbicular muscle of the eye was evaluated at 1, 5, 10 and 15 minutes after blockade. RESULTS: Extraocular motility scores have significantly decreased during the observation period, without significant differences between groups. The percentage of patients with eyeball akinesia did not significantly differ between groups. Pain at local anesthetic injection site did not differ between groups. Surgical anesthesia was rated as satisfactory by all patients. CONCLUSIONS: This study could not show any effect of combining hyaluronidase (50 UI.ml-1) and the 1:1 association of 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine plus epinephrine (5 µg.ml-1) on the akinesia of rectis muscles, elevator muscle of upper eyelid and orbicular muscle of the eye.

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Bloqueio do nervo maxilar para redução de fraturas do osso zigomático e assoalho da órbita/ Maxillary nerve block for zygoma and orbital floor fractures reduction/ Bloqueo del nervio maxilar para reducción de fracturas del hueso zigomático y suelo de la órbita

Geier, Karl Otto
2003-08-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Poucos relatos existem sobre redução de fraturas da órbita zigomática e do arco zigomático sob anestesia regional. O objetivo deste estudo é verificar a qualidade do bloqueio do nervo maxilar por via extraoral, para redução de fraturas do osso zigomático e do assoalho da órbita. MÉTODO: Quinze pacientes foram submetidos à bloqueio do nervo maxilar pela técnica de Moore (abordagem infrazigomática) para redução de fraturas isoladas (mais) do arco zigomático (oito pacientes) e associadas ao assoalho da órbita (sete pacientes). Nenhum paciente recebeu medicação pré-anestésica. Após sedação e anestesia local com 2 ml de lidocaína a 1,5% com adrenalina a 1:300.000, o nervo maxilar foi abordado com 8 ml da mesma solução anestésica através de uma agulha 22G, 10 cm de comprimento de ponta romba. Foram avaliados: o tempo de bloqueio, a latência, o tempo de analgesia, a incidência de falhas, a necessidade de anestesia geral e as complicações. RESULTADOS: Os primeiros três bloqueios foram difíceis, resultando em dois bloqueios parciais e uma falha. Os restantes foram efetivos e os pacientes não referiram nenhum desconforto ou dor durante o bloqueio e a cirurgia. O tempo para a realização do bloqueio variou de 5 a 20 minutos, enquanto a latência anestésica ficou entre 3 e 10 minutos. Foram registradas 7 ocorrências de punção vascular, porém sem relatos de formação de hematomas. CONCLUSÕES: Redução de fraturas zigomáticas são factíveis sob bloqueio do nervo maxilar, quando realizadas na fossa ptérigo palatina, permitindo anestesia de seus dois ramos distais, nervo zigomático-temporal e nervo zigomático-frontal. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Pocos relatos existen sobre reducción de fracturas de la órbita zigomática y del arco zigomático bajo anestesia regional. El objetivo de este estudio es confirmar la calidad del bloqueo del nervio maxilar por vía extraoral, para reducción de fracturas del hueso zigomático y del suelo de la órbita. MÉTODO: Quince pacientes fueron sometidos al bloqueo del nervio maxilar por la técnica de Moore (abordaje infrazigomática) para reducción (mais) de fracturas aisladas del arco zigomático (ocho pacientes) y asociadas al suelo de la órbita (siete pacientes). Ningún paciente recibió medicación pre-anestésica. Después de sedación y anestesia local con 2 ml de lidocaína a 1,5% con adrenalina a 1:300.000, el nervio maxilar fue abordado con 8 ml de la misma solución anestésica a través de una aguja 22G, 10 cm de largo de punta romba. Fueron evaluados: el tiempo de bloqueo, la latencia, el tiempo de analgesia, la incidencia de fallas, la necesidad de anestesia general y las complicaciones. RESULTADOS: Los primeros tres bloqueos fueron difíciles, resultando en dos bloqueos parciales y una falla. Los restantes fueron efectivos y los pacientes no mencionaron ninguna incomodidad o dolor durante el bloqueo y la cirugía. El tiempo para la realización del bloqueo varió de 5 a 20 minutos, en cuanto la latencia anestésica quedó entre 3 y 10 minutos. Fueron registradas 7 ocurrencias de punción vascular, sin embargo, sin relatos de formación de hematomas. CONCLUSIONES: Reducción de fracturas zigomáticas son factibles bajo bloqueo del nervio maxilar, cuando realizadas en la fosa ptérigo palatina, permitiendo anestesia de sus dos ramos distales, nervio zigomático-temporal y nervio zigomático-frontal. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are few reports of zygomatic orbital floor or zygomatic arch fractures reduction under regional anesthesia. This study aimed at evaluating extraoral maxillary nerve block for zygoma and orbital floor fractures reduction. METHODS: Participated in this study 15 patients submitted to maxillary block according to Moore’s technique (lateral approach of the pterygoid plate) for reduction of isolated zygomatic arch fractures (8 patients) or orbi (mais) t floor fractures associated to zygomatic arch fractures (7 patients). Patients were not premedicated. After sedation and local infiltration with 2 ml of 1.5% lidocaine and epinephrine 1:300,000 the maxillary nerve was blocked with 8 ml of the same anesthetic solution through a 10 cm 22G, short beveled needle. The following parameters were evaluated: blockade duration, onset, analgesia duration, failures, need for general anesthesia and complications. RESULTS: The first three blocks resulted in difficult punctures with two partial blocks and one failure. Remainder blocks were effective and patients have not referred any discomfort or pain during both blockade and surgery. Blockade time varied from 5 to 20 minutes while onset varied from 3 to 10 minutes. There were 7 vascular punctures (7 patients) however without hematomas. CONCLUSIONS: Zygomatic fractures reduction is feasible under maxillary nerve block when performed in pterygopalatine fossa inducing anesthesia in its two distal branches: zygomaticotemporal and zygomaticofacial nerves

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Bloqueio do nervo isquiático via médio lateral da coxa como opção anestésica no trauma: relato de caso/ The lateral midfemoral approach to sciatic nerve block as an anesthetic option to trauma: case repor t/ Bloqueo del nervio isquiático por la vía medio lateral de la pierna como opción anestésica en traumatismo: relato de caso

