Sample records for democratic republic of the congo
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Sample records 1 - 2 shown.



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Crianças feiticeiras: reconfigurando família, igrejas e estado no pós-guerra angolano

Pereira, Luena Nunes
2008-01-01

Resumo em português Acusações de feitiçaria a crianças e adolescentes têm emergido em diversas partes da África, com destaque para a República Democrática do Congo. Em Angola este fenômeno é observado principalmente entre o grupo étnico Bakongo. Procura-se aqui apontar alguns fatores envolvidos na emergência deste fenômeno em Angola, considerando esta especificidade étnica. Outro objetivo é o de analisar como diferentes agentes em instituições do Estado angolano, igrejas e O (mais) NGs vêm construindo percepções, discursos e formas de intervenção sobre esta questão, considerando diferentes noções de alteridade, cultura, família, igreja e comunidade. Resumo em inglês Witchcraft accusations against children and adolescents had emerged recently in some African countries, especially in the Democratic Republic of Congo. In Angola, this phenomenon has been verified particularly among the Bakongo people. My initial objective will be to determine some of the factors that contribute to the emergence of this phenomenon in Angola, considering its ethnic bias. Other aim is to describe and analyze how Angolan State institutions, NGOs and churches (mais) have been constructing different perceptions, discourses and forms of interventions in relation to this issue, considering different notions of otherness, culture, family, church and community.

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Paradoxos, fluidez e ambiguidade do pensamento simbólico (o caso ruwund): para uma crítica a alguns modelos de análise/ Paradox, fluidity and ambiguity of symbolic thought (the Ruwund case): a critique of some theoretical models

Palmeirim, Manuela
2008-11-01

Resumo em português O conceito de “versões” ou “variantes” tem-se afirmado crucial na análise das tradições orais. Contudo, o uso das versões como textos “fechados” e “delimitáveis” conduz, quando falamos das tradições centro-africanas de fundação do Estado, à emergência de contradições desconcertantes e aparentemente irresolúveis. Os historiadores africanistas crêem-nas passíveis de serem questionadas quanto à sua veracidade; os estruturalistas reduzem-nas a oposi� (mais) �ões algo estáticas. Ambas as abordagens, tentaremos demonstrar, obscurecem a extrema riqueza, complexidade e, acima de tudo, a extraordinária ductilidade destas narrativas. A leitura que será apresentada da narrativa de fundação da realeza dos aruwund da República Democrática do Congo sugere o paradoxo, a ambiguidade e a fluidez como os mecanismos sobre os quais se constrói o pensamento simbólico e, desta forma, afasta-nos quer das abordagens históricas quer da fixidez dos modelos dicotómicos frequentemente utilizados na sua análise. Resumo em inglês The concept of “versions” or “variants” has been crucial in the analyses of oral traditions. When dealing with Central African narratives of State foundation, however, the use of versions as somewhat rigid and self-contained texts leads to the emergence of apparently inconsistent and contradictory statements. Africanist historians assume that these statements should be questioned for “accuracy” and “authenticity”; structuralists reduce these inconsistencies to rat (mais) her static oppositions. Both approaches, I hope to demonstrate, risk to obliterate the extreme complexity, richness and, above all, overwhelming suppleness of these narratives. A presentation of the account on the foundation of kingship as told by the Aruwund of the Democratic Republic of the Congo shows that this oral tradition should be better understood as a “constellation” of what will be called “minor narratives”, recalled upon or else omitted to convey different levels of specificity and diverse symbolic emphases to the narrations. This, together with the fluidity conferred to the relationships among Ruwund titleholders by the classificatory nature of the system of “perpetual kinship”, accounts for many of the apparent contradictions and makes Ruwund ideological thought a ground constantly open to different claims and interpretations. The reading of the material presented suggests paradox, ambiguity and fluidity as intrinsic qualities of these narratives and the mechanisms upon which symbolic thought is built. In doing so, this article aims at steering away from both historical approaches and the fixity of the dichotomous models so often applied to the analysis of symbolism and oral tradition.

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