Geier, Karl Otto
2006-02-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Nos pacientes com trauma de membros inferiores e com estômago cheio, tantos os bloqueios de plexos nervosos como os bloqueios de nervos periféricos isolados são procedimentos incomuns, prevalecendo os bloqueios peridural e subaracnóideo como primeira indicação. Este relato de caso registrou a escolha do bloqueio do nervo isquiático, como melhor indicação para anestesia em paciente de estômago cheio e traumatismo grave de pé. RELATO DO (mais) CASO: Paciente do sexo masculino, 50 anos, estado físico ASA II, obeso moderado (IMC = 29,8), hipertenso, motorista de ônibus por 29 anos, com laminectomia lombar descompressiva (L4-L5 e L5-S1), prévia há 10 anos, em uso de antidepressivos, vítima de acidente de motocicleta, após ter-se alimentado. O teste de Mallampati mostrou-se classe III. Após terem sido excluídas várias alternativas de técnicas para a execução da anestesia, a escolha recaiu no bloqueio isquiático como a melhor opção. A mistura anestésica administrada consistiu de 10 mL de lidocaína a 2% e 15 mL de bupivacaína a 0,5%, ambas com adrenalina a 1:200.000, resultando em mais de 15 horas de analgesia. CONCLUSÕES: A escolha do bloqueio do nervo isquiático por via médio lateral da coxa, como opção anestésica de trauma no pé, baseou-se em critérios previamente estabelecidos como a preferência de anestesia regional em pacientes com estômago cheio e candidatos a cirurgias de urgência nos membros; a limitação postural dos pacientes para realizar certas técnicas, como as espinhais; o conhecimento anatômico da inervação somática dos membros e o domínio de técnicas regionais alternativas. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En pacientes con traumatismo de los miembros inferiores y que están con estómago lleno, los bloqueos de plexos o de los nervios periféricos son infrecuentes, siendo mas comunes los bloqueos centrales, raquídeo y peridural. Este relato de caso muestra la elección del bloqueo del nervio isquiático como mejor indicación para anestesia en un paciente con estómago lleno y traumatismo de pie. RELATO DEL CASO: Paciente masculino, de 50 años, e (mais) stado físico ASA II, obeso moderado (IMC = 29,8), hipertenso, conductor de ómnibus por 29 años, se le efectuó una laminectomía lumbar hace 10 años, usa anti-depresivos y luego de alimentarse fue víctima de accidente en una motocicleta. El test de Mallanpatti mostró que era de clase III. Luego de excluir varias alternativas de técnicas para la anestesia el bloqueo del nervio isquiático fue elegido como la mejor opción. Se administró una solución con 10 mL de lidocaína a 2% y 15 ml de bupivacaína a 0,5%, ambos con adrenalina a 1:200.000, resultando en más de 15 horas de analgesia. CONCLUSIONES: La elección de bloqueo del nervio isquiático por la vía medio lateral de la pierna, como opción para la anestesia en traumatismo del pie, se basó en criterios ya establecidos, entre los cuales la preferencia por anestesia regional en pacientes con estómago lleno candidatos a cirugía de urgencia en los miembros, la limitación postural para realizar técnicas por la vía espinal, el conocimiento anatómico de la inervación de los miembros y el dominio de técnicas regionales alternativas. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Both nervous plexus block and isolated peripheral nerve block are uncommon procedures for patients with lower limb trauma or full stomach, prevailing epidural and spinal blocks as the primary indication. This case report describes the choice of sciatic nerve block as the best indication for a patient with full stomach and severe foot trauma. CASE REPORT: Male patient, 50 years old, physical status ASA II, moderately obese (BMI = 29.8), hypertens (mais) ive, bus driver for 29 years with decompressive lumbar laminectomy (L4-L5 e L5-S1) 10 years ago, under antidepressants, who suffered motorcycle accident soon after having eaten. Mallampati test was class III. After excluding several anesthetic techniques, sciatic nerve block was chosen as the best option. Anesthesia was induced with 10 mL of 2% lidocaine and 15 mL of 0.5% bupivacaine, both with epinephrine 1:200 000, resulting in more than 15 hours of analgesia. CONCLUSIONS: Lateral midfemoral sciatic nerve block as anesthetic option for foot trauma was based on pre-established criteria, such as the preference for regional anesthesia in patients with full stomach and candidates to urgency limb procedures, postural limitation of patients to perform some techniques, such as spinal procedures, anatomic understanding of somatic limb innervation and the mastering of alternative regional techniques.

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Avaliação hemodinâmica e metabólica da infusão contínua de dexmedetomidina e de remifentanil em colecistectomia videolaparoscópica: estudo comparativo/ Hemodynamic and metabolic evaluation of dexmedetomidine and remifentanil continuous infusion in videolaparoscopic cholecystectomy: comparative study/ Evaluación hemodinámica y metabólica de la infusión continua de dexmedetomidina y de remifentanil en colecistectomia videolaparoscópica: estudio comparativo

Chaves, Thatiany Pereira; Gomes, Josenília Maria Alves; Pereira, Francisco Elano Carvalho; Cavalcante, Sara Lúcia; Leitão, Ilse M. Tigre de Arruda; Monte, Hipólito Sousa; Escalante, Rodrigo Dornfeld
2003-08-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina tem sido utilizada para sedação e como coadjuvante em anestesia geral. O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta cardiovascular e simpático-adrenal à intubação traqueal e à insuflação do pneumoperitônio, comparando-a ao remifentanil durante anestesia com sevoflurano para colecistectomia videolaparoscópica. MÉTODO: Foram incluídos no estudo 42 pacientes, estado físico ASA I ou II, com idades entre 25 e 55 anos (mais) , distribuídos aleatoriamente em dois grupos: GI e GII. A indução da anestesia foi realizada com infusão contínua de 1 µg.kg-1 de dexmedetomidina (GI) ou remifentanil (GII), durante 10 minutos, seguido de propofol e cisatracúrio. A manutenção da anestesia foi realizada com a infusão contínua de 0,7 µg.kg-1.h-1 de dexmedetomidina ou 0,5 µg.kg-1.h-1 de remifentanil e concentrações variadas de sevoflurano. Foram anotadas a PAS, PAD e FC nos momentos: M1 - antes do início da infusão inicial da droga; M2 - após término da infusão inicial da droga; M3 - após a intubação orotraqueal; M4 - antes do início do pneumoperitônio; M5 - após o pneumoperitônio; M6 - cinco minutos após desinsuflado o pneumoperitônio, M7 - após extubação traqueal. Em M4, M5 e M6 foram dosadas adrenalina e noradrenalina. A concentração expirada (CE) do sevoflurano, a relação CE/CAM, consumo de sevoflurano foram registrados em M4, M5 e M6. RESULTADOS: Variações na PAS e PAD foram maiores no grupo da dexmedetomidina em M4 a M5. A FC e os níveis de adrenalina e noradrenalina não apresentaram diferença entre os grupos. A CE do sevoflurano foi maior em M4 e M6 no GI, assim como a CE/CAM. No GI, o consumo de sevoflurano foi maior e observou-se uma tendência para menor consumo de analgésicos e antieméticos. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a dexmedetomidina inibiu a liberação de catecolaminas durante a intubação orotraqueal e o pneumoperitônio, porém, não impediu o aumento da pressão arterial em resposta à insuflação peritoneal. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dexmedetomidina ha sido utilizada para sedación y como coadjuvante en anestesia general. El objetivo de este estudio fue evaluar la respuesta cardiovascular y simpático-adrenal a la intubación traqueal y la insuflación del pneumoperitoneo, comparándola al remifentanil durante anestesia con sevoflurano para colecistectomia videolaparoscópica. MÉTODO: Fueron incluidos en el estudio 42 pacientes, estado físico ASA I ó II, con edades ent (mais) re 25 y 55 años, distribuidos aleatoriamente en dos grupos: GI y GII. La inducción de la anestesia fue realizada con infusión continua de 1 µg.kg-1 de dexmedetomidina (GI) o remifentanil (GII), durante 10 minutos, seguido de propofol y cisatracúrio. La manutención de la anestesia fue realizada con la infusión continua de 0,7 µg.kg-1.h-1 de dexmedetomidina o 0,5 µg.kg-1.h-1 de remifentanil y concentraciones variadas de sevoflurano. Fueron anotadas la PAS, PAD y FC en los momentos: M1 - antes del inicio de la infusión inicial de la droga; M2 - después del término de la infusión inicial de la droga; M3 - después de la intubación orotraqueal; M4 - antes del inicio del pneumoperitoneo; M5 - después del pneumoperitoneo; M6 - cinco minutos después desinsuflado el pneumoperitoneo, M7 - después extubación traqueal. En M4, M5 y M6 fueron dosadas adrenalina y noradrenalina. La concentración expirada (CE) del sevoflurano, la relación CE/CAM, consumen de sevoflurano fueron registrados en M4, M5 y M6. RESULTADOS: Variaciones en la PAS y PAD fueron mayores en el grupo de la dexmedetomidina en M4 y M5. A FC y los niveles de adrenalina y noradrenalina no presentaron diferencia entre los grupos. La CE del sevoflurano fue mayor en M4 y M6 en el GI, así como la CE/CAM. En el GI, el consumen de sevoflurano fue mayor y se observó una tendencia para menor consumen de analgésicos y antieméticos. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio, la dexmedetomidina inhibió la liberación de catecolaminas durante la intubación orotraqueal y el pneumoperitoneo, sin embargo, no impidió el aumento de la presión arterial en respuesta a la insuflación peritoneal. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dexmedetomidine has been used for sedation and as coadjuvant drug in general anesthesia. This study aimed at evaluating cardiovascular and sympathetic-adrenal responses to tracheal intubation and pneumoperitoneum inflation with dexmedetomidine, as compared to remifentanil during anesthesia with sevoflurane for videolaparoscopic cholecystectomy. METHODS: Forty two physical status ASA I or II patients, aged 25 to 55 years, were randomly distribute (mais) d in two groups: GI and GII. Anesthesia was induced with 1 µg.kg-1 dexmedetomidine (GI) or remifentanil (GII) continuous infusion for 10 minutes, followed by propofol and cisatracurium. Anesthesia was maintained with 0.7 µg.kg-1.h-1 dexmedetomidine or 0.5 µg.kg-1.h-1 remifentanil continuous infusion and different sevoflurane concentrations. SBP, DBP and HR were recorded in the following moments: M1 - before initial drug infusion; M2 - after end of initial drug infusion; M3 - after tracheal intubation; M4 - before pneumoperitoneum; M5 - after pneumoperitoneum; M6 - five minutes after pneumoperitoneum deflation; M7 - after tracheal extubation. Epinephrine and norepinephrine were dosed in M4, M5 and M6. Sevoflurane expired concentration (EC), EC/MAC ratio and sevoflurane consumption were recorded in M4, M5 and M6. RESULTS: SBP and DBP variations were higher in the dexmedetomidine group in M4 and M5. HR, epinephrine and norepinephrine levels were similar between groups. Sevoflurane EC was higher in M4 and M6 for GI, as well as EC/MAC ratio. There has been a higher sevoflurane consumption in GI, with a trend to less analgesics and anti-emetics consumption. CONCLUSIONS: In the conditions of our study, dexmedetomidine has inhibited catecholamine release during tracheal intubation and pneumoperitoneum, however, has not prevented blood pressure increase in response to peritoneal inflation.

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Atividade antiarritmogênica da levomepromazina em cães submetidos à anestesia pela quetamina/ The use of levomepromazine to blockade the arrhythmia induced by the epinephrine in dogs anesthetized with ketamine

Nunes, Newton; Massone, Flávio; Pompermayer, Luiz Gonzaga; Pirolo, Josmari; Camacho, Aparecido Antonio
1999-06-01

Resumo em português Este experimento teve por objetivo avaliar a viabilidade do emprego da levomepromazina no bloqueio da atividade arritmogênica da adrenalina, em cães anestesiados pela quetamina. Para tal, foram utilizados 30 cães adultos, machos e fêmeas, considerados sadios, com pesos compreendidos entre 7 e 14kg. Estes foram divididos em 3 grupos de 10 animais (G1, G2 e G3). Aos cães de G1 foi administrada, por via intravenosa, adrenalina em doses de 3, 6, 9, 12 e 15 mg/kg, em inte (mais) rvalos de 10 minutos. Deste grupo, foram colhidos o tempo de duração do efeito da catecolamina (TA), estabelecido pela contagem da freqüência cardíaca e o número total de batimentos cardíacos de origem ectópica, produzidos pela adrenalina (ESV). Aos animais do G2, foi administrada solução salina a 0,9%, na dose de 0,2ml/kg, por via intravenosa, seguida, 10 minutos após, da injeção, pela mesma via, de quetamina, na dose de 2mg/kg. Decorridos 5 minutos, iniciou-se a infusão contínua de quetamina, por via intravenosa, na dose de 0,2mg/kg/min. Aguardou-se 5 minutos e iniciou-se a administração de adrenalina e colheita das variáveis, conforme protocolado para o G1. Aos animais do G3, aplicou-se a mesma metodologia, substituindo-se o placebo pela levomepromazina, administrada por via intravenosa, na dose de 1mg/kg. A análise dos resultados mostrou que a levomepromazina reduz a duração do efeito da catecolamina e minimiza o aparecimento de batimentos cardíacos de origem ectópica. Os achados permitiram concluir que a levomepromazina é útil no bloqueio da arritmia produzida pela adrenalina em cães anestesiados pela quetamina. Resumo em inglês The use of levomepromazine to blockade the arrhythmia produced by the use of epinephrine in dogs given ketamine was evaluated. Thirthy adults crossbreed dogs, males and females with average weight from 7 to 15kg were used. The animals were alocated in three groups of 10 dogs each (G1, G2 and G3). To the G1 was administered epinephrine at 3, 6, 9, 12 and 15 mg/kg, intravenously, at 10 minutes intervals. From this dogs was measured the time of action of epinephrine (TA) and (mais) the number of premature ventriculary complexes (ESV), obtainded. To the G2 was intravenously administered 0.2ml/kg of saline solution. Ten minutes after each dog received 2mg/kg of ketamine and five minutes after it was started the intravenous continuously administered ketamine at 0.2mg/kg/min. After five minutes the epinephrine was given as the same way, doses and intervals as described for G1, followed by the measurements of TA and ESV. To the dogs from G3 was used the same method but replacing the saline solution by levomepromazine intravenously administered at 1mg/kg. The results showed that the levomepromazine decrease the TA and reduce the ESV, in ketamine anesthetized dogs.

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Associação entre polimorfismo Gln27Glu do receptor beta2-adrenérgico e hipertensão arterial sistêmica em obesos mórbidos

Villares, Sandra M.; Mancini, Marcio C.; Gomez, Sérgio; Charf, Ana M.; Frazzatto, Eliana; Halpern, Alfredo
2000-02-01

Resumo em português Há alguns relatos na literatura sugerindo associação entre polimorfismos do receptor beta2-adrenérgico com obesidade e outros com hipertensão arterial. O objetivo do nosso estudo foi estudar a freqüência de um polimorfismo do receptor beta2 adrenérgico (Gln27Glu) em pacientes obesos (BMI 48 ± 8,2kg/m²) e relacioná-lo com hipertensão arterial, e níveis de triglicérides, colesterol, insulina e glicose no sangue. Encontramos associação deste polimorfismo em obesos com hipertensão arterial. Resumo em inglês beta2-adrenergic receptors (beta2AR) are membrane-bound receptors, which upon binding the endogenous cathecolamines epinephrine and nore-pinephrine signal to the interior of cells via stimulatory guanine nucleotide-binding protein Gs. The sympathetic nervous system activation stimulates energy mobilization and utilization in the adipose tissue that is a favored target for high-energy substrate storage, mobilization and utilization. Adrenergic responsiveness may be altered (mais) in obesity and could be an important factor in the pathogenesis and maintenance of obesity state. In the hypertensive state there is physiological and biochemical evidence that b-adrenergic responsiveness is diminished in the face of increased sympathetic tone. Recently, several different polymorphic forms of the human beta2AR have been identified in general population, including N-terminal substitutions of glutamine (Gln) for glutamic acid (Glu) at position 27. The aim of this study was to investigate the potential interaction between the beta2AR (Gln27Glu) polymorphism and obesity accumulation and hypertension in morbidly obese subjects. The Ita I genotypes of beta2AR were established using RFLP methods in 135 individuals with BMI 48 ± 8.02kg/m². The frequency of Gln/Glu was 31.9% and in the homozygous Glu/Glu was 12.6%. No association was found between BMI, weight gain during the past years and the Ita I genotypes and neither was associated with levels of triglycerides, cholesterol, insulin and glucose. Positive association was found between blood pressure (systolic and diastolic) and presence of polymorphism. The results indicate at the first time that presence of polymorphism 27Glu may provide a mechanism for enhanced vascular reactivity and identify a candidate gene for hypertension in this obesity group.

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Análise crítica das novas recomendações para reanimação cardiopulmonar/ The new guidelines for cardiopulmonary resuscitation: a critical analysis

Zorzela, Liliane; Garros, Daniel; Caen, Allan R. de
2007-05-01

Resumo em português OBJETIVO: Descrever as novas recomendações da American Heart Association (AHA), baseado em evidências científicas organizadas pelo Comitê Internacional de Reanimação, endossado e disseminado por entidades norte-americanas e européias. FONTES DOS DADOS: Os guias para suporte básico e avançado de vida em pediatria publicados nas revistas Circulation em novembro de 2005 foram revisados, bem como as subseqüentes publicações sobre o mesmo tópico usando as palavra (mais) s-chave cardiac arrest, basic life support, advanced life support, cardiopulmonary resuscitation e pediatric resuscitation, através dos métodos de busca PubMed e MEDLINE. SÍNTESE DOS DADOS: As maiores alterações foram na área de suporte básico de vida. O novo guia enfatiza a relação compressão torácica/ventilação para os profissionais da saúde treinados, que passa a ser 15:2 em todas as idades, exceto neonatos. É ressaltada a importância das compressões torácicas fortes e rápidas e a necessidade de se evitar a hiperventilação durante e após a parada cardiorrespiratória. O uso de megadoses de adrenalina foi retirado, bem como outras orientações. CONCLUSÃO: O guia mais recente de reanimação em pediatria da AHA tem como foco principal o atendimento básico pré-hospitalar. Está baseado na melhor evidência científica disponível, porém futuras pesquisas são necessárias para corroborar essas mudanças e trazer novas evidências para os futuros protocolos. Resumo em inglês OBJECTIVE: To describe the new American Heart Association (AHA) guidelines for pediatric life support, based on the scientific evidence evaluated by the International Liaison Committee on Resuscitation, and endorsed and disseminated by North American resuscitation councils. SOURCES: The guidelines for basic and advanced life support published in Circulation in November 2005 were reviewed together with subsequent publications on the same topics, identified in PubMed and ME (mais) DLINE using the keywords cardiac arrest, basic life support, advanced life support, cardiopulmonary resuscitation and pediatric resuscitation. SUMMARY OF THE FINDINGS: The greatest guideline changes are in the area of basic life support. The new guidelines emphasize the new chest compression/ventilation ratio for trained health professionals, which is now 15:2 for all children except neonates. Also emphasized is the need for harder and faster chest compressions, and the need to avoid hyperventilation during and after cardiorespiratory arrest. The use of high-dose epinephrine has been removed, as have some other previous recommendations. CONCLUSIONS: The most recent AHA guidelines for pediatric resuscitation are focused primarily on basic life support care. They are based on the best available scientific evidence, although further research is required to validate these changes and provide new evidence for future guidelines.

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Anestesia para tratamento intraparto extra-útero em feto com diagnóstico pré-natal de higroma na região cervical: relato de caso/ Anesthesia for ex utero intrapartum treatment of fetus with prenatal diagnosis of cervical hygroma: case report/ Anestesia para tratamiento intraparto extraútero en feto con diagnóstico prenatal de higroma en la región cervical: relato de caso

Braga, Angélica de Fátima de Assunção; Frias, José Aristeu F.; Braga, Franklin S. da Silva; Rousselet, Monique Sampaio; Barini, Ricardo; Sbragia, Lourenço; Guarize, Juliana; Gil, Larissa C.C.
2006-06-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O tratamento intraparto extra-útero (EXIT) constitui procedimento realizado durante a cesariana, com preservação da circulação feto-placentária, que permite manuseio seguro da via aérea do feto, com risco de obstrução das vias aéreas. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de anestesia para EXIT, em feto com higroma cístico na região cervical. RELATO DO CASO: Paciente com 22 anos, 37 semanas de idade gestacional, sem antecede (mais) ntes anestésicos, estado físico ASA I, submetida ao EXIT para manuseio de via aérea e intubação traqueal em feto com risco para obstrução de vias aéreas. O procedimento foi realizado sob anestesia geral associada a peridural contínua; no pré-operatório foram utilizados metoclopramida (10 mg) e ranitidina (50 mg), por via venosa. No espaço peridural administrou-se bupivacaína a 0,25% com adrenalina (30 mg) associada a fentanil (100 µg), seguida de passagem de cateter cefálico, para analgesia pós-operatória. O útero foi deslocado para a esquerda. A indução anestésica foi feita em seqüência rápida, com fentanil, propofol e rocurônio e a manutenção com isoflurano 2,5% a 3%, em O2 e N2O (50%). Após histerotomia, procedeu-se à liberação parcial do feto, assegurando-se a circulação útero-placentária, seguindo-se as manobras de laringoscopia e intubação traqueal fetal. A seguir, foi realizada liberação total do feto, com pinçamento de cordão umbilical, administração de ocitocina (20 UI) em infusão venosa contínua seguida de metil-ergonovina (0,2 mg) por via venosa. Durante o procedimento, a pressão arterial sistólica materna foi mantida acima de 100 mmHg, com efedrina em bolus (5 mg) e cristalóide (3.000 mL). A concentração do isoflurano foi diminuída gradativamente durante o fechamento uterino. Ao final da intervenção cirúrgica o bloqueio neuromuscular foi revertido e injetou-se morfina (2 mg) pelo cateter peridural para analgesia pós-operatória. CONCLUSÕES: As principais recomendações para a realização do EXIT são segurança materno-fetal, relaxamento uterino para manutenção do seu volume, da circulação útero-placentária e imobilidade fetal para facilitar o manuseio das vias aéreas. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El tratamiento intraparto extraútero (EXIT) constituye un procedimiento realizado durante la cesária, con preservación de la circulación feto-placentaria, que permite el manejo seguro de la vía aérea del feto, con riesgo de obstrucción de las vías aéreas. El objetivo de este relato fue el de presentar un caso de anestesia para EXIT, en feto con higroma cístico en la región cervical. RELATO DEL CASO: Paciente con 22 años, 37 semanas d (mais) e gestación, sin antecedentes anestésicos, estado físico ASA I, sometida a EXIT para manejo de vía aérea e intubación traqueal en feto con riesgo para obstrucción de vías aéreas. El procedimiento se realizó bajo anestesia general asociada a peridural continua. En el preoperatorio fueron utilizados metoclopramida (10 mg) y ranitidina (50 mg), por vía venosa. En el espacio peridural se administró bupivacaína a 0,25% con adrenalina (30 mg) asociada a fentanil (100 µg), seguida de la introducción de catéter cefálico, para analgesia postoperatoria. El útero fue desplazado para la izquierda. La inducción anestésica se hizo en secuencia rápida, con fentanil, propofol y rocuronio y el mantenimiento con isoflurano en 2,5% a 3%, en O2 y N2O (50%). Después de la histerotomía, se procedió a la liberación parcial del feto, asegurando la circulación útero placentaria, siguiendo las maniobras de laringoscopia e intubación traqueal fetal. A continuación se realizó la liberación total del feto, con pinzamiento del cordón umbilical, administración de ocitocina (20 UI) en infusión venosa continua seguida de metil-ergonovina (0,2 mg) por vía venosa. Durante el procedimiento, la presión arterial sistólica materna se mantuvo por encima de 100 mmHg, con efedrina en bolus (5 mg) y cristaloide (3000 mL). La concentración del isoflurano disminuyó gradualmente durante el cierre uterino. Al final de la intervención quirúrgica el bloqueo neuromuscular fue revertido y se inyectó morfina (2 mg) por el catéter peridural para analgesia posoperatoria. CONCLUSIONES: Las principales recomendaciones para la realización del EXIT son seguridad materno-fetal, relajamiento uterino para el mantenimiento del volumen uterino y de la circulación útero placentaria y el no movimiento fetal para facilitar el manejo de las vías aéreas. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Ex utero intrapartum treatment (EXIT) is a procedure performed during Cesarean section with preservation of fetal-placental circulation, which allows the safe handling of fetal airways with risk of airways obstruction. This report aimed at describing a case of anesthesia for EXIT in a fetus with cervical cystic hygroma. CASE REPORT: Female patient, 22 years old, 37 weeks gestation without anesthetic background, physical status ASA I, submitted t (mais) o EXIT for airway handling and tracheal intubation of fetus at risk for airway obstruction. Procedure was performed under general anesthesia associated to continuous epidural anesthesia. Patient was premedicated with intravenous metoclopramide (10 mg) and ranitidine (50 mg). Epidural 0.25% bupivacaine with epinephrine (30 mg) associated to fentanyl (100 mg) was administered, followed by cephalic catheter for postoperative analgesia. Uterus was displaced to the left. Anesthesia was induced in rapid sequence with fentanyl, propofol and rocuronium and was maintained with isoflurane in 2.5 at 3% in O2 and N2O (50%). After hysterotomy, fetus was partially released assuring uterus-placental circulation, followed by fetal laryngoscopy and tracheal intubation. Then fetus was totally released with umbilical cord clamping, administration of oxytocin (20 UI) in continuous infusion, followed by intravenous methyl-ergonovine (0.2 mg). Maternal systolic pressure was maintained above 100 mmHg during the procedure with bolus ephedrine (5 mg) and crystalloids (3000 mL). Isoflurane concentration was gradually decreased during uterine closure. At surgery completion neuromuscular block was reversed and morphine (2 mg) was injected through the epidural catheter for postoperative analgesia. CONCLUSIONS: Major recommendations for EXIT are maternal-fetal safety, uterine relaxation to maintain uterine volume and uterus-placental circulation, and fetal immobility to help airway handling.

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Anestesia para o recém-nascido submetido a cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea/ Anesthesia for the newborn submitted to cardiac surgery with cardiopulmonary bypass/ Anestesia para el recién nacido sometido a cirugía cardiaca con circulación extracorpórea

Tenório, Sérgio Bernardo; Cumino, Débora O; Gomes, Daniela B G
2005-02-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As doenças congênitas do coração atingem 0,8% dos recém-nascidos (RN) vivos, sendo que muitos necessitam de correção cirúrgica ainda no período neonatal. A cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea (CEC), nesta faixa etária, associa-se a maior incidência de complicações, devido à imaturidade funcional da criança, à falta de equipamentos de CEC que sejam totalmente compatíveis com as dimensões do RN e às dificuldades t (mais) écnicas para correção da lesão cardíaca. Este artigo tem o propósito de apresentar os aspectos relacionados à técnica anestésica, a CEC e seus efeitos em RN. CONTEÚDO: Elevadas doses de fentanil ou sufentanil provêm adequada anestesia sem interferir na estabilidade cardiocirculatória. A depressão respiratória residual dos opióides não é problema neste grupo de pacientes porque a maioria necessita assistência respiratória no pós-operatório imediato. A entrada em CEC pode ser acompanhada de hipotensão arterial por manipulação do coração e/ou sangramento. O posicionamento inadequado das cânulas venosas e aórtica pode causar sérias complicações, como insuficiente fluxo encefálico ou dificuldade na drenagem venosa. São comuns a utilização de hipotermia profunda e a parada circulatória total durante a CEC. A hipotermia modifica a viscosidade do sangue que é tratada com hemodiluição e traz implicações para a correção do pH (alfa-stat versus pH stat). No desmame da CEC é freqüente ocorrer baixo débito cardíaco e ajustes em um ou em todos os seus componentes ( pré-carga, contratilidade, pós-carga e freqüência cardíaca) podem ser necessários. Além das drogas clássicas, como a adrenalina e a dopamina, pode ser necessário o emprego de outras substâncias como a aprotinina, o óxido nítrico ou os inibidores da fosfodiesterase. CONCLUSÕES: O anestesiologista tem papel preponderante no ajuste da homeostasia durante o período peri-operatório. Conhecimentos sobre o tipo de lesão cardíaca, a correção a ser realizada, a resposta do organismo a CEC podem ser úteis no manuseio destas crianças. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las enfermedades congénitas del corazón alcanzan 0,8% de los recién nacidos (RN) vivos, siendo que muchos necesitan corrección quirúrgica aún en el período neonatal. La cirugía cardiaca con circulación extracorpórea (CEC), en esta faja de edad, se asocia la mayor incidencia de complicaciones, debido a la inmadurez funcional del niño, a la falta de equipos de CEC que sean totalmente compatibles con las dimensiones del RN y a las dificu (mais) ltades técnicas para corrección de la lesión cardiaca. Este artículo tiene el propósito de presentar los aspectos relacionados a la técnica anestésica, la CEC y sus efectos en RN. CONTENIDO: Elevadas dosis de fentanil o sufentanil abastecen de adecuada anestesia sin interferir en la estabilidad cardiocirculatoria. La depresión respiratoria residual de los opioides no es problema en este grupo de pacientes porque la mayoría necesita asistencia respiratoria en el post-operatorio inmediato. La entrada en CEC puede ser acompañada de hipotensión arterial por manipulación del corazón y/o sangramiento. El posicionamiento inadecuado de las cánulas venosas y aórtica pueden causar serias complicaciones, como insuficiente flujo encefálico o dificultad en el drenaje venoso. Son comunes la utilización de hipotermia profunda y la parada circulatoria total durante la CEC. La hipotermia modifica la viscosidad de la sangre que es tratada con hemodiluición y trae implicaciones para la corrección del pH (alfa-stat x pH stat). En el desmame de la CEC es frecuente ocurrir bajo debito cardíaco y ajustes en uno o en todos sus componentes (pre-carga, contratilidad, post-carga y frecuencia cardiaca) pueden ser necesarios. Además de las drogas clásicas, como la adrenalina y la dopamina, puede ser necesario el empleo de otras substancias como la aprotinina, el óxido nítrico o los inhibidores de la fosfodiesterasa. CONCLUSIONES: El anestesista tiene papel preponderante en el ajuste de la homeostasia durante el período peri-operatorio. Conocimientos sobre el tipo de lesión cardiaca, la corrección a ser realizada, la respuesta del organismo a la CEC pueden ser útiles en el manoseo de estos niños. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Congenital heart diseases affect 0.8% of liveborn infants and many need neonatal surgical correction. Cardiac surgery with cardiopulmonary bypass (CPB) in this age is associated to higher risk of complications related to child's functional immaturity, lack of CPB equipment fully compatible with neonate (NN) size and technical difficulties to correct cardiac defects. This article aimed at describing aspects related to anesthetic technique, CPB an (mais) d their effects on NN. CONTENTS: High fentanyl or sufentanil doses promote adequate anesthesia without interfering with cardiocirculatory stability. Opioids residual respiratory depression is not a problem for these patients because most of them will need immediate postoperative respiratory assistance. CPB may be followed by heart manipulation-induced hypotension and/or bleeding. Inadequate venous and aortic cannula position may lead to severe complications, such as insufficient brain flow or difficult venous drainage. Deep hypothermia and total circulatory arrest are common during CPB. Hypothermia changes blood viscosity, which is treated with hemodilution and has implications on pH correction (alpha-stat versus pH stat). Low cardiac output is common during CPB weaning and adjustments in one or all its components (preload, contractility, afterload and heart rate) may be necessary. In addition to classic drugs, such as epinephrine and dopamine, other substances may be needed, such as aprotinin, nitric oxide or phosphodiesterase inhibitors. CONCLUSIONS: Anesthesiologists play a major role in adjusting perioperative homeostasis. Understanding the type of cardiac disease, the correction to be performed and body response to CPB may be useful for the management of those children.

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Anestesia para correção intra-útero de mielomeningocele: relato de caso/ Anesthesia for intrauterine myelomeningocele correction: case report/ Anestesia para corrección intra-útero de mielomeningocele: relato de caso

Braga, Angélica de Fátima de Assunção; Rousselet, Monique Sampaio; Zambelli, Helder; Sbragia, Lourenço; Barini, Ricardo
2005-06-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia fetal constitui tratamento de malformações no período pré-natal, que não são adequadamente corrigidas após o nascimento e tem como objetivo tratar ou evitar a progressão das anomalias. O objetivo deste relato é apresentar um caso de anestesia para correção intra-útero de mielomeningocele. RELATO DO CASO: Paciente com 19 anos, 23 semanas de idade gestacional, sem antecedentes anestésicos, estado físico ASA I, submetida à (mais) cirurgia fetal intra-uterina, sob anestesia geral associada à peridural contínua. No pré-operatório utilizaram-se indometacina (50 mg por via retal), metoclopramida (10 mg por via venosa), cimetidina (50 mg por via venosa), e como medicação pré-anestésica midazolam (2 mg por via venosa). No espaço peridural injetou-se bupivacaína a 0,25% com adrenalina (25 mg) associada à fentanil (100 µg), seguida de passagem de cateter cefálico, para analgesia pós-operatória. O útero foi mantido deslocado para esquerda com auxílio da cunha de Crawford. Indução anestésica em seqüência rápida, com fentanil, propofol e rocurônio e manutenção com isoflurano em concentração de 2,5% a 3% veiculado em O2 e N2O (50%). Após histerotomia, realizada com staplin (grampeadores) para promover hemostasia, a região fetal a ser operada foi exposta e a analgesia e imobilidade fetal, foram obtidas com a associação fentanil (10 µg.kg-1) e pancurônio (0,1 mg.kg-1) administrada na região glútea fetal. A pressão arterial sistólica materna foi mantida acima de 100 mmHg, com efedrina em bolus (5 mg), colóides e cristalóides. O líquido amniótico perdido foi substituído por solução fisiológica aquecida. Após correção do defeito fetal, procedeu-se ao fechamento uterino e da membrana amniótica em dois planos, com fio de vicryl e cola de fibrina. Seguiu-se a diminuição gradativa da concentração do isoflurano, e para a manutenção do relaxamento uterino utilizou-se sulfato de magnésio (4 g/20minutos), seguido de infusão contínua (2 g/hora). Ao final da cirurgia injetou-se morfina (2 mg) pelo cateter peridural para analgesia pós-operatória. CONCLUSÕES: A anestesia para cirurgia fetal envolve dois seres, mãe e feto, e o manuseio anestésico exige segurança materno-fetal, anestesia e imobilidade fetal, relaxamento uterino, prevenção do trabalho de parto prematuro e analgesia pós-operatória. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cirugía fetal constituye tratamiento de malformaciones en el período prenatal, que no son adecuadamente corregidas después del nacimiento y tiene como objetivo tratar o evitar la progresión de las anomalías. El objetivo de este relato es presentar un caso de anestesia para corrección intra-útero de mielomeningocele. RELATO DEL CASO: Paciente con 19 años, 23 semanas de edad gestacional, sin antecedentes anestésicos, estado físico ASA (mais) I, sometida a cirugía fetal intrauterina, bajo anestesia general asociada a la peridural continuada. En el pre-operatorio se utilizaron indometacina (50 mg por vía rectal), metoclopramida (10 mg por vía venosa), cimetidina (50 mg por vía venosa), y como medicación pre-anestésica midazolam (2 mg por vía venosa). En el espacio peridural se inyectó bupivacaína a 0,25% con adrenalina (25 mg) asociada al fentanil (100 µg), seguida del pasaje de catéter cefálico, para analgesia postoperatoria. El útero fue mantenido dislocado para la izquierda con auxilio de la cuña de Crawford. Inducción anestésica en secuencia rápida, con fentanil, propofol y rocuronio y mantenimiento con isoflurano en concentración del 2,5% a 3% vehiculado en O2 y N2O (50%). Después de la histerotomía, realizada con staplin (grapadoras) para promover hemostasia, la región fetal a ser operada fue expuesta y la analgesia e inmovilidad fetal, fue lograda con la asociación fentanil (10 µg.kg-1) y pancuronio (0,1 mg.kg-1) administrada en la región glútea fetal. La presión arterial sistólica materna fue mantenida arriba de 100 mmHg, con efedrina en bolus (5 mg), coloides y cristalóides. El líquido amniótico perdido fue sustituido por solución fisiológica entibiada. Después de la corrección del defecto fetal, se procedió al encerramiento uterino y de la membrana amniótica en dos planos, con hilo de vicryl y cola de fibrina. Se siguió la disminución gradativa de la concentración del isoflurano, y para el mantenimiento del relajamiento uterino se utilizó sulfato de magnesio (4 g/20minutos), seguido de infusión continuada (2 g/hora). Al final de la cirugía se inyectó morfina (2 mg) por el catéter peridural para la analgesia postoperatoria. CONCLUSIONES: La anestesia para cirugía fetal envuelve dos seres, madre y feto, y el manoseo anestésico requiere: seguridad materno-fetal, anestesia e inmovilidad fetal, relajamiento uterino, prevención del trabajo de alumbramiento prematuro y analgesia postoperatoria. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Fetal surgery is the treatment of choices for prenatal malformations that are not adequately corrected after birth and aims at treating or preventing the progression of the abnormalities. This report describes a case of anesthesia for intrauterine correction of a myelomeningocele. CASE REPORT: Pregnant patient, 19 years old, 23 weeks of gestational age, without previous anesthetic history, physical status ASA I, submitted to intrauterine fetal s (mais) urgery under general anesthesia associated to continuous epidural continuous anesthesia. The patient was premedicated with rectal indomethacin (50 mg), intravenous metoclopramide (10 mg) and cimetidine (50 mg), in addition to intravenous midazolam (2 mg). The patient received 0.25% bupivacaine with epinephrine (25 mg) associated to fentanyl (100 µg) epidurally, followed by cephalic catheter insertion for postoperative analgesia. The uterus was left-displace with a Crawford's wedge. Rapid sequence anesthesia was induced with fentanyl, propofol and rocuronium, and was maintained with 2.5% - 3% isoflurane in O2 and N2O. After stapling hysterectomy to promote homeostasis, fetal operative site was exposed and fetal analgesia and immobility was obtained with the association of fentanyl (10 µg.kg-1) and pancuronium (0.1 mg.kg-1) administered on fetal gluteus muscle. Maternal systolic blood pressure was maintained above 100 mmHg with bolus ephedrine (5 mg), colloids and crystalloids. Lost amniotic fluid was replaced with warm saline. After correction of the fetal defect, both uterus and amniotic membrane were closed in two planes with vicryl suture and fibrin glue. Afterwards, isoflurane concentration was gradually decreased and bolus magnesium sulfate (4 g/20 minutes) followed by continuous infusion was administered to maintain uterine relaxation (2 g/hour). Morphine (2 mg) was administered via epidural catheter at the end of surgery for postoperative analgesia. CONCLUSIONS: Anesthesia for fetal surgery involves two individuals the mother and the fetus, an anesthetic management requires: maternal-fetal safety, fetal anesthesia and immobility, uterine relaxation, prevention of premature labor and postoperative analgesia.

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Anestesia combinada e extubação precoce em paciente com persistência do canal arterial: relato de caso/ Combined anesthesia and early extubation in patient with patent ductus arteriosus: case report/ Anestesia combinada y extubación precoz en paciente con persistencia del canal arterial: relato de caso

Gouvêa, Paulo Antônio de Mattos; Bernardes, Cassiano Franco
2001-01-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O canal arterial é uma estrutura que integra a circulação fetal. Fatores como prematuridade, hipóxia, acidose e sepse contribuem para a sua patência. O objetivo deste relato é demonstrar a utilização da anestesia combinada em cirurgia para correção da persistência do canal arterial. RELATO DO CASO: Paciente masculino, 14 meses, 11 kg,estado físico ASA II com infecções respiratórias de repetição, foi submetido à correção cirú (mais) rgica de PCA. Utilizou-se midazolam (0,5 mg.kg-1) por via oral, no pré-anestésico, seguido de indução inalatória com halotano 1-2%. A hidratação foi feita com solução de Ringer com lactato (8 ml.kg-1.h-1). Após intubação orotraqueal foi iniciada ventilação mecânica em sistema circular pediátrico com reabsorvedor de CO2. Procedeu-se bloqueio peridural torácico no espaço T1-T2 com injeção única de bupivacaína a 0,125% com adrenalina 1:800.000 no volume de 0,5 ml.kg-1. A manutenção foi feita com halotano (0,5-0,6 CAM). O procedimento cirúrgico durou 70 minutos e foi feito por toracotomia látero-posterior com boa estabilidade cardiovascular. A criança foi extubada na sala cirúrgica e encaminhada para SRPA em boas condições. CONCLUSÕES: A técnica de anestesia combinada em anestesia pediátrica promove melhora na qualidade da analgesia per e pós-operatória. O bloqueio peridural torácico, com indicação criteriosa, pode ser utilizado com bons resultados. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El canal arterial es una estructura que integra la circulación fetal. Factores como prematuridad, hipóxia, acidosis y sepse contribuyen para su patencia. El objetivo de este relato es demostrar la utilización de la anestesia combinada en cirugía para corrección de la persistencia del canal arterial. RELATO DE CASO: Paciente masculino, 14 meses, 11 kg, estado físico ASA II con infecciones respiratorias de repetición, fue sometido a correcc (mais) ión cirúgica de PCA. Se utilizó midazolam (0,5 mg.kg-1) por vía oral, en el pré-anestésico, seguido de inducción inhalatoria con halotano 1-2%. La hidratación fue hecha con solución de Ringer con lactato (8 ml.kg-1.h-1). Después de intubación orotraqueal fue iniciada ventilación mecánica en sistema circular pediátrico con reabsorvedor de CO2. Se procedió bloqueo peridural torácico en el espacio T1-T2 con inyección única de bupivacaína 0,125% con adrenalina 1:800.000 en el volumen de 0,5 ml.kg-1. La manutención fue hecha con halotano (0,5-0,6 CAM). El procedimiento cirúrgico duró 70 minutos y fue hecho por toracotomia látero-posterior con buena estabilidad cardiovascular. El niño fue extubado en la sala cirúgica y encaminado para SRPA en buenas condiciones. CONCLUSIONES: La técnica de anestesia combinada en anestesia pediátrica promueve mejoría en la calidad de la analgesia per y pós-operatoria. El bloqueo peridural torácico, con indicación criteriosa, puede ser utilizado con buenos resultados. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The ductus arteriosus is a structure of fetal circulation. Prematurity, hypoxia, acidosis and sepsis contribute for patent ductus arteriosus (PDA). This case report aimed at evaluating the use of combined regional/general anesthesia for surgical PDA repair. CASE REPORT: Male patient, 14 months of age, 11 kg, physical status ASA II, with repeated respiratory infections, was submitted to surgical PDA repair. Patient was premedicated with oral 0.5 (mais) mg.kg-1 midazolam followed by inhalational induction with 1-2% halothane. Hydration consisted of 8 ml.kg-1.h-1 lactated Ringer’s. After tracheal intubation, mechanical ventilation was installed with a pediatric closed system with CO2 absorber. Epidural puncture was performed at T1-T2 interspace, followed by a bolus injection of 0.5 ml.kg-1 of 0.125% bupivacaine with epinephrine 1:800,000. Anesthesia was maintained with halothane (0.5-0.6 CAM). The surgery lasted 70 minutes and was performed by latero-posterior thoracotomy, with good hemodynamic stability. The child was extubated in the operating room and sent to PACU in good conditions. CONCLUSIONS: Combined regional/general anesthesia in pediatric patients improves peri and postoperative analgesia. Thoracic epidural blockade can be used with good results, if carefully indicated.

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Analgesia regional periférica com lidocaína em paciente queimado: relato de caso/ Peripheral regional analgesia with lidocaine in burned patient: case report/ Analgesia regional periférica con lidocaína en paciente quemado: relato de caso

Geier, Karl Otto
2004-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A realização de anestesia regional em pacientes queimados é dificultosa pela localização aleatória das lesões térmicas. Elevadas taxas de alfa1 glicoproteína ácida com grande afinidade para drogas alcalinas, especialmente a lidocaína, têm sido observadas nesses pacientes. Este caso relata como o uso intermitente de anestesia e analgesia regional periférica com altas doses de lidocaína podem ser úteis em fornecer efetiva analgesia (mais) num paciente com queimaduras de segundo grau nos quatro membros, abrangendo, aproximadamente, 20% de área superficial queimada. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 23 anos, 86 kg, estado físico ASA II, com queimadura superficial da face, segundo grau nos quatro membros e elevada taxa sérica de alfa1 glicoproteína ácida (260 mg.dl-1), teve sua dor controlada com 11,6 mg.kg-1 de lidocaína com adrenalina 1:400.000 administrada por cateteres introduzidos e tunelizados para diversos procedimentos - irrigações e troca de curativos, desbridamentos, fisioterapia, enxertos cutâneos e analgesia diária durante 28 dias. CONCLUSÕES: Em pacientes queimados com injúrias térmicas localizadas nas extremidades, a analgesia regional periférica pode ser útil. As elevadas taxas séricas de alfa1 glicoproteína ácida e o local da injeção podem permitir o emprego de altas doses de lidocaína. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La realización de anestesia regional en pacientes quemados es dificultosa por la localización aleatoria de las lesiones térmicas. Elevadas tasas de alfa1 glicoproteína ácida con grande afinidad para drogas alcalinas, especialmente la lidocaína ha sido observado en esos pacientes. Este caso, relata como el uso intermitente de anestesia y analgesia regional periférica con altas dosis de lidocaína puede ser útil en proveer efectiva analges (mais) ia en un paciente con quemaduras de segundo grado en los cuatro miembros, abarcando, aproximadamente, 20% de área superficial quemada. RELATO DE CASO: Paciente masculino, 23 años, 86 kg, estado físico ASA II, con quemadura superficial del rostro, segundo grado en los cuatro miembros y elevada tasa sérica de alfa1 glicoproteína ácida (260 mg.dl-1), tuvo su dolor controlado con 11,6 mg.kg-1 de lidocaína con adrenalina 1:400.000 administrada por catéteres introducidos y tunelizados para diversos procedimientos - irrigaciones y cambio de curativos, desbridamientos, fisioterapia, injertos cutáneos y analgesia diaria durante 28 días. CONCLUSIONES: En pacientes quemados con injurias térmicas localizadas en las extremidades, la analgesia regional periférica puede ser útil. Las elevadas tasas séricas de alfa1 glicoproteína ácida y el local de la inyección pueden permitir el uso de altas dosis de lidocaína. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: Regional anesthesia is difficult in burned patients due to the randomized location of thermal injuries. High plasma levels of alpha1-acid glycoprotein with major affinity to basic drugs, especially lidocaine, have been observed in these patients. This report shows how intermittent peripheral regional anesthesia and analgesia with high lidocaine doses may be useful in inducing effective analgesia in patient with almost 20% Total Burn Skin Area (T (mais) BSA) of partial thickness burn in his four limbs. CASE REPORT: Male patient, 23 years old, 86 kg, physical status ASA II, with superficial facial burn, partial thickness burn on four limbs and increased serum alpha1-acid glycoprotein levels (260 mg.dL-1), who was treated with 11.6 mg.kg-1 lidocaine with 1:400,000 epinephrine through catheters inserted and tunnelized, for several procedures - irrigations and dressing changes, débridements, physical therapy, skin grafting and daily analgesia during 28 days. CONCLUSIONS: Burned patients with thermal injuries on the extremities are suitable for peripheral regional analgesia. High alpha1-acid glycoprotein serum levels and injection site may allow the use of high lidocaine doses.

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Analgesia pós-operatória em pacientes pediátricos: estudo comparativo entre anestésico local, opióides e antiinflamatório não esteróide/ Postoperative analgesia in pediatric patients: comparative study among local anesthetics, opioids and non-steroidal anti-inflammatory drugs/ Analgesia pós-operatoria en pacientes pediátricos: estudio comparativo entre anestésico local, opioides y antiinflamatorio no esteróide

Menezes, Miriam Seligman; Gozzani, Judymara Lauzi
2002-04-01

Resumo em português JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O tratamento da dor pós-operatória em crianças tem merecido atenção especial nas últimas décadas. O propósito deste estudo foi analisar a analgesia pós-operatória de crianças no que se relaciona à qualidade e à duração da analgesia, à confiabilidade dos métodos de avaliação e à incidência de efeitos colaterais decorrentes das diferentes técnicas de analgesia utilizadas. MÉTODO: Participaram do estudo 100 crianças com idad (mais) es entre 2 e 12 anos alocadas em 5 grupos de 20 crianças cada, que receberam, logo após a indução da anestesia, os seguintes tratamentos de analgesia: grupo B, bupivacaína a 0,25%, com vasoconstritor, 0,5 a 1 ml.kg-1; grupo F, fentanil, 1,5 µg.kg-1; grupo M, morfina, 30 µg.kg-1, grupo S, sufentanil, 0,3 µg.kg-1, todos por via peridural caudal e o grupo D, que recebeu diclofenaco potássico (1 mg.kg-1) por via retal. A dor foi avaliada por 2 métodos distintos: um predominantemente comportamental, objetivo e o outro de auto-avaliação, subjetivo, durante as primeiras 4 horas e a partir deste momento até a 24ª hora. Efeitos colaterais foram observados e tratados. RESULTADOS: Nas primeiras 4 horas os pacientes dos grupos B, F, M e S apresentaram comportamentos semelhantes, com mínimas necessidades de analgesia complementar. Nas 20 horas restantes o maior tempo de analgesia foi o observado no grupo S, não diferindo dos grupos F e M, mas sendo significativamente superior ao tempo dos grupos B e D. Diclofenaco retal não promoveu alívio efetivo da dor. Maior incidência de efeitos colaterais ocorreu no grupo M que não diferiu do grupo S, mas foi significativamente superior aos grupos F, B e D. Houve correlação positiva e significativa entre os escores das 2 escalas de avaliação de dor. CONCLUSÕES: Os opióides espinhais mostraram-se seguros e efetivos na analgesia pós-operatória em crianças, porém quando comparados à bupivacaína não apresentaram diferenças relevantes e apresentaram maior incidência de efeitos colaterais. O diclofenaco por via retal não se mostrou efetivo como analgésico único quando comparado às outras técnicas. Resumo em espanhol JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El tratamiento del dolor pós-operatoria en niños ha merecido atención especial en las últimas décadas. El propósito de este estudio fue analizar la analgesia pós-operatoria de niños en lo que se relaciona a la calidad y a la duración de la analgesia, la confianzabilidad de los métodos de evaluación y la incidencia de efectos colaterales decurrentes de las diferentes técnicas de analgesia utilizadas. MÉTODO: Participaron del estudio (mais) 100 niños con edades entre 2 y 12 anos distribuidos en 5 grupos de 20 niños cada, que recibieron, luego después la inducción de la anestesia, los siguientes tratamientos de analgesia: grupo B, bupivacaína 0,25%, con vasoconstritor, 0,5 a 1 ml.kg-1; grupo F, fentanil, 1,5 µg.kg-1; grupo M, morfina, 30 µg.kg-1, grupo S, sufentanil, 0,3 µg.kg-1, todos por vía peridural caudal y el grupo D, que recibió diclofenaco potásico (1 mg.kg-1) por vía retal. El dolor fue evaluada por 2 métodos distintos: uno predominantemente comportamental, objetivo y el otro de auto-evaluación, subjetivo, durante las primeras 4 horas y a partir de este momento hasta la 24ª hora. Fueron observados efectos colaterales y fueron tratados. RESULTADOS: En las primeras 4 horas los pacientes de los grupos B, F, M y S presentaron comportamientos semejantes, con mínimas necesidades de analgesia complementar. En las 20 horas restantes el mayor tiempo de analgesia fue observado en el grupo S, no divergiendo del grupo F y M, más siendo significativamente superior al tiempo de los grupos B y D. Diclofenaco rectal no promovió alivio efectivo del dolor. Mayor incidencia de efectos colaterales ocurrió en el grupo M que no divergió del grupo S, más fue significativamente superior a los grupos F, B y D. Hubo correlación positiva y significativa entre los resultados de las 2 escalas de evaluación del dolor. CONCLUSIONES: Los opioides espinales se mostraran seguros y efectivos en la analgesia pós-operatoria en niños, más cuando comparados a la bupivacaína no presentaron diferencias relevantes y presentaron mayor incidencia de efectos colaterales. El diclofenaco por vía retal no se mostró efectivo como analgésico único cuando comparado a las otras técnicas. Resumo em inglês BACKGROUND AND OBJECTIVES: The treatment of postoperative pain in children has been given special attention in the last decades. This study aimed at analyzing postoperative analgesia in children, considering analgesia quality and duration, evaluation methods reliability and the incidence of side effects resulting from different analgesia techniques. METHODS: Participated in this study 100 children, aged 2 to 12 years, allocated in 5 groups of 20 children each, who receive (mais) d, right after anesthesia, the following analgesics: group B, 0.25% bupivacaine with epinephrine (1:400,000) 0.5 to 1 ml.kg-1; group F, 1.5 µg.kg-1 fentanyl; group M, 30 µg.kg-1 morphine; group S, 0.3 µg.kg-1 sufentanil, all by epidural caudal block and group D, who received rectal diclofenac (1 mg.kg-1). Pain was evaluated by two different methods: one, predominantly behavioral and objective and the other subjective and self-evaluated, during the first 4 hours and then up to the 24th hour. Side effects were observed and treated. RESULTS: In the first 4 hours, groups B, F, M and S patients presented similar behavior, with a minimum need for complementary analgesia. In the remaining 20 hours, the longest analgesia duration was seen in group S, which did not differ from groups F and M, but was significantly longer than for groups B and D. Rectal diclofenac has not promoted effective pain relief. There has been a higher incidence of side-effects in group M, which did not differ from group S, but was significantly higher than for groups F, B and D. There has been a positive and significant correlation between both pain scales. CONCLUSIONS: Spinal opioids are safe and effective for postoperative analgesia in children, but when compared to bupivacaine, there have been no significant differences and a higher incidence of side effects. Rectal diclofenac was not effective as a single analgesic as compared to other techniques.

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A reanimação do prematuro extremo em sala de parto: controvérsias/ Controversies about the resuscitation of extremely preterm infants in the delivery room

Almeida, Maria Fernanda Branco de; Guinsburg, Ruth
2005-03-01

Resumo em português OBJETIVO: Relatar as principais controvérsias quanto aos procedimentos atualmente realizados na reanimação de recém-nascidos de extremo baixo peso na sala de parto. FONTES DOS DADOS: Revisão sistemática dos artigos incluídos em MEDLINE, SciELO e Cochrane Library e dos temas livres publicados em congressos internacionais e nacionais, utilizando-se as palavras-chave reanimação, asfixia e recém-nascido. SÍNTESE DOS DADOS: As principais controvérsias incluem aspec (mais) tos relacionados à oxigenação e à ventilação do prematuro de extremo baixo peso ao nascimento. Os efeitos da administração de oxigênio em concentrações entre 21% e 100% precisam ser investigados. Os parâmetros adequados de pressão inspiratória, volume pulmonar e pressão expiratória final positiva necessitam ser estabelecidos com a finalidade de minimizar o barotrauma e o volutrauma. Os benefícios da aplicação da pressão positiva contínua de vias aéreas por via nasal também precisam ser bem determinados através de ensaios clínicos randomizados. Além disso, reanimadores manuais devem ser desenvolvidos para otimizar a administração desses parâmetros e minimizar a lesão pulmonar no início da vida extra-uterina. Estudos clínicos sobre a administração ao nascimento de adrenalina, expansores de volume e bicarbonato de sódio são inexistentes em prematuros de muito baixo peso. Adicionalmente, o principal dilema ético envolve a decisão conjunta entre os profissionais e os pais de não iniciar a reanimação na dependência da idade gestacional. CONCLUSÕES: A conduta atualmente vigente poderá ser modificada a partir dos resultados de ensaios clínicos randomizados e controlados, em conjunto com a avaliação do desenvolvimento, realizados em recém-nascidos de extremo baixo peso submetidos à reanimação na sala de parto. Resumo em inglês OBJECTIVE: To describe the main controversies about resuscitation procedures performed in extremely low birth weight infants in the delivery room. SOURCES OF DATA: Systematic review including articles from MEDLINE, SciELO and Cochrane Library, and abstracts published in national and international proceedings, using the keywords resuscitation, asphyxia, and newborn infant. SUMMARY OF THE FINDINGS: The main controversies concern the oxygenation and ventilation of extremely (mais) low birth weight infants. The effects of oxygen concentrations between 21 and 100% need to be addressed. Appropriate inspiratory pressure, lung volume, and positive end-expiratory pressure parameters also need to be established in order to decrease barotrauma and volutrauma. The benefits of nasal continuous positive airway pressure may be determined through randomized clinical trials. On top of that, manual resuscitation devices have to be developed in order to optimize these ventilatory parameters and to reduce lung injury. So far, clinical trials on the administration of epinephrine, volume expanders, and sodium bicarbonate to extremely low birth weight infants have not been published. In addition, the main ethical dilemma concerns the decision of health professionals and parents not to initiate resuscitation procedures at very low gestational ages. CONCLUSIONS: In the future, guidelines may be modified based on the results of randomized and controlled clinical trials, as well as neurodevelopmental follow-up studies, involving extremely low birth weight infants submitted to resuscitation procedures in the delivery room.

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